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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Refrigerantes estão envelhecendo suas células


De acordo com um novo estudo da Universidade da Califórnia em San Francisco (EUA), o consumo de refrigerantes açucarados está associado com o envelhecimento celular.

A pesquisa revelou que os telômeros – as unidades de proteção do DNA que ficam nas extremidades dos cromossomos nas células – eram menores nas células brancas do sangue dos participantes do estudo que relataram beber mais refrigerantes.

O comprimento dos telômeros nas células brancas do sangue – onde podem ser mais facilmente medidos – já tinha sido previamente associado com a extensão da vida humana.

Telômeros curtos foram associados com o desenvolvimento de doenças crônicas do envelhecimento, incluindo doenças cardíacas, diabetes e alguns tipos de câncer. Além disso, o encurtamento dos telômeros foi previamente ligado a dano oxidativo ao tecido, à inflamação e à resistência à insulina.

“O consumo regular de refrigerantes adoçados com açúcar pode influenciar o desenvolvimento de doenças, não só atrapalhando o controle metabólico de açúcares do corpo, mas também através de envelhecimento celular acelerado dos tecidos”, disse Elissa Epel, professora de psiquiatria e principal autora do estudo.

Os pesquisadores compararam o comprimento dos telômeros e o consumo de refrigerantes adoçados com açúcar dos participantes apenas em um único ponto do tempo, por isso afirmam que a associação encontrada não demonstra causalidade.

Um novo estudo no qual os participantes serão acompanhados por semanas em tempo real deverá investigar melhor os efeitos do consumo de refrigerantes adoçados sobre os aspectos do envelhecimento celular.

A pesquisa

Os pesquisadores mediram os telômeros do DNA armazenado de 5.309 participantes entre 20 e 65 anos sem histórico de diabetes ou doença cardiovascular, que haviam participado de uma pesquisa de saúde em curso por todo os EUA chamada de Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição, durante os anos 1999 a 2002.

O consumo médio de refrigerante adoçado com açúcar em todos os participantes da pesquisa foi de 340 ml. Cerca de 21% das pessoas relataram beber pelo menos 568 ml de refrigerante adoçado com açúcar por dia.

Os cientistas calcularam que o consumo diário de 568 ml de refrigerante foi associado com 4,6 anos de envelhecimento biológico adicional, vistos no encurtamento dos telômeros. Esse efeito sobre o comprimento dos telômeros é comparável ao efeito do tabagismo e do exercício físico regular na direção oposta, ou seja, no antienvelhecimento.

A descoberta acrescenta evidências para a lista de males associados a bebidas açucaradas, como obesidade, síndrome metabólica, diabetes tipo 2 e doença cardiovascular. Ao que tudo indica, refrigerantes também causam envelhecimento celular.

Fontes: ScienceDaily - EngenhariaÉ - Filosofia imortal
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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Pesquisa Sugere que Existem Tratamentos Naturais para o Ebola


O medo da infecção com o vírus Ebola está se tornando tão contagioso quanto o próprio vírus com os meios de comunicação tradicionais, como a CNN, reportando que “Surto de Ebola poderia ter ‘consequências catastróficas”.

Dadas as estatísticas de mortalidade prevalecentes, talvez o medo seja, pelo menos em parte, justificado pela forma mais virulenta do vírus – o vírus Ebola Zaire – observou-se que a taxa de mortalidade de cerca de 83%, [1] e sem identificação oficial convencional ou terapia natural encontrados capazes de mitigar a morbidade e mortalidade associada à infecção a partir dele.

Na verdade, existem cinco vírus de Ebola no gênero Ebolavirus [2], sendo quatro deles conhecidos por infectar os seres humanos causando a doença do vírus Ebola, uma forma altamente letal de febre hemorrágica. Se acredita que a infecção pelo vírus do Ebola se origina de macacos ou morcegos frugívoros, e uma vez que um ser humano é infectado, a transmissão pode ocorrer através do sangue ou fluidos corporais, relação sexual, [3] e como um recente relatório de investigação revelou, através do ar.

Enquanto o sistema médico convencional reflexivamente coloca a sua fé e dinheiro em drogas e desenvolvimento de vacinas, como o NIH anunciou recentemente que vai começar um experimento antecipado sobre as vacinas contra o Ebola em setembro deste ano, muito pouca pesquisa tem sido realizada sobre a redução de riscos, mitigação ou danos pós-infecção, com o uso de produtos testados a tempo que aumentam a imunidade e/ou abordagens à base de plantas naturais. Dado o baixo risco de segurança e custo das intervenções de botânicos e baseados em alimentos, este é o lugar onde nós devemos procurar primeiro por soluções viáveis e imediatamente acessíveis. De fato, um recente estudo publicado em 2012 é uma grande promessa, tanto quanto a identificação de um caminho natural para atenuar a virulência – e, portanto, também o medo generalizado – associado ao vírus do Ebola.

Publicado na revista Archives of Virology e intitulado “A inibição do vírus de Lassa e infecção pelo vírus Ebola em células hospedeiras tratadas com genisteína inibidora da quinase e tirfostina“, pesquisadores da Universidade do Texas Medical Branch, investigaram o potencial papel terapêutico dos dois chamados ‘inibidores da quinase’ em interferir com o vírus do Ebola: 1) o composto vegetal genisteína 2) e a droga farmacêutica Tyrophostin (tirfostina).

Os autores mencionam um estudo em animais anterior mostrando que a genisteína foi capaz de reduzir os danos da infecção de um vírus que causa uma febre viral hemorrágica como o Ebola (VHF) em hamsters (o vírus Pichinde (PICV)), relatando os resultados da seguinte forma:

“A infecção dos hamsters por PIRV produz manifestações de VHF, incluindo inflamação/lesões em vários órgãos, aumento da temperatura do núcleo, perda de peso, viremia, exantema petequial, hemorragia e mortalidade. O tratamento dos animais com a genisteína inibidora da quinase levou a um aumento significativo de sobrevida e melhoria dos sinais da doença VHF [9]. Nenhum dos animais infectados tratados apresentaram quaisquer sinais adversos da doença associados com o tratamento. Portanto, este estudo serviu como um conceito de prova para a utilização de um inibidor da quinase como um terapêutico ou profilático em um modelo animal.”

Os pesquisadores procuraram identificar a genisteína e a capacidade da tirfostina de inibir a entrada viral de vários vírus conhecidos por causar febre hemorrágica, incluindo o Ebola, o vírus de Marburg (MARV), o vírus da estomatite vesicular (VSV) e o vírus de Lassa (LASV). As proteínas a partir destes quatro vírus foram modificadas para serem expressadas por um tipo especial de vírus, conhecido como o vírus da estomatite vesicular (VSV).

O estudo concluiu que tanto a genisteína quanto a tirfostina individualmente inibem a entrada destes vírus nas células, tanto através da interferência por meio da endocitose (o processo pelo qual uma célula extrai um vírus) e o desencapsulamento de proteínas (o processo pelo qual um vírus altera proteínas na superfície da célula hospedeira para ganhar a entrada). Observou-se também que um efeito sinérgico ocorreu quando a genisteína e tirfostina foram adicionadas em conjunto.

Os pesquisadores debateram as suas conclusões:

“Ao todo, estes dados demonstram que a infecção das células hospedeiras com as filovírus MARV, EBOV e o arenavírus LASV é inibida quando as células são pré-tratadas com genisteína ou tirfostina AG1478. Em ambos os casos, a inibição verificou-se ser dependente da concentração. Embora a inibição do EBOV em células pré-tratadas com 100 IM de genisteína pareceu ser ligeiramente diferente, a adição de concentrações crescentes de tirfostina AG1478 conduziu a um efeito antiviral sinérgico. Ao todo, estes dados demonstram que uma mistura de inibidores de cinase consistindo em genisteína e tirfostina AG1478 pode agir como um amplo antiviral contra o EBOV, VMDR, e LASV in vitro“.

De onde a genisteína vem?

Embora encontrada principalmente em produtos de soja, alimentos de soja fermentados, especialmente onde os micróbios benéficos causam a biotransformação do fitocomposto precursor genistin na genisteína, ela também é encontrada em grãos de fava, kudzu, café e trevo vermelho, e muitas outras plantas medicinais menos conhecidas.

Fontes: Natural Treatments - CNN: Ebola outbreak - Green Med Info - USA Today - Green Med Info - Notícias Naturais 
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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Novos estudos científicos mostram que no final das contas não existem ateus, diz escritor


No dito popular que visa desmerecer os incrédulos contemporâneos, diz-se que “Deus não acredita nos ateus”. Agora, um grupo de pesquisadores afirma que o ditado pode ter muito mais razão do que se imaginava.

Um artigo do escritor Nury Vittachi afirma que as pesquisas multidisciplinares que vem sendo desenvolvidas apóiam cada vez mais a ideia de que o cérebro humano foi desenvolvido para crer na existência de Deus.

No texto intitulado “Cientistas descobrem que os ateus podem não existir, e isso não é uma piada”, Vittachi afirma que o “ateísmo é psicologicamente impossível devido à maneira como os seres humanos pensam”.

Vittachi cita ainda novos estudos mostram que “até mesmo as pessoas que afirmam estar comprometidas tacitamente com o ateísmo têm crenças religiosas, como a existência de uma alma imortal”.

Segundo o Charisma News, o artigo de Vittachi cita ainda outro pesquisador ateu que demonstrou que todas as pessoas se envolvem num monólogo interno, independentemente se a pessoa a quem os seus pensamentos são dirigidos está realmente presente.

Vittachi diz em seu artigo que existe uma tendência humana intrínseca de acreditar na justiça divina. O autor afirma que tanto as pessoas religiosas e não-religiosas possuem um senso inato de que consequência. “Se eu cometer um pecado, não é um evento isolado, mas terá repercussões apropriadas”, escreve Vittachi, que lembra que o termo comumente usado pelos não cristãos é “carma”.

Mesmo os ateus mais ferrenhos não são isentos de crenças: “Se um ente querido morre, mesmo pessoas muito anti-religiosas geralmente sentem uma necessidade de um ritual de despedida, com leituras de livros antigos e/ou entoação de declarações que não são nada além do que orações”, Vittachi escreve. “Em situações de guerra, os comandantes frequentemente comentam que os soldados ateus oram muito mais do que eles pensam que eles fazem”, acrescentou.

O jornalista cristão Alex Kocman comentou o artigo de Vittachi dizendo que enquanto os cientistas tentam conectar todas essas tendências de fé a uma fonte de evolução, eles “estão ignorando a chave de todas as evidências: a cosmovisão cristã bíblica”.

“Em Romanos 1:18-23, o apóstolo Paulo escreve que ‘o que se pode conhecer de Deus é manifesto entre eles’, isto é, todos os homens e que ‘seus atributos invisíveis’, ou seja, o seu eterno poder e sua natureza divina, ‘têm sido claramente percebido, desde a criação do mundo, nas coisas que foram feitas. Então, eles são inescusáveis’. Ele, então, vai ao ponto de afirmar que todas essas pessoas ‘sabem de Deus’ (v. 21). A implicação, portanto, é que o homem por natureza pressupõe a existência de seu Criador, até que ele se convence a pensar o contrário”, sintetizou o jornalista.

Fonte: Gospel Mais
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Estudo arqueológico comprova veracidade de 50 personagens bíblicos


Por: Jarbas Aragão

Pesquisa acaba com dúvidas sobre relatos bíblicos

O arqueólogo Lawrence Mykytiuk liderou um estudo da Universidade Purdue comprovando a existência de pelo menos 50 pessoas mencionadas no Velho Testamento. O relatório apresenta uma lista de pessoas de destaque em Israel e governantes da região da Antiga Mesopotâmia.

O material da pesquisa foi publicado pela revista especializada Biblical Archeology Review em sua edição de março/abril. “Ao menos 50 pessoas mencionadas pela Bíblia foram identificadas no registro arqueológico. Seus nomes aparecem em inscrições condizentes com o período descrito pela Bíblia, na grande maioria dos casos”, escreveu o pesquisador Lawrence Mykytiuk

A revista Biblical Archeology afirma que a extensa documentação arqueológica é acompanhada de uma detalhada compilação das referências bíblicas referentes a cada uma dessa 50 pessoas. A maioria dos casos não era objeto de disputa, mas algumas, como o rei Davi, durante séculos tiveram sua autenticidade questionada. A revista dedicou um amplo espaço para mostrar como não há dúvidas da veracidade dos relatos, questão sempre disputada por estudiosos.

Veja abaixo um resumo do material apresentado (Clique na imagem para ampliar):

http://noticias.gospelprime.com.br/files/2014/03/tabela-prime-arqueologia.png

Fonte: Gospel Prime
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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Físicos russos fazem o teletransporte uma realidade

Foto: East News/Science Photo Library

O teletransporte deixa de ser um tema peculiar da ficção científica, afirmam cientistas russos do Instituto de Física de Moscou. No futuro próximo, será possível se deslocar a grandes distâncias sem aplicar um esforço físico e permanecer simultaneamente em dois lugares.

Não se exclui uma hipótese de teletransporte no espaço. É que existe um efeito físico chamado “confusão quântica”, ou seja, a capacidade de objetos quânticos de se distanciar e, ao mesmo tempo, não se dividir.

Tal efeito não existe na física clássica. Mas os cientistas russos encontraram um método de conservar a “confusão quântica” durante a transmissão de informações em grandes distâncias. Tal fenômeno se chama teletransporte, disse à Voz da Rússia um dos autores do projeto, Serguei Filipov:

“Não gostamos de ver novelos em desordem, quando a linha se confunde. Mas os físicos adoram confusões de vária índole. Nesses estados há uma correlação – o que acontece a um extremo da linha se relaciona com a outra extremidade. Essas correlações podem ser enviadas. Neste caso, as pessoas “distanciadas” serão correlacionadas, não tendo um comportamento independente”.

Inicialmente, as pesquisas se centravam no estudo da qualidade de transmissão de sinais através da fibra óptica, sendo essa uma “comunicação quântica secreta”. Os cientistas descobriram um algoritmo que permita elevar ainda mais o nível de secretismo. Quanto ao teletransporte, este se tornou um efeito secundário. Por meio desse efeito será possível deslocar objetos e pessoas:

”Por exemplo, você quer teletransportar uma pessoa. Mas para tal não é preciso transmitir seus átomos. Você tem uns 20 kg de oxigênio, 10 kg de carbono, um determinado volume de hidrogênio e toma tudo isso no outro extremo. Depois transmite a informação sobre a sua união e a composição gravada nos átomos. Do outro lado da linha, a partir dessa matéria recompõe aquela mesma pessoa”.

Tal “montagem” é semelhante à holografia quando, mediante um laser, se registram e depois se reproduzem imagens de objetos tridimensionais, similares aos verdadeiros.

Ora, não se trata de uma técnica especial de fotografar, mas sim de reprodução de um homem “em carne e osso”, com todos os traços específicos e características. Claro que a ciência ainda não alcançou tal patamar de desenvolvimento.

Mas os cientistas apreenderam a teletransportar os fotões que desempenham um papel de “portadores” de informações transmitidas. Numa ponta do fio, os especialistas souberam criar um estado de micro objeto, idêntico ao existente do outro lado. Agora, será preciso empregar este princípio em sistemas mais complicados.

Todavia, esta é uma tarefa difícil: quando o sistema cresce em volume, vai aumentando em flecha a complexidade de teletransporte. “É duas vezes mais complicado teletransportar dois átomos do que um, é oito vezes mais difícil teletransportar três átomos. Se queremos avaliar a possibilidade de teletransporte de um homem, devemos entender que o homem consiste de múltiplos átomos (10 elevado à vigésima quarta potência).
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sábado, 12 de julho de 2014

Cientistas relacionam alta no número de terremotos à extração de petróleo

Austin Holland, pesquisador do Serviço Geológico em Oklahoma, expõe um gráfico com registros de atividades sísmicas.

Associated Press

Cientistas dizem que o recente aumento nas ocorrências de terremotos de pequena magnitude no Estado americano de Oklahoma provavelmente é resultado da alocação subterrânea de grande quantidade de águas residuais geradas pela extração de petróleo e gás.

Tremores costumavam ser raros em Oklahoma. Antes de 2008, o Estado registrou apenas um terremoto por ano de magnitude 3 ou maior. Neste ano, já ocorreram 230 terremotos dessa magnitude, mais que o número registrado na Califórnia.

"É um crescimento muito significativo", diz Katie Keranen, sismóloga da Universidade Cornell e principal autora de um estudo sobre os tremores de Oklahoma, publicado na quinta-feira passada na revista "Science".

As descobertas se somam a um crescente volume de evidências de que vários tipos de atividades humanas de grande escala — da mineração de carvão à construção de barragens — podem ajudar a provocar terremotos. Na maioria dos casos, os processos geológicos são complexos e pouco compreendidos.

No centro e no leste dos Estados Unidos, o número de terremotos saltou nos últimos anos, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos. A agência afirma que mais de 300 tremores acima da magnitude 3.0 ocorreram em três anos, entre 2010 e 2012, ante uma média anual de 21 para o período entre 1967 e 2000. Esses terremotos foram grandes o suficiente para serem sentidos, mas raramente causaram danos.

Ao analisar dados de terremotos a partir de 1970, a agência verificou que a alta dos abalos sísmicos coincide com a injeção de águas residuais em vários lugares, incluindo os Estados do Texas, Colorado, Arkansas, Ohio e Oklahoma. Ela planeja divulgar um mapa de risco de terremotos provocados pelo homem, conhecidos como terremotos induzidos.

Keranen e seus colegas analisaram mais de perto a atividade sísmica em Oklahoma. Na extração de petróleo e gás, uma grande quantidade de água não potável, que fica abaixo da superfície, precisa ser eliminada de alguma forma. Ela é normalmente colocada em poços de cerca de dois quilômetros no subsolo.

À medida que essa água se acumula, a pressão aumenta e começa a se expandir para fora dos poços. As descobertas de Keranen foram baseadas em um modelo dessas pressões. "Descobrimos que o aumento da pressão no local dos tremores era similar à magnitude da transferência de estresse que pode levar a um tremor secundário" em um terremoto natural, diz.

Os pesquisadores também descobriram que quatro dos poços com maior volume em Oklahoma são capazes de provocar cerca de 20% dos recentes terremotos no centro dos EUA. Eles também descobriram que tais "terremotos induzidos" podem potencialmente ocorrer a mais de 30 quilômetros do poço.

Os riscos dos terremotos induzidos podem variar de acordo com a geologia. Durante a produção de petróleo na Califórnia, muito da água é reinjetada na área onde é extraída. Na Califórnia, diz Tupper Hull, porta-voz da Associação de Petróleo dos Estados do Oeste, "isso não está alterando as pressões geológicas e é altamente improvável que se crie as condições que as pessoas em outros Estados estão vivenciando".

Em 2009, cientistas nos EUA e na China publicaram relatórios examinando a possibilidade de a construção de uma gigantesca barragem ter provocado a atividade sísmica que ajudou a desencadear o terremoto na província chinesa de Sichuan que, em 2008, causou a morte de quase 90.000 pessoas. A barragem foi construída a 500 metros da linha de falha do terremoto. Entretanto, cientistas não relacionaram de forma conclusiva a barragem ao terremoto.

Um estudo publicado em maio na revista "Nature" sugeriu que a extração de água por um longo tempo provocou o afundamento do Vale de San Joaquin, na Califórnia, ao mesmo tempo em que levantou a crosta terrestre nas áreas ao redor. Esses movimentos, segundo o estudo, foram suficientes para alterar o estresse da falha de San Andreas, próxima ao local, e pode explicar o aumento de pequenos terremotos na região.

Processo semelhante aconteceu no município de Irecê, na Bahia. A região reúne cerca de 39.000 famílias de agricultores, de acordo com a Cooperativa da Agricultura Familiar do Território de Irecê Ltda, a Coafti. A agricultura depende da irrigação e mais de 10 mil poços foram abertos para extração de água.

A situação se agravou quando empresas de fertilizantes começaram a arrendar esses poços para retirar água para uso industrial. Segundo estudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, o IPT, a extração excessiva da água acabou provocando sua escassez. O IPT afirma que isso está ligado ao rebaixamento das terras próximas, o que provocou rachaduras nas ruas, casas e propriedades rurais do município, principalmente na localidade vizinha de Lapão.

(Colaborou Eduardo Magossi.) 

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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Celular deve matar mais que o cigarro, diz médico


O uso do celular deve matar mais que o cigarro em alguns anos, segundo estudo de um médico australiano publicado na internet.

Vini Khurana, um neurocirurgião que recebeu 14 prêmios em 16 anos, pede que a população use o aparelho o mínimo possível, principalmente quando se trata de crianças. O médico analisou cerca de cem trabalhos científicos publicados sobre o tema para chegar às suas conclusões. 

Segundo ele, há ao menos oito estudos clínicos que indicam uma ligação entre o uso de celulares e certos tipos de tumor no cérebro. "Já há previsões de que esse perigo tenha mais ramificações para a saúde pública do que o amianto ou o fumo. Isso gera preocupações para todos nós, especialmente com a geração mais nova", afirma Khurana, que é professor de neurocirurgia na Faculdade Nacional de Medicina da Austrália, no estudo.

A comparação entre as mortes causadas por cigarro e por celular se deve ao fato de, atualmente, cerca de três bilhões de pessoas usarem esses aparelhos, número três vezes maior que o de fumantes, afirmou ele ao jornal "The Independent".

Processo lento

Para Khurana, ainda não há mais dados sobre o assunto pelo fato de a intensificação no uso dos celulares ainda ser recente. Ele afirma que o período de "incubação" --tempo entre o início da utilização do aparelho e o diagnóstico do câncer em um indivíduo-- dura de dez a 20 anos.


"Entre os anos de 2008 e 2012, nós teremos atingido o tempo apropriado para começar a observar definitivamente o impacto dessa tecnologia global nos índices de câncer de cérebro", diz ele. 

Para evitar o problema, Khurana sugere, entre outras medidas, que as pessoas evitem ao máximo o uso do celular, dando preferência ao telefone fixo. Ele pede também moderação no uso de Bluetooth e de headsets (fone de ouvido com microfone) sem fio.

Outra dica, de acordo com o médico, é usar o viva-voz para falar, mantendo o celular a pelo menos 20 cm da cabeça. Em janeiro deste ano, o governo francês pediu "prudência" no uso de celular pelas crianças, apesar de não ter dados científicos que comprovem os malefícios do aparelho para a saúde.

O ministério pediu que as "famílias sejam prudentes e saibam usar estes aparelhos", lembrando que é recomendado o uso moderado do celular, principalmente pelas crianças, "que são mais sensíveis porque seus organismos ainda estão em desenvolvimento".

Fonte: Alimentação Viva
Via: Revellati Online
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Transgênicos Podem Estar Relacionados à Doença de Morgellons!


Um problema de saúde que parece coincidir com a revolução dos transgênicos é a doença de Morgellons. E se o advento da doença de Morgellons tiver algo a ver com a ingestão de alimentos geneticamente modificados? Veja neste artigo como isto pode ser real!

Desde que a administração Clinton fez da biotecnologia "uma prioridade estratégica para o governo dos EUA" (1),os interesses das gigantes multinacionais do agronegócio tem assumido agressivamente a cadeia alimentar global, inundando-a com Organismos Geneticamente Modificados (transgênicos ou OGM) sem levar em conta as consequências para a Terra ou a seus habitantes. Esta aquisição não só tem o potencial de devastação econômica global, mas ameaça a população da Terra com amplas preocupações com a saúde também.

Doença de Morgellons - O que é isso?

Muito pouco pode ser encontrado em relação a esta doença. Originalmente, os pacientes foram informados de que seu problema era imaginário. O que foi de pouco conforto para as pessoas que estavam sofrendo.

Os que sofrem da doença de Morgellons reportam um estranho material parecido com fibra saindo de feridas ou chagas que surgem na pele. Isto é acompanhado por dor e coceira intensa, que tem sido descritos como "uma sensação constante como se algo estivesse se rastejando sob a pele." (2). Veja também nosso outro post "[ESTUDO] Prova da Existência da Doença de Morgellons?".

Em 18 de maio de 2006, a KGW, um canal de notícias local da área de Oregon, publicou a seguinte história:

Doença estranha: História de horror da misteriosa doença (trecho)

[Dr. Drottar] A desabilitada médica familiar sentiu como se insetos estivessem rastejando sob sua pele.

"Se eu dissesse às pessoas completamente o que tem acontecido comigo medicamente, eles pensariam que estão no twilight zone", disse Drottar.

Ela acordou com a sensação de que o fluido estava correndo logo abaixo de sua pele. Muitas vezes, algo como fibras pretas ou azuis se projetavam de sua pele, disse ela.

"Eu pensei que tinha sido exposta ao amianto. Eu pensei que eu tinha fibras de amianto saindo da minha pele. Eu estava puxando longas, finas e pequenas fibras semelhantes a pelos longos que eram extremamente afiados que poderiam literalmente furar totalmente as minhas unhas", disse Drottar.

Além da sensação de insetos e as fibras, Drottar também sofria de depressão severa, fadiga crônica e um sistema imunológico enfraquecido. Como resultado, ela teve que desistir de sua prática familiar, disse Drottar. (3)

Aqui estão algumas fotos de lesões de Morgellons incluídas no artigo da KGW:


Fibras embutidas na pele, removidas da lesão facial do menino de três anos de idade, aumentada em 60 vezes.


Morgellons e Transgênicos - a Conexão

Pouca informação foi revelada sobre os efeitos a longo prazo das culturas dos transgênicos em seres humanos ou animais, e ainda menos informação pode ser obtida em relação à pesquisas correlacionando Morgellons com alimentos transgênicos.

Isto é suspeito logo de cara, porque parece que haveria uma curiosidade natural sobre uma ligação entre organismos geneticamente modificados que as pessoas ingerem regularmente com as fibras inorgânicas que se projetam a partir da pele de uma pessoa.

Isso seria até de interesse para os geneticistas, e digno de intensa investigação.

Então, por que não há uma tonelada de estudos publicados?

Por que é tão difícil encontrar qualquer coisa relacionada a isso?

Será que empresas como a Monsanto tem influência suficiente para ocultar efetivamente essas histórias?

Se eles têm cacife suficiente para arruinar países enganando pobres agricultores para comprar sementes transgênicas patenteadas, e em seguida, dão um passo adiante e forçam essas pobres pessoas a comprarem sementes, ano após ano, em vez de colher a sua própria, então eles têm influência suficiente para pedir ao nosso mais do que disposto governo corporativo para manipular a imprensa... de novo.

De acordo com o PhD, Mike Stagman:

"A engenharia genética é um pesadelo tecnológico que já causou muitas epidemias - documentada, mas não divulgada" (4)

O artigo a seguir de Whitley Strieber publicado em 12 de outubro de 2007, intitulado "A doença da pele pode estar ligada a alimentos geneticamente modificados" conclui que as fibras retiradas de uma vítima de Morgellons contem a mesma substância que é "usada comercialmente para a produção de plantas geneticamente modificadas."

Doenças de pele podem estar ligadas a alimentos geneticamente modificados
12 de outubro de 2007

Muitas pessoas - a maioria médicos - tem descartado a doença de Morgellons como sendo hoax ou hipocondria. Mas agora há provas de que esta misteriosa doença pode ser real e relacionada a alimentos geneticamente modificados!

Da pele das vítimas de Morgellons, saem misteriosos fios que tem sido identificados como celulose (os quais não podem ser produzidos pelo corpo humano), e as pessoas têm a sensação de que coisas rastejam sob a pele. O primeiro caso conhecido de Morgellons ocorreu em 2001, quando Mary Leitao criou um site que descreve a doença que infectou seu filho. Ela chamou de Morgellons depois de um estudo médico do século 17 na França, que descreveu os mesmos sintomas.

Publicado entre 15 e 21 de setembro pela revista New Scientist, Daniel Elkan descreve um paciente que ele chama de "Steve Jackson", que "há anos" tem "encontrado minúsculas fibras azuis, vermelhas e pretas que crescem em lesões intensamente pruriginosas na pele". Ele cita Jackson dizendo: "As fibras são como plásticos flexíveis e podem ser de vários milímetros de comprimento. Sob a pele, algumas estão entrelaçadas em ziguezague. Estas podem ser tão finas como teia de aranha, mas fortes o suficiente para dilatar a pele quando você os retira, como se estivesse puxando um fio de cabelo."

Os médicos dizem que esse tipo de doença só pode ser causada por um parasita, mas os medicamentos anti-parasitários não ajudam. Os psicólogos insistem que esta é uma nova versão da síndrome conhecida conhecida como "delírio parasitário". Embora esta seja uma doença "real", não é uma doença causada fisicamente.

Mas agora há evidência física que a doença de Morgellons não seja apenas psicológica. Quando o farmacologista Randy Wymore se propôs para estudar algumas dessas fibras se as pessoas as enviassem a ele, ele descobriu que "as fibras de diferentes pessoas pareciam notavelmente semelhantes entre si e também parecem não corresponder à fibras ambientais comuns."

Quando eles levaram estas fibras para uma equipe forense da polícia, eles disseram que não eram de roupas, tapetes ou roupa de cama. Eles não têm ideia o que são.

O pesquisador Ahmed Kilani disse que ele foi capaz de separar duas amostras de fibras e extrair seu DNA. Ele descobriu que elas pertenciam a um fungo.

Um achado ainda mais provocante é que o bioquímico Vitaly Citovsky descobriu que as fibras contêm uma substância chamada "Agrobacterium", que de acordo com a New Scientist, é "usada comercialmente para a produção de plantas geneticamente modificadas." Poderiam plantas transgênicas serem "a causa de uma nova doença humana? "(5)

Transgênicos- Não sob o meu olhar!

As gigantescas corporações multinacionais por trás da revolução dos transgênicos estão nos atacando em nosso ponto mais vulnerável - as nossas barrigas. A maioria das pessoas foi criada com uma confiança inata que o que compram nas lojas é seguro para comer.

Isto já não é verdade, pois a maioria dos alimentos processados ​​contêm ingredientes geneticamente modificados, que podem ter efeitos desastrosos sobre a saúde animal e humana.

O que você compra na loja da esquina poderia mudar o seu DNA e criar tais sintomas assustadores que o público em geral simplesmente não acredita nele. O pior é que quando você vai ao médico para obter ajuda, ele lhe diz que o que você está enfrentando é tudo da sua cabeça. Que bobagem! Cabe a pessoas que se importam fazerem as correlações entre o que nós comemos e o que acontece com nossos corpos. Lembre-se do velho ditado - "você é o que você come?" Bem, este autor acredita que seja verdade.

Referências:

1) Engdahl, F.W. (2007). Seeds of Destruction.

2) Stagman, M. Phd. (2006). GMO Disease Epidemics: Bt-cotton Fiber Disease.

3) Porter, L. (2006). Strange sickness: Mystery disease horror story.

4) Stagman, M. Phd. (2006). GMO Disease Epidemics: Bt-cotton Fiber Disease. Retrieved from

5) Strieber, W. (2007). Skin Disease Might be Linked to GM Food.

Participe também da discussão no Fórum Anti-NOM!

Fontes: Global Research: GMO and Morgellons Disease - KGW: Nightmare under the microscope - KGW: Sharing the Nightmare - A Nova Ordem Mundial
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Cientistas criam robôs minúsculos que se movem com células musculares


Robôs diminutos que se movem graças a células musculares soam como uma ideia tão inusitada que só podem ser coisa do cinema, certo? Não desta vez: graças ao trabalho de um grupo de pesquisadores da Universidade de Illinois, esta combinação de máquina com material biológico já é realidade, embora de maneira ainda bastante “crua”.

Os “bio-robôs” criados pela equipe do professor Rashid Bashir medem menos de 1 centímetro e seu corpo é formado principalmente por um tipo de gel à base de água com células musculoesqueléticas integradas. Este material é todo feito em impressoras 3D.

Os pesquisadores explicaram que a estrutura em gel oferece a resistência necessária aos robôs ao mesmo tempo em que lhes dá ampla capacidade de articulação para locomoção, outro aspecto que remete a tecidos biológicos.

Para que a movimentação ocorra, as células existentes no robô recebem estímulos elétricos que fazem com que elas se impulsionem. Com a aplicação de mais ou menos pulsos elétricos pode-se então controlar a velocidade dos robôs.

Se você associou este modo de funcionamento à maneira como o coração trabalha, não está enganado: em 2012, durante a fase inicial da pesquisa, os cientistas chegaram a utilizar células cardíacas de ratos nos robôs, mas elas apresentaram comportamento instável – continuavam gerando movimentos mesmo quando não havia mais estímulos.

Na fase final, os pesquisadores utilizaram células que compõem sistemas de músculos, tendões e ossos, que se mostraram muito mais controláveis mediante pulsos elétricos. Este sistema também serviu de inspiração para o formato dos robôs: eles possuem dois “pilares” de sustentação que lembram a maneira como tendões se ligam a músculos e ossos.

O vídeo abaixo mostra os robôs em movimento: 


Os cientistas trabalham agora em maneiras de obter controle ainda mais preciso dos movimentos dos robôs e de, eventualmente, integrá-los a células nervosas, o que poderá abrir a ideia a um leque muito maior de aplicações.

Por ora, a equipe vislumbra a possibilidade de os robôs funcionarem como sensores autônomos: “queremos que eles detectem uma substância química específica e se dirijam a ela para liberar agentes que neutralizem suas toxinas, por exemplo”.

Isso significa que, em um futuro talvez não muito distante, bio-robôs poderão ser utilizados para identificar problemas em órgãos e ir até eles para realizar pequenas cirurgias ou aplicar medicamentos.

Como sonhar alto parece não ser problema aqui, dá até para pensar no estudo servindo de gatilho para o desenvolvimento de próteses mais fiéis aos movimentos corporais ou, de repente, em algo no estilo RoboCop, já pensou?

Fonte: Tech Crunch
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quinta-feira, 8 de maio de 2014

A indústria dos Ovnis


Por Joe Nickell

Não é de hoje que a humanidade busca no céu sinais de seres inteligentes. No século XX, surgiram os relatos sobre “objetos voadores não identificados”. Mas, até agora, não apareceu um único indício plausível de que a Terra já tenha sido visitada por extraterrestres.

Os primeiros relatos de estranhos objetos pairando entre as nuvens remontam à Antiguidade. Já houve a época das carroças e dos navios voadores. Mais tarde a moda foram os “homenzinhos verdes” – marcianos ou venusianos.

As naves possuíam hélices e asas. No início do século, em Paris, um concurso chegou a oferecer 100 000 francos para quem provasse que mantinha contato com seres extraterrestres. Marcianos não valiam.

Eram considerados fáceis demais. Naquela época, ninguém saía por aí dizendo que viu um ET marrom, roxo ou amarelo. Ou eram verdes, ou não eram ETs. Hoje, tudo mudou. Ufólogos aceitam ETs de todas as cores, procedentes de qualquer parte do Universo, menos de Marte ou Vênus, onde o máximo de vida que ainda pode se esperar são microscópicas bactérias.

Já imaginou o que seriam dos ETs se eles não seguissem a moda terrestre e continuassem a aparecer, todos de verde, viajando em caravelas celestiais? Felizmente, eles se mantiveram em dia com as novidades da nossa ciência e tecnologia. Caso contrário, o público provavelmente deixaria de acreditar em discos voadores.

Ezequiel e suas carroças voadoras

O Velho Testamento registra uma cena espetacular, que hoje seria interpretada pelos ufólogos como um típico caso de aparição de um Ovni (objeto voador não-identificado). O profeta Ezequiel descreve uma carroça com rodas de fogo que desceu dos céus até ele.

Esta visão foi amplamente difundida pelo escritor Erich von Däniken em seu livro Eram os Deuses Astronautas? como uma prova irrefutável de que a Terra tem sido visitada por alienígenas desde tempos remotos (Veja quadro na pág. 50). À luz do conhecimento científico atual, é fácil deduzir que Ezequiel teve uma ilusão de ótica causada pelo reflexo da luz do sol em cristais de água na atmosfera.

Na Idade Média, quando se incendiavam pessoas por qualquer motivo, várias mulheres foram mortas por terem visões estranhas. É claro que, na época da Inquisição, ninguém dizia ter contatos com seres extra-terrestres. Acreditava-se em duendes, fadas e demônios.

Os ETs ainda não tinham sido inventados. Naves espaciais tripuladas por alienígenas só despontaram no imaginário coletivo no fim do século passado. Foi naquela época que surgiram, nos Estados Unidos, os relatos sobre estranhos objetos voadores, em geral dotados de asas e hélices.

Claro, na época ainda não havia aviões. Existia, isto sim, um crescente interesse pelo tema das “máquinas voadoras”. Era uma época de avanços prodigiosos na tecnologia dos balões e dos dirigíveis, como o famoso Zepelin.

A invenção de um aparelho voador mais pesado do que o ar já era tida como iminente. Em outras palavras, a expectativa de ver aeronaves nos céus americanos favorecia que as pessoas realmente as “vissem”.

Pires que voam

A era moderna dos Ovnis se inaugurou no dia 24 de junho de 1947, quando o empresário Kenneth Arnold, pilotando seu avião particular sobre as montanhas do Estado de Washington, avistou o que descreveu como nove objetos em formato de pires, voando em formação militar.

Das duas uma: ou Arnold deu de cara com uma esquadrilha da Força Aérea ou teve uma miragem. O fato é que, a partir desse relato, o fenômeno dos discos voadores alçou vôo. Mais uma vez a realidade seguiu os passos da imaginação.

Revistas populares de ficção científica, como a famosa Amazing Stories, vinham publicando, havia alguns anos, histórias sobre visitantes extraterrestres. As capas estampavam curiosas naves em formato circular. Desde então, não se passa um dia sem que alguém, em algum lugar do mundo, conte um caso de discos voadores.

Quando esses depoimentos são adequadamente investigados, as “espaçonaves” quase sempre se revelam balões meteorológicos, aviões, meteoros, pára-quedas, nuvens ou alucinações. Tudo, menos ETs. Quanto às fotografias de “Ovnis”, elas geralmente se explicam por efeitos luminosos, ilusão de ótica ou fraude deliberada (veja quadro acima).

De acordo com o Dr. Allen Hynek (1910-1986), astrônomo encarregado do Programa de Pesquisas sobre Ovnis da Força Aérea dos Estados Unidos, um investigador experimentado, acaba por reconhecer a maioria desses eventos tais como eles realmente são: meteoros, imagens de aeronaves pousando com as luzes acesas, balões, planetas, estrelas brilhando muito forte, luzes de aviso em estradas, reentradas de espaçonaves na atmosfera e assim por diante. “Quando se descobre o quanto o público leigo está pouco familiarizado com luzes durante a noite, compreendemos por que tantos Ovnis são relatados e por que essa incidência tem aumentado”, escreveu Hynek.

As ocorrências mais comuns são as que envolvem balões. Esses objetos podem registrar altas temperaturas e, sob o impulso de fortes correntes de ar, atingir velocidades de mais de 200 quilômetros por hora. Podem até mudar de formato e cor, de acordo com o reflexo das luzes do sol na cobertura de plástico.

Um balão pode parecer branco num momento e, no outro, ser percebido como metálico, ganhando logo em seguida uma coloração vermelha. Na realidade, é tão comum que balões sejam reportados como Ovnis que, quando eles se perdem dos radares, costumam ser rastreados com base em depoimentos de pessoas que se apresentam para dizer que viram discos voadores.

Os incríveis camaleões dos céus

Muitos ufólogos admitem que a maior parte dos objetos relatados como Ovnis podem ser descartados como enganos ou fraudes. A polêmica se concentra sobre um pequeno resíduo, algo como 2% de casos insolúveis. As pessoas que acreditam em discos voadores encaram esses casos sem explicação como provas da existência de Ovnis e de visitas extraterrestres.

Elas simplesmente não conseguem explicar as ocorrências de outra maneira. Os cientistas se recusam a acreditar em ETs até que apareçam provas realmente convincentes.

Por trás dessa briga está o eterno conflito entre o método científico e as pseudociências. Toda vez que os cientistas anunciam uma nova descoberta, as crendices são obrigadas a empreender um recuo tático, como forma de sobrevivência.

No século passado acreditava-se piamente em marcianos e venusianos. A maioria dos relatos versava sobre seres pequeninos, de cabeça grande e cor esverdeada.

Na segunda metade do século 20, quando se descobriu que Vênus possui uma temperatura incompatível com a vida e que Marte é um deserto escaldante, os ufólogos se sentiram na obrigação de duvidar dos relatos de pessoas que diziam receber visitas de planetas vizinhos. A crença em alienígenas teve que ser empurrada para os confins do Universo.

Evidentemente, existem casos que resistem às explicações. Qual é a diferença entre a atitude dos cientistas e a dos ufólogos nessas ocasiões? Os ufólogos partem da premissa de que, se não existe explicação para um fenômeno estranho, isto é sinal da presença de algum ET.

Já os cientistas acham que isso é insuficiente como prova. Os mistérios de hoje podem ser facilmente explicados amanhã, ponderam. Os ufólogos não têm dado muita sorte até agora. Toda vez que vem a público uma suposta “prova” da visita de Ovnis, ela vira fumaça imediatamente, desmascarada como um fenômeno natural, um objeto comum ou, o que é pior, uma fraude.

Ovnis assassinos

No dia 7 de janeiro de 1948, quando o piloto americano Thomas Mantell morreu num acidente atribuído a uma colisão aérea com um Ovni, ninguém foi capaz de identificar a estranha “coisa” que Mantell estaria perseguindo. Observadores descreveram o objeto como semelhante a um pára-quedas, enquanto outros juravam que o aparato parecia “um sorvete de casquinha com a parte superior pintada de vermelho”.

Uma testemunha definiu o suposto Ovni como “uma enorme estrutura metálica”. A Marinha dos Estados Unidos logo descartou que o desastre tivesse sido causado por uma nave alienígena.

Décadas depois, quando informações que eram mantidas como segredo militar se tornaram públicas, soube-se que o tal Ovni não passava de um gigantesco balão de pesquisa. O capitão Mantell tinha voado alto demais ao perseguir o balão. Sofreu um desmaio devido à falta de oxigênio, o que provocou a queda do avião. 

A verdade foi escondida por causa dos soviéticos, do mesmo modo que, seis meses antes, os militares americanos permitiram que se criasse um clima de histeria em torno do chamado “caso Roswell” (veja quadro acima), no qual, supostamente, três alienígenas haviam sido capturados pelo exército americano.

Embora perfeitamente lógica no contexto da Guerra Fria, quando a União Soviética e os Estados Unidos se espionavam mutuamente, a explicação do acidente não convenceu os ufólogos.

Eles insistem que o avião de Mantell foi abatido por uma espaçonave alienígena. Crenças em acidentes de naves espaciais e preservação de humanóides foi disseminado por uma série de fraudes, incluindo o chamado relatório “MJ-12”, de 1980.

Esse documento apontava a existência de um complô, denominado Majestic 12, autorizado pelo próprio presidente americano Harry Truman (1884-1972), com o objetivo de encobrir o suposto acidente com os ETs.

O tal documento logo se revelou uma grosseira fraude. Mesmo assim, alguns ufólogos ainda são enganados por ele. Outra fraude ligada ao Caso Roswell foi o escatológico filme que mostrava a “autópsia de um extraterrestre”. O filme foi exibido amplamente na televisão americana e em todo o mundo, mas logo ficou provado que ele não passava de um engodo.

Socorro! Tem um ET atrás de mim!

Quem mais ajuda a difundir a crença em discos voadores não são os ufólogos, com suas versões muitas vezes bem intencionadas sobre visitas de alienígenas e seqüestros de humanos.

O que mais contribui para manter acesa a imaginação das pessoas propensas a acreditar em ETs são filmes. Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977), ET (1982) e Independence Day (1996) foram imediatamente seguidos, logo depois de seus lançamentos, pelo aumento dos relatos sobre aparições de discos voadores e “alienígenas”.

Um filme que causou especial alvoroço foi The UFO Incident (1975), baseado num suposto seqüestro de um casal por ETs em 1961 – o famoso caso Betty and Barney Hill. Esse caso, de grande repercussão na imprensa sensacionalista, induziu milhares de americanos a se apresentarem dizendo que também foram seqüestrados por seres alienígenas de outros planetas.

Em todos essses casos, não se encontrou uma única gota de verdade. Isso não quer dizer que todos os que relataram experiências com ETs sejam mentirosos ou vigaristas. Suas versões podem ser explicadas como alucinações.

Numa situação típica, a pessoa acabou de se deitar ou é acordada no meio da noite pela visão de seres extraterrestres invadindo seus quartos. De repente, os vultos se dirigem para a escuridão e desaparecem, sem serem vistos por mais ninguém – nem mesmo pelos vizinhos.

As supostas naves pousam e decolam sem aparecer na tela dos radares ou chamar a atenção dos guarda-noturnos. O diagnóstico dos psicólogos é simples: trata-se, segundo eles, de um processo fantasioso que ocorre quando o indivíduo não está totalmente desperto do sono. A fantasia se mescla com a realidade, causando alucinações.

No início, essas pessoas têm apenas a sensação de um sonho vívido. Influenciadas pelas histórias sobre discos voadores na televisão e na imprensa, chegam à conclusão de que passaram, na vida real, por experiências que só aconteceram no mundo dos sonhos. O próximo passo é buscar ajuda de hipnotizadores, que os ajudam a reconstituir, em detalhes, todas as peripécias do “seqüestro”.

Hipnose fantasiosa

Apesar da crença popular sobre a hipnose como um meio confiável de devolver a memória perdida, ela é, quase sempre, um convite à fantasia. Muitas das lembranças que aparecem durante a hipnose não passam de memórias criadas no próprio inconsciente. Depois de várias sessões de hipnose, os “seqüestrados” costumam ficar confusos sobre o que é verdade e o que é fantasia.

Os psiquiatras e psicólogos que promovem a crença em seqüestros extraterrestres – como o Dr. John Mack, autor do livro Abduction: Human Encounters with Aliens (1994) – esquecem ou omitem evidências comprovando que muitos dos supostos “seqüestrados” apresentam fortes propensões a confundir fantasia com realidade.

E não são poucos. Pelo menos 5% do público geral têm propensões a crises fantasiosas. Um estudo dos 13 casos mais famosos do Dr. Mack demonstram que seus pacientes possuem muitos destes traços.

Não tenho dúvidas de que há uma forte possibilidade de existir vida – e seres inteligentes – em outras partes do Universo além da Terra. Infelizmente, até agora ufólogos e investigadores sérios têm falhado em demonstrar qualquer tipo de evidência material consistente que indique a visita de alienígenas na Terra. Até que isto ocorra, os chamados ufólogos continuarão sendo vítimas das fraudes e do folclore popular.

* Joe Nickell é um pesquisador do Comitê para a Investigação Científica de Alegações Paranormais (CSICOP), dos EUA, e editor da revista Skeptical Inquirer. Já escreveu e editou dezesseis livros sobre o assunto em vinte anos de investigação sobre fenômenos paranormais e supostas visitas de alienígenas.

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