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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Cientista da UEM: “Transgênicos Geram Alergias, Esterilidade, Alteração na Formação de Orgãos e Cânceres”


Coordenador do Núcleo de Agroecologia da UEM e Dr. José Ozinaldo Alves de Sena: “O consumidor tem de dizer ‘Não quero mais, não vou comprar nada transgênico’. Estamos sendo ignorantes demais. As consequências são muitas e estão bem comprovadas cientificamente. É claro que os prejuízos não surgem de repente, sempre a curto prazo. Tecnologias desse tipo têm impacto a curto, médio e, principalmente, a longo prazo. Quanto às doenças ao homem, já sabemos que os transgênicos geram alergias, esterilidade, alteração na formação de órgãos, doenças hematológicas e cânceres, por exemplo”

Uma década depois da liberação no mercado nacional, as sementes transgênicas dominam quase todas as lavouras de grãos do Paraná. Segundo avaliação do Departamento de Economia Rural (Deral) do estado, cerca de 95% da produção de soja paranaense é geneticamente modificada; em relação ao milho, o índice é ainda maior: a estimativa é de que os grãos com transgenia dominem uma área bem próxima a 100% das plantações estaduais.

No entanto, mesmo com o domínio no campo paranaense, a agricultora transgênica ainda gera discussões sobre os efeitos colaterais que a prática causa. Argumentos não faltam: além da discussão interminável sobre os malefícios à saúde humana, agora também se discute o uso indiscriminado de agrotóxicos, o que gera mais gastos e consequências para o solo a médio e longo prazo. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Brasil passou a ser o maior produtor e comprador de defensivos agrícolas, muito impulsionado pelas culturas com genética alterada.

Impelido pela polêmica, o procurador federal Anselmo Cordeiro Lopes, do Distrito Federal , enviou, em outubro, um ofício à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança para incluir audiências públicas nos processos de análise para a liberação do uso comercial dos transgênicos.

O coordenador do Núcleo de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável da Universidade Estadual de Maringá (UEM), José Ozinaldo Alves de Sena, garante que as sementes modificadas causam doenças graves ao ser humano. Para ele, o consumidor tem de lutar contra esse tipo de tecnologia.

“O consumidor tem de dizer ‘Não quero mais, não vou comprar nada transgênico‘. Estamos sendo ignorantes demais. As consequências são muitas e estão bem comprovadas cientificamente. É claro que os prejuízos não surgem de repente, sempre a curto prazo. Tecnologias desse tipo têm impacto a curto, médio e, principalmente, a longo prazo. Quanto às doenças ao homem, já sabemos que os transgênicos geram alergias, esterilidade, alteração na formação de órgãos, doenças hematológicas e cânceres, por exemplo”, relata.

Para Sena, o domínio repentino dos transgênicos nas lavouras do Paraná é bastante perigoso. “Não houve precaução alguma. Mesmo quem defende os transgênicos, diz que não há nada comprovado. Como se muda tudo, de uma vez? Quando você não sabe os riscos a curto prazo é preciso, no mínimo, precaução, não?“, indaga.

O professor critica os interesses econômicos internacionais e o governo federal. Segundo ele, há a imposição, por parte deles, de que a cultura dos transgênicos é a única possível hoje em dia.

“Os agricultores são marionetes. Não conseguem fugir do sistema, precisam seguir a maré. O problema é que essa prática foge a um limite do que é natural. Está se mexendo em uma unidade, o gene, esquecendo que isso altera o todo. É um segmento estranho à planta. A alteração do gene continua, mesmo depois do consumo humano. Onde é que isso vai parar? Ninguém sabe. Preocupa, preocupa muito“, inquieta-se Sena, referindo-se à situação atual dos transgênicos no estado.

Confira aqui o currículo do pesquisador citado acima, José Ozinaldo Alves de Sena.
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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Primeira fábrica de mosquitos transgênicos do Brasil é inaugurada em Campinas/SP


O Brasil pode ser o primeiro país a usar o aedes aegypti transgênico, em caráter comercial, para combater a dengue

A primeira fábrica de mosquitos da dengue transgênicos do Brasil foi inaugurada nessa terça-feira (29), em Campinas. A unidade da empresa britânica Oxietic tem capacidade para produzir 500 mil mosquitos aedes aegypti machos por semana - esse número pode saltar para 2 milhões. Se a produção for aprovada, poderá ajudar no combate da dengue no território nacional.

Em 2002, a Oxietic desenvolveu os mosquistos aedes aegypti transgênicos a partir de uma microinjeção de DNA contendo dois genes nos ovos dos transmissores da dengue. Um dos genes serve para impedir que os descendentes dos insetos cheguem à fase adulta e outro é para identificá-los sob uma luz específica.

As fêmeas são responsáveis pela incubação e transmissão do vírus, mas ao procriar com os machos transgênicos elas geram descendentes que morrem antes de chegarem à vida adulta, de modo que a população total de mosquitos é reduzida.

Testes iniciados há três anos na cidade de Juazeiro, na Bahia, apresentaram uma redução de mais de 80% da população que vive na natureza. Os experimentos com os insetos da Oxitec no Brasil foram realizados em parceria com a organização Moscamed.

A Oxitec tem como possível cliente o poder público, contudo, a contratação depende da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que, por enquanto, ainda está estudando se vai autorizar ou não a comercialização de serviços do gênero. Com o veredito positivo da Anvisa, o Brasil pode ser o primeiro país a usar o aedes aegypti transgênico, em caráter comercial, para combater a dengue.

De acordo com Glenn Slade, o diretor global de desenvolvimento de negócios da empresa, para uma cidade de 50 mil habitantes fazer uso do serviço, ela deverá desembolsar de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões por ano, e R$ 1 milhão para manutenção dos insetos nos anos seguintes.

Fontes G1 - Notícias 
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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Brasil é o único país do mundo a liberar mosquitos da dengue transgênicos

A população de Juazeiro e Jacobina – BA foi usada como cobaia

Testes não comprovaram redução da doença

Em 2011 foi instalada em Juazeiro uma “biofábrica” de insetos geneticamente modificados com apoio do Ministério da Agricultura e do governo baiano. Milhões de mosquitos transgênicos foram liberados em bairros de Juazeiro e Jacobina sem que sem que a população tenha sido devidamente consultada.

O Aedes aegypti geneticamente modificado é produzido pela empresa inglesa Oxitec em parceria com a empresa Moscamed e a Universidade de São Paulo. Em abril de 2014 esses mosquitos foram liberados para uso comercial apesar de não ter sido realizada uma avaliação de risco e de não haver dados conclusivos dos estudos de campo.

Curiosamente, em Jacobina, onde milhões de mosquitos transgênicos vem sendo liberados desde 2011, foi decretado em ferreiro de 2014 estado de emergência em função da ocorrência de uma epidemia de dengue.

Experiências anteriores nas Ilhas Cayman mostraram que a tecnologia não funciona e precisa de mais de 7 milhões de mosquitos por semana para suprimir inicialmente uma população de apenas 20.000 mosquitos nativos, que deve ser seguida por liberações semanais de 2,8 milhões de mosquitos.

A liberação desses mosquitos apresenta riscos ainda pouco entendidos:

- Os experimentos da Oxitec não incluíram o monitoramento do impacto sobre a doença e a empresa não considerou possíveis efeitos negativos sobre a incidência de dengue ou dengue hemorrágica.

- O maior risco ecológico é que a redução da população de A. aegypti dê lugar a outra espécie de mosquito também vetor de doenças, inclusive da dengue (A. albopictus).

Os testes foram feitos em uma região de Caatinga e vão ser liberados em todos os ecossistemas do Brasil de sul a norte.

- Não há testes toxicológicos que comprovem não haver riscos no caso de picadas de fêmeas do mosquito modificado em animais ou humanos.

- A técnica que limita a reprodução do mosquito modificado pode ser quebrada no caso de contato com o antibiótico tetraciclina no ambiente. Os descendentes do mosquito da Oxitec têm taxa de sobrevivência de 3%, mas esse valor subiu para 18% quando foram alimentados com ração de gato contento frango tratado com o antibiótico. A tetraciclina é usada para a produção dos mosquitos GM em laboratório.

As consequências para a saúde e para o meio ambiente ainda são pouco conhecidas e precisam ser melhor estudadas.

Não corra riscos:

Mosquitos transgênicos podem gerar problemas de saúde ainda não identificados. Discuta sobre esse assunto na escola, na associação, na igreja ou com os amigos na praça. Cobre dos gestores públicos da saúde em seu município uma solução que não gere problemas futuros para você e sua família.

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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Gripe aviária tem chances de virar pandemia similar a espanhola


PorIsabela de Oliveira - Correio brasiliense

Uma pandemia similar à causada pela gripe espanhola pode se repetir, revela um estudo publicado na última edição da revista Cell Host & Microbe.

De acordo com os pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, o atual vírus da gripe aviária tem os ingredientes genéticos necessários para se transformar em um patógeno similar ao que matou 40 milhões de pessoas ao redor do mundo em 1918. A descoberta, no entanto, vem acompanhada de um alívio: as drogas disponíveis têm capacidade de combater o perigoso micro-organismo, evitando que uma crise tão grande quanto à do início do século volte a atormentar a humanidade.

Liderados por Yoshihiro Kawaoka, cientistas identificaram oito genes isolados de vírus da influenza obtidos em patos selvagens. As amostras encontradas na natureza apresentaram as similaridades que conferem o potencial devastador da gripe espanhola à aviária. Utilizando métodos de genética reversa - abordagem para descobrir como alguns fenótipos surgem a partir de sequências de DNA específicas -, a equipe gerou em laboratório um vírus que tinha apenas 3% de diferença genética em relação à influenza espanhola. O organismo criado mostrou-se mais patogênico em ratos e em furões do que os que causam a gripe aviária, mas não tão violento quanto o vírus de 1918.

Em uma segunda etapa, investigaram quantas alterações genéticas seriam necessárias para que o micro-organismo encontrado nos patos selvagens se tornasse transmissível entre furões, animais que reproduzem com fidelidade os mecanismos de transmissão e os sintomas da gripe que ataca humanos. Descobriram que bastam sete alterações nos genes virais para que ele se espalhe de forma tão agressiva quanto o da gripe espanhola.

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segunda-feira, 31 de março de 2014

Híbridos de pessoas e de animais: a catástrofe dos nossos dias. Parte 2

Foto: webneel.com

Hoje, os produtos geneticamente modificados já não surpreendem ninguém. Por enquanto, pessoas e animais modificados apenas se preparam ainda para se tornarem parte do nosso mundo comum.

E vão mudá-lo de forma radical e para sempre. De que são capazes as quimeras dos laboratórios científicos e serão realmente uma ameaça séria?

Porque é que os cientistas se ingerem no código genético de seres vivos e o modificam? O zoólogo Dmitri Isonkin compartilha a sua opinião com a Voz da Rússia:

“Pode haver várias respostas. Primeira, por interesse de investigação científica para compreender de que modo ocorre a formação de embriões e de células e se é possível juntar dois códigos genéticos diferentes sem provocar rejeição. Segunda, um aspecto médico importante.

Os cientistas procuram formas de curar as doenças até agora incuráveis, com a ajuda de um DNA estranho de outro organismo que resiste a esse mal. Terceira, isso pode ser uma iniciativa comercial vantajosa no futuro, pois é sabido que, hoje, no corpo dos animais cultivam órgãos doados muito caros.”

Foto: en.wikipedia.org

Porém, tal como no caso de produtos geneticamente modificados, organismos vivos modificados podem constituir uma ameaça considerável. Todas as experiências realizadas em engenharia genética devem ser sujeitos a longos testes, para se compreender como, no fim de contas, irá se comportar o organismo vivo.

E se a maioria das experiências se realiza atualmente em ratos de laboratório, cuja longevidade é extremamente pequena e pode-se acompanhar as mudanças qualitativas no seu organismo durante várias gerações, é muito difícil fazer isso com animais grandes e muito mais com pessoas.

Segundo a lei, todos os híbridos-quimeras devem ser destruídos num prazo de duas semanas, mas como compreender a forma como os genes mistos influem nas gerações seguintes? Significa que o governo proíbe a realização de estudos mais profundos de hibridação de pessoas e animais. Mas isso acontece, muito frequentemente, apenas no papel. E na realidade?

Foto: webneel.com

Pode-se apenas supor como agem os laboratórios secretos, mas sem dúvida que, se eles criam um ser híbrido, dificilmente o destruirão numa idade tão pequena: o mais interessante começa precisamente no período do amadurecimento sexual, quando as caraterísticas qualitativas do organismo passam a outro nível e pode-se acompanhar como o gene se irá comportar quando adulto, bem como quando se cruza um híbrido adulto com outro.

As experiências de quimerização de pessoas e animais têm, no fundo, um caráter ilegal como a clonagem de pessoas. Estes “jogos de Deus”, com vista à criação artificial de uma nova vida, poderão levar-nos muito longe.

Por exemplo, relativamente há pouco tempo, a revista Cell Research, publicada pelo Instituto de Biologia Celular e pela Academia das Ciências da China, noticiou a realização de uma experiência com êxito de cruzamento de um homem com uma lebre.

Para a realização do planejado, os cientistas chineses libertaram as células de uma lebre do seu DNA e, depois, injetaram DNA humano.

Como resultado, foram obtidos cerca de 400 embriões, dos quais foram extraídas células estaminais para posteriores experiências, e os híbridos foram destruídos. Posteriormente, os cientistas planejam criar uma série de novos híbridos na base de DNA humano e de outros animais.

Foto: webneel.com

Não se compreende que criação saíra daí. Também não se compreende durante quanto tempo se manterá a proibição de semelhantes manipulações com o código genético de seres vivos.

Porque se por um instante se imaginar que as experiências serão legalizadas, tanto como as quimeras, o nosso mundo, na realidade, mudará completamente. E vocês irão para o trabalho rodeados de homens-porcos, homens-bodes e homens-burros? Então, será agradável recordar os bons velhos tempos.

Foto: webneel.com
 
Fonte: Voz da Rússia
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Alerta: Nanobiometria irá acompanhar você por cheiro


Nicholas Ocidente

Em poucos anos, já se acostumaram a zangão vigilância e uma variedade de tecnologia de rastreamento biométrico de identificação que formou uma matriz generalizada de identificação e retenção de dados pessoais. Conforme discutido na Quão perto estamos de um Nano- Estado de vigilância baseado? em fevereiro de 2011, a próxima fase do ID será na escala nano.

DARPA e seus contratantes têm vindo a trabalhar há algum tempo em fazer -lhe , e não apenas os seus dados pessoais, o mecanismo de rastreamento. Através de uma matriz de sensores biológicos e dados biométricos, o indivíduo já está definido para ser rastreado, localizado e databased com maior frequência e muito mais facilidade.
 
Um novo anúncio de uma empresa de engenharia espanhola destaca a direção que está sendo tomada em extrair o máximo inata pessoalmente informações de identificação possível. Nós já temos escaneamento de íris, impressão digital biométrica, reconhecimento facial, reconhecimento de voz , o pagamento com scans da veia , e propostas para os bancos de dados de varredura do cérebro . Agora o nosso cheiro único está sendo pesquisado como a melhor ferramenta para fornecer uma autenticação de identidade.

Nanotecnologia para fins de identificação já foi introduzida nas seguintes formas, só para citar alguns:

Sensores Nano para uso na agricultura que medem culturas e condições ambientais.

Plantas usando farejadores DNA Rewired para detectar explosivos e agentes biológicos.

"poeira inteligente" motes que sem fios transmitem dados sobre a temperatura, luz e movimento (isso também pode ser usado em moeda para rastrear dinheiro).

Baseados em Nano códigos de barras RFID que podem ser incorporados em qualquer material para o acompanhamento de todos os produtos. . . e pessoas.
Nano que podem detectar alterações moleculares que indica a presença de doenças.

Dispositivos para detecção de moléculas, enzimas, proteínas e marcadores genéticos - abrindo a porta para armas biológicas específicas da raça, como mencionado no projeto de documento de política de um Novo Século Americano Reconstruindo as defesas da América.

São estes últimos pontos que torna o uso de uns marcadores genéticos particularmente preocupante. Por exemplo, já foi proposta a utilização de genéticos pat-penas para uso em triagem aeroporto.

E, de fato, a empresa pesquisando o conceito de nanoescala ID sensor de cheiro - Ilia Systems Ltd - destaca aplicações de segurança, como o rastreio aeroporto e controle nacional de fronteiras. (Fonte) rápida para amenizar a preocupação com o Big Brother, no entanto, um comunicado de imprensa da Universidad Politécnica de Madrid vê esta tecnologia apenas como uma extensão do que já tem sido usado desde o início - basta pensar nisso como um cão de caça eletrônico:

Pessoas corpo identificação odor não é uma idéia nova, considerando, uma vez que vem realizando há mais de um século pela polícia graças à ajuda de bloodhounds cães que são treinados para tal tarefa. A capacidade destes cães para seguir a trilha de uma pessoa a partir de uma amostra de seu ou dela odor pessoal é bem conhecida e as provas de que o uso odor corporal é eficaz é um identificador biométrico eficaz.

Embora os sensores utilizados hoje ainda não alcançaram o sentido do cão precisão de cheiro, a pesquisa utilizou um sistema desenvolvido pela empresa SL Ilia Sistemas que tem uma alta sensibilidade para detectar elementos voláteis presentes no odor do corpo.


A diferença, eu arugue, é que o próprio cão de caça tradicional não tem a capacidade de transmitir informações instantaneamente a uma série de bancos de dados a serem analisados, armazenados e utilizados para aplicações de rastreamento de futuros por agências governamentais ou interesses privados.

Nós só precisamos olhar para as aplicações que foram admitidos, a fim de perceber que este tipo de tecnologia é muito mais vasta do que a autenticação em escala nosso ID para a nossa própria segurança financeira pessoal, ou para a detecção e prevenção de doenças.

Em 2003, o Departamento de recém-inaugurado Segurança Interna mostrou interesse imediato em SensorNet, um programa liderado pela Oak Ridge National Laboratory e seus parceiros estratégicos para pesquisar formas de integrar totalmente os micro-nano-sensores e em uma matriz global de Internet-como de detecção e vigilância em tempo real.

O Departamento de Defesa alocou US $ 3 milhões para a iniciativa para o primeiro ano, com um orçamento previsto para os biliões que estão sendo alocados no longo prazo para "sistemas de detecção".

Em 2006, Oak Ridge anunciou que planejava transformar base militar Fort Bragg em um protótipo para as cidades do futuro da América. De acordo com o Departamento de Energia pesquisador, Bryan Gorman, "Qualquer sensor pode falar com qualquer aplicação. Assim como com a Internet ou com sistemas de telefonia, não importa que tipo de computador ou telefone que você tem, onde está ou qual aplicativo você está em execução.

"O sistema simplesmente funciona". SensorNet, desde então, se transformou em um mesmo sistema mais abrangente "para integrar medidas de segurança... para o sistema de transporte", que inclui preocupações em torno do transporte e do comércio na "política, econômica, ou "arenas ambientais que estamos realmente vendo com este desenvolvimento de cheiro ID é o que se costuma ver com rastejando tecnologia de vigilância: o primeiro é introduzido através dos benefícios potenciais na área de detecção e protecção contra o terrorismo doença, real e financeira - tudo voluntário, é claro - antes que se torne uma parte onipresente e permanente (e obrigatório) da paisagem humana.

O potencial para abusar deste tipo de tecnologia, integrando-o através atualmente linhas diferentes é praticamente certo em nosso mundo comprometida em dados atualmente.

Ciência legítima deve pesquisar maneiras de aumentar o potencial humano e da liberdade, não permite que ele seja usado como um sistema de identificação e controlar pelo politicamente e moralmente comprometida. Com o surgimento da nanotecnologia como uma iniciativa federal , devemos resistir fortemente a coleção de qualquer parte de nossa força de vida para ser usado em qualquer forma que a ciência controlado pelo governo julgue convenientes.

É a apropriação indevida de ciência e tecnologia que representa um dos maiores ameaças à nossa liberdade. Quanto tempo mais podemos permitir que a parte ética da discussão se tornar uma reflexão tardia, em vez de um componente integral, enquanto começando este tipo de pesquisa?

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Híbridos de pessoas e de animais: a catástrofe dos nossos dias

Foto: urbanlegends.about.com

Cientistas em vários países criam híbridos fantásticos de pessoas e de animais que podem lançar o pânico na sociedade. Apenas nos últimos 10 anos, o progresso no campo da engenharia genética espantou os cientistas e simples observadores.

Hoje, a criação de novas formas de vida tornou-se acessível mesmo a estudantes em condições caseiras. Infelizmente, as leis não conseguem acompanhar os jogos dos cientistas.

Foto: skarabokki.deviantart.com

Por sua vez, estas novas formas de vida não são ilegais, mas podem representar perigo para a sociedade. É impossível prever o que acontecerá se elas começarem a multiplicar-se, mas os cientistas de todo o mundo querem apenas descobrir a sua nova criação para o mundo: descobrir aquilo que ainda recentemente parecia ser fantasia absoluta.

Podemos apresentar o seguinte exemplo: os cientistas criaram um rato com um cromossoma humano artificial. Isto é considerado um avanço que pode levar a novas formas de tratamento de toda uma série de doenças. Segundo a página do Lifenews.com, cientistas da Universidade de Wisconsin conseguiram grandes êxitos na transplantação de células do embrião humano no cérebro de ratos.

As células começaram a crescer e, com o tempo, os ratos tornaram-se mais inteligentes. Esses ratos podem encontrar saída de um labirinto e aprender sinais convencionais mais rapidamente do que antes dos transplantes.

Foto: skarabokki.deviantart.com

Coloca-se uma questão: a prática de transplantação de tecidos humanos para animais trará mais vantagens do que riscos? Hoje, já é evidente que a criação de órgãos humanos no interior de animais não é ficção científica, mas realidade pura. Os cientistas japoneses começaram a utilizar leitões para criar órgãos humanos, o que demora até um ano a realizar.

Segundo o Infowars.com, o principal objetivo neste caso é aumentar a quantidade de órgãos para as necessidades da medicina. Mas o governo japonês coloca outras tarefas: neste momento, prepara leis que permitem começar investigações ligadas a embriões.

A página Thetruthwins.com assinala que, se um órgão humano começa a crescer dentro de um leitão, este já não é 100% um leitão, e um órgão humano que cresce dentro de um leitão não pode ser considerado um órgão humano a 100%. Os receptores desses órgãos devem concordar com a transplantação de órgãos híbridos do homem e do animal no seu organismo.

As consequências da criação de híbridos poderão ameaçar a sociedade tanto hoje, como no futuro, mas o principal perigo consiste na impossibilidade de prognosticar as consequências da perda de controle de semelhantes híbridos.

Foto: skarabokki.deviantart.com

Mais preocupante ainda é o fato de a maioria dos países não ter leis que limitam a criação de semelhantes seres, o que permite produzi-los sem controle. Mais, não se prevê penas se esse ser animal provocar prejuízo às pessoas que vivem em redor.

Existe a opinião de que os animais utilizados para a criação de órgãos humanos neles são mais uma via para a destruição da natureza. Em 2011, o jornal DailyMail informou que cientistas britânicos tinham criado mais de 150 embriões do homem e de animais, mas os leitores não se preocuparam com isso.

Outros exemplos foram citados na revista Slate: cabras que produzem leite humano, uma estrutura anatômica anal transplantada num rato e doutores que criam um sistema imunitário humano para animais. Mas isto são apenas os projetos que conhecemos. É possível que existam outros por enquanto desconhecidos. Um híbrido do homem e de um animal é possível, mas continua a discussão de se são mais as vantagens do que os riscos potenciais.

Foto: skarabokki.deviantart.com 

Fonte: Voz da Rússia 
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sábado, 18 de janeiro de 2014

Nestlê Anuncia Teste de OGM em Células do Cérebro Humano


A Nestlé anunciou que vai começar a pesquisa sobre seus produtos em relação ao tecido do cérebro humano e as células do fígado para determinar se ou não "comida saudável" é boa para a população.

A Dinâmica Celular Internacional, Inc. (CDI) concordou em fornecer à Nestlé células humanas para testes em "bebidas nutricionalmente reforçadas, smoothies" e produtos que pretendem ter um benefício medicinal.

A CDI explica que eles estão “assinando um contrato de fornecimento de longo prazo com o Instituto de Ciências da Saúde da Nestlé SA (NIHS)”

Bob Palay, diretor executivo da CDI, disse: Os trabalhos em curso e este contrato de fornecimento a longo prazo com o NIHS demonstram a utilidade e a ampla aplicabilidade do nosso iCell e MyCell Products.

Nossos clientes já se beneficiam de um fornecimento confiável de iPSCs humanos e de células humanas diferenciadas para sua pesquisa biomédica e descoberta de medicamentos.

Este contrato de fornecimento com o NIHS acrescenta pesquisa nutricional como mais um campo que irá se beneficiar de produtos e especialidade da CDI ".

Fabricantes de alimentos para bebês da Nestlé com o nome de Gerber, e café instantâneo como Nescafé; só para citar alguns produtos.

Pesquisadores da Nestlé começaram a fazer experiências com as células humanas fornecidas pela CDI para descobrir aplicações nutricionalmente melhoradas para consumidores idosos.

Outros propósitos incluem estudos para reduzir a obesidade, diabetes e doença de Alzheimer.

Emmanuel Baetge, diretor do Instituto de Ciências da Saúde da Nestlé (NIHS), comentou: "Sob o acordo, a Nestlé irá obter células do cérebro e fígado da Cellular Dynamics International Inc. e estudar como nutrientes encontrados em alimentos afetam estas células humanas."

Baetge disse: “Os cientistas da Nestlé começaram a estudar as células da CDI para ver como os ácidos graxos encontrados no abacate e azeite de oliva interagem com os neurônios, com a esperança de encontrar aplicações para os consumidores idosos”.

A Nestlé, que investiu mais de 10 anos em criação nutricionalmente, o reforçou o alimento. A empresa agora está tentando "tirar proveito do espaço entre os alimentos e produtos farmacêuticos."

As doenças secundárias de alimentos e dieta têm impedido a corporações de biotecnologia da simples adição de nutrientes à alimentação para facilitar uma dieta saudável.

A rentabilidade de alimentos e bebidas geneticamente melhorados que tem crescido no mercado tornou-se aparente.

Em 2013, US $722 bilhões foram obtidos nesta indústria com crescimento de 22% nos últimos anos.

Comidas e bebidas não são os únicos produtos para consumo que são geneticamente alterados pela indústria de biotecnologia.

Há dois anos, o presidente Barack Obama lançou as bases para capacitar a indústria genética e biotécnica, com o apoio de pesquisas com células-tronco embrionárias.

Obama anunciou que as empresas farmacêuticas e o governo dos EUA estavam combinando forças para encontrar novos usos para medicamentos já estabelecidos.

O foco desta colaboração vai identificar novos usos para medicamentos que já foram aprovados pela Food and drug administration (FDA). Pode haver necessidade de novos testes em humanos, colocando o público em geral em um risco para a saúde.

A engenharia genética tem levado pesquisadores a descobrir mais de 4.500 doenças que necessitam de medicamentos para serem combatidas.

"Precisamos acelerar o ritmo em que estamos transformando descobertas em melhores resultados de saúde", disse Dr. Francis Collins, do Instituto Nacional de Saúde (NIH). "O NIH espera poder trabalhar com nossos parceiros na indústria e academia para enfrentar uma necessidade urgente que está além do alcance de qualquer organização ou setor."

Os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) começarão a trabalhar com a Pfizer Inc, AstraZeneca Plc e Eli Lilly& CIA. em acordos para a criação de compostos a serem disponibilizados para uso experimental em um projeto planejado.

"Os americanos estão aguardando ansiosamente a próxima geração de curas e tratamentos para ajudá-los a viver mais tempo e terem uma vida mais saudável", disse o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Kathleen Sebelius em um comunicado.

"Para acelerar o processo de desenvolvimento terapêutico da nossa nação, é essencial que nós forjemos parcerias fortes, inovadoras e estratégicas em todo o governo, academia e indústria."

Esta aliança foi mais solidificada depois que o Senado dos Estados Unidos deu sua aprovação para a Food e Drug Administration (FDA), em conjunto com certas corporações farmacêuticas, por uma "taxa de contrato" de $ 6,4 bilhões no novo Food and Drug Administration Safety and Innovation Act, S. 3187 (FDASI).

Os fabricantes de medicamentos, como Eli Lily & Co, Pfizer Inc, AstraZeneca Plc, e Medtronic Inc irão fornecer revisões regulatórias de novos tratamentos médicos e dispositivos de cuidados de saúde. O FDASI se estende até 2017.

O foco desta colaboração vai identificar novos usos para drogas que já foram aprovados pela FDA. Pode haver necessidade de novos testes em humanos, colocando o público em geral em um risco para a saúde. Engajar-se em ensaios experimentais para classificar compostos específicos a serem utilizados para fins não intencionais é altamente perigoso.

Os fabricantes de medicamentos e fabricantes de dispositivos médicos estão ansiosos para trabalhar com o governo dos EUA. Isto significa que seus tratamentos serão revistos e aprovados mais rápido do que são atualmente. O FDASI especifica que sejam tomadas certas medidas para agilizar a aprovação de tratamentos médicos, sob o pretexto de "risco de vida" ou apressar dispositivos de monitoramento para mitigar a escassez de drogas.

Trioridazina, uma droga de "último recurso" para esquizofrênicos, agora é suspeita de conter tioridazina.

Os cientistas estão afirmando que de acordo com sua extensa pesquisa, que apenas consistiu em analisar milhares de medicamentos diferentes para determinar se eles possuíam efeitos anti-câncer selecionou tioridazina. Este farmacêutico perigoso está previsto para ser usado para selecionar e erradicar as células-tronco cancerosas, que são encontradas na leucemia, vários outros tipos de câncer: mama, sangue, cérebro, próstata, ovário, pulmão e gastrointestinais.

Os cientistas afirmam que este farmacêutico perigoso pode ser administrado em terapias de câncer; sem o risco de efeitos secundários de drogas atuais no mercado de saúde. Ele está sendo anunciado como uma alternativa à quimioterapia e radiação.

Quando Obama estabeleceu o Plano Nacional de Bioeconomia a administração estava buscando oferecer suporte a engenharia genética como um componente principal de “Inovação americana e crescimento económico".

O Blueprint Bioeconomy permitirá que as agências federais para coordenem com os outros e estabeleçam relações com empresas do setor privado para controlar o emprego e a economia.

Foco do Obama é desregulamentar o setor de engenharia genética a fim de permitir que essas ciências para desenvolvam projetos não adulterados, sem oposição. Através do apoio de pesquisa e desenvolvimento, o governo dos EUA irá proteger bioinvenções que facilitam a mudança do laboratório para o mercado consumidor o mais rápido possível.

Por capacitadas empresas privadas através de colaborações governamentais o governo dos EUA pode supervisionar e controlar recursos, conhecimento e como essas parcerias terão sucesso ou falharem. Todas as agências federais serão alocadas para comunicar-se sob o pretexto de “melhorar os resultados de saúde e reduzir custos de saúde”.

A bioeconomia englobará o emprego rural e urbano enquanto supervisiona toda a saúde, medicina e agricultura que tenha qualquer benefício social. As agências reguladoras terão vantagem por ter acesso ilimitado a dados farmacêuticos para acelerar a produção e desenvolvimento de medicamentos. A formação de relações estreitas entre os órgãos federais e empresas privadas é o foco de Obama para uma transição bem sucedida para a bioeconomia.

Regeneração do órgão, reparação de órgãos danificados e outros avanços tecnológicos na indústria médica estão sendo defendidos por pesquisas com células-tronco. Especificamente, pesquisa embrionária, espera-se unir a comunidade científica ao descobrir novas maneiras de impulsionar o sistema imunológico humano e reverter os efeitos de doenças debilitantes.

Pesquisadores estão buscando clientela, substituição cultivada em laboratório de órgãos, em vez de depender de doadores de órgãos. Especialistas no campo da medicina regenerativa querem ver este desenvolvimento tornar-se o futuro do tratamento médico.

Devido a essas potencialidades, o investimento em pesquisa e desenvolvimento por parte do governo dos EUA através de agências como a NIH receberá uma parte de um empreendimento financeiro de R$ 4 bilhões.

Obama aprovou o uso de fetos abortados por uma questão de pesquisa, para serem utilizados por empresas. Estas amostras são tomadas depois de um aborto e usadas para “estudo científico”, no entanto esta relação entre o governo e a pesquisa genética é mais sobre lucros e menos sobre segurança pública.

Tradução: Gabi Gril
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sábado, 30 de novembro de 2013

Ratos alimentados com produtos da Monsanto originam um escândalo científico


A revista científica Food and Chemical Toxicology "retirou um artigo que afirma que o milho transgénico causa tumores em ratos, por dúvidas metodológicas a respeito da investigação. Os autores classificaram a medida de "escândalo".

"Os resultados apresentados no artigo, não são incorrectas, não podem ser consideradas convincentes por isso não alcançam o nivel necessário para ser publicado em 'Food and Chemical Toxicology", disse a editora Elsevier na sua página web.

As conclusões apresentadas no artigo, não são incorrectas, não podem ser consideradas convincentes por isso não alcançam o nivel necessário para ser publicado em 'Food and Chemical Toxicology"

Num estudo, o pesquisador francês Gilles-Eric Seralini , da Universidade de Caen, e sua equipe afirmam que ratos alimentados com milho transgénico da Monsanto ou expostos ao consumo água e o seu fertilizante mais mais vendido morreram antes as que seguiram uma dieta sem esses elementos.

Esta é uma dieta contendo NK603 (uma variedade de sementes geneticamente modificadas para tolerar doses de herbicida Roundup) ou para que a água que contém níveis do produto químico permitido nos EUA

Além disso, os animais que seguiram a dieta geneticamente modificada sofreram tumores mamários e graves danos no fígado e rins, observa o estudo, publicado na revista no ano passado.

Os resultados alarmantes da pesquisa foram amplamente difundidos pelos meios de comunicação em todo o mundo. No entanto, o editor informou que tinha recebido cartas de vários cientistas geneticistas que eram muito céticos sobre as conclusões do estudo.

Eles apontaram algumas falhas metodológicas, como o número insuficiente de ratos e a falta de correlação entre as quantidades de milho GM pela porção e a mortalidade de ratos.

Consequentemente o estudo da revista considerado como não suficientemente preciso. A equipe liderada por Seralini argumentou que a decisão de retirar o seu trabalho vem da nomeação para o conselho editorial da revista o biólogo Richard Goodman, que já trabalhou para a GM gigante Monsanto .

Goodman, por sua vez, negou estar por trás do assunto, dizendo que "nem verificou os dados da pesquisa e não têm nada a ver com a decisão de que o estudo seja retirado."

Fonte: RT
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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Arsênio no Arroz pode causar danos Genéticos e Câncer


Fui alertado por uma leitora do blog sobre o problema do nível de arsênio no nosso arroz de todo dia. Você encontra abaixo um trecho que traduzi do artigo da Discovery Magazine “Toxina encontrada na maioria Arroz EUA provoca danos genéticos“. Este é o primeiro estudo a correlacionar o arsênio do arroz com danos genéticos e câncer.

Após questionar se este seria um problema também para o Brasil, esta mesma leitora também me enviou o artigo que também reproduzo mais abaixo, da USP, intitulado “Estudo detecta nível expressivo de arsênio em arroz“.

Pelas minhas contas (a conversão destas medidas dá um nó na cabeça) o arsênio encontrado no arroz no Brasil (222 ng/g ou partes por bilhão/ppb) ainda está bem abaixo do mínimo que foi encontrado causar danos genéticos e câncer (2mg/kg, 2 partes por milhão, ou 2000 ppb), isto é 1/10. Fiquem a vontade para me corrigir, afinal química não é a minha área e já são 5 da matina.

Toxina encontrada na maioria Arroz EUA provoca danos genéticos

Distinguindo as células danificadas

Pesquisadores da Universidade de Manchester e do CSIR-Instituto indiano de Biologia Química estudaram 400 pessoas que vivem na região de Bengala Ocidental da Índia, para as quais o arroz era um alimento básico, mas que não foram expostos ao arsênico através de outras fontes, tais como água potável.

Eles coletaram urina das pessoas estudadas e testaram milhares de células originárias do revestimento do trato urinário (encontradas boiando na urina). Concentraram-se nestas células porque elas podem ser adquiridas através de um procedimento não-invasivo e simples, e também porque o arsênio tem sido associado a doenças do sistema gastrointestinal.

Os pesquisadores estavam procurando especificamente micronúcleos, aberrantes crescimentos como-núcleo que se formam em células danificadas. Teste de micronúcleos é uma medida padrão de rastreio para os compostos que causam dano genético (por vezes referido como genotóxico), e que, portanto, são considerados como um risco de câncer. O arsênio é ligado a uma variedade de tipos de câncer em humanos, incluindo tumores malignos da bexiga e dos pulmões.

A Dieta do Arroz

Os cientistas também publicaram uma análise química do arsênio no arroz cozido fornecidos pelas cobaias. Como as pessoas testadas pegam o arroz do mesmo lugar durante todo o ano, tanto nos seus próprios campos ou campos vizinhos, os pesquisadores puderam calcular um nível consistente de exposição ao arroz em questão.

Quando foram analisadas as duas variáveis, os pesquisadores encontraram uma associação clara entre o nível de arsênio no arroz e do número de micronúcleos anormal nas células dos indivíduos testados. As descobertas foram publicadas na semana passada na revista Nature.

Em particular, os autores notaram danos celulares mensuráveis quando a concentração de arsénio no arroz era igual ou superior a 2mg/kg (ou cerca de 2 partes por milhão). Curiosamente, este é o nível de segurança para os compostos de arsénio inorgânico sendo propostos pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Estes compostos inorgânicos (um termo que significa que eles não contêm qualquer substância química de carbono) são considerados os compostos de arsénio mais venenosos.

Preocupação Crescente

Embora este seja o primeiro estudo que solidamente faz ligação entre o arsenio do arroz e dano celular, pesquisas anteriores demonstraram que o elemento é absorvido para dentro do corpo através do consumo de arroz. Um exemplo é um estudo de 2011 pelo médico epidemiologista Margaret Karagas e seus colegas do Dartmouth College.

O grupo de Dartmouth olhou para as mulheres grávidas na área de New Hampshire, que estavam comendo arroz regularmente. Eles descobriram que os níveis de arsênico na urina dessas mulheres eram de até 56 por cento maior do que em mulheres que evitavam comer arroz.

Os resultados recentes colocam nova ênfase sobre o porquê que importa: “Embora as preocupações sobre arsênio em arroz foram levantadas já há algum tempo, até onde sabemos esta é a primeira vez que foi demonstrada uma ligação entre o consumo de arroz com arsênico e danos genéticos“, disse o professor David Polya, que liderou a equipe de Manchester.

Polya acrescentou que o estudo “justifica o aumento das preocupações” sobre a adequação da regulamentação do arsênio no arroz e as preocupações exatas levantadas pelos defensores da saúde do consumidor nos Estados Unidos no mês passado, e no ano passado. O FDA, cutucado por organizações como a União dos Consumidores, estabeleceu um limite de segurança de arsênico em suco de maçã neste verão, em 10 partes por bilhão, o mesmo nível estabelecido pelo os EUA Agência de Proteção Ambiental para água potável. 

 
USP: Estudo detecta nível expressivo de arsênio em arroz

O arroz, um dos principais grãos da dieta do brasileiro, se não submetido a um controle de qualidade eficaz, pode apresentar uma concentração de variações do elemento químico arsênio acima do ideal. O alerta vem de uma pesquisa realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP. “Tal concentração elevada pode contribuir para o desenvolvimento de doenças crônicas, como o câncer”, observa o farmacêutico-bioquímico Bruno Lemos Batista, autor do estudo.

Batista identificou concentrações expressivas do elemento arsênio em diversas variedades de arrozes consumidos no País, tais como o tipo branco (polido), o arroz integral (sem polimento) e parboilizado (do inglês partial boiled, ou seja, parcialmente fervido) integral ou branco. As concentrações eram semelhantes às encontradas por outros pesquisadores na China, Índia, Bangladesh e Estados Unidos, regiões com solos que contam naturalmente com a presença do arsênio.

Nas análises, foram constatados níveis moderadamente elevados, na faixa dos 222 nanogramas (ng) de arsênio por grama (g) de arroz. O tipo integral foi um dos que apresentaram maiores concentrações, pois, em geral, o arsênio pode se acumular no farelo.

“Decidimos fazer a especiação química destes grãos, verificando que, em média, nossos grãos possuem ao redor de 40% do arsênio presente nas formas orgânicas, MMA e DMA, e 60% nas formas inorgânicas, As3+ e As5+, sendo que a AsB, dita não tóxica, não foi encontrada, similar ao encontrado por outros pesquisadores em outros países”, conta Bruno.

Considerando a média de arsênio no arroz e que o brasileiro consome 86,5 g desse grão ao dia, a ingestão de arsênio via arroz é pouco maior que via água em sua concentração máxima permitida para ingestão (10 microgramas [µg] de arsênio por litro de água), a partir da média de 2 litros de água diários. Bruno ressalta que o estudo trata da ingestão, e não absorção, desse arsênio presente no arroz pelo intestino. Durante os experimentos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) realizou uma consulta pública para concentração máxima de 300 microgramas de arsênio por grama de arroz (300 ppm).

Diversas variações da substância

O arsênio se apresenta na natureza (solo, alimentos, água) em mais de vinte formas diferentes, algumas mais e outras menos tóxicas aos seres humanos, outros animais e até plantas. Dependendo da forma e da quantidade ingerida pela pessoa este arsênio pode causar sérios danos ao organismo como o câncer, causado pelo arsenito, uma das formas de arsênio. Por outro lado, existem formas que, se ingeridas em grandes quantidades, não causam danos ao organismo humano como, por exemplo, a arsenobetaína, comumente encontrada em alimentos marinhos como o camarão.

O estudo buscou identificar essas variações da substância por um método de análise denominado especiação química de arsênio. Nesse processo são definidas todas as espécies (ou formas) de arsênio em uma determinada amostra e suas quantidades. As formas de arsênio são separadas por um instrumento de análise química chamado “cromatógrafo à líquido de alta eficiência”, ligado a outro instrumento para “quantificar”, chamado “espectrômetro de massas com plasma indutivamente acoplado”.

“No primeiro equipamento, as moléculas contendo arsênio em suas diversas formas passam por um aparato chamado ‘coluna cromatográfica’ que é nada mais que um tubo ‘recheado’ com uma substância que retém por mais tempo algumas moléculas por interações físico-químicas, e retém menos outras moléculas, por haver pouca ou nenhuma interação com esse recheio”, explica o pesquisador.

Após o primeiro processo, o segundo equipamento faz a quantificação do arsênio presente nessas moléculas. “Este instrumento de análise química é o mais moderno para este tipo de análise, conseguindo determinar baixíssimas concentrações com alta especificidade”, ressalta Batista, que alertou para a importância do preparo da amostra durante o procedimento. “Como não queremos ‘modificar’ as espécies de arsênio devemos utilizar um meio que as remova dos grãos de arroz, por exemplo, sem quebrar a molécula contendo arsênio”, completa.

Das vinte espécies de arsênio presentes no ambiente, as cinco vistas como mais importantes foram utilizadas como objeto de estudo. As variações mais importantes são assim classificadas por serem mais comuns, mais estudadas ou mais tóxicas. Entre estas espécies destacam-se, em ordem crescente de toxicidade, a arsenobetaína (AsB), dimetil arsênio (DMA), monometil arsênio (MMA), arsenato (As5+) e arsenito (As3+). “Assim, por exemplo, o As3+ é mais tóxico, gera mais danos a um organismo, que o DMA”, aponta o pesquisador.

Políticas de saúde

Para o pesquisador, a fiscalização sobre o que consumimos deve estar entre as principais diretrizes das políticas públicas e, no caso do arroz, essa proposta não muda.”Temos que procurar sempre a segurança através, no mínimo, do monitoramento da concentração de arsênio e suas espécies químicas, principalmente as inorgânicas e, na medida do possível e da necessidade, realizar pesquisas básicas para entendê-las num processo dinâmico desde plantas até o ser humano”.

Para Batista, outros alimentos também deveriam entrar nesse monitoramento, “focando tanto a quantidade de elementos que causam danos ao organismo, como o mercúrio presente no peixe da Amazônia, como na quantidade de elementos químicos essenciais ao funcionamento do nosso organismo, como o selênio na Castanha do Pará”.

Por Fernando Pivetti – fernando.pivetti@usp.br

Fontes: USP - Discovery Magazine - NCBI.NLM - Nature
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