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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Novo Suicídio de um Banqueiro: 16° Executivo Financeiro que se Suicida este Ano


Neste verão, parecia que haviam cessado os suicídios de banqueiros que tanto nos surpreenderam durante os primeiros meses de 2014.

Mas tal e como informa o Bloomberg, Thierry Leyne, um banqueiro franco-israelense, sócio de Dominique Strauus-Kahn, o ex chefe do FMI que caiu em desgraça por seus escândalos sexuais, morreu na quinta-feira passada, dia 23 de outubro, após aparentemente, tirar a vida saltando do 23° andar das Torres Yoo, um prestigiado complexo residencial em Tel Aviv.

Thierry Leyne

Com a morte de Leyne, o número de executivos financeiros mortos este ano em circunstâncias estranhas sobe para 16, dos quais cinco morreram após se atirar de janelas ou telhados.

Estes são os casos de suicídio de executivos financeiros durante o ano de 2014:

1 - William Broeksmit, 58 anos de idade, ex alto executivo do Deutsche Bank AG, foi encontrado morto em sua casa após um aparente suicídio em South Kensington, centro de Londres, em 26 de janeiro.

2 - Karl Slym, 51 anos, diretor gerente da Tata Motors, foi encontrado morto no quarto andar do Hotel Shangri-La em Bangkok, em 27 de janeiro.

3 - Gabriel Magee, funcionário de JP Morgan de 39 anos de idade, morreu após cair do telhado da sede da JP Morgan europeia em Londres em 27 de janeiro.

4 - Mike Dueker, 50 anos de idade, economista chefe de um banco de investimentos dos EUA. Foi achado morto próximo à ponte de Tacoma Narrows, no estado de Washington.

5 - Richard Talley, 57 anos de idade, fundador do American Title Services em Centennial, Colorado, foi encontrado morto no começo deste mês logo após, aparentemente, de atirar em si mesmo com uma pistola de pregos.

6 - Tim Dickenson, diretor de comunicações do Swiss Re AG no Reino Unido, também morreu no mês passado, embora as circunstâncias de sua morte ainda são desconhecidas.

7 - Ryan Henry Crane, 37 anos de idade, executivo da JP Morgan, morreu em aparente suicídio há apenas algumas semanas. Não há detalhes públicos sobre a sua morte.

8 - Li Junjie, 33 anos de idade, banqueiro de Hong Kong, pulou do alto da sede de JP Morgan em Hong Kong.

9 - James Stuart Jr, ex presidente do Banco Nacional do Comércio, foi encontrado morto em Scottsdale, Arizona, na manhã do dia 19 de fevereiro. Um porta-voz da família não disse qual foi a causa de sua morte.

10 - Edmund (Eddie) Reilly, 47 anos de idade, agente da bolsa do Grupo Vertical de Midtown, se suicidou ao pular na frente de um trem.

11 - Kenneth Bellando, 28 anos, corretor de capital Levy e ex analista do setor bancário de investimentos JP Morgan, saltou do 6° andar de seu apartamento em East Side.

12 - Jan Peter Schmittmann, 57 anos, ex diretor geral do banco holandês ABN Amro, foi encontrado morto em sua casa próxima à Amsterdam, junto de sua esposa e filha.

13 - Li Jianhua, 49 anos, diretor da Comissão Reguladora Bancária da China, morreu após um repentino ataque do coração.

14 - Lydia (nome não especificado), 52 anos, saltou do 14° andar do Bred-Banque Populaire em Paris.

15 - Julian Knott, 45 anos, assassinou sua esposa e depois se suicidou com uma escopeta em Jefferson Township, Nova Jersey.

16 - Thierry Leyne, 48 anos, saltou do 23° andar de um bloco de apartamentos de luxo em Tel Aviv.

Evidentemente são pessoa submetidas a muito estresse e talvez isso ajude a explicar por que tantos suicídios.

No entanto chama a atenção que pessoas tão acomodadas decidam tirar a vida, muitos deles no melhor momento de suas carreiras.

Suspeito...

Fontes: El Robot Pescador - Zero Hedge - A Nova Ordem Mundial
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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Será que a Rússia e China estão alterando a ordem mundial?


A Rússia e China pretendem rever a ordem mundial, formada nos últimos 70 anos, declarou o vice-ministro da Defesa dos EUA, Robert O´Work, ao intervir no Conselho Americano para Relações Internacionais.

Nas suas palavras, a tarefa de Washington consiste em convencer-se de que Pequim e Moscou não irão usar a força para garantir os seus interesses.

O vice-ministro da Defesa dos EUA está preocupado com o fato de os dois países reforçarem suas posições ao lado de suas fronteiras – a Rússia no oeste e a China – em mares adjacentes. “Devemos dispensar atenção especial a essa circunstância. Temos de determinar ao nível estratégico como iremos trabalhar agora com duas potências regionais muito fortes”, assinalou O´Work.

“A Rússia e China gostariam de alterar alguns aspetos da ordem mundial, formada após a guerra. Mas esses países devem conhecer que os EUA podem responder com métodos militares à ameaça a seus aliados”, apontou o vice-ministro.

O que subentendia o funcionário americano referindo-se à alteração da ordem mundial? A América havia utilizado seu domínio econômico após a Segunda Guerra Mundial para reforçar sua influência no mundo. Ao mesmo tempo, até os finais dos anos 80, a situação no mundo esteve em equilíbrio graças a um outro sistema sociopolítico, a União Soviética, que se encontrava em estado de guerra fria com os Estados Unidos. Mas, em resultado da desintegração da URSS, a América livrou-se de seu único rival.

Sob a cobertura da garantia da segurança coletiva e da contraposição com métodos da força ao terrorismo, os EUA começaram a entrar em territórios de outros países, instaurando lá regimes pró-americanos. Tais métodos, contudo, não sempre levaram aos fins marcados. Isso, em parte, explica a preocupação dos Estados Unidos, considera o vice-diretor do Instituto dos EUA e do Canadá, Pavel Zolotarev:

“Ainda em 2008, o então presidente da Ucrânia, Viktor Yuschenko, pretendia concretizar o programa da entrada do país na OTAN. Os Estados Unidos tentavam também arrastar a Geórgia para a aliança militar com a ajuda de Mikheil Saakashvili. Destaque-se que os líderes ucranianos e georgianos coordenavam entre si esses esforços. Assim, grupos militares e meios de defesa antiaérea ucranianas foram instalados no território da Geórgia. Esta foi a primeira tentativa de alterar radicalmente a situação na região”.

A segunda tentativa havia sido preparada durante muitos anos, aponta o vice-diretor do Instituto dos EUA e do Canadá. Forças pró-americanas chegaram ao poder na Ucrânia através de um golpe de Estado. Previa-se que a Rússia teria o acesso limitado ao mar Negro e, afinal das contas, perderia a base naval na Crimeia.

Esta operação também fracassou. Em resultado de um referendo, a Crimeia anunciou a independência e posteriormente aderiu à Rússia. O malogro do cenário de afastamento da Rússia da Crimeia provocou uma onda de descontentamento no Ocidente. Pelo visto, é nisso que se encerra a ameaça que a Rússia representa para os aliados dos EUA, da qual falou o vice-ministro da Defesa americano, Robert O´Work.

Mas qual é a culpa da China? Com o crescimento de sua potência econômica, a China não quer mais ficar na sombra no palco de política externa. O país tenta alargar sua influência na Ásia. Em parte, essa postura manifesta-se no fato de a China ter começado a declarar mais rigidamente seus interesses em disputas territoriais, o que irrita muito os Estados Unidos, diz o dirigente do Centro de Segurança Internacional, Alexei Arbatov:

“A China, por exemplo, reclama direitos à ilha de Spratly, pretendendo monopolizar nesse território a extração de hidrocarbonetos. Esse fato preocupa muito Vietnã, tal como Indonésia, Tailândia e Malásia. Os receios daqueles países não são vãos. Obama tentará conseguir que a China não crie ameaças para os aliados americanos mais próximos, como o Japão, Coreia do Sul, países do Sudeste Asiático”.

Na realidade, a América não quer simplesmente perder suas esferas de influência, nas quais assenta a nova ordem mundial. Por isso, o crescimento da influência da China se classifica como ameaça a aliados e a integração voluntária da Crimeia na Federação da Rússia se considera como anexão.

O problema não consiste em que outros países alteram artificialmente a distribuição das forças que se formou há 70 anos. O mundo não é imóvel, aparecem novas potências capazes de competir econômica e geopoliticamente com o antigo líder. Ao mesmo tempo, a possível aproximação de concorrentes é o aspeto mais desagradável para os Estados Unidos.

Assim, por exemplo, a mídia americana havia declarado repetidas vezes que a aproximação de Moscou e Pequim é pior que uma guerra fria para Washington. Conjugando seus esforços, os dois países podem ultrapassar militarmente os EUA, não deixando para a América um lugar na Ásia.
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Ao menos 70 empresas colaboraram com a ditadura

Victoria Basualdo, Rosa Cardoso e Sebastião Neto com o documento apresentado nesta segunda-feira 8 em São Paulo

Por: Marsílea Gombata

Petrobras, Ericson, Ford, Brastemp e Volkswagen, entre outras, podem ser responsabilizadas por crimes de lesa-humanidade, diz a Comissão da Verdade

Empresas brasileiras e estrangeiras colaboraram com os militares durante a ditadura. Elas funcionavam como fonte de informações sobre sindicalistas e trabalhadores suspeitos de comandarem greves e fazerem parte de organizações de esquerda, comprovam documentos obtidos pelo Grupo de Trabalho “Ditadura e repressão aos trabalhadores e ao movimento sindical” da Comissão Nacional da Verdade, apresentados nesta segunda-feira 8, em São Paulo. Além de mostrar nomes e endereços de trabalhadores suspeitos de confabular contra o regime, os documentos trazem os nomes do empresariado que monitorava seus funcionários a fim de colaborar com o sistema de censura e repressão nos últimos anos da ditadura civil militar no Brasil (1964-1985).

O documento "confidencial" de 18 de julho de 1983 do Ministério da Aeronáutica mostra a ata de uma reunião do chamado CECOSE (Centro Comunitário de Segurança) do Vale do Paraíba na qual as empresas Vibasa, Petrobras, Ericson, Telesp, Engesa, Confab, Ford, Embrape e Volkswagen traziam informações sobre demissões, greves e reuniões de sindicalistas no intervalo do expediente. "ENGESA - existe uma Comissão do Sindicato da Categoria que funciona no horário do almoço, visando à sindicalização daqueles que ainda não são sócios do mesmo", diz o documento da Engenheiros Especializados S/A (Engesa), empresa do ramo bélico fundada na década de 1960.

O mesmo arquivo fala sobre a reunião seguinte a ser realizada em 3 de agosto de 1983 na Empresa Mecânica Pesada S/A, em Taubaté (SP) e mostra também "lembretes" que a Volkswagen trazia aos pares sobre vendas de jornais da imprensa alternativa nas portarias da fábrica e atividades do Partido dos Trabalhadores (PT): "No dia 17JUN83 foram distribuídos na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de SBCampo/Diadema panfletos intitulado (sic) 'Companheiros trabalhadores'".

“A Volkswagen, pelo que mostra o documento, funcionava como uma espécie de órgão de inteligência nesse grupo", disse Sebastião Neto, secretário executivo do grupo de trabalho, ao lembrar que a empresa monitorou líderes sindicalistas como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Um outro documento, de 1981, localizado no Arquivo Público do Estado de São Paulo, revela uma lista de nomes de empregados suspeitos entregues ao Dops. Ao menos 67 empresas teriam passado, além dos nomes completos, o endereço de residência de cada um desses trabalhadores. Dentre as principais empresas que aparecem estão: Brastemp, Chrysler, Ford do Brasil S/A, Mercedez Benz do Brasil S/A, Termocânica, Volkswagen do Brasil S/A, Westinghouse LTDA, Rolls-Royce, Scania, Toyota e Toshiba.

Também preocupada com as "greves ilegais no ABCD", a Polícia Civil de São Paulo emitiu em 27 de junho de 1978 um relatório no qual falava sobre membros de inteligência em empresas a fim de passar informações sobre sindicalistas e articuladores da classe trabalhista. "A direção da indústria introduziu entre seus empregados três elementos com a finalidade de os informarem e localizarem os possíveis mentores do movimento grevista naquela indústria", disse sobre a sede da RESIL S/A, em Diadema.

“Tivemos no Brasil prisões seletivas com base nas informações que eram apresentadas pelas empresas”, observou a advogada Rosa Cardoso, integrante da Comissão Nacional da Verdade e coordenadora do GT que investiga as perseguições aos movimentos sindicais. “Cerca de 40% dos mortos e desaparecidos naquela época dizem respeito a trabalhadores”.

Segundo a advogada, apesar de não estarem envolvidas diretamente em casos de desaparecimento forçado, essas empresas podem ser responsabilizadas por crimes de lesa-humanidade. “Prisões arbitrárias, ilegais e em lugares de tortura também são atos considerados tortura pela legislação internacional", afirma. "E essas práticas foram generalizadas entre os trabalhadores, pois não havia sequer mandado de prisão contra eles”.

Rosa Cardoso disse ainda que o relatório final da Comissão da Verdade, a ser apresentado até 16 de dezembro, trará dois capítulos sobre o tema: um sobre perseguição aos trabalhadores e ao movimento sindical, e outro sobre as relações e formas de financiamento do empresariado com a ditadura.

Para isso, a comissão pretende realizar uma audiência na qual serão colhidos depoimentos de representantes das empresas cujos nomes constam nos documentos da época. A CNV conta ainda com o auxílio da pesquisadora argentina Victoria Basualdo, professora titular de História Econômica Argentina da Universidade de Ciências Sociais e Empresariais de Buenos Aires, que orientará os trabalhos do grupo de trabalho à luz do que ocorreu na Argentina.

“No caso da Argentina, foram imputadas pessoas e não empresas”, disse Victoria sobre os diretores das companhias Ledesma (açúcar), Aguilar Minera, La Veloz Del Norte (transporte), e a Ford em território argentino. “Muitas vezes, supõe-se que falar da ditadura é falar do passado. Mas creio que há momentos chaves do passado que nos permitem entender o presente", diz Basualdo. "As ditaduras não só deixaram um legado de repressão e terror, mas também transformaram as relações econômicas e sociais da nossa sociedade”.

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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Mídia brasileira esconde nascimento de nova ordem mundial

Principal fato econômico desde a crise de 2009, criação do Novo Banco de Desenvolvimento e Acordo de Reservas de Contingência fura esquema financeiro global traçado em 1944, em Bretton Woods. Prevalência de americanos e europeus no Banco Mundial e no FMI é enfrentada com cartada que muda o jogo. Brics anunciaram US$ 150 bilhões para banco e poupança em comum (reprodução)

Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul protagonizam principal fato econômico desde a crise de 2009. Criação do Novo Banco de Desenvolvimento e Acordo de Reservas de Contingência fura esquema financeiro global traçado em 1944, em Bretton Woods

Bretton Woods, 1944. Fortaleza, 2014. Setenta anos depois de terem sido traçadas as regras da governança financeira do mundo, um fato capaz de inserir outra cidade no mapa das grandes mudanças econômicas globais aconteceu.

Na capital do Ceará, nesta terça-feira 15, os cinco países que integram a sigla BRICS inauguraram, na prática, uma nova ordem para o mundo. Eles colocaram em prática a constituição de um bloco econômico repleto de afinidades políticas. A partir de agora, já se sabe que Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul terão o seu Novo Banco de Desenvolvimento, com capital inicial de US$ 50 bilhões, mas que poderá ser elevado a US$ 100 bilhões, para fazer frente ao Banco Mundial.

E também formarão uma poupança de US$ 100 bilhões no Acordo de Reservas de Contingência, exatamente para não dependerem exclusivamente do Fundo Monetário Internacional para serem socorridos em crises. O jornal inglês Financial Times publicou análise da redação que dá a correta dimensão do conjunto desses fatos: “Notável demonstração de como a ordem econômica está mudando”.

Na mídia tradicional brasileira, no entanto, o assunto foi publicado, como se diz no jargão do jornalismo, com “má vontade”. A reunião de Fortaleza que impressionou o Financial Times e chama a atenção de todos os líderes mundiais não mereceu, na terça-feira 15, ocupar o espaço da manchete de nenhum dos jornais Folha de S. Paulo, Estado e Globo. Na tevê, a colunista Eliane Cantanhêde, na Globo News, registrou o acontecimento dentro do contexto da sucessão presidencial:

- A Copa acabou, mas a presidente Dilma Rousseff engatou uma segunda e já está de novo nas fotografias, registrou a comentarista. Ao final do comentário, lembrou que nesta quarta-feira, em Brasília, cerca de 20 presidentes do continente americano serão recebidos para ter informações sobre como irá funcionar o banco de desenvolvimento e o fundo de reservas. E pontuou:

- Será mais um momento de badalação e fotografias para a presidente que é candidato à reeleição.

Ideia estudada pela nata dos economistas dos governos dos BRICS há pelo menos dois anos, o Novo Banco de Desenvolvimento poderá emprestar dinheiro para projetos de infraestrutura em países em desenvolvimento a juros menores que os praticados pelo Banco Mundial. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou que os recursos dos BRICS poderão ser aplicados em fundos especiais para renderem enquanto aguardam as demandas dos países.

Houve apostas nos jornais brasileiros de que uma briga de última hora entre as delegações da China e da Índia poderia matar a ideia de criação do banco de fomento. Não foi o que ocorreu. Os sócios acordaram rapidamente em que a sede será em Xangai, na China; o primeiro presidente será da Índia, inaugurando o rodízio de cinco anos no cargo; a presidência do conselho de administração será do Brasil; a Rússia ficará com a presidência do conselho de governadores; e a primeira sede regional da instituição ficará na África do Sul.

- A democracia é uma das marcas do BRICS, disse Mantega.

Com um mercado consumidor de 3 bilhões de pessoas e um PIB conjunto que equivale a 20% da riqueza mundial, o BRICS poderá adotar, no futuro, as moedas nacionais para transações comerciais entre seus cinco sócios. Na véspera da cúpula, 700 empresários assinaram carta em que pedem aos líderes políticos a adoção dessa medida, que substituiria o dólar e o euro em compras e vendas.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, estimou no encontro de Fortaleza que a demanda de recursos para projetos de infraestrutura em países em desenvolvimento chega, hoje, a US$ 800 bilhões. Há, assim, demanda suficiente para o banco do BRICS ter um grande papel na nova ordem mundial que o grupo está criando a olhos vistos – ainda que a mídia brasileira tenha má vontade em enxergar.

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Avião de Putin poderia ser alvo de míssil ucraniano que acabou derrubando o Boeing da Malásia, diz agência


As duas aeronaves se cruzaram na Polônia e podem ter sido confundidos

A agência russa de notícias Interfax publicou que o avião do presidente Vladimir Putin poderia ter sido o alvo de um míssil ucraniano que acabou atingindo a aeronave da Malaysia Airlines nesta quinta-feira (17).

Os dois aviões estariam fazendo um caminho semelhante, de acordo com fontes ouvidas pela agência.

"Posso dizer que o avião presidencial e o Boeing de Malaysia Airlines cruzaram o mesmo ponto e o mesmo corredor. Isto ocorreu perto de Varsóvia [na Polônia] a uma altitude de 10.100 m. O avião presidencial estava no local às 16h21 (hora local) e o avião da Malaysia Airlines às 15h44 (hora local)", disse a fonte, que concedeu a entrevista sob condição de anonimato.

— Os contornos das aeronaves, a coloração e as dimensões são muito semelhantes, a uma distância remota são quase idênticas.

Assista ao vídeo que mostra o local da queda do avião da Malaysia Airlines

Premiê da Malásia se diz chocado com informações de que avião foi abatido

A aeronave da companhia Malaysia Airlines caiu na Ucrânia, perto da fronteira com a Rússia, com 295 pessoas a bordo nesta quinta-feira.

O Boeing estava voando de Amsterdã para Kuala Lumpur e a queda aconteceu na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, cenário de combates entre forças governamentais e rebeldes pró-Rússia.

Representantes da autoproclamada República Popular de Donetsk negaram que disponham de armamento para derrubar um avião que voe a 10 mil metros de altura.

A agência russa de notícias Interfax declarou que os insurgentes ucranianos encontraram a caixa-preta do avião de passageiros malaio e o presidente dos EUA, Barack Obama, ofereceu ajuda para investigar a queda.

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, acredita que um "ato terrorista" foi a causa do acidente, disse seu assessor.

"Poroshenko crê que esse avião foi abatido: não é um incidente, não é uma catástrofe, mas um ato terrorista" disse Svatoslav Tsegolko.

Em março deste ano, uma aeronave da Malaysia Airlines desapareceu com 239 pessoas a bordo. Até hoje, não se sabe o que aconteceu ao voo MH-370 ou aos passageiros.

Fonte: Mídia News

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sábado, 12 de julho de 2014

Putin diz que o Brasil é destinado a desempenhar um papel importante na nova ordem mundial


Por: Jessé Santos - ADM página Lado Oculto Nova Ordem Mundial

Sim. Isso mesmo, o Brasil é destinado a desempenhar  um papel importante na Nova Ordem Mundial, que tudo indica que será nos moldes do cominismo.

O Brasil aos poucos está se tornando um país comunista. A implementação desse sistema político poderá ou é inevitável.

Segundo a rede de notícias 'EBC - Agencia Brasil', Putin está de viagem marcada para o Brasil na próxima terça-feira (15), em Fortaleza, com o objetivo de participar da reunião da cúpula do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), esse grupo têm o objetivo der ser uma das grandes cúpulas econômicas globais.

Ele disse que apoia o Brasil como “um candidato digno e forte” para ocupar um assento permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).) e que é um importante país a desempenhar um papel importante na Nova Ordem Mundial.

“Estou convencido de que esse país potente, crescendo de forma dinâmica, é destinado a desempenhar um papel importante na Nova Ordem Mundial policêntrica que está em formação”, disse Putin, em entrevista à agência de notícias russa Itar-Tass.

Sabemos que a nova ordem mundial será o mundo onde um único líder governará a terra. Onde teremos uma só moeda, onde todos deverão ter em seu corpo um chip de identificação (só frisando que hoje não é obrigatório e que já têm pessoas usando) e uma única religião. Esse será o reinado do Anticristo. Acredite ou não !!! Para eles não importa, por isso não estão mais escondendo tais planos, apenas maquiando-os para parecerem bons e revolucionários para a humanidade. Por isso o rei mundial conseguirá enganar muitos, por ser carismático e ter o dom da persuasão.

Nova Ordem Mundial vermelha, comunista. É isso que está se formando.

Para quem diz e acha que a Nova Ordem Mundial é apenas uma teoria de conspiracionistas malucos de internet é melhor estes repensarem e estudarem mais.

Para à elite não há lados. Não importa o grupo político, se é de esquerda ou direita. A elite não têm uma preferência de posição de partidos políticos, pois a mesma financia os dois lados. A elite apenas quer poder, escravos úteis e dominação. Mais isso para um ser comum, que só tira suas conclusões a partir de tele jornais, é loucura pura.

O caos formará a 'ordem', a qual eles já arquitetaram a anos.

Pelo menos é minha conclusão que tive durante esses poucos, mas esclarecedores, anos.!

Com informações de EBC - Agencia Brasil

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sábado, 5 de julho de 2014

Wikileaks revela plano para desregulamentação financeira mundial


Documento comercial escondido a sete chaves, se posto em prática, fará muitos países reféns das mesmas políticas econômicas desastrosas dos anos 1990

O Wikileaks publicou quinta-feira 19/06/ um documento comercial escondido a sete chaves, que se promulgado, daria ao mundo financeiro uma posição ainda mais dominante no controle da economia global, pois evitaria regulações e a prestação pública de contas.

Conhecido como TISA: Trade in Services Agreemente, o projeto representa as posições de negociação dos EUA e da União Européia e estabele as estratégias desregulatórias defendidas por alguns dos maiores bancos e firmas de investimento do mundo.

De acordo com o Wikileaks:

Apesar dos fracassos na regulação do sistema financeiro que se evidenciaram na Crise de 2007-2008 e os clamores por uma melhora de estruturas regulatórias relevantes, os proponentes do TISA pretendem desregular ainda mais o mercado financeiro global. O projeto Serviçoes Financeiros Anexos coloca regras que ajudariam a expansão de financeiras multi-nacionais - principalmente aquelas com sede em Nova Iorque, Londres, Paris e Frankfurt - na direção de outras nações com barreiras regulatórias. O projeto vazado também mostra que os EUA é particularmente a favor de aumentar o fluxo de dados transfronteiriços, o que permitiria uma troca de dados pessoais e financeiros muito maior.

As negociações do TISA já estão ocorrendo fora do Acordo Geral sobre Comércio de Serviços (GATS, em inglês) e do quadro da Organização Mundial do Comércio (WTO, em inglês). No entanto, o Acordo está sendo lapidado para ser compatível com o GATS, para que uma boa parte dos participantes sejam capazes de pressionar os membros do WTO a assinar o Acordo no futuro. Entre os 50 países ausentes nas negociações estão Brasil, Rússia, Índia e China. A natureza exclusivista do TISA enfraquecerá as posições destes países em futuras negociações de serviços.

Lori Wallach, diretor do Public Citizen’s Global Trade Watch, declarou que o acordo descrito no projeto, se aprovado pelos governos nacionais, seria um desastre para quaisquer esforços regulatórios que tentassem colocar em xeque o financismo global.

Em uma declaração em resposta ao TISA liberado pelo Wikileaks esta quinta, Wallach disse:

“Se o texto vazado for posto em prática, ele reverteria as melhorias feitas depois da crise financeira global que salvaguardavam os consumidores e a estabilidade financeira, assim como nos jogaria novamente dentro do modelo extremamente desregulado dos anos 1990 que nos levou à crise e aos bilhões em perdas para os consumidores e governos.

“Este é um texto que os grandes bancos e os especuladores financeiros adorariam que pudesse causar um dano real ao resto de nós. Isto inclui um trecho chamado literalmente de “standstill” (paralisação) que proibiria os países de melhorarem a regulação financeira e os deixaria presos àquelas políticas às quais eles estiveram reféns no passado”

Tradução de Roberto Brilhante

Fonte: Carta Maior
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Deputados agem para nos empurrar transgênicos


Por Juliana Dias e José Carlos de Oliveira

Câmara Federal debate, de costas para sociedade, projetos que podem tornar ainda mais difícil identificar transgenia nos alimentos que consumimos

A questão de que as novas tecnologias poderão resolver os problemas humanos com que nos defrontamos é controversa. As tecnologias fundadas em aplicação de estudos científicos apresentam incertezas para o bem-estar humano. Apontam para aspectos negativos de difícil solução, pois têm por objetivo questões distintas do que é alardeado como grande vantagem — por exemplo, eficiência e lucro. O detentores dessas novas tecnologias tentam provar a eficácia, defendendo benefícios não inteiramente comprovados para lançar na sociedade seus produtos inovadores. O caso da transgenia serve como exemplo para indicar as implicações e compromissos entre ciência e democracia, no que diz respeito aos direitos civis e sociais dos cidadãos, bem como sua participação deliberativa.

A produção de alimentos geneticamente modificados (GM) em larga escala teve início em 1996, nos Estados Unidos (EUA), com a introdução da soja resistente a herbicidas. Entretanto, o debate a respeito desse modelo produtivo na agricultura industrial é pautado por controvérsias. A área mundial ocupada com cultivos GM atingiu 102 milhões de hectares em apenas 10 anos (SILVEIRA e BUAINAIN, 2007, p.58). Já o diálogo, na sociedade, sobre a positividade ou negatividade de seu uso, avança com dificuldades. Não há consenso entre cientistas, governos, indústrias e associações civis, os protagonistas desse enredo. Na perspectiva de Latour (2007, apud ABRAMOVAY p. 135), descrever controvérsias trata-se da capacidade de acompanhar e expor “um debate que tem por objeto, ao menos em parte, conhecimentos científicos ou técnicos ainda não assegurados”.

A decisão sobre o que colocar na lavoura, ou no prato, sofre pressões em favor da economia e da eficiência do agronegócio. Os defensores da engenharia genética em plantas comestíveis argumentam que, só por esta via, será possível alimentar os 9 bilhões de habitantes previstos para 2050 no planeta. No entanto, quando a indústria assume o compromisso de promover a segurança alimentar, a lógica que se sobrepõe é a do alimento como mercadoria, e não como direito.

As informações disseminadas não parecem conduzir à construção de um diálogo que assegure autonomia e engajamento no processo democrático. O cenário ainda é de incerteza, para prosseguir com um sistema agrícola centrado na biotecnologia. De um lado, as multinacionais prometem a melhoria na qualidade dos alimentos e a garantia da Segurança Alimentar. De outro, os agricultores apontam a perda de autonomia no exercício de plantar; a população sofre com problemas de saúde em relação ao uso de agrotóxicos, produzindo, inclusive, mortes; e o meio ambiente sofre com a deterioração do solo, entre outras ameaças (ROBIN, 2008).

As discordâncias

Um principal protagonista do enredo da indústria da biotecnologia é a multinacional Monsanto, fundada há 112 anos em St. Louis, nos EUA. Sua atuação junto aos governos, universidades e organismos internacionais é vigorosamente contestada, igualmente por cientistas, agrônomos, políticos, técnicos e, principalmente, por camponeses. A imagem da empresa representa, metaforicamente, o quão controverso é o diálogo com a sociedade. Já existem vários estudos publicados, questionando sua postura corporativa em mais de um século de existência. Desde o suprimento do herbicida conhecido como Agente Laranja para a Guerra do Vietnã à introdução de agrotóxicos para a Revolução Verde (ROBIN, 2008).

Para pontuar aspectos dessa controvérsia, fizemos um recorte cronológico com alguns fatos da trajetória da companhia em 2013, quando completou 50 anos no Brasil. No mesmo ano em que o vice-presidente de Tecnologia e cientista-chefe da Monsanto, Robert Fraley, recebe o World Food Prize (Prêmio Mundial de Alimentação, concedido por iniciativa de um empresário norte-americano) devido ao pioneirismo na área de biotecnologia, a empresa desistiu do desenvolver novas sementes GMs na União Europeia, pois há demora na aprovação de novas variedades modificadas – ela é detentora do maior número de pendências de aprovação no bloco europeu.

A demora na aprovação espelha suspeitas ainda bastante difundidas sobre a segurança, já que grupos da sociedade civil europeia temem seus impactos no ambiente e na saúde1. Pelo menos dez países europeus – Polônia, Alemanha, Áustria, Hungria, Luxemburgo, Romênia, França, Grécia, Suíça, Itália e Bulgária – já proibiram o cultivo do milho transgênico da Monsanto, o MON 8102. A decisão tem base em estudos, segundo os quais a toxina presente no organismo modificado provoca danos à minhocas, borboletas e aranhas. Provas de sua segurança para a saúde são inconclusivas3. Os efeitos colaterais para o homem e o meio ambiente ainda carecem de estudos conclusivos independentes (ROBIN, 2008; ZANONI e FERMENT, 2011; VEIGA, 2007; ANDRIOLI E FUCHS, 2012).

A empresa completou cinco décadas no Brasil com o lançamento comercial das sementes da soja Intacta RR2 Pro, primeira tecnologia desenvolvida em solo e para solo brasileiro. No mesmo 2013, mais de 50 países aderiram à “Marcha contra Monsanto” em protesto contra a manipulação genética e o monopólio da multinacional na agricultura e biotecnologia. A campanha teve como estopim o suicídio de agricultores indianos. Essa prática tem se tornado frequente devido ao endividamento para competir na agricultura industrial4.

O direito às sementes do agricultor e o direito à informação do cidadão passam por um modelo controverso, dúbio e confuso de controle e regulação, de algum modo referenciados nas leis federais em diversos países da América do Sul, da África e nos Estados Unidos. A indústria da biotecnologia vem avançando por meio da formação de um oligopólio no mercado das sementes, baseado também em um direito, o de propriedade intelectual, que torna privado o que é o público, com a natureza e a produção de conhecimento. Tudo feito em parceria com as agências governamentais. Com isso, quem planta troca a diversidade e a capacidade de selecionar seus grãos por plantas que recebem alteração genética (VEIGA, 2011, ZANONI E FERMENT, 2011).

A transnacional Monsanto está em mais de 80 países, com domínio de aproximadamente 80% do mercado mundial de sementes transgênicas e de agrotóxicos. A empresa acumula acusações em diferentes continentes, por violações de direitos, por omissão de informações sobre o processo de produção de venenos, cobrança indevida de royalties e imposição de um modelo de agricultura baseado na monocultura, na degradação ambiental e na utilização de agrotóxicos5.

A quem interessa saber?

O diálogo sobre o presente e o futuro da alimentação diz respeito aos 7 bilhões de habitantes do planeta hoje existentes. De acordo com Paulo Freire (1971b, p. 43, apud Lima 2011, p.90), “dialogar não significa invadir, manipular, ou fazer ‘slogans’. Trata-se de um devotamento permanente à causa da transformação da realidade (…). O diálogo não pode se deixar aprisionar por qualquer relação de antagonismo (…)”. A Monsanto se apresenta como uma empresa comprometida com o diálogo, o qual estabelece como base nos princípios de seu compromisso corporativo: “ouvir atentamente diversos públicos e pontos de vista, demonstrando interesse em ampliar a nossa compreensão das questões referentes à tecnologia agrícola, e a fim de melhor atender as necessidades e preocupações da sociedade e uns dos outros”.6

Ao afirmarmos que o diálogo sobre a produção de transgênicos é desencontrado, referimo-nos às ambivalências entre o discurso e a prática das empresas, dos governos, das universidades e da mídia. O processo dialógico é permeado por ruídos, omissões e abordagens unilaterais.

Um ponto flagrante na divulgação das informações para a população é que a pesquisa com transgênicos é realizada quase exclusivamente por aqueles que comercializam os produtos biotecnológicos. A preocupação é elaborar variedades com mais performance, sem se envolver na investigação de seus riscos indiretos ou diretos. A introdução dos GMs em diversas partes do mundo mostra a relação conflituosa entre ciência e democracia (APOTEKER, 2011, p. 89). As implicações vão além da dimensão cientifico-tecnológica. Estão ligadas às decisões políticas dos governos e à ética. Existe uma tensão permanente entre a demanda da sociedade e os interesses envolvidos com o fazer científico.

O direito à informação sempre esteve presente nos debates relacionados com a introdução dos transgênicos no país. Essa reinvindicação foi impulsionada pelas organizações não governamentais (ONGs) e movimentos sociais, em especial os ligados aos direitos do consumidor. “O aumento da produção amplia a importância da informação como meio de garantir aos cidadãos o poder legítimo de escolha”. (SALAZAE, 2011, p. 302).

A rotulagem de alimentos é um meio de assegurar esse direito, mas em contrapartida torna-se uma arena de conflitos entre as indústrias e os consumidores. Nos EUA, utiliza-se o critério de “equivalência substancial”, em que a semente não transgênica é posta em igualdade com a geneticamente modificada. Partindo dessa norma, não há necessidade de informar ao consumidor o tipo de grão que contém um produto alimentício. Assim, a legislação norte-americana não permite estampar o “T” (de transgênico) nos rótulos (ROBIN, 2008).

Entretanto, as associações de consumidores norte-americanas conseguiram o direito de rotular o leite com a informação “ausência de uso”, referindo-se ao hormônio rBGH, responsável por aumentar em até 30% a produção de leite. Este foi o primeiro produto nascido da engenharia genética. Após 15 anos de uso massivo na pecuária leiteira – com índices elevados de mastites nas vacas que recebiam o hormônio, aumento da quantidade de germes no leite, além do crescimento do fator IGF (responsáveis por várias enfermidades) – a população passou a ter acesso a essa informação. (APOTEKER, 2011, p. 90; COHEN, 2005).

No Brasil, o decreto federal 4.680/2003 regulamentou o direito à informação, conforme artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor (CDC), sobre alimentos que contenham acima de 1% de ingredientes transgênicos. A lei vale, inclusive, para alimentos e ingredientes produzidos a partir de animais alimentados com ração contendo GM. Em agosto de 2012, o Tribunal Regional Federal da Primeira Região, acolhendo o pedido da Ação Civil Pública proposta pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e pelo Ministério Público Federal (MPF), tornou uma exigência a rotulagem dos transgênicos independentemente do percentual e de qualquer outra condicionante. É possível identificar em diversos produtos um símbolo com a letra T (exige atenção para identificar, pois normalmente aparece com discrição nas embalagens).

Entretanto, o momento atual parece um retrocesso no que diz respeito à informação sobre a fabricação. O Projeto de Lei (PL) 4.148 (2008), de autoria do Deputado Luis Carlos Heinze, pretende retirar essa informação dos rótulos. O PL apresenta as seguintes propostas: (1) não torna obrigatória a informação sobre a presença de transgênico no rótulo se não for possível sua detecção pelos métodos laboratoriais, o que exclui a maioria dos alimentos (como papinhas de bebês, óleos, bolachas, margarinas); (2) não obriga a rotulagem dos alimentos de origem animal alimentados com ração transgênica; (3) exclui o símbolo T que hoje permite a identificação da origem transgênica do alimento (como se tem observado nos óleos de soja); (4) não obriga a informação quanto à espécie doadora do gene.

Em 2013, o PL poderia ir em votação em caráter de urgência, mas a ameaça não se confirmou. Em 29 de abril de 2014, novamente entrou eu pauta por conta de outro projeto que prevê a separação de produtos transgênicos em prateleiras de estabelecimentos comerciais (similar a uma lei estadual de São Paulo). Mas com a mobilização da sociedade civil a votação foi suspensa. Esses são alguns dos desencontros do diálogo sobre a transgenia no Brasil. O Idec está em campanha para impedir o fim da rotulagem dos transgênicos. Para participar, basta enviar uma mensagem para os deputados. É fácil e eficaz.

A soberania do discurso científico pode calar e distanciar os cidadãos de assuntos que dizem respeito ao desenvolvimento econômico, social e cultural. É necessário construir um debate público com informação e conscientização. O diálogo aprofundado, e interessado em ouvir o que a sociedade realmente tem a dizer, é de responsabilidade do governo, por meio das leis de regulamentação; das universidades públicas, com educação e formação de cidadãos críticos e participativos; dos cientistas, ao respeitar o interesse público; das ONGs, ao trazer informações para a esfera pública; e da mídia e empresas do agronegócio, que devem comunicar com mais clareza e ética7.

Como podemos observar, as novas tecnologias envolvem questões que devem ser debatidas pelos mais diversos atores sociais. A produção de alimentos GMs trouxe questões complexas, que urgem por interdisciplinaridade para construir a reflexão e propor soluções. É o caso alarmante da transição da posse das sementes, das mãos dos camponeses às das multinacionais. Outra análise imperativa é em relação aos riscos indeterminados, em longo prazo, na saúde humana e no meio ambiente.

A dificuldade para se fazer pesquisas independentes sobre a produção de transgênicos é um entrave para fundamentar as discussões no campo do direito e da cidadania. O diálogo entre os sujeitos, permeado de múltiplos valores, necessita encontrar caminhos concretos e seguros para transformar a realidade. Nesse sentido, um processo de comunicação dialógico, como nos sugere Paulo Freire, pode nutrir a sociedade com informações consistentes e o mais abrangentes possíveis. Assim, o cidadão poderá conquistar autonomia e engajamento para participar democraticamente, de forma deliberativa, de questões centrais para o presente e o futuro.
__________________________
José Carlos de Oliveira é Professor do Programa de Pós graduação do HCTE/UFRJ em “História das Técnicas” e “Ciencia, Tecnologia e Segurança Alimentar” e professor do Departamento de Engenharia Elétrica /Poli/UFRJ.

Juliana Dias é editora do site “Malagueta – palavras boas de se comer” (www.malaguetanews.com.br), mestre em Educação em Ciências e Saúde pelo NUTES/UFRJ, e doutoranda em História das Ciências, das Técnicas e Epistemologia, na UFRJ. Pesquisa sobre alimentação, cultura e sociedade, tendo como eixo as áreas da educação e comunicação. É co-líder da associação Slow Food, no Rio de Janeiro, e membro do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea-Rio).

Referências Bíbliográficas

ABRAMOVAY, R. Bem-vindo ao mundo da controvérsia. In: Transgênico: sementes da discórdia, pp 135-165. Editora SENAC SP. São Paulo, 2007.

ANDIROLI, I, A; FUCHS, R (Org.). Transgênicos: as sementes do mal – A silenciosa contaminação dos solos e dos alimentos. 2 ed. Expressão popular, São Paulo, 2012.

APOTEKER, A. Ciência e democracia: o exemplo dos OGMs. In: Transgênico para quem? Agricultura, Ciência e Sociedade, pp. 84-94. Brasília; MDA, 2011.

COHEN, R. Leite, alimento ou veneno?. Trad.: Dinah Abreu Azevedo. Editora Ground, São Paulo, 2005.

LIMA, A, V. Comunicação e cultura: as ideias de Paulo Freire. 2. Ed. Ver. Editora UNB. Brasília, 2011.

MAUSS, M. Ensaio sobre a dádiva. Forma e razão das trocas nas sociedades arcaicas. In: Sociologia e Antropologia. São Paulo: EPU, p. 37-184, 1974.

FERNANDES, G. Campanha por um Brasil ecológico livre de transgênicos e agrotóxicos: o balanço de 10 anos. In: Transgênico para quem? Agricultura, Ciência e Sociedade, pp 440-445. Brasília; MDA, 2011

ROBIN, M. O mundo segundo a Monsanto. Trad.: Cecília Lopes e Georges Kormikiaris. Radical Livros, São Paulo, 2008.

SALAZAR, L, A. A informação sobre os transgênicos no Brasil. In: Transgênico para quem? Agricultura, Ciência e Sociedade, pp 302-316. Brasília; MDA, 2011.

SILVEIRA, J, F, M, J; BUAINAIN, M, A. Resultados de avaliação de impactos: reducionismos e economiscismos à larga.In: Transgênico: sementes da discórdia, pp 57-74. . Editora SENAC SP. São Paulo, 2007.

TRIGUEIRO, A. Uma análise introdutória à noção de fato social total em Marcel Mauss. Rev. Augustus, Vol. 08, N 17, p. 9-16, Jul-Dez, Rio de Janeiro, RJ. VEIGA, E, J. Transgênico (Org.): sementes da discórdia. Editora SENAC SP. São Paulo, 2007.

ZANONI, M; FERMENT G (Org.). Transgênico para quem? Agricultura, Ciência e Sociedade. Brasília; MDA, 2011.

1 Matéria “Monsanto ‘desiste’ da União Europeia”, publicada no jornal Valor Econômico, publicada em 19 de julho de 2013.

2 Matéria Monsanto confirma que não pedirá aprovação de novas sementes na Europa, publicada em 03 de junho de 2013.

3 Revista Radis – Comunicação e Saúde, nº 69, súmula “Romênia proíbe milho da Monsanto”, disponível em http://www6.ensp.fiocruz.br/radis/revista-radis/69/sumula/romenia-proibe-milho-da-monsanto .

4 Matéria “Monsanto perde processo criminal contra movimentos sociais, publicada no site Terra de Direitos, em 25 de maio de 2013, disponível em

http://terradedireitos.org.br/biblioteca/casos-emblematicos/monsanto-perde-processo-criminal-contra-movimentos-sociais/

5 Matéria “Monsanto perde processo criminal contra movimentos sociais, publicada no site Terra de Direitos, em 25 de maio de 2013, disponível em

http://terradedireitos.org.br/biblioteca/casos-emblematicos/monsanto-perde-processo-criminal-contra-movimentos-sociais/

6 Disponível em http://www.monsanto.com.br/institucional/monsanto-no-mundo/compromisso-monsanto/compromisso-monsanto.asp

7 Palestra “Questões Éticas: Compreender as atitudes do público e da necessidade de diálogo” proferida por Phil Macnaghten, professor da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e Durham University (Inglaterra), durante o evento Mesa de Controvérsias – Transgênico, organizado pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), em julho de 2013, Brasília.

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terça-feira, 10 de junho de 2014

O Clube Bilderberg por trás da abdicação do rei de Espanha e de uma futura guerra?

 
© bizhijidi.com / RT

Após a conclusão da reunião anual do polémico Clube Bilderberg, os especialistas admitem que foi aí onde foi acordado a abdicação do rei de Espanha, entre outras coisas, discutiram o cenário de uma possível guerra em grande escala.

Rodeado por um halo de mistérios e segredos no passado domingo o Bilderberg Club, uma organização que reúne as mais altas autoridades da Europa e dos EUA no campo político, económico e militar, deu por encerrado na Dinamarca o seu encontro anual, sem qualquer declaração à imprensa.

Embora uma vez que esta instituição garante que suas reuniões não são relevantes, o escritor e jornalista Cristina Martín Jiménez acredita que este clube de poderosos "procura controlar e governar o mundo", e que, entre outras coisas, são responsáveis ​​pela Europa estar mergulhada numa crise .

"O efeito mais imediato da reunião do clube apenas se encontrou com a abdicação o rei ", disse o especialista ao jornal espanhol El Confidencial '.

"Eu não tenho dúvida de que a abdicação do rei é uma decisão de consenso Bilderberg", afirma Cristina Martin Jimenez, jornalista de investigação e que tem mais de 10 anos de estudos dos mistérios desta organização.

Além disso, a analista é clara que grande parte das negociações deste ano girava em torno da possibilidade de um conflito armado na Rússia, na China e no Oriente Médio.

Não surpreende, argumenta a escritora, a reunião teve a participação de figuras militares influentes como o secretário-geral da NATO , Anders Rasmussen, ou o ex-diretor da CIA, David Petraeus.

"O que nós concordamos é que em poucos meses ou um ano, vai haver uma grande reestruturação militar, económica e comercial causada por uma grande mudança na história do mundo: um conflito bélico de grande escala", concluíu.

Leia mais: Tudo o que você não sabia sobre o Clube Bilderberg

Fonte: RT
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Redução Populacional: Líder de Partido vencedor na França defende o vírus Ebola contra Crescimento Demográfico


Jean-Marie Le Pen defende 'ebola' contra imigração. Líder de Partido vencedor na França defende o vírus Ebola contra Crescimento Demográfico.

A França está em choque com as declarações de Jean-Marie Le Pen, presidente honorário da Frente Nacional (FN), segundo o qual o vírus fatal Ebola pode ajudar a "resolver" o problema do crescimento demográfico e da imigração.

Ao comentar sobre o risco da França sofrer um colapso imigratório, o histórico líder da extrema direita do país e atual candidato às eleições europeias do próximo fim de semana disparou: "O 'senhor' ebola pode ajudar a resolver isso em três meses".

A declaração recebeu duras condenações, principalmente por membros do governo da França. O porta-voz do Eliseu, Stéphane Le Foll, criticou as palavras de Le Pen e comentou que "isso demonstra que a FN não mudou".

Pesquisas de intenção de voto apontam que a Frente Nacional obterá sucesso nas eleições europeias e será capaz de se tornar um dos principais partidos da França.

Em março, a esquerda francesa, do presidente François Hollande, sofreu uma derrota nas eleições municipais, perdendo postos em 155 cidades do país.

A afirmação deste político francês confirma o que temos dito: Tanto os partidos e líderes de esquerda como os da direita são apenas marionetes da elite globalista/eugenista.

Ambos os lados atuam para estabelecer a agenda assassina da Nova Ordem Mundial. Independente das diferentes ideologias políticas, todos eles devem obedecer aos seus senhores.

Fontes: A Nova Ordem Mundial  - Mensageiro do Amanhecer
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