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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Depois de pressão, Google restaura Blog Julio Severo


Julio Severo

Sem nenhuma explicação ou notificação, o Google fez meu blog (http://juliosevero.blogspot.com/) desaparecer nos primeiros minutos da quinta-feira, 23 de outubro.

Depois de 24 horas de pressão de leitores internacionais, sem nenhuma notificação o Google fez meu blog reaparecer.
Pessoas no Brasil e outras nações começaram a questionar o Google nas redes sociais e também fazendo contato com a empresa: “Por que suspender o Blog Julio Severo bem no auge das eleições presidenciais no momento exato em que Julio publicou um artigo instruindo o público que ambos os candidatos apoiam a agenda gay?”

Uma das muitas pressões veio do Rev. Alberto Thieme, um pastor presbiteriano que fez contato com a sede do Google nos EUA e com o Google no Brasil. No final, a empresa explicou para ele que provavelmente meu blog “violou as políticas do Blogger.” Qual violação? Nenhuma explicação. Horas mais tarde, sem nenhuma explicação, o Google restaurou meu blog.

Pressão Internacional

A única explicação é a pressão em massa. Até na Itália pessoas protestaram contra a censura ao meu blog, num artigo em italiano intitulado “Google censura un sito prolife: siamo in campagna elettorale!” (Google censura site pró-vida em plena campanha eleitoral!)

O Rev. Michael S. Heath, do Ministério Helping Hands, com sede nos EUA, comentou para meu blog:

“Hoje de manhã li a revista Newsweek citando o novo livro de Julian Assange ‘When Wikileaks Met Google’ (Quando Wikileaks Conheceu o Google). O artigo finaliza: “Se o futuro da internet for o Google, isso deveria deixar seriamente preocupadas todas as pessoas do mundo — na América Latina, no Sudoeste e Leste da Ásia, no subcontinente indiano, no Oriente Médio, na África subsaariana, na ex-União Soviética e até a na Europa — para as quais a internet personifica a promessa de uma alternativa à hegemonia cultural, econômica e estratégica dos EUA. O império do Google nunca deixou de ser o próprio império.’ Embora a decisão do Google de fechar o blog do Julio ontem indique que a Força do império seja realmente maligna, a certeza maior é que é homossexual. Excetuando as queixas dos sodomitas, por que o Google teria algum interesse em fechar o blog? Julio é uma fonte honesta de informações que criticam a campanha mundial dos EUA para normalizar a sodomia. Suspeito que o blog dele seria ignorado pelos poderosos do Google nos EUA, se não fosse a inflexível luta patriótica dele em defesa da família, fé e liberdade.”

O Rev. Michael faz parte da Assembleia de Deus dos EUA.
A última vez que meu blog foi removido do ar foi em 2007, quando então muitas pessoas, especialmente o filósofo Olavo de Carvalho e um procurador importante, agiram, Olavo denunciando, e o procurador fazendo contato com o Google. Na época, o Google havia informado ao procurador que meu blog promovia ódio e preconceito aos ativistas homossexuais, ao que o procurador respondeu que nunca havia visto nada nesse sentido nos meus textos. Diante dessa autoridade, o Google cedeu e devolveu meu blog ao ar.

Em 2008, sob pressão de organizações homossexuais, o Ministério Público Federal (MPF) solicitou que o Google fechasse meu blog por “homofobia.” A resposta oficial do Google foi que porque o Brasil não tem nenhuma lei anti-“homofobia,” eles não poderiam fechar meu blog. Só depois da aprovação de tal lei, o Google estará livre para acatar e fechá-lo definitivamente. (Tive acesso à comunicação entre o Google e o MPF através de um advogado.)

Povo versus Governo Ditatorial e Empresas Ditatoriais

É claro que o Google prefere ficar do lado da agenda gay. Mas mesmo com todo o seu poder, dinheiro e influência, o Google sabe que a maioria das pessoas rejeita a homossexualidade. Um instituto de pesquisa esquerdista revelou cinco anos atrás que “99% dos cidadãos eram ‘homofóbicos’ e portanto precisavam ser reeducados.”

De modo oposto, talvez 99% do governo socialista do Brasil e do Google sejam homossexualistas. Portanto, a questão de “homofobia” é Povo versus Governo Ditatorial e Empresas Ditatoriais. Tenho feito resistência bem-sucedida, há anos, ao governo ditatorial e seu rolo compressor contra os cristãos que se opõem às perversões e ditadura homossexual.

Mas o rolo compressor das Empresas Ditatoriais representa outra grande ameaça. Em 2011, o PayPal fechou minha conta definitivamente, depois de uma campanha internacional da AllOut, uma organização gayzista determinada a perseguir cristãos. Num comunicado para o AllOut, o PayPal explicou que fechou minha conta porque “Levamos muito a sério quaisquer casos em que um usuário incitou ódio, violência ou intolerância por causa da orientação sexual de uma pessoa”.

Agora, não posso mais receber doações de meus amigos por meio do PayPal.

Numa classificação dos dez maiores ataques aos cristãos em 2011, a Comissão Anti-Difamação de Cristãos, com sede nos EUA, classificou a pressão gay sobre o PayPal como quarto maior ataque anticristão de 2011, conforme saiu na revista Charisma.

Fazendo cobertura do meu caso, o WorldNetDaily publicou a manchete: “PayPal coloca escritor cristão na lista negra.”

Google e Liberdade de Expressão

Acerca dos momentos difíceis do meu blog no Google, comecei a usar seu serviço em 2005, porque o Google havia escolhido livremente oferecer ao público internacional uma plataforma de liberdade de expressão. Por isso, eu não preciso respeitar as opiniões homossexuais do Google e o Google não precisa respeitar minhas opiniões cristãs. Mas o Google precisa respeitar sua própria defesa da liberdade de expressão.

Se o Google pensa que a liberdade de expressão é uma ameaça à agenda gay, ele deveria banir a liberdade de expressão e ser honesto com a comunidade internacional: “Nosso serviço de Blogspot está disponível apenas aos apoiadores da agenda gay.”

Os serviços do Google deveriam ser claros: “Não aceitamos usuários cristãos do Brasil, EUA, Rússia, Uganda, etc.”

É sabido que muitos dos meus artigos não agradam a todos — principalmente socialistas, ativistas pró-aborto e pró-homossexualismo e outros militantes anti-família. Mas faz parte da democracia a liberdade das vozes discordantes.

Liberdade eleitoral.

Meu último artigo, que havia supostamente provocado a remoção do meu blog, era sobre as eleições, mas sem apoiar nenhum dos candidatos, que defendem a agenda gay, considerada pelos cristãos como anti-família.

Mesmo neste momento eleitoral acalorado, tenho direito de me expressar contra os dois candidatos, e esse direito não deveria ser violado em benefício dos partidos e candidatos que foram criticados com a devida ordem e respeito.

Muitos brasileiros escolheram votar em Dilma Rousseff (uma socialista anti-EUA, mas apenas nos aspectos econômicos, não morais) ou Aécio Neves (um socialista pró-EUA em tudo, tanto na economia quanto na imoralidade), mas ambos são radicalmente a favor da agenda gay.

Enquanto os brasileiros, que são obrigados a votar pelas leis antidemocráticas do Brasil, escolherão seus candidatos com base apenas na economia, eu escolhi não votar com base na intenção de ambos os candidatos de desfigurar, em benefício da agenda gay, a família, que foi, antes do Estado, a primeira instituição criada por Deus. Portanto, a família tem precedência e prioridade absoluta sobre o Estado e a economia. É com base nessa prioridade absoluta que rejeito ambos os candidatos.

Fonte: Julio Severo
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Documentos secretos revelam o "Icreach": Sistema que amplia ainda mais o alcance da NSA


Por: Nadia Prupis

A Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA forneceu durante anos milhares de milhões de registos de telecomunicações sobre cidadãos americanos e estrangeiros a dezenas de governos — foi o que relatou o site Intercept na passada segunda-feira.

A NSA compartilha com outras agências 850 mil milhões de registos de e-mails, chamadas de telemóvel e outros dados através de uma super ferramenta de pesquisa

A NSA compartilha com outras agências 850 mil milhões de registos de e-mails, chamadas de telemóvel e outros dados através de uma super ferramenta de pesquisa.

A Agência de Segurança Nacional (NSA) forneceu durante anos milhares de milhões de registos de telecomunicações sobre cidadãos americanos e estrangeiros a dezenas de governos — foi o que relatou o site Intercept na passada segunda-feira.

Documentos ligados à divulgação de dados de Edward Snowden do ano passado, mostram que a NSA compartilhou e continua a compartilhar mais de 850 mil milhões de registos de e-mails, chamadas de telemóvel, localizações, chats de internet, e outros dados enviados e recebidos por pessoas do mundo todo, tudo isso utilizando uma ferramenta de pesquisa chamada Icreach, criada especificamente para a empresa e que funciona nos moldes do Google.

De acordo com uma nota da CIA sobre o programa, que os colegas da agência “saudaram entusiasticamente,” mais de mil analistas de 23 agências de diferentes governos tiveram acesso às informações da NSA, todas elas coligidas sem nenhum tipo de mandato judicial. Estes registos eram regularmente compartilhados com o FBI, com a divisão anti-drogas, com a CIA, com a Agência de Investigação e Defesa (DIA, na sigla em inglês), entre outras instituições.

“A equipe da Icreach entregou o primeiro pacote de informações privadas junto da Comunidade de Investigação dos EUA,” era o que uma nota ultra-secreta de 2007 dizia. “Esta equipa começou há mais de dois anos atrás forçado pela Comunidade de Investigação, que tem uma necessidade crescente de informações de comunicações relacionadas com os seus alvos.”

A Icreach parece ser uma entidade separada da base de dados da NSA, que coletava os registos telefônicos dos clientes da Verizon sob a secção 215 do Patriot Act, relatou o Intercept. Além disso, as ferramentas de busca “permitem o acesso a uma vasta quantidade de dados que podem ser extraídos por analistas da comunidade de investigação com fins de ‘investigação estrangeira’ — um termo vago ainda mais amplo do que Contraterrorismo”.

Jeffey Anchukaitis, porta-voz do Diretório de Investigação Nacional, defendeu a espionagem do governo, declarando que a partilha de informações se tornou “um pilar da comunidade de investigação após o 11 se setembro.”

O Intercept relatou que a Icreach foi construída sob a direção do antigo diretor da NSA, o general Keith Alexander, e foi criada para “garantir volumes sem precedentes de dados de comunicação para serem compartilhados e analisados,” e oferecer uma “fonte vasta e rica de informação” a outras agências.

A Icreach desenvolveu-se a partir do projeto Crisscross, uma iniciativa secreta da CIA e da DEA criada no começo dos anos 1990 para identificar suspeitos de tráfico de drogas na América Latina. Mas em 1999, o acesso ao Projeto Crisscross expandiu-se para incluir a NSA, o DIA e o FBI, que também contribuíram para a base de dados. Um sistema suplementar chamado Proton foi instalado para dar suporte a novas informações assim que os analistas começaram a juntar mais e mais dados espiados, incluindo códigos que poderiam identificar telemóveis individuais, passaportes e registos de vôos, pedidos de visto e informações de relatórios da CIA. Em julho de 2006, a NSA estimou que tinha armazenado 149 mil milhões de gravações no Proton.

Mas a Icreach pode armazenar ainda mais gravações do que se estima hoje. O Intercept escreve:

Enquanto a NSA estimava inicialmente 850 mil milhões de registos disponíveis na Icreach, os documentos indicam que este número pode ter sido ultrapassado, e que o número de acessos ao sistema pode ter subido desde 2010 para mais de 1000 analistas. O documento secreto “Black Budget,” de 2013, também obtido por Snowden, mostra que a NSA buscou mais financiamento recentemente para aprimorar a Icreach, no intuito de “prover aos analistas acesso a uma quantidade maior de dados.”

Fonte: Common Dreams
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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O Facebook não Invade Apenas a sua Privacidade, Ele Programa a sua Personalidade


Até onde chega o poder do Facebook, especialmente quando mostra poucos escrúpulos para modificar seu algoritmo? Evgeny Moronov afirma que o Facebook não apenas invade nossa privacidade, mas também invadiu a nossa personalidade.

Até alguns anos atrás (em 2008), quando o Facebook começou a se a tornar a rede social mas popular do mundo, um artigo do The Guardian questionava as "amizades" do Facebook. Para dar o salto para se tornar uma plataforma de alcance mundial, o Facebook recorreu a sua primeira linha de investidores a In-Q-Tel (o braço empreendedor da CIA) e a Peter Thiel (dono do PayPal, de ideias transhumanistas e membro Bilderberg). Naquela época, havia mais preocupação com a privacidade das informações do usuário, o qual é conhecido por ter acesso a aplicativos de terceiros e agências de marketing. Hoje em dia nos parece pouco alarmante entregar nossa informação ao Facebook até porque, depois dos vazamentos de Snowden, sabemos que em qualquer parte somos vigiados (incluindo sites como Facebook que de maneira voluntária ou coercitivamente tem entregado informação de seus usuários à NSA).

Em algum momento no entanto, não há muito tempo, era quase escandaloso pensar que abriríamos nossas vidas, até mesmo compartilhar nossos detalhes mais íntimos a uma companhia cujo interesse é poder ganhar dinheiro com essa informação, sem dizer, a "amigos" que mal conhecemos. O mesmo Zuckerberg afirmou em conversas gravadas pouco após de ter lançado o Facebook: "as pessoas são estúpidas, simplesmente me dão seu email".

Em janeiro de 2008, Tom Hodgkinson, o jornalista do The Guardian, escreveu: "O Departamento de Defesa da CIA ama a tecnologia, porque torna a espionagem mais fácil". Hodgkinson claramente suspeitava que o Facebook iria ser usado com essa finalidade (quando tinha menos de 60 milhões de usuários: hoje possui mais de 1 bilhão). Efetivamente, o Facebook foi usado pra nos espiar - de novo com seu consentimento e sim, isso na prática é o que menos importa - e seguramente está sendo usado para nos espiar. Outro prenúncio da participação da empresa de capital de risco da CIA nos primeiros dias do Facebook: este site se tornaria em um laboratório social onde se experimentaria o comportamento dos usuários e se manipularia suas interações possivelmente como parte de um programa de engenharia social - simplesmente para poder ganhar mais dinheiro, tendo mais cliques e vendendo mais publicidade.

Em junho a publicação sem alarde de um estudo mostrou que o Facebook realizou um experimento com 700 mil usuários modificando seu algoritmo - regras invisíveis - para que aparecessem mais posts positivos ou negativos (segundo o grupo) em seus novos feeds. Os resultados mostraram que aqueles expostos a posts positivos se sentiram mais felizes e escreveram mais posts positivos (e mais no total). Isto resultou em mais cliques e mais receita publicitária.

Este experimento gerou um certo alerta entre os críticos. Clay Johnson, o co-fundador do Blue State Digital, a agência que geriu a campanha digital de Obama em 2008, disse: "Poderia a CIA incitar uma revolução no Sudão pressionando o Facebook a promover descontentamento? Deveria ser legal? Pode Mark Zuckergerg combinar o resultado de uma eleição promovendo certos sites?" Perguntas que são todavia, mais alarmantes quando sabemos que o Facebook dorme com a CIA (ao menos uma prima próxima).

Mas, na verdade, a "má imprensa" pouco afetou o Facebook, cujas ações se encontram em seu ponto mais alto. Como aponta o sempre crítico Evgeny Morozov, na realidade nada afeta o Facebook, nem ao menos qualquer questionamento ético. Mas o experimento fornece informação valiosa a Zuckerberg e a seus sócios: podem ganhar dinheiro, inclusive permitindo aos usuários um mínimo respiro de privacidade, sempre que continuem multiplicando os cliques. Agora o Facebook, a companhia que lançou a ideia de que a privacidade era coisa do passado e que todos deveríamos abraçar o social como um envelope transparente onipresente, possui uma ferramenta para avisar aos usuários que estão "compartilhando demais" (oversharing) o que lhes permite ver como estão sendo medidos.

Isto parece ser de novo uma estratégia com uma agenda às escuras, como já aconteceu antes da história do Facebook. Morozov, acusado de tecnofóbico radical (mas provavelmente um dos mais lúcidos observadores da internet), adverte que o Facebook está comprando companhias e desenvolvendo aplicações que registram os movimentos online e offline dos usuários, o que significa que poderá possuir conteúdo mais relevante - conteúdo especialmente dirigido a uma pessoa que está correndo, conduzindo ou andando de bicicleta, por exemplo, como ocorre com o app Moves.

A linha de fundo é que o Facebook não parece ter nenhum escrúpulo em manipular seu algoritmo se isto beneficiar seu plano de negócios ou sua agenda social, e não existe um mecanismo para fazê-lo prestar contas. Outro exemplo das alterações do algoritmo, aparentemente inofensivo e louvável, foi em 2012 quando alterou sua configuração para que os usuários pudessem expressar um status como doador de órgãos, o qual produziu mais de 13 mil registros no primeiro dia. É muito grande o poder de decidir que tipo de iniciativa é boa para a sociedade e qual não. Morozov escreve:

A razão pela qual devemos temer o Facebook e estes tipos de empresas não é porque violam nossa privacidade. é porque definem os parâmetros da massa cinzenta na maior parte invisível da infraestrutura tecnológica que molda nossa identidade. Todavia, não possuem o poder de nos tornar felizes ou tristes, mas seguramente estarão prontos para nos fazer felizes ou tristes se ajudar a gerar mais receita

Esta visão não está longe de um tom distópico - uma distopia totalitária não seria apenas imersiva, mas provavelmente ocorreria sem que nós déssemos dado conta que está acontecendo. Morozov nos pede que nos perguntemos: "O quanto nossa identidade está sendo modificada pelos algoritmos, bases de dados e apps que estendem os esforços políticos, comerciais e estatais para tornar-nos mas felizes - como diz a música distópica do Radiohead - 'mais em forma, mais feliz, mais produtivo'" (fitter, happier, more productive).

Paralelamente, até uns meses atrás, o Facebook tem feito algumas alterações em seu algoritmo, apertando de tal maneira que os posts das fan pages apareçam em menor quantidade a menos usuários, claramente para fazer com que as companhias que buscam receber tráfego ou para que suas mensagens apareçam massivamente, tenham que pagar por seus posts.

Esta medida tem golpeado a numerosos sites de notícias, chegando ao ponto que alguns praticamente desapareçam. Como podemos ficar seguros de que o Facebook não privilegia seus algoritmos a sites que pagam mais ou que são mais ideologicamente relacionados, ou simplesmente que gerem mais receita ao fomentar uma espécie de ecossistema favorável para promover esta "felicidade" digital que se traduz em cliques?

O Facebook é, ao menos potencialmente, uma máquina de alcance orwelliano, capaz de censurar e delimitar a realidade. Pouco notamos que isto está acontecendo, vivendo um "efeito aquário" dentro do sistema. O algoritmo transpassa a vida digital e se torna parte de nossa personalidade.

Fontes: Periodismo Alternativo - Pijama Surf - The Guardian - Pijama Surf: “La gente es estúpida... - Opinion - Blog Anti Nova Ordem Mundial - A Nova Ordem Mundial
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sábado, 16 de agosto de 2014

Google tem relatório com todos os lugares onde você esteve; confira com os seus próprios olhos

http://super.abril.com.br/blogs/rebit/files/2014/08/30-day-tracking-google-650x315.png
Clique na imagem para ampliar

Por: Bruno Garattoni

Se você usa um celular Android, o Google monitora a sua localização. Talvez você já soubesse disso. Mas ao ver a lista compilada pelo Google, você provavelmente vai levar um susto. Ela mapeia todos os seus passos, 24 horas por dia, dia após dia, mês após mês, ano após ano – e organiza numa espécie de calendário. Clique aqui para conferir. Inclui absolutamente tudo.

O Google vigia a sua localização para fornecer “serviços relevantes”, como resultados de busca relacionados ao lugar onde você está. É legítimo, e não é exclusividade do Android (desde 2011, sabe-se que o iPhone faz algo similar). Mas também é meio perturbador – pois o celular transmite a sua localização mesmo se você estiver com o Google Maps fechado e o GPS desligado.

Um prato cheio para os robôs do Google (que já têm acesso aos seus emails, chats, buscas e até navegação na internet), e um banquete tentador para os espiões da NSA. Há quem diga que quem não deve não teme. Mas se você acha que isso tem um pouco de “1984″, em tese é possível desligar o monitoramento.

Entre nas configurações do Android, abra o item Serviços de local e desmarque as opções “Serviços de localização do Google” e “Localização e pesquisa do Google”. Isso irá deixar o Google Maps mais lento, pois ele passará a depender exclusivamente do GPS (no iOS 7, as configurações relevantes ficam em “Serviços de localização”).

Fonte: Super Interessante
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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Edward Snowden: As novas revelações


Algumas atualizações acerca dos documentos revelados por Edward Snowden: falamos aqui de segurança informática, ou melhor, da maneira como as agências de intelligence vasculham as nossas comunicações.

A agência de espionagem britânica, por exemplo, desenvolveu uma série de ferramentas para monitorar e filtrar o conteúdo da web e, quando necessário, para semear informação enganosa.

Os documentos de Snowden revelam que as ferramentas foram criadas pelo JTRIG (Threat Joint Research Intelligence Group) dentro do GCHQ (Government Communications Headquarters, a sede governamental das comunicações).

Documentos anteriores já tinham descrito algumas técnicas mas os novos dados, contidos no dossier JTRIG Tools and Techniques ("Ferramentas e Técnicas do JTRIG") fornecem uma visão mais ampla da escala das operações, incluindo a capacidade invasiva e de criar confusão na web.

Algumas ferramentas utilizam os mesmos métodos para os quais EUA e Reino Unido tinham já incriminado alguns activistas online (estamos no campo do "façam o que digo mas não o que faço"), incluindo ataques concentrados que causam interrupções dos serviço (distributed denial of service) e ameaça de bombas (call bombing).

Estas ferramentas dão aos espiões a capacidade de monitorizar ativamente as chamadas feitas com Skype e as mensagens em tempo real, voltando assim a levantar as velhas questões do grau de confiança da criptografia do serviço Skype (que, evidentemente, tão seguro não é) ou se a Microsoft está a colaborar de forma concreta com as agências de espionagem (dúvidas?).

Nas suas notas internas, o JTRIG argumenta que a maioria da suas ferramentas são "operacionais, testadas e confiáveis" e exorta os colegas a aplicar uma maneira de pensar não convencional quando estão a lidar com os enganos da internet.

Entre as ferramentas listadas no documento encontramos:

Gestator, que trata de amplificar uma determinada mensagem, geralmente um vídeo, através dos sites mediáticos mais populares (YouTube).

Challenging, que dá aos espiões a capacidade de falsificar qualquer endereço de e-mail e enviar mensagens sob falsa identidade.

Angry Pirate, que permite desactivar permanentemente uma determinada conta directamente a partir dos computadores das agências.

Underpass, que pode mudar o resultado das pesquisas online.

Deer Stalker, que dá a possibilidade de facilitar a localização de telefones por satélite e GSM (os normais telemóveis, portanto) através duma chamada silenciosa.

Gateway, com a capacidade de aumentar artificialmente o tráfego para um site.

Clean Sweep, que esconde na página principal do utilizador de Facebook uma mensagens, para alguns indivíduos ou inteiros Países.

Scrapheap Challenged, para alterar os e-mails nos terminais BlackBerry.

Spring Bishop, para visualizar fotos marcadas como "privadas" no Facebook.

O documento também lista uma série de programas destinados a recolher e armazenar postagens públicas do Facebook, Twitter, LinkedIn e Google+, e também a fazer postagens automáticas em várias redes sociais.

Também presente a capacidades para localizar geograficamente os IPs (os endereços informático de cada computador) de cidades inteiras duma só vez.
Estas últimas revelações aparecem na mesma altura em que o Parlamento britânico debate um projecto de lei com procedimento de emergência para dar ao governo mais justificações em prol dos poderes de vigilância das suas agências de espionagem, que o Primeiro-Ministro David Cameron afirma seres necessárias para "ajuda-nos a nos manter seguros".

Apesar de não existir nenhum comunicado oficial por parte do GCHQ, o diário The Guardian publicou algumas notas anteriores nas quais a sede da inteligencia britânica afirma:

A nossa principal preocupação é que as referências às práticas da agência poderiam levar a um debate público prejudicial, que pode causar problemas de ordem legal contra o regime vigente. Enquanto isso, a organização não-governamental britânica Privacy International apresentou uma queixa-crime contra o GCHQ relativa ao uso de malware para espiar os usuários de Internet e da telefonia móvel.

Fontes: The Guardian - RT - The Intercept - Informação Incorrecta
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sábado, 5 de julho de 2014

Documentos mostram como a NSA grampeia o planeta


Relatório detalha um programa chamado RAMPART-A, que intercepta o conteúdo de chamadas telefônicas, faxes, e-mails e chamadas do Skype

Novo relatório feito pelo The Intercept e um jornal dinamarquês associado revela que a Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês), além de seu conhecido programa de espionagem das nações do Five Eyes, também possui acordos de vigilância extensos e desconhecidos com outras nações, o que permite um acesso sem precedentes ao sistema de comunicação global e à informação privada de cidadãos do mundo todo que o utilizam.

Baseado em documentos fornecidos por Edward Snowden, o relatório detalha um programa chamado RAMPART-A, que usa “pontos de congestionamento” localizados pelo mundo e permite que a agência “intercepte o conteúdo de chamadas telefônicas, faxes, e-mails, chats de internet, dados de redes privadas, e chamadas de softwares como o Skype".

A NSA não deu nenhuma declaração ao The Intercept sobre o programa RAMPART-A, mas o porta-voz da agência, Vanne Vines, ofereceu esta: “o fato de que o governo dos EUA trabalha com outras nações, sob condições especificadas e reguladas, reforça a segurança de todos. Os esforços da NSA se focam em assegurar a proteção da segurança nacional dos Estados Unidos, seus cidadãos e nossos aliados, perseguindo unicamente aparatos de inteligência estrangeiros”.

Além do seu longo alcance, o que se sustenta sobre o programa é sua força bruta. Como explicou o jornalista do Intercept Ryan Gallagher, o poder computacional do equipamento usado no RAMPART-A “permite que a NSA verificar três terabytes de dados por segundo enquanto tais dados passam pelos cabos comprometidos - o equivalente a ser capaz de baixar cerca de 5.400 filmes de alta-definição por minuto.”

Os documentos mostram que havia pelo menos 13 locais secretos para o programa pelo mundo e Gallagher detalha como estes locais coincidem com tudo o que é conhecido sobre as parcerias da NSA, muito do que foi previamente reportado e documentado no novo livro de seu colega Glenn Grenwald, No Place To Hide.

Sobre a existência de um programa “politicamente explosivo” como esse, Gallagher explica que em troca de oferecer sede a poderosas estações de escuta, os governos e agências ganham “acesso ao sofisticado equipamento de segurança da NSA, e então eles também podem espionar os dados que passam por seu território.”

Tradução de Roberto Brilhante

Fonte: Carta Maior
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Wikileaks revela plano para desregulamentação financeira mundial


Documento comercial escondido a sete chaves, se posto em prática, fará muitos países reféns das mesmas políticas econômicas desastrosas dos anos 1990

O Wikileaks publicou quinta-feira 19/06/ um documento comercial escondido a sete chaves, que se promulgado, daria ao mundo financeiro uma posição ainda mais dominante no controle da economia global, pois evitaria regulações e a prestação pública de contas.

Conhecido como TISA: Trade in Services Agreemente, o projeto representa as posições de negociação dos EUA e da União Européia e estabele as estratégias desregulatórias defendidas por alguns dos maiores bancos e firmas de investimento do mundo.

De acordo com o Wikileaks:

Apesar dos fracassos na regulação do sistema financeiro que se evidenciaram na Crise de 2007-2008 e os clamores por uma melhora de estruturas regulatórias relevantes, os proponentes do TISA pretendem desregular ainda mais o mercado financeiro global. O projeto Serviçoes Financeiros Anexos coloca regras que ajudariam a expansão de financeiras multi-nacionais - principalmente aquelas com sede em Nova Iorque, Londres, Paris e Frankfurt - na direção de outras nações com barreiras regulatórias. O projeto vazado também mostra que os EUA é particularmente a favor de aumentar o fluxo de dados transfronteiriços, o que permitiria uma troca de dados pessoais e financeiros muito maior.

As negociações do TISA já estão ocorrendo fora do Acordo Geral sobre Comércio de Serviços (GATS, em inglês) e do quadro da Organização Mundial do Comércio (WTO, em inglês). No entanto, o Acordo está sendo lapidado para ser compatível com o GATS, para que uma boa parte dos participantes sejam capazes de pressionar os membros do WTO a assinar o Acordo no futuro. Entre os 50 países ausentes nas negociações estão Brasil, Rússia, Índia e China. A natureza exclusivista do TISA enfraquecerá as posições destes países em futuras negociações de serviços.

Lori Wallach, diretor do Public Citizen’s Global Trade Watch, declarou que o acordo descrito no projeto, se aprovado pelos governos nacionais, seria um desastre para quaisquer esforços regulatórios que tentassem colocar em xeque o financismo global.

Em uma declaração em resposta ao TISA liberado pelo Wikileaks esta quinta, Wallach disse:

“Se o texto vazado for posto em prática, ele reverteria as melhorias feitas depois da crise financeira global que salvaguardavam os consumidores e a estabilidade financeira, assim como nos jogaria novamente dentro do modelo extremamente desregulado dos anos 1990 que nos levou à crise e aos bilhões em perdas para os consumidores e governos.

“Este é um texto que os grandes bancos e os especuladores financeiros adorariam que pudesse causar um dano real ao resto de nós. Isto inclui um trecho chamado literalmente de “standstill” (paralisação) que proibiria os países de melhorarem a regulação financeira e os deixaria presos àquelas políticas às quais eles estiveram reféns no passado”

Tradução de Roberto Brilhante

Fonte: Carta Maior
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Controle Mental: Facebook manipulou emoções de usuários


O objetivo do estudo era avaliar o 'contágio emocional' dos usuários.  

Washington (AFP) - Um estudo detalhando como o Facebook manipulou secretamente o feed de notícias de aproximadamente 700 mil usuários com o objetivo de avaliar o "contágio emocional" desencadeou revolta na rede social.

Durante uma semana em 2012, o Facebook manipulou o algoritmo usado para distribuir os posts no feed de notícias do usuário para verificar como isso afetou o seu humor.

O estudo, conduzido por pesquisadores associados ao Facebook, pela Universidade de Cornell, e pela Universidade da Califórnia, foi publicado em junho na 17ª edição dos Anais da Academia Nacional de Ciência 

(http://www.pnas.org/content/111/24/8788.full.pdf).

Os pesquisadores pretendiam verificar se o número de palavras positivas ou negativas nas mensagens lidas pelos usuários resultaria em atualizações positivas ou negativas de seus posts nas redes sociais.

Observou-se que os usuários que tiveram o feed manipulado utilizaram palavras positivas ou negativas dependendo do conteúdo ao qual foram expostos.

Os resultados do estudo foram propagados quando a revista online Slate and The Atlantic abordou o assunto.

"Estados emocionais podem ser transferidos para os outros por meio do contágio emocional, levando as pessoas a experimentarem as mesmas emoções de modo inconsciente", afirmam os autores da pesquisa.

"Estes resultados provam que as emoções expressas pelos outros no Facebook influenciam nossas próprias emoções, o que evidencia o contágio em larga escala via redes sociais."

Enquanto outros estudos usam metadados para estudar tendências, este parece ser o primeiro a manipular dados para verificar se há reação.

A pesquisa é considerada legal de acordo com as normas do Facebook, mas seria ética?

"#Facebook Feed de usuários manipulados para experimento psicológicos em massa...  Sim, está na hora de encerrar a conta do FB!", lia-se em post do Twitter.

Outros tweets usavam expressões como "super perturbador", "assustador" e "mau", assim como manifestações irritadas, para descrever o estudo.

Susan Fiske, professora da Universidade de Princeton que editou o artigo para publicação, disse a The Atlantic que ela ficou preocupada com a pesquisa e entrou em contato com os autores.

Eles disseram que o conselho institucional aprovou o estudo, já que "o Facebook manipula a atualização do feed dos usuários o tempo todo".

Fiske admitiu ter ficado "um pouco assustada" com o estudo.

O Facebook disse a The Atlantic que "considera cuidadosamente" a pesquisa e que há "um processo de avaliação interna".

O Facebook, maior rede social do mundo, informa ter mais de um bilhão de usuários ativos.

Fonte: Dom Total
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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Como a NSA e FBI fizeram do Facebook a Ferramenta de Vigilância em Massa Perfeita


Harrison Weber

A Agência de Segurança Nacional e o FBI se uniram em outubro de 2010 para desenvolver técnicas para transformar o Facebook em uma efetiva ferramenta de vigilância.

Documentos divulgados juntamente com o novo livro do jornalista Glenn Greenwald, "No Place To Hide", revelaM a parceria da NSA e do FBI, na qual as duas agências desenvolveram técnicas para a exploração de chats do Facebook, captura de fotos privadas, coleta de endereços de IP e coleta de dados de perfis privados.

De acordo com os slides abaixo, as agências estabeleceram como meta capturar e colecionar "uma fonte muito rica de informações sobre dados pessoais, padrão de vida, conexões entre os alvos e associados e mídia".


Documentos da NSA tornam dolorosamente claro como as agências de informações faze a coleta "explorando as fraquezas inerentes ao modelo de segurança do Facebook", através do uso do popular rede de distribuição de conteúdo Akamai. A NSA descreve os seus métodos como "assumir autenticação" e obter "segurança pela sombra".


O slide abaixo mostra como a agência de espionagem NSA e o GCHQ, do Reino Unido, trabalharam em conjunto para "obter perfil e álbum de imagens".


Dois meses atrás, depois de uma série de vazamentos sobre a espionagem da NSA relacionada ao Facebook, Mark Zuckerberg afirmou em um post no seu blog que ele está "confuso e frustrado com os repetidos relatórios sobre o comportamento do governo dos EUA".

De acordo com um relatório do The Intercept , os slides acima não revelam o programa de vigilância da NSA sobre o Facebook, de forma integral. O relatório afirma que a NSA também "se disfarça como um servidor fake do Facebook" para executar o " man-in-the-middle ", incluindo "ataques e espalhar malware" - [vídeo abaixo].
 
How the NSA Secretly Masqueraded as Facebook to Hack Computers for Surveillance from First Look Media on Vimeo.

O Facebook passou a ser usado pela "NSA como uma resposta declarada ao declínio de outras técnicas de injeção de malware - técnicas anteriores incluíam o uso de "e-mails contendo spam para fraudar a comunicação do usuário que clicasse em um link malicioso".

Na sequência do relatório, divulgado em março, Zuckerberg disse: "Enquanto os nossos engenheiros trabalham incansavelmente para melhorar a segurança, imaginamos que estamos nos protegendo contra criminosos, mas não do nosso próprio governo".

Zuckerberg afirmou que ele desaprovava as ações da NSA e disse que falou com o presidente Barack Obama por telefone para 'expressar frustração sobre os danos que o governo está criando para todo o nosso futuro".

Fonte: Jornal GGN
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quinta-feira, 20 de março de 2014

EUA avisam que entregarão controle da Internet a uma Entidade Global


Recém-atingido por causa da espionagem via internet que tem promovido contra o mundo todo, o governo dos Estados Unidos anunciou que está disposto a entregar o controle da rede a uma entidade global.

Na sexta-feira, 15, o Departamento de Comércio informou que convocará "as partes envolvidas em todo o mundo para refletir sobre os caminhos" que levarão seu país a passar o Icann para frente. É esse órgão, que fica na Califórnia, o responsável por administrar a distribuição de domínios. E ele está submetido ao Departamento de Comércio dos EUA.

O presidente do Icann, Fadi Chehadé, disse à AFP que a decisão é bem vinda, ainda mais porque ajudará a entidade a se desvincular de uma imagem estritamente ocidental. "Convidamos todos os governos, o setor privado, a sociedade civil e os órgãos relacionados à internet em todo o mundo para que se juntem a nós para implementar esta fase de transição", convocou, em comunicado.

Fontes: Olhar Digital - Lado Oculto Nova Ordem Mundial - Nos dias de Noé - Anunciando a Verdade 
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terça-feira, 11 de março de 2014

Líderes europeus querem ter mercado digital único em 2015


Os chefes de estado e de Governo da União Europeia querem estabelecer um mercado digital único, considerando que a fragmentação registada atualmente é um obstáculo para impulsionar o potencial do setor. Tal contribuirá para reduzir barreiras em várias matérias, nomeadamente nas taxas de roaming, para as comunicações móveis, e no comércio eletrónico.

A intenção foi anunciada pelo presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, esta madrugada, no final do primeiro dia da cimeira europeia, e vai ao encontro da proposta da Comissão Europeia (CE) para a adoção de um pacote de medidas que contemplem a criação de um verdadeiro mercado único dos serviços digitais em toda a UE.

Os chefes de estado e de Governo da União Europeia apelam contudo à realização de estudo intensivo para que este mercado surja no momento oportuno.

O Conselho Europeu considera que a UE precisa de um "marco regulamentar adequado" para promover investimentos necessários à criação de infraestrutura que sustente os objetivos de velocidade da banda larga e das novas redes 4G.

Defende também a promoção de condições adequadas para um mercado único dos metadados e da computação na nuvem.

Os líderes consideram ainda que o fornecimento de serviços e conteúdos digitais na UE exige a implementação de um regime de direitos de propriedade intelectual "próprio da era digital" e, por isso, lembraram que a CE finalizará seus estudos em curso de legislação em matéria de direitos de propriedade intelectual no primeiro semestre de 2014.

Ao mesmo tempo, defenderam, entre outros aspetos, a promoção da confiança dos consumidores e das empresas na economia digital através da adoção "oportuna" de um "quadro legislativo geral" para a proteção de dados e da direção sobre segurança digital, que consideram "essenciais" para se conseguir um mercado único digital em 2015. 

Fonte: Tek
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Difamação nas Redes Sociais: Uma Tática de Guerrilha nas Mídias Sociais (Parte 1)


Como todo meio de comunicação, as Redes Sociais podem ser utilizadas tanto para o bem quanto para o mal.

Em tempos recentes, tem se tornado cada vez mais comum o uso da difamação nas redes sociais, principalmente para atacar opositores ideológicos e políticos. Pretendo mostrar neste artigo que essa ação pode ser feita de forma planejada e profissional. Trata-se de uma tática de guerrilha em mídias sociais utilizada tanto a nível pessoal quanto empresarial.

O que é a estratégia da Guerrilha?

A guerrilha no campo politico-militar é em essência uma estratégia com a finalidade de minar resistências. Uma característica bastante significativa é o fato dos guerrilheiros se misturarem a pessoas comuns tornando mais difícil a resposta ou contra-ataque. Normalmente os guerrilheiros ficam “camuflados” e se confundem com pessoas comuns. (Ps: Guerrilha e Terrorismo não são a mesma coisa. Na verdade, o terror acaba sendo uma tática de guerrilha em vários casos).

Já a guerrilha no campo do marketing, em essência, não difere muito da guerrilha no campo político-militar (o Marketing adora pegar definições militares para si). A guerrilha no campo do Marketing também são ações “camufladas”, muitas vezes passando a sensação de espontaneidade e a mensagem é passada de forma “natural”, sem a forçar muito a barra como uma propaganda.

Acho que essa definição, um tanto rasteira, é verdade, já dá para compreender o que será dito daqui para frente.

Mídias Sociais na Internet.

A própria estrutura da internet já favorece o anonimato em ações, ou seja, se camuflar é mais fácil. Não irei discutir aqui se isso é bom ou ruim, mas o fato é que tal fato acaba facilitando a ação de pessoas que tem intenções difamatórias para seus “oponentes”. O oponente pode ser uma pessoa, um grupo, um segmento ou um concorrente (no caso de empresas).

Tais ações não são vistas com bons olhos no campo ético, principalmente quando se fala de empresas, e as reações normalmente são negativas podendo trazer grandes dores de cabeça. Apesar da internet favorecer o anonimato, tudo nela fica registrado e pode ser consultado via judicial (embora existam meios de dificultar bastante o rastreamento).

As mídias sociais na internet também favorecem muito o que a gente chama de “viralização da mensagem”. O que antes se espalhava praticamente no “boca a boca”, hoje pode tomar proporções gigantescas devido ao próprio comportamento do usuário que busca se relacionar, alimentar o ego e se divertir muitas vezes se impondo desafios. Isso sem contar no “espírito de solidariedade” que uns têm com os outros.

Então, quem pretende difamar e acabar com a reputação de uma pessoa ou empresa (apesar das consequências legais que isso pode causar), tem nas mídias sociais um terreno bastante fértil. Pode-se ganhar adeptos da causa, estimular compartilhamentos (replicações das mensagens) e jogar com o “ego”, com a vaidade, com a soberba e com o desafio de um jogo.

Outra característica muito importante das redes sociais é o fato da pessoa se sentir próxima e "amiga" de quem tem adicionado. Essa sensação de proximidade é um fator muito importante na persuasão. Afinal, você cofia mais nas informações passadas por alguém que você conhece ou por um desconhecido?

As mídias sociais também tem isolado os indivíduos no campo físico. As pessoas tem se relacionado muito mais virtualmente do que pessoalmente e, como o homem é um ser social, isso acaba gerando uma CARÊNCIA nele fazendo-o buscar cada vez mais "amigos" virtuais para tentar preencher tal vazio. Detalhe... Isso NUNCA irá satisfazer os indivíduos, por diversas razões que não cabe citar agora.

Comportamentos do Brasileiro que Favorecem o Difamador

O brasileiro é um “povo gozador”, adora gozar da cara dos outros. Uma “trollagem” é fundamental para dar umas boas risadas. Se essa “trollagem” for em nome de uma causa então... Aí que o brasileiro se joga de corpo e alma. Um “lema” que o brasileiro adora é o fato de não levar muito as coisas a sério pois a vida já é muito dura e cheia de problemas para se estressar com “coisa pequena”.

Só que tem um detalhe... Quando a pessoa se abre dessa forma, através do humor, é possível incutir uma linha de pensamento de forma muito mais fácil e efetivo, pois a mensagem fica registrada meio que “subliminarmente”. Vocês já devem ter reparado que muitas, diversas, inúmeras propagandas brasileiras de sucesso (falando em alcance de objetivos) e que são mais comentadas são exatamente as que têm o humor envolvido. (Obs: Hoje em dia com essa onda do “politicamente correto”, essa graça já está se perdendo.)

Trazendo pro campo das redes sociais, reparou que o conteúdo que mais faz sucesso nas redes sociais são os que fazem uso do humor ou do ridículo (para tirar sarro)? Segmentando ainda mais, fan pages no Facebook crescem muito mais rápido se tiver pitadas de humor e de sarro com a cara dos outros (vide Gina Indelicada, Dilma Bolada e, recentemente, a Ruth Sheherazade). E, detalhe, se a fan page tiver ligação oficial com alguma entidade em que ela favorece, o crescimento cai vertiginosamente. Podemos dar como exemplo a página “Gina Indelicada” que perdeu a graça quando a empresa resolveu “comprar” a página. O Dilma Bolada também perdeu força quando se ligou à "indivídua real".

O brasileiro também adora aderir uma causa. Páginas que defendem alguma causa que desperte o emocional...

Outro fato interessante é que os brasileiros, de forma geral, não gosta muito de ser abordado por alguma entidade (política ou empresarial) no momento de sua “diversão” se essa entidade não estiver de acordo com sua personalidade, desejos e valores (por isso é importante segmentar). Isso cria-se a oportunidade e abre-se a brecha de empresas desejarem criar páginas que não associam diretamente a marca, mas que passa a mensagem de forma sutil, estimulando a venda de seus produtos/serviços, de forma camuflada.

Não pode também deixar de fora a questão do “desafio”, do “game”... Crescer uma fan page pode ser tomada por alguns (a maioria, na verdade) como um jogo em que os pontos são o número de fãs da página. E essa dinâmica da fan page foi pensada exatamente para isso, para assim manter os administradores de páginas presos à rede social e fazendo “rodar conteúdo”.

O sentimento de vaidade também é bastante significativo. É algo como “sou dono de uma fan page com mais de 100.000 fãs, logo sou importante, faço parte da ‘elite do Facebook’”. Esse perfil, essa vaidade, abre uma porta gigantesca para pessoas que tem habilidades de persuasão influenciarem tais administradores a produzirem conteúdo e trabalharem para eles. Claro que tudo de forma sutil, como se o “influenciador” tivesse as melhores intenções e só está querendo ajudar os administradores a disseminar um conteúdo. Se a fan page for em defesa de uma causa ou ideologia, isso é ainda mais fácil.

Continua...

Como o post ficou bastante grande, resolvi quebrar em duas partes. Na segunda parte irei expor algumas Táticas de Guerrilha nas Mídias Sociais para a Estratégia de Difamação nas Redes Sociais. Talvez, ainda dê dicas de como viabilizar (agir). Na verdade, ainda estou pensando se vale a pena expor...

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Nota:

Este blog tem finalidades exclusivamente informativas e não tem como objectivo o lucro.

É importante esclarecer que este blog, em plena
vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas
constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal.
Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a
manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a
expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação,
independentemente de censura ou licença" (inciso IX).