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terça-feira, 10 de junho de 2014

A farsa desmentida: Famoso cientista sueco abandona crença no aquecimento global


Só para lembrar: O termo Aquecimento Global é uma farsa criada para estabelecer uma ditadura verde (Nova Ordem Mundial), onde o ser humano é tratado como um parasita, sendo necessária sua 'quase' extinção.

O meteorologista sueco Lennart Bengtsson foi sempre um ‘cabeça fria’ no debate quente sobre o ‘aquecimento global’, observou Axel Bojanowski, colunista da revista ‘Der Spiegel’especializado em questões ambientais.

Por isso causou arrepio nos ambientes científicos quando ele aderiu ao ‘tanque de pensamento’ britânico Global Warming Policy Foundation (GWPF), do líder conservador Lord Nigel Lawson, empenhado em refutar os exageros aquecimentistas.

Lennart Bengtsson foi diretor do Max Planck Institute for Meteorology de Hamburgo, um dos centros de pesquisa climática mais respeitados no mundo e mais engajado na suposição do ‘aquecimento global gerado pelo homem’.

Agora professor na Universidade de Reading, na Grã-Bretanha, Bengtsson já ganhou muitos prêmios prestigiosos, como o Prêmio Alemão Ambientalista, outorgado pela German Federal Environmental Foundation (DBU).

Uma mudança de 180º numa inteligência tão ponderada como a de Bengtsson faz pensar duas vezes.

Entrevistado pelo ‘Der Spiegel online internacional’, ele explicou por que abandonou seu antigo posicionamento e passou direto para um dos institutos de cientistas objetivos mais ‘demonizados’.

Eis alguns trechos de sua entrevista:

Spiegel online: Por que o Sr. escolheu a Global Warming Policy Foundation, conhecida como cética face às mudanças climáticas?

Bengtsson: Nós temos que explorar vias realistas para resolver os desafios dos problemas energéticos do mundo e as questões ambientais correlatas.

Spiegel online: O Sr. virou um cético do clima?

Bengtsson: Eu sempre fui cético e acredito que no fundo a maioria dos cientistas também é.

Spiegel online: Mas o Sr. não era alarmista há 20 anos? O Sr. estava errado?

Bengtsson: Eu não mudei no essencial. Eu nunca me considerei um alarmista, mas um cientista crítico. Eu consagrei a maioria de minha carreira ao desenvolvimento de modelos de predição do clima.

Mas é essencial validar os resultados do modelo, especialmente quando a gente trata com sistemas complexos como o clima. É essencial que isso seja bem feito para que as predições sejam críveis.

Spiegel online: O Sr. acha que algo deve ser feito nesse sentido?

 
Não intimidado pelo clima. Para Bengtsson acreditar que nós podemos resolver os problemas futuros do clima não faz sentido

Bengtsson: É frustrante que a ciência do clima não tenha sido capaz de validar corretamente suas simulações. Desde o fim do século XX, o aquecimento da Terra foi muito mais fraco do que os modelos apontavam.

Spiegel online: Mas o relatório do IPCC discute esses problemas com pormenor.

Bengtsson: Sim, o relatório faz isso, mas não de um modo suficientemente crítico, segundo meu ponto de vista. Ele não considera a larga defasagem entre os resultados da observação e das simulações dos modelos.

Eu não aprecio a necessidade do consenso. É importante, e eu diria essencial, que a sociedade e a comunidade política percebam que há áreas onde o consenso não existe.

Visar um modo simplista de ação numa área complexa e incompletamente compreendida como o é o sistema do clima, não faz sentido algum, na minha opinião.

Spiegel online: No passado, o Sr. queixou-se da forte politização na pesquisa do clima. Por que agora o Sr. aderiu a uma organização de natureza política?

Bengtsson: Ao longo de minha vida, eu sempre fiquei fascinado com a predictibilidade e frustrado com nossa incapacidade de predizer.

Eu não acredito que faça sentido nossa geração acreditar ou pretender que nós podemos resolver os problemas do futuro, uma vez que não entendemos o que serão esses problemas.

Imagine que o Sr. está num dia do mês de maio de 1914 e tenta produzir um plano de ação para os próximos 100 anos! Dificilmente fará qualquer coisa que tenha sentido.

Spiegel online: O Sr. acha que temos de continuar como estamos porque as previsões são complicadas?

Bengtsson: Não. Eu acho que a melhor e talvez a única política apropriada para o futuro é preparar a sociedade. Temos que adotar a nova ciência e as novas tecnologias de um modo mais positivodo que está sendo feito agora na Europa.

Isso inclui, por exemplo, a energia nuclear e a obtenção de alimentos geneticamente modificados para produzir o que o mundo precisa com urgência.

Fontes: Ecologia Clima - Libertar.inAnunciando a Verdade
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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Notícias reais sobre a gripe H1N1, a vacina e a toda corrupção envolvida na pandemia


Nota do Blog Revellati Online: Amigos leitores estamos postando essas informações que não são tão atualizadas, somente pelo fato de o Blog ter surgido já no "final da suposta pandemia  H1N1" e não há muitas informações aqui sobre essa vacina, e como é de suma importância para se conhecer a verdade por trás das vacinas, nada melhor que expor os males cometidos por ela.

Segue a informação abaixo:

Esta é uma lista atualizada, com mais de 58 notícias com os links originais, que expõem as mentiras que envolvem a gripe H1N1 e a suposta pandemia, os perigos da vacina e o envolvimento dos laboratórios farmacêuticos. Ajude a divulgar, não podemos descansar apenas porque a vacinação acabou. Muito em breve virão com um novo vírus, e uma nova vacina, e o povo vai cair direitinho novamente.

Casos de Mortes, abortos e reações advertas

- Paraná: Homem que tomou vacina contra H1N1 contrai gripe suína

http://tnonline.com.br/noticias/regiao/32,23369,18,05,homem-que-tomou-vacina-contrai-gripe-suina.shtml

- Belo Horizonte: Morte após reação adversa da vacina H1N1 - Família de jovem morta acusa Samu de omissão

http://www.youtube.com/watch?v=s3-yhlNz9is&feature=player_embedded

- ZeroHora: Jovem tem pernas paralisadas após receber a vacina contra a gripe suína no Rio Grande do Sul
http://www.anovaordemmundial.com/2010/04/zerohora-jovem-tem-pernas-paralisadas.html

http://www.anovaordemmundial.com/2010/03/para-bebe-morre-ao-receber-vacina.html

- Austrália interrompe vacinação H1N1 para crianças menores de 5 anos após aumento no número de reações adversas
Tradução: http://www.anovaordemmundial.com/2010/04/australia-interrompe-vacinacao-h1n1.html

Tradução: http://www.anovaordemmundial.com/2010/03/china-reporta-problemas-de-paralisia.html

- Realidade - Vacinacao H1N1 nos EUA: 3.800 casos serios, 66 mortes, 96 Guillain-Barré e 102 abortos
http://www.anovaordemmundial.com/2010/04/ms-nenhum-efeito-adverso-veja-verdade.html

Opiniões de médicos especialistas:

- Carlos Reis, médico - Admirável Gado Novo
http://www.anovaordemmundial.com/2010/04/carta-de-um-medico-gripe-suina.html

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/duas-criticas-a-vacinacao-contra-a-gripe-suina.html

- Dr. Alessandro Loiola: Formado em Medicina pela Escola de Medicina da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, com especialização em Cirurgia Geral pela Fundação Educacional Lucas Machado (Belo Horizonte/MG)
http://www.anovaordemmundial.com/2010/05/dr-alessandro-loiola-vacina-contra-h1n1.html

http://dralessandroloiola.blogspot.com/2010/04/vacina-contra-h1n1-noticias-direto-do.html

- Stenio Guilherme Vernasque da Silva: Médico especialista em Ortopedia & Traumatologia e experiência em Medicina da Família e da Comunidade. 13 anos de experiência em trabalho com o SUS, nas mais diversas formas.
http://www.anovaordemmundial.com/2010/04/especialista-australiano-imunizacao-em.html#comments

http://botecodasaude.blogspot.com/

- Philip Alcabes, PhD
Qualificações: PhD em epidemiologia de doenças infecciosas pela Universidade Johns Hopkins Mestrados em bioquímica e saúde pública. Professor na Universidade de Yale e na Universidade da Cidade de Nova York.

http://www.cbc.ca/health/story/2010/03/19/h1n1-fear.html

Tradução: http://www.anovaordemmundial.com/2010/03/expert-em-epidemiologia-panico-do-h1n1.html

- Tom Jefferson, médico e epidemiologista, Formado pela Universidade de Pisa na Itália. Professor de Medicina Preventiva no Royal Defence Medical College em Gosport, Inglaterra e coordenador do instituto Cochrane Vaccines Field.

http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,637119,00.html

Tradução: http://www.anovaordemmundial.com/2009/09/epidemiologista-afirma-que-oms-alterou.html

- Opinião de profissionais altamente qualificados sobre o vírus H1N1 e a vacina
http://www.anovaordemmundial.com/2010/03/opiniao-de-profissionais-altamente.html

- Especialista Australiano: Imunização em Massa contra o H1N1 inadequada / Riscos de contrair Hepatite e HIV
http://www.pharmacynews.com.au/article/mass-h1n1-immunisation-inappropriate/514894.aspx

Tradução: http://www.anovaordemmundial.com/2010/04/especialista-australiano-imunizacao-em.html

Gripe suína e Vacinação H1N1

- Folha UOL: O conto da vacina suína
http://www.anovaordemmundial.com/2010/06/folha-uol-o-conto-da-vacina-suina.html

- OMS Confirma que Gripe sazonal mata 27 vezes mais que H1N1 - Mesmo assim segue com Pandemia nível 6

http://www.anovaordemmundial.com/2010/06/oms-confirma-que-gripe-sazonal-mata-27.html

Tradução: http://www.anovaordemmundial.com/2010/05/irlanda-do-norte-o-dinheiro-gasto-com.html

- Canada: Vacina contra a gripe sazonal aumenta risco de contrair gripe suína, a vitamina D pode ajudar a combater o vírus
http://www.plosmedicine.org/article/info:doi/10.1371/journal.pmed.1000258

Tradução: http://www.anovaordemmundial.com/2010/04/vacina-contra-gripe-sazonal-aumenta.html

- Documento de Estratégia de Vacinação Nacional Contra H1N1 Prevê Doenças Graves como Guillan Barre
http://www.anovaordemmundial.com/2010/03/documento-de-estrategia-de-vacinacao.html

- Danos Provocados por Vacinas São Escondidos nas Estatísticas
http://www.anovaordemmundial.com/2010/05/danos-provocados-por-vacinas-sao.html

- BBC: Gripe Suína na Inglaterra : Das Manchetes à Notícia do Passado
http://www.bbc.co.uk/blogs/thereporters/ferguswalsh/2010/02/from_headline_news_to_hasbeen.html

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1403354

Ministério da saúde e Anvisa

- Reações adversas à vacina H1N1: Saiba porque a desculpa da alergia a ovo é falsa
http://www.anovaordemmundial.com/2010/05/reacoes-adversas-vacina-h1n1-veja.html

- Anvisa admite não saber todos os efeitos adversos possíveis da vacina contra H1N1 e que a tecnologia utilizada é nova
http://www.anovaordemmundial.com/2010/05/anvisa-admite-nao-saber-todos-os.html

- Vacina contra H1N1 pode gerar falso positivo em teste de HIV. Confirma desconhecimento de todos os efeitos adversos!
http://www.anovaordemmundial.com/2010/05/terra-vacina-contra-h1n1-pode-gerar.html

- Onde estão os contratos entre as fornecedoras da vacina H1N1 e o governo brasileiro?
http://www.anovaordemmundial.com/2010/04/como-e-o-contrato-das-fornecedoras-da.html

- Butantan nunca fabricou uma dose de vacina contra a gripe - Onde estão então os mais de 500 milhões de reais?
http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2217869/butanta-nao-requereu-certificacao-de-vacinas

http://www.anovaordemmundial.com/2010/06/butanta-nunca-fabricou-uma-dose-de.html

Gripe e Vitamina D

- Times Online: Vitamina D é Melhor que Vacinas na Prevenção da Gripe

http://preventdisease.com/news/09/111609_H1N1_linked_vit_D_deficiency.shtml

OMS e Corrupção durante a Pandemia H1N1

- BBC: Especialistas em gripe suína da OMS trabalhavam para a indústria farmacêuticas
Tradução: http://www.anovaordemmundial.com/2010/06/bbc-especialistas-em-gripe-suina-da-oms.html

Tradução: http://www.anovaordemmundial.com/2010/03/ministra-da-saude-duramenteinterrogada.html

- Polônia é elogiada pelo Conselho da Europa por sua estratégia de não vacinação durante a gripe suína
http://www.thenews.pl/national/artykul128545_poland-praised-for-anti-swine-flu-strategy-.html
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quinta-feira, 8 de maio de 2014

A indústria dos Ovnis


Por Joe Nickell

Não é de hoje que a humanidade busca no céu sinais de seres inteligentes. No século XX, surgiram os relatos sobre “objetos voadores não identificados”. Mas, até agora, não apareceu um único indício plausível de que a Terra já tenha sido visitada por extraterrestres.

Os primeiros relatos de estranhos objetos pairando entre as nuvens remontam à Antiguidade. Já houve a época das carroças e dos navios voadores. Mais tarde a moda foram os “homenzinhos verdes” – marcianos ou venusianos.

As naves possuíam hélices e asas. No início do século, em Paris, um concurso chegou a oferecer 100 000 francos para quem provasse que mantinha contato com seres extraterrestres. Marcianos não valiam.

Eram considerados fáceis demais. Naquela época, ninguém saía por aí dizendo que viu um ET marrom, roxo ou amarelo. Ou eram verdes, ou não eram ETs. Hoje, tudo mudou. Ufólogos aceitam ETs de todas as cores, procedentes de qualquer parte do Universo, menos de Marte ou Vênus, onde o máximo de vida que ainda pode se esperar são microscópicas bactérias.

Já imaginou o que seriam dos ETs se eles não seguissem a moda terrestre e continuassem a aparecer, todos de verde, viajando em caravelas celestiais? Felizmente, eles se mantiveram em dia com as novidades da nossa ciência e tecnologia. Caso contrário, o público provavelmente deixaria de acreditar em discos voadores.

Ezequiel e suas carroças voadoras

O Velho Testamento registra uma cena espetacular, que hoje seria interpretada pelos ufólogos como um típico caso de aparição de um Ovni (objeto voador não-identificado). O profeta Ezequiel descreve uma carroça com rodas de fogo que desceu dos céus até ele.

Esta visão foi amplamente difundida pelo escritor Erich von Däniken em seu livro Eram os Deuses Astronautas? como uma prova irrefutável de que a Terra tem sido visitada por alienígenas desde tempos remotos (Veja quadro na pág. 50). À luz do conhecimento científico atual, é fácil deduzir que Ezequiel teve uma ilusão de ótica causada pelo reflexo da luz do sol em cristais de água na atmosfera.

Na Idade Média, quando se incendiavam pessoas por qualquer motivo, várias mulheres foram mortas por terem visões estranhas. É claro que, na época da Inquisição, ninguém dizia ter contatos com seres extra-terrestres. Acreditava-se em duendes, fadas e demônios.

Os ETs ainda não tinham sido inventados. Naves espaciais tripuladas por alienígenas só despontaram no imaginário coletivo no fim do século passado. Foi naquela época que surgiram, nos Estados Unidos, os relatos sobre estranhos objetos voadores, em geral dotados de asas e hélices.

Claro, na época ainda não havia aviões. Existia, isto sim, um crescente interesse pelo tema das “máquinas voadoras”. Era uma época de avanços prodigiosos na tecnologia dos balões e dos dirigíveis, como o famoso Zepelin.

A invenção de um aparelho voador mais pesado do que o ar já era tida como iminente. Em outras palavras, a expectativa de ver aeronaves nos céus americanos favorecia que as pessoas realmente as “vissem”.

Pires que voam

A era moderna dos Ovnis se inaugurou no dia 24 de junho de 1947, quando o empresário Kenneth Arnold, pilotando seu avião particular sobre as montanhas do Estado de Washington, avistou o que descreveu como nove objetos em formato de pires, voando em formação militar.

Das duas uma: ou Arnold deu de cara com uma esquadrilha da Força Aérea ou teve uma miragem. O fato é que, a partir desse relato, o fenômeno dos discos voadores alçou vôo. Mais uma vez a realidade seguiu os passos da imaginação.

Revistas populares de ficção científica, como a famosa Amazing Stories, vinham publicando, havia alguns anos, histórias sobre visitantes extraterrestres. As capas estampavam curiosas naves em formato circular. Desde então, não se passa um dia sem que alguém, em algum lugar do mundo, conte um caso de discos voadores.

Quando esses depoimentos são adequadamente investigados, as “espaçonaves” quase sempre se revelam balões meteorológicos, aviões, meteoros, pára-quedas, nuvens ou alucinações. Tudo, menos ETs. Quanto às fotografias de “Ovnis”, elas geralmente se explicam por efeitos luminosos, ilusão de ótica ou fraude deliberada (veja quadro acima).

De acordo com o Dr. Allen Hynek (1910-1986), astrônomo encarregado do Programa de Pesquisas sobre Ovnis da Força Aérea dos Estados Unidos, um investigador experimentado, acaba por reconhecer a maioria desses eventos tais como eles realmente são: meteoros, imagens de aeronaves pousando com as luzes acesas, balões, planetas, estrelas brilhando muito forte, luzes de aviso em estradas, reentradas de espaçonaves na atmosfera e assim por diante. “Quando se descobre o quanto o público leigo está pouco familiarizado com luzes durante a noite, compreendemos por que tantos Ovnis são relatados e por que essa incidência tem aumentado”, escreveu Hynek.

As ocorrências mais comuns são as que envolvem balões. Esses objetos podem registrar altas temperaturas e, sob o impulso de fortes correntes de ar, atingir velocidades de mais de 200 quilômetros por hora. Podem até mudar de formato e cor, de acordo com o reflexo das luzes do sol na cobertura de plástico.

Um balão pode parecer branco num momento e, no outro, ser percebido como metálico, ganhando logo em seguida uma coloração vermelha. Na realidade, é tão comum que balões sejam reportados como Ovnis que, quando eles se perdem dos radares, costumam ser rastreados com base em depoimentos de pessoas que se apresentam para dizer que viram discos voadores.

Os incríveis camaleões dos céus

Muitos ufólogos admitem que a maior parte dos objetos relatados como Ovnis podem ser descartados como enganos ou fraudes. A polêmica se concentra sobre um pequeno resíduo, algo como 2% de casos insolúveis. As pessoas que acreditam em discos voadores encaram esses casos sem explicação como provas da existência de Ovnis e de visitas extraterrestres.

Elas simplesmente não conseguem explicar as ocorrências de outra maneira. Os cientistas se recusam a acreditar em ETs até que apareçam provas realmente convincentes.

Por trás dessa briga está o eterno conflito entre o método científico e as pseudociências. Toda vez que os cientistas anunciam uma nova descoberta, as crendices são obrigadas a empreender um recuo tático, como forma de sobrevivência.

No século passado acreditava-se piamente em marcianos e venusianos. A maioria dos relatos versava sobre seres pequeninos, de cabeça grande e cor esverdeada.

Na segunda metade do século 20, quando se descobriu que Vênus possui uma temperatura incompatível com a vida e que Marte é um deserto escaldante, os ufólogos se sentiram na obrigação de duvidar dos relatos de pessoas que diziam receber visitas de planetas vizinhos. A crença em alienígenas teve que ser empurrada para os confins do Universo.

Evidentemente, existem casos que resistem às explicações. Qual é a diferença entre a atitude dos cientistas e a dos ufólogos nessas ocasiões? Os ufólogos partem da premissa de que, se não existe explicação para um fenômeno estranho, isto é sinal da presença de algum ET.

Já os cientistas acham que isso é insuficiente como prova. Os mistérios de hoje podem ser facilmente explicados amanhã, ponderam. Os ufólogos não têm dado muita sorte até agora. Toda vez que vem a público uma suposta “prova” da visita de Ovnis, ela vira fumaça imediatamente, desmascarada como um fenômeno natural, um objeto comum ou, o que é pior, uma fraude.

Ovnis assassinos

No dia 7 de janeiro de 1948, quando o piloto americano Thomas Mantell morreu num acidente atribuído a uma colisão aérea com um Ovni, ninguém foi capaz de identificar a estranha “coisa” que Mantell estaria perseguindo. Observadores descreveram o objeto como semelhante a um pára-quedas, enquanto outros juravam que o aparato parecia “um sorvete de casquinha com a parte superior pintada de vermelho”.

Uma testemunha definiu o suposto Ovni como “uma enorme estrutura metálica”. A Marinha dos Estados Unidos logo descartou que o desastre tivesse sido causado por uma nave alienígena.

Décadas depois, quando informações que eram mantidas como segredo militar se tornaram públicas, soube-se que o tal Ovni não passava de um gigantesco balão de pesquisa. O capitão Mantell tinha voado alto demais ao perseguir o balão. Sofreu um desmaio devido à falta de oxigênio, o que provocou a queda do avião. 

A verdade foi escondida por causa dos soviéticos, do mesmo modo que, seis meses antes, os militares americanos permitiram que se criasse um clima de histeria em torno do chamado “caso Roswell” (veja quadro acima), no qual, supostamente, três alienígenas haviam sido capturados pelo exército americano.

Embora perfeitamente lógica no contexto da Guerra Fria, quando a União Soviética e os Estados Unidos se espionavam mutuamente, a explicação do acidente não convenceu os ufólogos.

Eles insistem que o avião de Mantell foi abatido por uma espaçonave alienígena. Crenças em acidentes de naves espaciais e preservação de humanóides foi disseminado por uma série de fraudes, incluindo o chamado relatório “MJ-12”, de 1980.

Esse documento apontava a existência de um complô, denominado Majestic 12, autorizado pelo próprio presidente americano Harry Truman (1884-1972), com o objetivo de encobrir o suposto acidente com os ETs.

O tal documento logo se revelou uma grosseira fraude. Mesmo assim, alguns ufólogos ainda são enganados por ele. Outra fraude ligada ao Caso Roswell foi o escatológico filme que mostrava a “autópsia de um extraterrestre”. O filme foi exibido amplamente na televisão americana e em todo o mundo, mas logo ficou provado que ele não passava de um engodo.

Socorro! Tem um ET atrás de mim!

Quem mais ajuda a difundir a crença em discos voadores não são os ufólogos, com suas versões muitas vezes bem intencionadas sobre visitas de alienígenas e seqüestros de humanos.

O que mais contribui para manter acesa a imaginação das pessoas propensas a acreditar em ETs são filmes. Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977), ET (1982) e Independence Day (1996) foram imediatamente seguidos, logo depois de seus lançamentos, pelo aumento dos relatos sobre aparições de discos voadores e “alienígenas”.

Um filme que causou especial alvoroço foi The UFO Incident (1975), baseado num suposto seqüestro de um casal por ETs em 1961 – o famoso caso Betty and Barney Hill. Esse caso, de grande repercussão na imprensa sensacionalista, induziu milhares de americanos a se apresentarem dizendo que também foram seqüestrados por seres alienígenas de outros planetas.

Em todos essses casos, não se encontrou uma única gota de verdade. Isso não quer dizer que todos os que relataram experiências com ETs sejam mentirosos ou vigaristas. Suas versões podem ser explicadas como alucinações.

Numa situação típica, a pessoa acabou de se deitar ou é acordada no meio da noite pela visão de seres extraterrestres invadindo seus quartos. De repente, os vultos se dirigem para a escuridão e desaparecem, sem serem vistos por mais ninguém – nem mesmo pelos vizinhos.

As supostas naves pousam e decolam sem aparecer na tela dos radares ou chamar a atenção dos guarda-noturnos. O diagnóstico dos psicólogos é simples: trata-se, segundo eles, de um processo fantasioso que ocorre quando o indivíduo não está totalmente desperto do sono. A fantasia se mescla com a realidade, causando alucinações.

No início, essas pessoas têm apenas a sensação de um sonho vívido. Influenciadas pelas histórias sobre discos voadores na televisão e na imprensa, chegam à conclusão de que passaram, na vida real, por experiências que só aconteceram no mundo dos sonhos. O próximo passo é buscar ajuda de hipnotizadores, que os ajudam a reconstituir, em detalhes, todas as peripécias do “seqüestro”.

Hipnose fantasiosa

Apesar da crença popular sobre a hipnose como um meio confiável de devolver a memória perdida, ela é, quase sempre, um convite à fantasia. Muitas das lembranças que aparecem durante a hipnose não passam de memórias criadas no próprio inconsciente. Depois de várias sessões de hipnose, os “seqüestrados” costumam ficar confusos sobre o que é verdade e o que é fantasia.

Os psiquiatras e psicólogos que promovem a crença em seqüestros extraterrestres – como o Dr. John Mack, autor do livro Abduction: Human Encounters with Aliens (1994) – esquecem ou omitem evidências comprovando que muitos dos supostos “seqüestrados” apresentam fortes propensões a confundir fantasia com realidade.

E não são poucos. Pelo menos 5% do público geral têm propensões a crises fantasiosas. Um estudo dos 13 casos mais famosos do Dr. Mack demonstram que seus pacientes possuem muitos destes traços.

Não tenho dúvidas de que há uma forte possibilidade de existir vida – e seres inteligentes – em outras partes do Universo além da Terra. Infelizmente, até agora ufólogos e investigadores sérios têm falhado em demonstrar qualquer tipo de evidência material consistente que indique a visita de alienígenas na Terra. Até que isto ocorra, os chamados ufólogos continuarão sendo vítimas das fraudes e do folclore popular.

* Joe Nickell é um pesquisador do Comitê para a Investigação Científica de Alegações Paranormais (CSICOP), dos EUA, e editor da revista Skeptical Inquirer. Já escreveu e editou dezesseis livros sobre o assunto em vinte anos de investigação sobre fenômenos paranormais e supostas visitas de alienígenas.

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Aliens são demonios: Revelação de ufólogos censurados na gande mídia (Video)


A preparação para a vinda o anti-cristo já foi feita! Estamos condicionados a ridicularizar demonios/anjos caídos,ao passo que fomos condicionados a aceitar os supostos aliens e espíritos dos mortos. Esses são os mesmos que enganaram antigas civilizações como os maias, incas, astecas, etc Posando como deuses naqueles tempos, exigiam sacrifícios humanos em troca de conhecimento e adoração!

Hoje ouvimos através da ufologia que os aliens dão tecnologia em troca de humanos! Vale lembrar que a mentira da serpente foi dizer a Eva que ela poderia comer da árvore do "conhecimento" do bem e do mal,e não obedecer as ordens do Criador!

A serpente disse que, comendo do fruto seríamos como os deuses e não morreríamos! Hoje a pregação a Nova Era que vem desses supostos "aliens" é a mesma mentira do Jardim do Éden. Estamos evoluindo para maiores níveis de conscencia, somos deuses e não há pecado nem necessidade de um redentor!

A mesma mentira, dando a impressão que estamos evoluindo e que podemos ser como deuses está em nova embalagem. Uma embalagem SCI-FI que vem sendo executada através de filmes, séries, livros e documentários iscas da nova era com os aliens!

A Bíblia sempre nos falou de seres angelicais, esses sim, os extra-terrestres. Sabemos que os que vem pregando algo contrário a situação de pecado em que a humanidade se encontra, não são aliens também não são espíritos dos mortos que nos levam pra longe da possibilidade de salvação. Todos esses pregam ocultismo e tentam de qualquer forma anular a palavra do Deus de Israel!

O mesmo que tirou o povo judeu do Egito e o proibiu de praticar toda forma de ocultismo e idolatria que havia ali!

A Bíblia fala sim sobre seres estranhos/aliens no fim dos tempos,leia:

E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs.

Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso. Apocalipse 16:13-14

Espírito semelhante a rã? Seriam os tais aliens reptilianos tão falados na ufologia? Sabemos que rãs não são répteis, mas algo aí se encaixa! Pois esses seres vão unir os reis da terra (governantes), para uma batalha contra Deus, como se isso fosse possível!

Talvez,os falsos aliens dirão que Yeshua/Jesus e seus anjos, são apenas aliens mal intencionados que não querem a nossa evolução, etc. Assim levarão muitos a matar qualquer um que siga a Bíblia, e os convencerão a fazer guerra contra o Todo Poderoso, como se fosse apenas um ser físico de outro planeta!

A chegada do anti-cristo certamente fará uso da ufologia,sua chegada está aqui muito bem explicada:

Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto.

Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus." 2 Tessalonicenses 2:1-4

Mais adiante

Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira,

E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade. 2 Tessalonicenses 2:7-12

Não há como confudir o anti-cristo com outra pessoa, ele posará de Deus. Por isso mesmo fomos condicionados a Teoria da Evolução, os aliens, reencarnação etc... Já ouvimos falar que fomos criados por alines através da engenharia genética não?

Bem, se a falsa invasão alien acontecer como foi discutida no Iron mountain report, sabemos das mentiras que virão,agora!

Pequisem sobre The Iron mountain report

Veja o video:

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quinta-feira, 10 de abril de 2014

A Indústria Farmacêutica paga para obter os resultados que pretende


Em relação às Farmacêuticas, temos de fundamentar uma ideia, excluindo qualquer dúvida: os ensaios financiados pela indústria apresentam maiores probabilidades de produzir um resultado positivo, lisonjeiro, do que os ensaios financiados de uma maneira independente.

Esta é a nossa premissa central, e o leitor irá aperceber-se disso em poucos artigos, porque se trata de um dos fenómenos mais bem documentados no campo cada vez maior da «investigação sobre investigação». Também se tornou muito mais fácil de estudar nos últimos anos porque as regras sobre declaração do financiamento industrial se tomaram um pouco mais claras.

Podemos começar por algum trabalho recente: em 2010, três investigadores de Harvard e de Toronto descobriram todos os ensaios sobre cinco grandes classes de fármacos (antidepressivos, medicamentos contra úlceras, etc.) e mediram duas características fundamentais: foram positivos, e foram financiados pela indústria? [1]

Num total de mais de quinhentos ensaios, 85% dos financiados pela indústria foram positivos, em comparação com apenas 50% dos financiados por governos. Trata-se de uma diferença muito significativa.

Em 2007, houve investigadores que observaram todos os ensaios publicados destinados a explorar os benefícios de uma estatina. [2]

As estatinas são fármacos que reduzem o colesterol, diminuem o risco de ataque cardíaco e são receitadas em enormes quantidades.

Este estudo descobriu um total de 192 ensaios, uns comparando uma estatina com outra e outros comparando uma estatina com um tipo diferente de terapêutica. Depois de os investigadores controlarem outros factores, descobriram que os ensaios financiados pela indústria apresentavam uma probabilidade vinte vezes superior de produzir resultados que favoreciam o fármaco testado. Trata-se, mais uma vez, de uma enorme diferença.

Apresentaremos mais uma. Em 2006, houve investigadores que analisaram todos os ensaios de fármacos psiquiátricos publicados em quatro revistas académicas ao longo de dez anos, tendo apurado um total de 542 resultados de ensaios. 

Os patrocinadores da indústria obtiveram resultados favoráveis para os seus fármacos 78% das vezes, ao passo que os ensaios com financiamento independente só tiveram resultados positivos em 48% dos casos. Se o leitor fosse um fármaco a competir num ensaio com o fármaco do patrocinador, estaria em muito maus lençóis: só conseguiria ganhar nuns míseros 28% dos casos. [3]

São resultados sombrios e assustadores, mas provêm de estudos individuais. Quando se dispõe de muitas investigações num campo, é sempre possível alguém — como nós, por exemplo — seleccionar o que há de melhor e fornecer uma visão parcial. Poderiamos, no essencial, estar a fazer exactamente aquilo de que acusamos a Indústria Farmacêutica e a informá-lo apenas dos estudos que apoiam a nossa pretensão, ocultando dos seus olhos os tranquilizadores.

Para prevenir este risco, os investigadores inventaram a revisão sistemática.

Exploraremos este conceito mais pormenorizadamente noutro artigo, uma vez que ocupa o lugar central na medicina moderna, mas, no essencial, uma revisão sistemática é simples: em vez de um investigador deambular pela literatura de investigação, escolhendo consciente ou inconscientemente, aqui e ali, artigos que apoiam as suas crenças preexistentes, adopta uma abordagem científica, sistemática, ao próprio processo de procura de evidência científica, assegurando-se de que a sua evidência é tão completa e representativa quanto possível de todas as investigações alguma vez efectuadas.

As revisões sistemáticas são muitíssimo onerosas. Por coincidência, foram publicadas em 2003 duas que analisam especificamente a questão que nos interessa. Pegam em todos os estudos alguma vez publicados sobre a existência ou não de associação entre o financiamento da indústria e os resultados que a favorecem.

Cada uma adoptou uma abordagem ligeiramente diferente no que toca ã identificação de artigos de investigação, e ambas descobriram que os ensaios financiados pela indústria apresentavam, em geral, uma probabilidade quatro vezes superior de relatar resultados positivos. [4]

Uma revisão posterior, realizada em 2007, incidiu sobre os novos estudos publicados nos quatro anos que se seguiram a essas duas revisões anteriores: identificou mais vinte artigos, dos quais todos, à excepção de dois, revelavam que os ensaios financiados pela indústria apresentavam maiores probabilidades de relatar resultados lisonjeiros. [5]

Alongamo-nos no estabelecimento desta evidência porque queremos ser absolutamente claros, sem margem para dúvidas, nesta matéria. Os ensaios financiados pela indústria fornecem resultados positivos — não se trata de uma opinião da nossa lavra nem de uma intuição que emergiu de uma análise ocasional, de passagem. É um problema muito bem documentado e que tem sido extensivamente investigado sem que ninguém tenha avançado com uma acção eficaz, como veremos mais adiante.

Há um último estudo sobre o qual queremos falar. Verifica-se que este padrão de os ensaios financiados pela indústria apresentarem probabilidades muito maiores de obterem resultados positivos persiste mesmo quando nos afastamos dos artigos académicos publicados, e examinamos, ao invés, relatórios de ensaios apresentados em conferências académicas, onde os dados aparecem muitas vezes pela primeira vez (de facto, como veremos, por vezes os resultados de ensaios só aparecem numa conferência académica, com muito poucas informações sobre como o estudo foi realizado).


Fries e Krishnan estudaram todos os sumários de investigação, apresentados nas reuniões realizadas em 2011 pelo American College of Rheumatology, que apresentavam qualquer tipo de ensaio e reconheciam patrocínio da indústria, para apurar a proporção dos que apresentavam resultados favoráveis ao fármaco do patrocinador.

Vem aí uma frasezinha, como que o remate de uma piada, e, para a percebermos, temos de falar um pouco sobre o aspecto de um artigo académico. Em geral, a parte referente aos resultados é extensa: fornecem-se números brutos para cada resultado e para cada possível factor causal, mas não sob a forma de algarismos brutos.

Fomecem-se «séries» (ou intervalos), talvez se explorem subgrupos, realizam-se testes estatísticos, e cada pormenor do resultado é descrito sob a forma de tabela e apresentado resumidamente no texto, onde se explicam os resultados mais importantes. Este processo demorado costuma ocupar várias páginas.

Em Fries e Krishnan (2004), este nível de pormenor foi desnecessário. A secção dos resultados é uma frasezinha singela, simples e, gostaria eu de imaginar, bastante passivo-agressiva:

Os resultados de cada ensaio controlado aleatório (45 em 45) favoreceram o fármaco do patrocinador.

Este achado extremo tem um efeito secundário interessantíssimo para as pessoas interessadas em atalhos que poupam tempo. Como todos os ensaios financiados pela indústria tinham um resultado positivo, não precisamos de saber mais nada sobre um ensaio para prever o seu resultado: se foi financiado pela indústria, é certo e sabido que o ensaio descobriu que o fármaco era óptimo.

Como acontece isto? Como conseguem os ensaios financiados pela indústria obter quase sempre um resultado positivo? Tratar-se-á de uma combinação de factores, tanto quanto alguém pode estar certo. Por vezes, a falha dos ensaios reside no delineamento. Podemos comparar o nosso novo fármaco com algo que sabemos que não presta — talvez um fármaco existente numa dose inadequada ou um placebo com uma acção praticamente nula.

Podemos escolher os nossos doentes com todo o cuidado, de modo a aumentar a probabilidade de melhorarem com o nosso tratamento. Podemos espreitar os resultados no meio do ensaio e terminá-lo mais cedo se forem bons (um veneno estatístico, por razões interessantes que iremos discutir). E assim por diante.

Contudo, antes de se chegar a estas fascinantes voltas e reviravoltas metodológicas, a estas cabeçadas e cotoveladas que impedem um ensaio de ser um teste imparcial à eficácia ou não de um medicamento, existe um recurso muito mais simples à disposição.

Por vezes, as empresas da Indústria Farmacêutica realizam muitos ensaios e, quando verificam que os resultados não são lisonjeiros, limitam-se a não os publicar. Não é um problema novo nem se restringe à medicina. Com efeito, esta questão dos resultados negativos que se perdem pelo caminho é transversal a quase todos os domínios da Ciência.

Distorce achados em domínios tão diversos como a imagiologia cerebral e a Economia, troça de todos os nossos esforços para excluir o enviesamento dos nossos estudos e, não obstante tudo o que lhe dirão os reguladores, as empresas da Indústria Farmacêutica e até alguns académicos, é um problema que tem estado por resolver há décadas.

Com efeito, está tão enraizado que mesmo que o resolvêssemos hoje — neste preciso momento, de uma vez por todas, para sempre, sem vícios de forma nem lacunas na nossa legislação —, não seria útil, porque continuaríamos a exercer medicina, a tomar jovialmente decisões sobre qual é a melhor terapêutica, com base em décadas de evidência médica fundamentalmente distorcida, como o leitor acabou de verificar.

No entanto, há uma maneira de progredir.

Notas:

[1] Bourgeois FT, Murthy S, Mandl KD. «Outcome Reporting Among Drug Trials Registered in ClinicalTrials.gov». Annals of Internal Medicine. 2010; 153(3): 158-66.

[2] Bero L, Oostvogel F, Bacchetti P, Lee K. «Factors Associated with Findings of Published Trials of Drug-Drug Comparisons: Why Some Statins Appear More Efficacious than Others». PLoSMed. 5 de Junho de 2007; 4(6): el84.

[3] Kelly RE Jr, Cohen LJ, Semple RJ, Bialer P, Lau A, Bodenheimer A, et al. «Relationship between drug company funding and outcomes of clinical psychiatric research». Psychol Med. Novembro de 2006; 36(11)1647-56.

[4] Bekelman JE, Li Y, Gross CP. «Scope and impact of financial conflicts of interest in biomedical research: a systematic review». JAMA 2003; 289: 454-65.

Lexchin J, Bero LA, Djulbegovic B, Clark O. «Pharmaceutical industry sponsorship and research outcome and quality: systematic review». BMJ2003; 326: 1167-70.

[5] Sergio S. «Pharmaceutical company funding and its consequences: A qualitative systematic review». Contemporary Clinical Trials. Março de 2008; 29(2): 109-13.

Fonte: Livro: «Farmacêuticas da Treta» de Ben Goldacre - Paradigma da Matrix
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