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sábado, 18 de janeiro de 2014

Tecnologia para gerar eletricidade na Lua à noite


Refletores de Fresnel (azul e cinza escuro) concentram os raios solares em um coletor, abaixo do qual há um tubo cheio de fluido que se transforma em gás quando aquecido.

Esse gás aquece a massa térmica ou um reservatório (caixa cinza), que pode transferir esse calor para um motor Stirling (objeto em forma de cruz) para produzir eletricidade. Um radiador (azul) pode aquecer rovers e tripulantes. A capa amarela é um protetor que impede o calor de se dissipar rapidamente.[Imagem acima: Blai Climent et al.]

Energia solar à noite

Quando se fala em energia solar, todos se lembram do seu grande inconveniente: a energia só é gerada durante o dia, e precisa ser armazenada de alguma forma para ser usada à noite.

O problema será muito maior quando se tratar de abastecer estações tripuladas na Lua.

A noite lunar dura 14 dias terrestres, período no qual as temperaturas chegam a -150 º C.

Isso complica o movimento de veículos e o funcionamento de equipamentos em uma estação lunar, o que exigiria o transporte de pesadas baterias da Terra ou o uso da energia nuclear - contudo, mesmo usando uma fonte de radioisótopos, o robô chinês Yutu precisa ser desligado durante a noite lunar.

Agora, uma equipe de pesquisadores da Universidade Politécnica da Catalunha, na Espanha, apresentou duas opções para armazenar a energia solar produzida na Lua durante o dia para uso durante suas longas noites.

Energia térmica

"O primeiro sistema consiste em modificar fragmentos de regolito, o solo lunar, incorporando elementos como o alumínio, por exemplo, de tal forma que ele se torne uma massa térmica," explica Ricard Gonzalez-Cinca, um dos autores das propostas.

Essa massa térmica seria aquecida pelo Sol durante o dia, e o calor seria usado para gerar eletricidade durante a noite.

O segundo sistema é similar, mas mais sofisticado, incorporando um conjunto de espelhos e um motor térmico.

Os espelhos são refletores de Fresnel, como os usados em algumas tecnologias de energia solar na Terra, que concentram os raios solares sobre um tubo cheio de líquido. 

O calor converte o líquido em um gás, que é então usado para aquecer a massa térmica. Depois, durante a longa noite lunar, o calor é transferido para um motor Stirling para produzir eletricidade.

"Este sistema é melhor equipado do que o modelo anterior para projetos lunares com maiores necessidades de energia, como uma missão tripulada que precise passar a noite na Lua," disse Gonzalez-Cinca.

A NASA já apresentou planos para usar um motor Stirling para impulsionar naves, mas ele seria alimentado por plutônio, e não por energia solar.

A propósito, a NASA andava totalmente desinteressada na Lua, mas as coisas podem mudar com os programas espaciais da China, Índia e Japão, que já anunciaram planos de enviar missões tripuladas ao satélite.

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Polícia vai parar carros à distância com canhão de micro-ondas


Ao apertar de um botão, os guardas simplesmente imobilizarão o carro suspeito à distância.

Radares que fotografam placas de veículos em excesso de velocidade logo se tornarão o aspecto mais brando da fiscalização policial.

Aparelhos que disparam rajadas de micro-ondas, travando todo o controle eletrônico dos carros, em breve darão novos poderes às autoridades para controlar veículos suspeitos.

Esses aparelhos, que usam ondas eletromagnéticas de alta potência para atrapalhar o funcionamento dos computadores dos carros mais modernos, já estão na fase final de testes.

A intenção é que a polícia não precise mais sair perseguindo os veículos suspeitos: ao apertar de um botão, os guardas simplesmente imobilizarão o carro suspeito à distância.

A pedido da polícia da França, Espanha e Alemanha, um consórcio financiado pela Comissão Europeia está desenvolvendo um aparelho com essa capacidade.

A empresa de eletrônicos E2V, do Reino Unido, começou antes o desenvolvimento de um sistema semelhante, e testou com sucesso sua tecnologia há algumas semanas.

Como parar um carro à distância

O projeto europeu SAVELEC (Controle seguro de veículos não-cooperativos através de meios eletromagnéticos) recebeu recursos da ordem de €4,3 milhões.

Engenheiros da Agência Aeroespacial Alemã DLR, que fazem parte do consórcio, se debruçaram sobre as ECUs (Unidades de Controle de Motores) - uma espécie de CPU dos carros - para identificar vulnerabilidades nos microchips que possam ser exploradas através de sinais de rádio.

Na MBDA, uma fabricante de mísseis francesa, uma equipe está fazendo simulações com grandes grupos de motoristas voluntários para avaliar como eles reagem quando os carros simplesmente "apagam" em alta velocidade.

Os aparelhos não pretendem fritar a eletrônica de um carro - como as armas militares de pulsos eletromagnéticos fazem - mas apenas desativá-los temporariamente.

Com a fiação do veículo atuando como uma antena, os pulsos desativam temporariamente a ECU forçando-a a reiniciar-se constantemente, o que faz o veículo deixar de funcionar e eventualmente parar - embora não se saiba exatamente o efeito dos pulsos sobre o controle eletrônico da direção e dos freios.

"Nós queremos desorientar a eletrônica do carro para que possamos parar o carro, mas não queremos quebrá-lo e deixá-lo travado na rodovia. E nós também não queremos ferir os ocupantes, pedestres próximos ou a polícia com o feixe," disse Cécile Macé, da MBDA.

O aparelho final provavelmente será muito menor do que o protótipo, que usa uma enorme antena para ter um alcance de 60 metros. [Imagem: SAVELEC]

Cópias piratas

O aparelho final provavelmente será muito menor do que aquele no qual a E2V está trabalhando, que possui um transmissor de 350 quilos montado em um SUV e um "canhão metálico" - uma antena - capaz de disparar feixes de micro-ondas em um carro ou moto a até 60 metros de distância.

O consórcio SAVELEC ainda não testou seu sistema, mas o objetivo é ter um protótipo pronto em 2016.

Por enquanto os engenheiros não estão disponibilizando detalhes técnicos sobre o trabalho, a fim de evitar que outras pessoas desenvolvam contramedidas à tecnologia - ou construam a sua própria versão do aparelho e "congelem" os carros da polícia.

Com informações da New Scientist

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Alerta vermelho para ativistas da Internet livre


Por Felipe Bianchi, em Centro de Estudos Barão de Itararé

Após uma corte estadunidense ‘derrubar’ a neutralidade da rede, relator do projeto de lei do Marco Civil da Internet no Brasil aponta para a urgência de assumirmos de vez o protagonismo mundial na defesa da Internet livre

A comunidade digital e os ativistas pela Internet livre acenderam o alerta vermelho nesta semana, após uma corte estadunidense ‘derrubar’ a neutralidade da rede, princípio fundamental para a liberdade e a democracia na Internet.

O tribunal de apelo em questão determinou inválidas as regras da Comissão Federal de Comunicações (FCC), que garantia a não-interferência dos proprietários da infraestrutura da Internet no fluxo de dados e conteúdos que por ela trafegam.

Assim como as teles pleiteiam a quebra da neutralidade no Brasil, foi a partir de um processo aberto pela operadora Verizon que o princípio caiu nos Estados Unidos.

A FCC, no entanto, promete recorrer: “Estamos comprometidos em manter nossas redes como máquinas para o crescimento econômico, como espaço de testes para serviços e produtos inovadores, e como canais para toda forma de discurso protegido pela primeira emenda [que garante a liberdade de expressão nos EUA]“, afirmou Thomas Wheeler, presidente do órgão.

O objetivo, segundo ele, é “garantir que as redes das quais a Internet depende continuem oferecendo uma plataforma livre e gratuita para inovação e expressão”.

A polêmica em torno da neutralidade da rede é o principal entrave na aprovação do Marco Civil da Internet no Brasil – espécie de ‘Constituição de direitos e deveres’ na arena digital. O relator do projeto de lei, Alessandro Molon (PT-RJ), acredita que a decisão norte-americana aponta para a urgência de o Brasil assumir de vez o protagonismo mundial na defesa da Internet livre.

“A decisão só reforça a necessidade de garantir a neutralidade da rede por lei e não por uma norma inferior, como um regulamento”, afirma. Segundo Molon, em nota enviada à imprensa, é justamente essa regulamentação que o Marco Civil pretende fazer. “Ao aprová-lo, o Brasil consolidará seu protagonismo na área (…), servindo de exemplo para outros países, inclusive os EUA”, complementa.

Bloqueado pelo lobby das empresas de telecomunicações, que pretendem seguir os passos dos Estados Unidos e tornar o direito ao acesso à Internet um “privilégio”, similar aos pacotes de TV a cabo, o projeto tramita em urgência constitucional desde setembro do ano passado. A votação é sistematicamente boicotada devido a articulações e lobby nos bastidores.

O Sinditelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal), por exemplo, defende o liberalismo econômico – e não os direitos civis – como principal baliza para o uso da Internet no Brasil. Em nota ao portal de tecnologia do UOL, o Sindicato diz apoiar “toda iniciativa que venha a dar flexibilidade na oferta de serviços à população e sociedade em geral” e que “garantam os princípios da livre iniciativa e da livre concorrência”.

Em consonância com o movimento pela Internet livre no país, o deputado Molon rechaça a visão puramente mercadológica e opina que ser contrário à neutralidade da rede é ter “preconceito contra pobre” e “posicionar-se contra milhões de internautas brasileiros”. Isso porque o modelo defendido pelas empresas de telecomunicações prevê a venda de pacotes de conteúdo no lugar da velocidade, similar à TV paga.

Em suma, ao invés de contratar um plano com determinada velocidade e navegar livremente na rede, o internauta seria obrigado a escolher um plano que dê acesso, por exemplo, apenas ao e-mail e a um determinado portal de notícias; um plano que dê acesso ao e-mail, a uma rede social, a uma ferramenta de busca e ao YouTube custaria mais caro e assim sucessivamente.

Os provedores de Internet, em especial os de pequeno e médio portes, alegam que tal política cerceia a liberdade e prejudica também as empresas de conteúdo digital, que perderiam espaço no mercado.

Além disso, há uma discussão importante em torno do controle e da censura do que circula na rede, já que a quebra da neutralidade possibilitaria, por exemplo, que empresas privadas compartilhassem dados com agências de inteligência e espionagem.

Ainda que o vazamento de documentos da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, promovido por seu ex-funcionário Edward Snowden, indique que esse processo já está em curso, a regulamentação da neutralidade da rede tornaria a prática ilegal, assegurando os direitos à privacidade e à liberdade de expressão.

Fonte: Revista Forum 
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EUA são vistos como a maior ameaça no mundo, diz pesquisa


De acordo com uma pesquisa mundial publicada no final de 2013, com 66 mil pessoas em 68 países, conduzida pela Worldwide Independent Network of Market Research (WINMR) e Gallup International, a população mundial enxerga os EUA como a mais significante ameaça no planeta. A análise sobre a pesquisa foi publicada no portal de matérias sobre a resistência contra o imperialismo, Znet, por Paul Street.

De acordo com Street, a visão mundial quanto ao status dos Estados Unidos como, de longe, a maior ameaça para a paz (24% dos entrevistados qualificaram o país assim, enquanto o segundo lugar, Paquistão, ficou com 8%), "deveria ser tudo, menos surpreendente, para qualquer observador sério para com a politica externa norte-americana e o cenário internacional".

Os EUA representam quase metade de todo o gasto militar no mundo, mantêm mais de mil bases militares em mais de 100 nações “soberanas” por todos os continentes. A administração Obama autoriza a ação das Operações Especiais em 75 a 100 países (a administração Bush contava com 60 em seu final) e conduz regulares ataques letais com drones contra alvos qualificados como terroristas (e um número muito maior de civis inocentes) no Oriente Médio, Sudeste Asiático e África, explica Street.

"Mantêm também um programa massivo de vigilância global dedicado a eliminar, de fato, a privacidade na Terra – um programa que espionou até mesmo os telefones pessoais de estadistas europeus, incluindo Angela Merkel, na Alemanha."

Como o mais famoso jornal alemão, Der Spiegel, escreveu em 1997: “Nunca antes na história moderna um pais dominou totalmente o planeta como os EUA o faz hoje, a América é agora o Schwarzenegger da política internacional: exibindo os músculos, intrusivo e intimidante, os norte-americanos, na ausência de limites impostos por qualquer um, agem como se tivessem um cheque em branco em seu ‘McMundo’”.

Sem pedido de desculpas

"Esse Schwarzenegger decidiu fazer as coisas um pouco sozinho no atual milênio. Os EUA, desde o 11 de Setembro, mataram, marcaram e desalojaram milhões ao redor do mundo muçulmano como parte de sua Guerra ao (de) Terror," diz Street.

"A violência é sempre conduzida em nome da paz, liberdade, democracia e segurança. Um incidente ilustrativo na guerra norte-americana ao/de terror ocorreu na primeira semana de maio de 2009. Foi quando um bombardeio norte-americano matou mais de 140 civis em Bola Boluk, um vilarejo na província de Farah, no oeste do Afeganistão."

Noventa e três dos locais mortos, destroçados pelos explosivos norte-americanos, eram crianças. Apenas 22 eram homens de 18 anos ou mais velhos. Como o New York Times reportou:

“Em uma ligação telefônica colocada no viva-voz na quarta-feira para o parlamento afegão, o governador da província de Farah, Rohul Amin, disse que cerca de 130 civis morreram, segundo o legislador, Mohammad Naim Farahi, ‘o governador disse que os locais trouxeram dois tratores cheios de pedaços de corpos humanos para seu escritório, a fim de comprovar as mortes que ocorreram…todos estavam chorando, olhando para a cena chocante’.

O sr. Farahi disse que conversou com alguém que conhecia pessoalmente, e tal pessoa havia contado 113 corpos sendo enterrados, incluindo muitas mulheres e crianças.”

"A resposta inicial do Pentágono do Obama para esse incidente horrível – um entre muitos outros ataques aéreos maciços que mataram civis no Afeganistão e Paquistão desde 2011 – foi jogar a culpa das mortes às 'granadas do Talibã'," ironiza o autor.

A então secretária de Estado, Hillary Clinton, disse “lamentar” a perda de vidas humanas, mas a administração se recusava a fazer um pedido de desculpas ou reconhecer a responsabilidade dos EUA.

"Em contraste, Obama havia acabado de oferecer um pedido completo de desculpas e demitir um funcionário da Casa Branca por assustar nova-iorquinos por conta de uma sessão de fotos do Força Aérea Um (o avião presidencial norte-americano) voando baixo sobre Manhathan o que lembrou as pessoas do 11 de Setembro."

E Street continua: "A disparidade foi extraordinária: assustar nova-iorquinos levou o presidente Obama a um pedido de desculpas e à demissão de um funcionário da Casa Branca, enquanto matar mais de 100 civis afegãos não requeria o mesmo pedido."

Ninguém foi demitido e o Pentágono teve a permissão de seguir com as afirmações absurdas de como os civis morreram – histórias levadas a sério pela mídia, ressalta o autor. Os EUA, subsequentemente, conduziram uma duvidosa “investigação” do massacre em Bola Boluk que reduziu a contagem de corpos e culpou o Talibã por colocar civis no caminho das bombas norte-americanas.

Filhos e filhas

Outro exemplo do compromisso dos EUA com a paz e a segurança, citado por Street, é Fallujah, no Iraque. Em um discurso sobre política externa na véspera do anúncio de sua candidatura à Presidência, Barack Obama disse que “o povo estadunidense tem sido extraordinariamente determinado. Eles viram suas filhas e filhos morrerem e se ferirem nas ruas de Fallujah”.


"Essa seleção do lugar foi espantosa: Fallujah foi o local da maior atrocidade de guerra dos EUA – os crimes incluíram o assassinato indiscriminado de milhares de civis, ataques contra ambulâncias e hospitais e praticamente a completa destruição de uma cidade inteira – pelos militares norte-americanos, em abril e novembro de 2004. A cidade foi designada para destruição como um exemplo do incrível estado de terror prometido contra aqueles que ousarem resistir ao poder dos EUA."

O uso de material radioativo nos ataques dos EUA em Fallujah ajudou a criar uma epidêmica mortalidade infantil, defeitos de nascimento, leucemia e câncer, ressaltou Street.
"A cidade de Fallujah foi apenas um episódio especialmente ilustrativo de um vasto arco criminal de uma invasão que matou prematuramente pelo menos um milhão de civis iraquianos e deixou o país como 'uma zona de desastre em uma escala catastrófica, dificilmente comparável na memória recente'."

“Então jogue-os em Guantânamo”

Lawrence Wilkerson é um ex-combatente que já serviu como chefe de gabinete do então secretário de Estado Colin Powell. Conversando com o jornalista investigativo Jeremy Scahill, citado por Street, ele descreveu uma típica operação das forças especiais durante a ocupação do Iraque:

"Você entra lá e colhe algumas informações e você diz: Oh, isso é realmente uma boa informação para ser usada como ataque. Aqui está a Operação Trovão Azul. Vá cumpri-la. Então eles vão e matam 27, 30, 40 pessoas, que seja, e capturam sete ou oito. Depois você descobre que a informação era ruim e você matou um bando de gente inocente e que também você tem um monte de inocentes presos em suas mãos, então jogue-os em Guantânamo. Ninguém nunca saberá a respeito e então você prossegue para a próxima operação."

"Realmente, um cheque em branco", diz Street.

Em 1991, relembra, na primeira vez que os EUA estiveram no Iraque, as forças norte-americanas massacram dezenas de milhares de soldados iraquianos que já haviam se rendido e estavam saindo do Iraque, entre 26 e 27 de fevereiro daquele ano, no que ficou conhecido como “A Estrada da Morte”.

"Além da violência física direta, existem outras maneiras de se matar também. Cinco anos após a Estrada da Morte, a secretária de Estado, Madeline Albright, disse ao programa 60 Minutos da CBS, que a morte de 500 mil crianças, devido às sanções impostas pelos EUA ao Iraque, era um 'preço que valia a pena pagar' para a continuidade dos objetivos norte-americanos."


“Os moralistas que pensam que não têm pecados”

Street ressalta que, lendo essas declarações e considerando o quão criminosa, racista e imperial é a realidade da política externa dos EUA nesse e em outros séculos, pode-se pensar no que o M. Scott Peck, psicoterapista e autor do estudo do mal no ser humano, disse:

“O mal no mundo é cometido pelos moralistas que acham que não possuem pecados, pois não estão dispostos a sofrer do desconforto da autocrítica. Seu pecado mais básico é o orgulho – pois todos os pecados são reparáveis exceto o pecado de acreditar que não possui pecado. Uma vez que eles têm que negar sua própria maldade, é necessário enxergá-la nos outros. Eles projetam sua própria maldade no mundo.”

Isso soa como uma reflexão sobre a retórica norte-americana quanto ao “excepcionalismo dos EUA”, diz o autor. Quando combinada com o histórico alcance do poder militar norte-americano, "o paralelo sugere que as pessoas no mundo estão perfeitamente certas em identificar a moralidade dos EUA como a maior ameaça à paz no planeta Terra".

O estudo de Peck, obviamente, era sobre indivíduos e não estruturas de poder, afirma Street. "Até onde se sabe, Barack Obama é um indivíduo perfeitamente moral e caridoso em relação à sua família e amigos (o mesmo vale para George W. Bush). Mas isso é irrelevante quando se fala de assuntos internacionais, onde o papel do presidente dos EUA e seus assessores de alto escalão é avançar no projeto imperial norte-americano – encharcado de sangue –, sob um pretexto de intenção benevolente e uma forma maligna e narcisista chamada de 'excepcionalismo norte-americano'."

Street ressalva, entretanto, que o mundo não é mais, claramente, enganado pela grande modificação de Obama quanto ao “Schwarzenegger da política internacional”. Ele entende, corretamente, que "o primeiro presidente pós-Bush, eleito com as palavras 'esperança' e 'mudança', não é nada mais do que um represente novo do império usando roupas velhas."

Com Znet, do artigo traduzido por Vinicius Gomes para a Revista Fórum

Fontes: Revista Forum, Marcha verde
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Colômbia, o País com maior Taxa de Homicídios na America do Sul


Isto foi revelado por um recente relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, estudando 2004-2010.

"Segurança Cidadã com uma Face Humana: diagnóstico e proposta para a América Latina" é o nome do mais recente relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no estudo de um período de seis anos (2004 a 2010).

Como se afirma no documento, na América Latina, houve "mais de 100.000 homicídios por ano e a maioria dos países da região têm taxas de homicídio níveis epidêmicos, como classificado pela Organização Mundial de Saúde".

De acordo com o estudo, a situação na região não mostrou melhora, mostra-se que, entre 2000 e 2010, a taxa de homicídios na região aumentou 11% ", enquanto na maioria das regiões do mundo caiu ou estabilizou".

Colômbia, por sua vez, mostra números alarmantes, o país é o maior em número de homicídios por 100 mil habitantes mostra na América do Sul com uma figura de 34. No entanto, uma queda de 10 pontos em relação a 2004. Enquanto isso, o país é ultrapassado por Salvador e Honduras, com uma cifra de 64,5 e 77,5, respectivamente.

Além disso, o relatório salienta que as pessoas que foram vítimas de um ato criminoso na Colômbia, 41,3% disseram ter sido ameaçados com uma arma de fogo e 81,1% dos homicídios também foram executados com relação ellas.En lutar contra a insegurança, "Plano Quadrante" era conhecido por sua contribuição para a diminuição dos níveis de assassinatos e crimes.

Fonte: Nueva Mentes
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Marta Suplicy é condenada por improbidade e perde direitos políticos


A ministra da Cultura Marta Suplicy foi condenada por improbidade administrativa pela Justiça de São Paulo e perdeu seus direitos políticos por três anos e terá que pagar uma multa no valor de cinco vezes o salário que recebia quando era prefeita de São Paulo (2001-2005), valor que deve ser atualizado até a data de pagamento. A decisão foi tomada pelo juiz Alexandre Jorge Carneiro da Cunha Filho, da 1ª Vara da Fazenda Públi

Segundo a decisão, Marta também foi "proibida de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócia majoritária. A proibição também tem validade de três anos".

A decisão foi tomada no último dia 9 de janeiro e publicada no Diário da Justiça do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo do dia 10 de janeiro.

O juiz acatou uma denúncia do Ministério Público que moveu um ação de improbidade administrativa com a justificativa de que houve direcionamento para a contratação do Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual (GTPOS), que foi contratado sem licitação.

Também foi condenada Maria Aparecida Perez, que era secretaria de Educação de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo. Maria Aparecida recebeu as mesmas penas que a ministra da Cultura.

O GTPOS foi condenado a pagar multa civil de 10% do contrato original firmado com a prefeitura de São Paulo (R$ 373.119,19, em 2002), valor que deve ser atualizado e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais por três anos.

A decisão cabe recurso.

Agencia Brasil

Fonte: Terra
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'O Brasil é um país de miseráveis; as estatísticas do governo são mentirosas', diz historiador

Maquiagem: O historiador Marco Antonio Villa, na sua casa, em São Paulo. “Classe média não mora em favela”

O historiador Marco Antonio Villa, de 58 anos, é uma exceção na academia. Ao contrário da maioria de seus pares nas ciências humanas, Villa é um crítico duro das práticas do PT e dos governos petistas. Em seu novo livro,Década perdida – 10 anos de PT no poder(Editora Record), ele resgata os principais acontecimentos do período e traça um retrato impiedoso dos governos Lula e Dilma.

Nesta entrevista a Época, Villa critica a gestão econômica do PT e analisa as prisões dos mensaleiros. Ele também critica o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por ter sido contra a abertura de um processo de impeachment contra Lula, em 2005. “Essa é uma dívida histórica que ele tem com o povo brasileiro”, afirma.

Em seu livro, o senhor chama os primeiros dez anos do PT no poder, entre 2003 e 2012, de “década perdida”. Por quê?

Nesses dez anos, o Brasil perdeu uma oportunidade histórica de dar um grande salto. Não só em termos de crescimento econômico, que foi muito baixo nos governos petistas, como também para enfrentar os graves problemas sociais do país.

Pela primeira vez na história, tivemos a chance de combinar uma alta taxa de crescimento com um regime de liberdades democráticas plenas. Até a explosão da crise financeira, no final de 2008, as condições externas eram muito favoráveis. A China crescia dois dígitos por ano.

Puxava o preço das commodities e gerava uma renda extra ao país, um dos maiores exportadores mundiais de alimentos e minérios. Em vez de aproveitar o momento, a partir da âncora criada nos anos 1990, com a queda da inflação e a estabilidade fiscal e monetária, o governo abriu o baú da história.

Desenterrou velhas leituras econômicas, um keynesianismo cheirando a naftalina, e ideias de presença do Estado na economia cheias de teias de aranha, dos tempos do governo Geisel, nos anos 1980, que tiveram um alto custo para o país. Provavelmente, os primeiros três anos do governo Dilma estarão entre os piores da história econômica brasileira, e a perspectiva de melhora no curto prazo é baixa.

Nos dez anos do PT no poder, a renda da população subiu, o emprego aumentou, a classe média se tornou maioria, e a economia teve grandes picos de crescimento no governo Lula. Faz sentido falar em década perdida?

Os êxitos do PT são bem menores do que se propala por aí. Eles são repetidos de forma tão sistemática e tão eficaz, sem nenhuma resistência da oposição, que acabam por adquirir um manto de verdade.

Em 2010, o Brasil cresceu 7,5%, mas a partir de uma base muito baixa. Em 2009, houve uma recessão. Nos outros anos, o crescimento foi relativamente tímido. Em média, o Brasil cresceu menos que a América Latina e os países emergentes nesse período.

Os argumentos do governo, de que a classe média se tornou maioria no país, são totalmente falaciosos. Classe média não mora em favela nem ganha dois ou três salários mínimos, ou até menos que isso por mês.

Aconteceu é que o PT – como se fosse o Ministério da Verdade do livro 1984, de George Orwell – começou a criar novas categorias econômicas para dar êxito a um governo que é um fracasso. Inventou uma nova classe C, que seria uma outra classe média, diferente da classe média tradicional, e construiu a ideia de que o Brasil é um país de classe média. Não é. É um país de miseráveis.

O Bolsa Família não é uma saída para reduzir a miséria no país? Esse crédito não deveria ser dado ao governo petista?

Ninguém discorda de que precisa haver programas assistenciais, mas não só para a população não morrer de fome. É preciso criar meios para enfrentar a miséria e a pobreza. Não meios que as petrifiquem, como os programas do PT. O governo gasta 0,5% do PIB com o Bolsa Família, mas não consegue transformar a vida das pessoas. Enquanto isso, metade do país não tem saneamento básico, a situação da infraestrutura é lamentável, e o analfabetismo funcional e real não para de subir.

Como o senhor explica, então, os altos índices de popularidade de Dilma nas pesquisas?

ÉPOCA – No livro, o senhor dedica um bom espaço aos casos de corrupção, em especial ao mensalão, e diz que PT não combateu a corrupção como deveria. Só aconteceu coisa ruim nesses dez anos?

Como historiador, não tenho culpa de que o volume de casos de corrupção tenha sido o maior da história republicana do Brasil. Nunca antes na história deste país houve tanta corrupção quanto na década petista.

Gostaria de que não fosse assim, mas a sucessão de problemas nos ministérios, de desvios de recursos, nos dois governos Lula e no governo Dilma, é um recorde. A década petista é a década do discurso, a década da falácia. Não há realização material.

Que grande obra pública foi construída nesses dez anos? Que usina hidrelétrica foi construí­da nesses dez anos? Nenhuma. A transposição do São Francisco, um fracasso. Estradas, fracasso. Ferrovias, fracasso. Portos, fracasso. Aeroportos, fracasso. Há apenas a tentativa de construir alguns estádios de futebol, mas não resolveremos problemas sociais com coliseus do século XXI. O PT é bom no palanque, mas um péssimo gestor da economia.

Essas pesquisas não servem para nada. Não permitem a compreensão da realidade, até pela forma como as perguntas são feitas pelos institutos de pesquisa e respondidas pelos entrevistados.

As pesquisas dão apenas uma noção de como as pessoas veem o debate político. Mesmo tendo uma parcela considerável dos eleitores, o PT nunca venceu uma eleição presidencial no primeiro turno. Em 2002, quando era oposição, ganhou no segundo turno. Em 2006 e 2010, quando era governo, idem. Em 2010, até uma semana antes do pleito, diziam que Dilma teria 54% dos votos no primeiro turno. Teve 46%.

Sempre há uma superavaliação da popularidade do governo. Se os índices de popularidade fossem tão altos, o PT teria ganhado as eleições no primeiro turno, especialmente em 2006 e em 2010. Em 2010, apesar da derrota, a oposição recebeu 44% dos votos no segundo turno.

Em sua opinião, o que levou o PT a ganhar três eleições seguidas?

Com o Bolsa Família e o “Bolsa Empresário”, bancado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o PT estabeleceu uma sólida aliança entre a base da pirâmide e o grande capital.

Levando em conta que o Bolsa Família tem 13,5 milhões de famílias cadastradas, e cada família tem, no mínimo, três eleitores – o pai, a mãe e um filho com mais de 16 anos –, só aí são 50 milhões de pessoas, o equivalente a quase um terço do eleitorado. Ao mesmo tempo, o governo se aliou a grandes proprietários de terra, construtoras e aos setores mineral e industrial.

O BNDES virou um instrumento de enorme eficácia para fortalecer essa aliança entre o PT e o grande capital. Essas alianças, no topo e na base da pirâmide, alcançaram tal solidez que, hoje, é muito difícil rompê-las. 

A oposição não consegue entender que essa estrutura precisa ser rompida, mas só pode ser rompida fazendo política. A oposição não sabe fazer política. Quer chegar ao poder sem fazer política. Não por acaso, foi derrotada nas eleições de 2002, 2006, 2010. Ao que tudo indica será derrotada em 2014 de novo.

A que o senhor atribui essa fragilidade da oposição?

De um lado, o PSDB, o principal partido de oposição, não é um partido de fato. Está na oposição, mas não é oposição. É curioso. No populismo, o símbolo maior da oposição era a UDN. Nos tempos mais recentes, o PT.

Qualquer oposição age diuturnamente criticando o governo e buscando uma aproximação com a sociedade, pensando sempre na próxima eleição, como fazia o PT no governo Fernando Henrique. O PSDB, não. A impressão é que o PSDB se sente constrangido de ser oposição. Parece que executa essa tarefa com desagrado.

A oposição tem de ser agressiva. Quando o governo apresentar seus projetos, a oposição tem de se levantar, falar que tudo aquilo está errado, como a gente vê na Inglaterra, na França, em Portugal, na Espanha, na Alemanha, nos Estados Unidos.

No livro, o senhor diz que o ex-presidente Fernando Henrique cometeu um erro grave, ao ser contra o impeachment de Lula em 2005, para investigar sua participação no mensalão. Por quê?

Para mim, Lula é o réu oculto do mensalão. Ele tinha ciência de tudo aquilo, chegou a ter até dois encontros com Marcos Valério. Pode não ter participado da organização do esquema, mas era o principal favorecido. 

Na estrutura do PT, o chefe da quadrilha, José Dirceu, não faria aquilo sem a concordância de Lula. Agora, o que fez Fernando Henrique? Saiu dizendo que um processo de impeachment de Lula criaria uma crise institucional, afetaria a economia, o crescimento do país. Essa é uma dívida histórica que ele tem com o povo brasileiro.

No momento em que o PT estava nas cordas, em vez de levá-lo a nocaute, como o PT faria se estivesse do outro lado, o que o PSDB fez, por meio de seu principal líder, foi deixar Lula sangrando nas cordas, acreditando que o nocautearia facilmente nas eleições de 2006.

A oposição teve medo, e esse medo é que deu combustível para que o PT virasse o jogo, estabelecesse uma aliança sólida com o PMDB e partidos satélites e criasse o novo Lula, no último ano do primeiro governo. Esse novo Lula é produto de uma leitura de conjuntura equivocada e danosa para o futuro do país. E essa leitura foi feita por Fernando Henrique e pelo PSDB.

José Fucs
Época

Fontes: Época, Folha Política
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Nestlê Anuncia Teste de OGM em Células do Cérebro Humano


A Nestlé anunciou que vai começar a pesquisa sobre seus produtos em relação ao tecido do cérebro humano e as células do fígado para determinar se ou não "comida saudável" é boa para a população.

A Dinâmica Celular Internacional, Inc. (CDI) concordou em fornecer à Nestlé células humanas para testes em "bebidas nutricionalmente reforçadas, smoothies" e produtos que pretendem ter um benefício medicinal.

A CDI explica que eles estão “assinando um contrato de fornecimento de longo prazo com o Instituto de Ciências da Saúde da Nestlé SA (NIHS)”

Bob Palay, diretor executivo da CDI, disse: Os trabalhos em curso e este contrato de fornecimento a longo prazo com o NIHS demonstram a utilidade e a ampla aplicabilidade do nosso iCell e MyCell Products.

Nossos clientes já se beneficiam de um fornecimento confiável de iPSCs humanos e de células humanas diferenciadas para sua pesquisa biomédica e descoberta de medicamentos.

Este contrato de fornecimento com o NIHS acrescenta pesquisa nutricional como mais um campo que irá se beneficiar de produtos e especialidade da CDI ".

Fabricantes de alimentos para bebês da Nestlé com o nome de Gerber, e café instantâneo como Nescafé; só para citar alguns produtos.

Pesquisadores da Nestlé começaram a fazer experiências com as células humanas fornecidas pela CDI para descobrir aplicações nutricionalmente melhoradas para consumidores idosos.

Outros propósitos incluem estudos para reduzir a obesidade, diabetes e doença de Alzheimer.

Emmanuel Baetge, diretor do Instituto de Ciências da Saúde da Nestlé (NIHS), comentou: "Sob o acordo, a Nestlé irá obter células do cérebro e fígado da Cellular Dynamics International Inc. e estudar como nutrientes encontrados em alimentos afetam estas células humanas."

Baetge disse: “Os cientistas da Nestlé começaram a estudar as células da CDI para ver como os ácidos graxos encontrados no abacate e azeite de oliva interagem com os neurônios, com a esperança de encontrar aplicações para os consumidores idosos”.

A Nestlé, que investiu mais de 10 anos em criação nutricionalmente, o reforçou o alimento. A empresa agora está tentando "tirar proveito do espaço entre os alimentos e produtos farmacêuticos."

As doenças secundárias de alimentos e dieta têm impedido a corporações de biotecnologia da simples adição de nutrientes à alimentação para facilitar uma dieta saudável.

A rentabilidade de alimentos e bebidas geneticamente melhorados que tem crescido no mercado tornou-se aparente.

Em 2013, US $722 bilhões foram obtidos nesta indústria com crescimento de 22% nos últimos anos.

Comidas e bebidas não são os únicos produtos para consumo que são geneticamente alterados pela indústria de biotecnologia.

Há dois anos, o presidente Barack Obama lançou as bases para capacitar a indústria genética e biotécnica, com o apoio de pesquisas com células-tronco embrionárias.

Obama anunciou que as empresas farmacêuticas e o governo dos EUA estavam combinando forças para encontrar novos usos para medicamentos já estabelecidos.

O foco desta colaboração vai identificar novos usos para medicamentos que já foram aprovados pela Food and drug administration (FDA). Pode haver necessidade de novos testes em humanos, colocando o público em geral em um risco para a saúde.

A engenharia genética tem levado pesquisadores a descobrir mais de 4.500 doenças que necessitam de medicamentos para serem combatidas.

"Precisamos acelerar o ritmo em que estamos transformando descobertas em melhores resultados de saúde", disse Dr. Francis Collins, do Instituto Nacional de Saúde (NIH). "O NIH espera poder trabalhar com nossos parceiros na indústria e academia para enfrentar uma necessidade urgente que está além do alcance de qualquer organização ou setor."

Os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) começarão a trabalhar com a Pfizer Inc, AstraZeneca Plc e Eli Lilly& CIA. em acordos para a criação de compostos a serem disponibilizados para uso experimental em um projeto planejado.

"Os americanos estão aguardando ansiosamente a próxima geração de curas e tratamentos para ajudá-los a viver mais tempo e terem uma vida mais saudável", disse o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Kathleen Sebelius em um comunicado.

"Para acelerar o processo de desenvolvimento terapêutico da nossa nação, é essencial que nós forjemos parcerias fortes, inovadoras e estratégicas em todo o governo, academia e indústria."

Esta aliança foi mais solidificada depois que o Senado dos Estados Unidos deu sua aprovação para a Food e Drug Administration (FDA), em conjunto com certas corporações farmacêuticas, por uma "taxa de contrato" de $ 6,4 bilhões no novo Food and Drug Administration Safety and Innovation Act, S. 3187 (FDASI).

Os fabricantes de medicamentos, como Eli Lily & Co, Pfizer Inc, AstraZeneca Plc, e Medtronic Inc irão fornecer revisões regulatórias de novos tratamentos médicos e dispositivos de cuidados de saúde. O FDASI se estende até 2017.

O foco desta colaboração vai identificar novos usos para drogas que já foram aprovados pela FDA. Pode haver necessidade de novos testes em humanos, colocando o público em geral em um risco para a saúde. Engajar-se em ensaios experimentais para classificar compostos específicos a serem utilizados para fins não intencionais é altamente perigoso.

Os fabricantes de medicamentos e fabricantes de dispositivos médicos estão ansiosos para trabalhar com o governo dos EUA. Isto significa que seus tratamentos serão revistos e aprovados mais rápido do que são atualmente. O FDASI especifica que sejam tomadas certas medidas para agilizar a aprovação de tratamentos médicos, sob o pretexto de "risco de vida" ou apressar dispositivos de monitoramento para mitigar a escassez de drogas.

Trioridazina, uma droga de "último recurso" para esquizofrênicos, agora é suspeita de conter tioridazina.

Os cientistas estão afirmando que de acordo com sua extensa pesquisa, que apenas consistiu em analisar milhares de medicamentos diferentes para determinar se eles possuíam efeitos anti-câncer selecionou tioridazina. Este farmacêutico perigoso está previsto para ser usado para selecionar e erradicar as células-tronco cancerosas, que são encontradas na leucemia, vários outros tipos de câncer: mama, sangue, cérebro, próstata, ovário, pulmão e gastrointestinais.

Os cientistas afirmam que este farmacêutico perigoso pode ser administrado em terapias de câncer; sem o risco de efeitos secundários de drogas atuais no mercado de saúde. Ele está sendo anunciado como uma alternativa à quimioterapia e radiação.

Quando Obama estabeleceu o Plano Nacional de Bioeconomia a administração estava buscando oferecer suporte a engenharia genética como um componente principal de “Inovação americana e crescimento económico".

O Blueprint Bioeconomy permitirá que as agências federais para coordenem com os outros e estabeleçam relações com empresas do setor privado para controlar o emprego e a economia.

Foco do Obama é desregulamentar o setor de engenharia genética a fim de permitir que essas ciências para desenvolvam projetos não adulterados, sem oposição. Através do apoio de pesquisa e desenvolvimento, o governo dos EUA irá proteger bioinvenções que facilitam a mudança do laboratório para o mercado consumidor o mais rápido possível.

Por capacitadas empresas privadas através de colaborações governamentais o governo dos EUA pode supervisionar e controlar recursos, conhecimento e como essas parcerias terão sucesso ou falharem. Todas as agências federais serão alocadas para comunicar-se sob o pretexto de “melhorar os resultados de saúde e reduzir custos de saúde”.

A bioeconomia englobará o emprego rural e urbano enquanto supervisiona toda a saúde, medicina e agricultura que tenha qualquer benefício social. As agências reguladoras terão vantagem por ter acesso ilimitado a dados farmacêuticos para acelerar a produção e desenvolvimento de medicamentos. A formação de relações estreitas entre os órgãos federais e empresas privadas é o foco de Obama para uma transição bem sucedida para a bioeconomia.

Regeneração do órgão, reparação de órgãos danificados e outros avanços tecnológicos na indústria médica estão sendo defendidos por pesquisas com células-tronco. Especificamente, pesquisa embrionária, espera-se unir a comunidade científica ao descobrir novas maneiras de impulsionar o sistema imunológico humano e reverter os efeitos de doenças debilitantes.

Pesquisadores estão buscando clientela, substituição cultivada em laboratório de órgãos, em vez de depender de doadores de órgãos. Especialistas no campo da medicina regenerativa querem ver este desenvolvimento tornar-se o futuro do tratamento médico.

Devido a essas potencialidades, o investimento em pesquisa e desenvolvimento por parte do governo dos EUA através de agências como a NIH receberá uma parte de um empreendimento financeiro de R$ 4 bilhões.

Obama aprovou o uso de fetos abortados por uma questão de pesquisa, para serem utilizados por empresas. Estas amostras são tomadas depois de um aborto e usadas para “estudo científico”, no entanto esta relação entre o governo e a pesquisa genética é mais sobre lucros e menos sobre segurança pública.

Tradução: Gabi Gril
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Livros quebram silêncio e expõem papas metidos em bruxarias e assassinatos


Adriana Chaves colaboração para a Livraria da Folha

Casos recentes de pedofilia envolvendo padres voltaram a colocar o Vaticano no centro das atenções, mas as polêmicas e o silêncio acompanham a Igreja Católica há séculos.

Em "O Mundo Secreto dos Papas", Eric Frattini consegue explicar de forma direta e em poucas palavras o conteúdo de enormes tratados que só estão ao alcance de estudiosos.

O autor utiliza um estilo com perguntas e respostas para revelar o mundo misterioso do Vaticano. Essas intervensões revelam de uma maneira didática, criativa e, por vezes, bem humorada, as histórias da maior instituição religiosa do mundo. Revelando casos de São Pedro a Bento 16, a obra mostra a pessoas de qualquer credo o universo por trás da instituição.

Conspirações, torturas e assassinatos

Outro livro que aborda o tema é "A História Secreta dos Papas", com pontífices ligados a conspirações e episódios assustadores de bruxarias e até de assassinatos em mais de 2.000 anos de existência dessa instituição. Apesar do tema árido, Ralph Lewis consegue conduzir o texto de forma divertida e curiosa e com belas ilustrações.

Entre as histórias sinistras está a do Sínodo do Cadáver, em que o bondoso -e já morto-papa Formoso foi desenterrado, julgado por seu sucessor, Estevão 7º, e jogado no rio Tibre. Já João 12º castrou um de seus cardeais, cegou outro e chegou a brindar ao demônio em um de seus bacanais. 
 
Detalhes da Inquisição, destacando o drama de algumas das mais célebres vítimas. É o caso de Galileu Galilei, que só conseguiu escapar da morte porque foi obrigado a negar publicamente seus ideais. Ainda assim, o cientista foi mantido em prisão domiciliar e morreu de forma deprimente.
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EUA: George W. Bush foi o Primeiro a Autorizar a Espionagem em Massa dos Cidadãos


Novos documentos divulgados pela mesma NSA dos EUA indicam que a ordem para a espionagem em massa de cidadãos foi dada pelo ex-presidente George W. Bush depois do ataque terrorista de 11 de setembro.

Como prova o diretor de Inteligência Nacional dos EUA, James Clapper, a unidade permanece no centro de um escândalo após revelações de Edward Snowden, George W. Bush deu ordens para reunir informações sobre "o conteúdo de certas negociações internacionais", bem como informações gerais de telefonemas (sem conteúdo de gravação) e tráfego de Internet.

Bush assinou seu primeiro decreto relacionado com o assunto em 04 de outubro de 2001, e em seguida, deu novas ordens quase todos os meses. Mais tarde, a partir dessas iniciativas, o Congresso aprovou uma lei especial sobre as atividades de inteligência estrangeira que a NSA usa até hoje.

Segundo Clapper, o principal objetivo desta decisão era "detectar e prevenir ataques terroristas dentro dos EUA." Ele explicou ainda que as direções dessas atividades mudaram ao longo do tempo, mas desde o início o presidente ordenou "minimizar a coleta de informações sobre os cidadãos americanos.

Embora a Inteligência Nacional dos EUA tente defender, os documentos divulgados pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden desencadearam uma avalanche de críticas da sociedade americana e da comunidade internacional. Isto forçou a administração de Obama para rever os programas da coleta de informações pela inteligência e pedir peritos independentes (nota blog: estes tais peritos de independentes não tinham nada) para preparar um relatório sobre este assunto.

As recomendações foram apresentadas na semana passada na Casa Branca e o presidente da EUA deve anunciar em breve algumas mudanças no trabalho da Agência de Segurança Nacional. Na sexta-feira, Obama disse que espera faze-lo em "algumas semanas".

Enquanto isso, Obama voltou a tentar proteger a NSA, indicando que a agência "não realiza o monitoramento dentro do país." "É importante ressaltar que nenhum dos estudos mostraram que a NSA estava de alguma forma envolvidos na coleta ilegal de informações. Também é claro que as pessoas temem a possibilidade de tais violações no futuro", sublinhou o Presidente dos EUA.
 
Fontes: RT, A nova ordem mundial 
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