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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

General Russo Fala sobre um "Ataque Nuclear Preventivo contra a OTAN"


Em meio a uma escalada verbal e diplomática entre o ocidente e a Rússia, repleta de gestos e declarações cada vez mais altissonante, o general russo Yury Yakubov, pediu que a Rússia modernize sua doutrina militar, cuja última atualização foi em 2010, para identificar claramente os EUA e seus aliados da OTAN como principais inimigos de Moscou.

E não somente isso. O general pediu que a Rússia especifique as condições das quais deveria lançar um ataque nuclear preventivo contra os 28 membros da OTAN.

O general Yury Yakubov

Lembre-se que em 2010 a doutrina militar russa, define a expansão da OTAN como um ameaça à segurança nacional da Rússia e reafirma seu direito de utilizar armas nucleares em uma postura meramente defensiva, mas está muito longe de declarar a OTAN como principal adversário de Moscou e sobretudo está muito longe de apresentar cenários de ataque nuclear preventivo, algo que inequivocamente lembra a Guerra Fria.


Yakubov afirma que a guerra de informação que está sendo travada sobre a crise na Ucrânia, onde o bloco ocidental acusa a Rússia de armar os separatistas pró-russos que lutam contra o governo em Kiev e o recente anúncio da OTAN em estabelecer uma presença militar permanente na Europa Oriental, tem reavivado os temores iniciais de que as alegações de não agressão da NATO contra a Rússia não são sinceras.

Lembre-se o que o ex presidente russo, Dmitry Medvedev, disse em novembro de 2008, em seu primeiro discurso presidencial ao povo russo:

"A Rússia vai implantar sistemas de mísseis Iskander em seu enclave de Melingrado para neutralizar, se necessário, o sistema de mísseis anti-balísticos na Europa"

Ele se referia, evidentemente, ao sistema de mísseis anti-balísticos da OTAN instalado na Europa sob o pretexto de proteger o continente dos possíveis ataques de países como Irã ou Coreia do Norte, mas cuja orientação, como muitos especialistas afirmam, era realmente contra a Rússia.

A instalação do escudo foi acordada na Conferência da NATO em Lisboa, em 2010.

Pois bem, o governo russo cumpriu sua advertência e tais medidas se aplicaram no final do ano passado:

"A Rússia instalou mísseis com um alcance de 500 km em seu enclave de Melingrado e ao longo de sua fronteira com os Estados Bálticos da Estônia, Letônia e Lituânia, de acordo com o jornal alemão Bild-Zeitung citando autoridades de defesa não foram identificados."

As imagens de satélite mostram um número de unidades móveis "de dois dígitos" identificados como "SS-26 Stone," de acordo com o código usado pelo código NATO. Os mísseis ficaram estacionados nos últimos 12 meses. Os SS-26 podem carregar armas convencionais e ogivas".

Assim, a tensão aumenta e a Rússia não parece disposta a ceder às pressões ocidentais.

Mas parece disposta a mostrar toda sua força militar, como medida de advertência diante de possíveis agressões.

Está cada vez mais longe de ser um simples jogo político baseado em intercâmbio de declarações...

Fontes: Periodismo Alternativo - El Robot Pescador - Zero Hedge - A Nova Ordem Mundial
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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Haverá uma Fukushima chinesa?

Foto: Flickr.com/ hige-darumaひげだるまattractive woman Version/cc-by

O ramo atômico chinês está em ascensão. Mas quem irá pagar as contas, se, de repente, a China for palco de um acidente análogo ao de Fukushima, no Japão, ou de Chernobyl, na antiga URSS?

A falta de uma resposta clara a esta pergunta, obriga as autoridades chinesa a atualizarem a legislação na esfera de segurança energética, criando um mecanismo de seguros contra os riscos nucleares.

A China nunca sofreu incidentes sérios em suas usinas atômicas. Mas agora, quando o governo chinês tem apostado num desempenho acelerado da energia nuclear, a questão de um cenário trágico vem perdendo a sua ressonância hipotética.

Os governos de muitos países, inclusive o chinês, têm usado a energia nuclear com fins pacíficos sem prever quaisquer pagamentos de seguros em caso de acidentes, prometendo indenizar apenas uma pequena parte das despesas relacionadas com o combate às consequências de tais incidentes.

Entretanto, qualquer acidente do gênero é capaz de provocar prejuízos avaliados em somas astronômicas que podem levar à bancarrota de um operador ou de um país inteiro. Segundo cálculos de peritos ocidentais, os efeitos de uma potencial catástrofe na Alemanha podem rondar 11 trilhões de dólares.

O seguro necessário de cada reator constitui apenas 3,7 bilhões de dólares. Após o acidente na Fukushima, o Executivo nipônico pagou às vítimas um subsídio único igual a 3 bilhões de dólares. Com isso, os danos reais ainda não foram calculados.

Uma comissão ad hoc junto do Comitê de Protecção Ambiental foi encarregada de preparar um projeto-lei de segurança nuclear em que serão indicados os valores de compensações a pagar no caso de acidentes. O diretor-geral da Associação Nacional de Seguradoras, Zuo Huiqiang, em uma entrevista à revista Caixin, revelou que o projeto será aprovado no decurso de um ou dois anos.

A China terá que fazer muita coisa até poder criar um plano de recompensas. Em vários países, os riscos nucleares são compensados pelo Estado. É que as empresas de seguros particulares não podem carregar as tamanhas despesas e assumir uma enorme responsabilidade que lhes possa caber. Os seus limites para apólices de seguros no caso de acidentes nucleares são os mais baixos no mundo inteiro.

A responsabilidade pelos seguros na área nuclear civil cabe à Associação nacional de Seguradoras que reúne 25 companhias. Todavia, o seu volume geral prevê uma compensação no montante de 300 milhões de yuan, ou seja, 46 milhões de dólares. No Ocidente, o maior valor de seguros foi estabelecido na Bélgica – 1,5 bilhões de dólares. A Suíça e o Japão prevêem recompensas no valor de 1,2 bilhões.

Peritos assinalam que a China poderia intensificar a sua participação no Sistema Internacional de Seguradoras que integra 27 países “atômicos” e 270 companhias de seguros. Nos últimos 50 anos, este organismo internacional pagou compensações por demandas relativas a mil incidentes no domínio da energia nuclear, inclusive o maior acidente na usina de Three Mile Island (EUA) e um acidente ocorrido na central de Tokaimura (Japão).

Felizmente, as catástrofes nucleares de larga escala não são muito frequentes. O acidente de Fukushima foi o último desse gênero. Todavia, um aumento de seguros poderá aumentar dispêndios no setor em relação às despesas que se verificam em ramos tradicionais.

Claro que o Estado tem de participar do processo de aperfeiçoamento do sistema de seguros nessa área, devendo garantir segurança à sociedade e dando a entender que os proveitos com a utilização da energia atômica são muito maiores do que os riscos.
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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Chomsky adverte sobre crescente ameaça de uma guerra nuclear e catástrofe ambiental em 2014


O renomado linguista americano, filósofo e comentarista político Noam Chomsky adverte que o mundo está correndo em direção a "catástrofe ambiental" e "guerra nuclear", em 2014.

Respondendo a uma pergunta em uma entrevista com Salon.com sobre as questões contemporâneas que particularmente lhe diz respeito, o estudioso respondeu que existem dois grandes problemas, dentre uma longa lista que vale a pena mencionar.

"Essas são questões que ameaçam seriamente a possibilidade de sobrevivência humana digna. Um deles é a crescente ameaça de catástrofe ambiental, que estão correndo em direção como se estivéssemos determinados a cair de um precipício, e a outra é a ameaça de uma guerra nuclear, o que não diminuiu, na verdade, é muito grave e em muitos aspectos, está crescendo ", disse Chomsky. Ele acrescentou que essas ameaças estão emanando de países com mais energia do mundo, enquanto as sociedades indígenas estão tentando evitá-los. "É muito impressionante ver que aqueles na liderança de tentar fazer algo sobre essa catástrofe são o que chamamos de" sociedades primitivas ".

As primeiras nações do Canadá, as sociedades indígenas na América central, indígenas na Austrália. Eles estão na vanguarda de tentar impedir o desastre que estamos correndo em direção ". "Está além da ironia de que os mais ricos países mais poderosos do mundo estão correndo para o desastre, enquanto as chamadas sociedades primitivas são os únicos na vanguarda de tentar evitá-lo", ele passou a acrescentar. Falando sobre o alcance e a profundidade de escândalo de espionagem dos EUA, Chomsky disse que não ficou chocado com as revelações feitas por Edward Snowden, um ex-empreiteiro para Agência dos EUA de Segurança Nacional (NSA) e CIA.

"Os governos são sistemas de energia", disse Chomsky. "Eles estão tentando manter seu poder e domínio sobre suas populações e eles vão usar o que meios disponíveis para fazer isso." Referindo-se à invasão das Filipinas EUA cerca de um século atrás, como um exemplo, ele observou que Washington utilizou um sistema de espionagem sofisticada para suprimir qualquer possibilidade de revolta pela nação. "... Logo após a invasão dos EUA nas Filipinas - uma invasão brutal que matou um casal de cem mil pessoas - não era um problema para os EUA de pacificação depois.

O que você faz para controlar a população para evitar outro levante nacionalista? Há um estudo muito bom deste por Alfred McCoy, um estudioso Filipinas na Universidade de Wisconsin, eo que ele mostra é que os EUA usaram a tecnologia mais sofisticada do dia para desenvolver um sistema massivo de vigilância, controle, interrupção para minar qualquer potencial oposição e impor controles muito rígidos sobre a população, que durou por muito tempo e de muitas maneiras as Filipinas ainda está sofrendo com isso. "

Fonte: Press tv
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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Coreia do Norte ameaça com “um desastre nuclear” em 2014


O número um norte-coreano, Kim Jong-un, ameaçou na quarta-feira 01/01/14 com “um desastre nuclear” na península coreana se há uma nova guerra, e advertiu a Estados Unidos que em caso de conflito não sairá ileso.

“Se começar de novo uma guerra nesta terra, trará consigo um desastre nuclear em massa, e Estados Unidos nunca estará seguro”, declarou o jovem líder em uma mensagem difundida pela televisão nacional, com a mensagem de entrada do novo ano.

“Estamos diante de uma situação perigosa, na que um pequeno incidente militar acidental pode levar a uma guerra total”, advertiu.

Segundo analistas e responsáveis militares sul-coreanos, o regime poderia realizar provocações militares no início deste ano para reforçar o poder do seu líder.

O líder do regime comunista comentou também a execução de seu tio e mentor Jang Song-Thaek, outrora um dos responsáveis mais influentes do regime. “No ano passado nosso partido tomou com resoluções medidas para limpar (…) o lixo que tinha em seu seio”, disse Kim Jong-un.

Esta purga “tem contribuído em grande parte para consolidar a unidade do partido e a revolução“, acrescentou.

É a primeira vez que o número um do regime norte-coreano critica em público a seu tio, preso e executado em dezembro por traição e corrupção.

A surpreendente execução deste alto dirigente, o fato político mais notável no país desde a chegada ao poder de Kim Jong-un em dezembro de 2011, marcou ao que parece o início de uma purga no círculo deste homem caído em desgraça.

Fonte: Bulhufas
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sábado, 21 de dezembro de 2013

EUA criam sistema de ataque-relâmpago global


Por mais triste que pareça, a corrida armamentista não é coisa do passado. Os EUA continuam desenvolvendo um conceito de “ataque-relâmpago global”, que obriga a Rússia a retribuir com as medidas adequadas, inclusive, aperfeiçoar suas próprias concepções estratégicas.

O programa de “ataque-relâmpago global” (Prompt Global Strike, PGS) constitui um conjunto de medidas, visando a modernização de armamentos estratégicos convencionais existentes e a criação de outros tantos não nucleares. No primeiro caso, se trata, sobretudo, de mísseis balísticos intercontinentais de todos os tipos, munidos de cargas convencionais. Algumas projeções iniciadas pressupõem a criação de mísseis de cruzeiro hipersônicos e drones estratosféricos, também hipersônicos.

Ora, a combinação de sistemas modernos de teleguiamento com as velocidades hipersônicas deverá garantir a realização da meta principal – a possibilidade de desferir um golpe em qualquer ponto da Terra uma hora após a respectiva ordem.

Assim, na mira poderão ficar vários alvos - um abrigo de cabecilhas terroristas, um campo de rebeldes, um quartel-general de um adversário militar e até rampas de lançamentos de seus mísseis.

Claro que um golpe rápido e global não será desferido aos aliados da OTAN, à Arábia Saudita e nem sequer aos talibãs afegãos. Este sistema é destinado à Rússia, sustenta Viktor Litovkin, do periódico Nezavissimoe Voennoe Obozrenie (Revista Militar Independente):

“Tal sistema custa os olhos da cara e só se justifica aplicá-lo em alvos igual ou até mais caros do que as armas empregues para o efeito. Eis porque os EUA, projetando tais sistemas de ataque rápido global, pretendem utilizá-los para estabelecer o seu domínio. Este é o primeiro ponto. O segundo ponto é que, deste modo, será possível diminuir a possibilidade de um golpe de resposta mediante o emprego de mísseis estratégicos russos ou chineses.

Convém dizer que, nos últimos dias, a apreensão quanto ao perigo do PGS foi expressa, reiteradas vezes, por altos governantes russos – o presidente Putin, o vice-primeiro-ministro Dmitri Rogozin e o vice-ministro das Relações Exteriores, Serguei Riabkov. Todos são unânimes na opinião que a progressão do PGS leva ao rompimento do equilíbrio estratégico, podendo, sem exagero, acarretar graves consequências.

É óbvio que vencer os EUA por meios convencionais é quase inexequível. Tal será impossível para qualquer país ou coalizão de países, realçou Mikhail Khodarenok, membro do Conselho Social junto da Comissão Industrial-Militar do Governo da FR.

“A potência das Forças Armadas norte-americanas é muito grande. O exército dos EUA, que supera em muito os exércitos de outros países, não poderá ser contido por meios convencionais. Por isso, a Rússia deverá garantir a soberania e a segurança nacional mediante as armas nucleares”.

O comandante-em-chefe das Tropas de Mísseis Estratégicos, Serguei Karakaev, disse há dias que no primeiro semestre de 2014 ao governo será apresentado um projeto de complexo de mísseis ferroviários. Tais trens militares, que desempenham o papel de centros de comando móveis e rampas de lançamento para mísseis balísticos, surgiram ainda na época soviética e foram retirados do serviço em 2005 ao abrigo do Tratado sobre a Redução de Armamentos Estratégicos Ofensivos (START-2), assinado pelos presidentes Boris Yeltsin e George Bush em 1993.

Esse acordo, que foi firmado, segundo enfatizou Mikhail Khodarenk, por razões políticas conjunturais, veio causar um enorme dano à capacidade defensiva do país e ao ramo de mísseis estratégicos, em particular. O novo convênio, START-3, celebrado em 2010 pelo Presidente Dmitri Medvedev e Barack Obama não proíbe a criação de novos complexos de mísseis.

É evidente que os complexos de mísseis ferroviários serão reproduzidos com base em tecnologias mais avançadas, pois se trata de um ramo militar muito importante para a Rússia, prossegue Mikhail Khodarenok:

“Se as rampas de lançamento fixas, baseadas em terra, são conhecidas do hipotético adversário, os complexos ferroviários móveis serão um dos meios eficientes de contenção do adversário potencial. Dificilmente detectáveis e produzidos em quantidades suficientes, poderão desferir um potente golpe de resposta”.

Claro que os “trens blindados nucleares” não constituem o único meio que a Rússia avança, reagindo à instalação da DAM e ao PGS. A julgar por tudo, Moscou já iniciou a realização de medidas de resposta perante os novos desafios que está enfrentando. Como se apurou, para além dos complexos de mísseis Iskander, transferidos para a fronteira ocidental da Rússia, armas idênticas foram estacionadas nas zonas meridionais do país. Como se pode ver, a Federação da Rússia não deixa de ser um alvo caro demais para seus hipotéticos adversários.
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Cientista amador tenta desvendar mistério radioativo no RS, mas autoridades negam contaminação

Samuel exibe os dois aparelhos que utiliza em suas medições Arquivo Pessoal

Fábio Cervone, do R7

Nos últimos dois anos, gaúcho registrou picos radioativos em Encantado

Basta chover na pacata Encantado, cidade gaúcha de 20 mil habitantes, para o alerta soar na cabeça de Samuel: é hora de entrar em ação. Portando um contador Geiger-Muller e uma câmera simples nas mãos, o jovem se transforma em um caçador de radiação.

Foi dessa forma que, nos últimos dois anos, o gaúcho gravou mais de cem vídeos que mostram, supostamente, índices elevados de radiação na cidade do interior do Rio Grande do Sul.

Seu aparelho eletrônico já registrou picos de até 86 uSv/h (microsievert por hora, unidade para medir radiação), resultado considerado muito alto. Apesar da “descoberta”, autoridades brasileiras e especialistas nucleares constataram que a região de Encantado não corre riscos de contaminação.

A aventura de Samuel Dal Pizzol, de 30 anos, começou em março de 2011, após o desastre nuclear na usina de Fukushima, no Japão. Desde então, ele tem estudado por meio da internet os efeitos da radiação e da energia nuclear no meio ambiente.

Para isso, o jovem aderiu a uma rede internacional conhecida como Radiation Watch (Vigilantes da Radiação). O grupo possui uma página no Facebook na qual Pizzol e dezenas de cientistas amadores e profissionais, além de ativistas e curiosos, publicam seus resultados e discutem o tema.

Preocupado em como o acidente de Fukushima poderia afetar o meio ambiente e a saúde das pessoas, Pizzol fez uma “vaquinha” entre amigos e comprou, por aproximadamente 200 dólares (R$ 436), um aparelho russo Geiger-Muller da marca SOEKS, medidor de níveis de radiação.

Desde então, o gaúcho começou a publicar seus achados em vídeos no Youtube e a denunciar os resultados em vários âmbitos, o que chamou atenção de cientistas nucleares e até das autoridades brasileiras.

Especialistas e autoridades negam contaminação

“Olhando para os números [índice de radiação registrado], eles estão altos. A gente não espera nada maior que 0,2 uSv/h (microsievert por hora)”, diz a professora Elizabeth Yoshimura, do Departamento de Física Nuclear da USP (Universidade de São Paulo).

A especialista se disse surpresa após assistir aos vídeos do gaúcho, mas negou que o material comprove qualquer contaminação local. Ela ainda levantou dúvidas sobre a descoberta, já que, nas gravações, o aparelho detecta a radiação apenas quando se aproxima da água parada, mas não no ambiente em geral.

— É estranho que a radiação do ambiente não esteja tão alta também. Eu também não sei da confiabilidade do equipamento.

As descobertas de Pizzol também chegaram ao cientista britânico Christopher Busby, ex-secretário do comitê europeu sobre riscos radioativos e atualmente pesquisador da Universidade Jacobs em Bremen, na Alemanha.

Busby considerou excessivamente altos os níveis de radiação identificados pelo brasileiro, mas não acredita que seja oriundo do desastre nuclear japonês.

— Não é nada normal registrar 86 uSv/h (microsievert por hora). O equipamento do Samuel não é o melhor, mas certamente funciona. Só que a radiação não deve vir do Japão, e sim do subsolo.

O cientista britânico chegou a receber uma amostra do material supostamente radioativo encontrado em Encantado. No entanto, o especialista não detectou os índices de radiação apontados nos vídeos.

O Ministério Público, em conjunto com a CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), examinou as denúncias de Pizzol em março deste ano, deslocando uma comissão de especialistas baseada em Poços de Caldas (MG) até Encantado.

Segundo a CNEM, não foram encontrados sinais de contaminação que motivassem maiores investigações. O documento oficial ainda aconselha o jovem a calibrar seu aparelho de medição.

Vigilante por natureza

Mesmo diante dos resultados oficiais, Pizzol afirma que não deixará de ser um vigilante da radiação. Para ele, há algo de errado no equilíbrio natural do mundo e, consequentemente, isso afeta a região onde vive.

A partir do conhecimento aprendido na internet, o jovem desenhou suas próprias teorias, costurando dados de suas medições com informações meteorológicas. Uma delas aponta uma corrente de ar, conhecida como Jet Stream (corrente de jato), como responsável pela dispersão da radiação liberada em Fukushima. Para Busby, no entanto, essa possibilidade é bastante improvável.

Apesar desses reveses, e ainda intrigado com suas descobertas, Pizzol continua investindo tempo e dinheiro para entender o fenômeno.

Recentemente, o gaúcho adquiriu um espectrômetro — que identifica a composição dos materiais radioativos. Ele afirmou ainda ter calibrado os seus equipamentos com ajuda de especialistas estrangeiros.

Para Pizzol, muita coisa ainda precisa ser explicada. O “caçador” continua registrando “ondas” de radiação com seus aparelhos e mantém o hábito de coletar amostras do solo, de algumas plantas “deformadas” da vizinhança e, claro, das chuvas de Encantado.

Fonte: R7
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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Relatório aponta para 435 reatores nucleares em operação no mundo


Está disponível a nova edição do Panorama da Energia Nuclear no Mundo, relatório produzido pela Eletrobras Eletronuclear. De acordo com o documento, há 435 reatores nucleares em operação no mundo e 71 em construção – oito a mais do que em 2011.

Em 2013, sete usinas começaram a ser construídas, sendo três nos Estados Unidos; duas na China; uma na Coréia do Sul; e outra nos Emirados Árabes Unidos. Com 100 reatores nucleares em operação, os Estados Unidos foram, em 2012, o país que mais gerou energia por fonte nuclear, sendo responsável por quase 32% da produção total desse tipo de energia no mundo. Em seguida vem a França (17%) e o Japão (6,3%). Já o Brasil foi responsável por 0,6%.

A publicação ainda faz uma análise dos procedimentos adotados pela maioria dos países após o acidente de Fukushima, no Japão. O Panorama é para ser utilizado para pesquisas e a sua reprodução total ou parcial é permitida desde que os créditos sejam indicados.

Leia aqui o documento na íntegra.

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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Retirada de combustível do reator 4 de Fukushima ameaça criar cenário apocalíptico


Em novembro, a TEPCO começa a remover os bastões de combustível, que têm emissão de radiação equivalente a 14 mil bombas como as de Hiroshima

Uma operação com consequências potencialmente “apocalípticas” deve começar em cerca de duas semanas – “em torno de 8 de novembro” – no reator 4 de Fukushima, que está danificado e vazando. É aí que a operadora da usina, a TEPCO, vai tentar remover 1.300 bastões de combustível gastos de um depósito completamente estragado no andar superior da usina. Os bastões têm radiação equivalente a 14 mil bombas como as que foram lançadas em Hiroshima.

Apesar de o prédio do reator 4 em si não ter sofrido um colapso, ele passou por uma explosão de hidrogênio, e está indo de mal a pior, e a chance de aguentar mais um abalo sísmico é zero.

O Japan Times explicou:

“Para remover os bastões, a TEPCO colocou um guindaste de 273 toneladas por cima do prédio, que será operado remotamente, de uma sala separada. [...] os bastões gastos vão ser retirados das armações em que eles estão armazenados um a um e inseridos em uma pesada câmara de aço, com as peças ainda submersas debaixo da água. Quando essa câmara for retirada da água e depositada no chão, será transportada até outra piscina em um prédio intacto para armazenamento.

Em circunstâncias normais, uma operação como essa demoraria três meses. Mas a TEPCO esperar completar essa antes do início do ano fiscal de 2014.”

Um coro de vozes têm soado como um alarme contra o plano – nunca algo assim já foi feito – de remover manualmente 400 toneladas de combustível gasto da TEPCO, que tem sido responsabilizada por problema atrás de problema na danificada usina nuclear.

Arnie Gunderson, engenheiro nuclear veterano dos EUA e diretor da Fairewinds Energy Education, alertou, nesse verão, que “eles terão dificuldade na remoção de um número significativo dos bastões”, e disse que “daí se pular direto para a conclusão de que vai dar tudo certo é um belo salto no escuro”.

Paul Gunter, diretor do Reactor Oversight Project, também deu o alarme, afirmando ao Commom Dreams que “dadas as incertezas sobre as condições objetivas e a disposição de centenas de toneladas de partes, vai ser como um perigosíssimo jogo de pega varetas radioativo”. Gunter fez a seguinte analogia sobre o perigoso processo de remover os bastões de combustível gastos:

“Se você pensar na armação nuclear como um maço de cigarros, se você puxar um cigarro direto, ele sai – mas essas armações sofreram danos. Agora, quando eles forem puxar o cigarro direto para cima, ele vai provavelmente quebrar e soltar Césio e outros gases, Xenônio e Criptônio, no ar. Suspeito que quando chegar novembro, dezembro, janeiro, vamos ouvir que o prédio foi evacuado, que eles quebraram um dos bastões, que os bastões estão liberando gases. [...]

Suspeito que vamos ter mais liberações no ar à medida que eles tiram o combustível. Se eles puxarem rápido demais, quebram o bastão. Acho que as armações foram retorcidas, o combustível superaqueceu – a piscina ferveu – e o efeito é que provavelmente, boa parte do combustível vai ficar lá por muito tempo.”

O Japan Times acrescentou:

“A remoção dos bastões costuma ser feita por computador, que sabe a localização de cada uma das peças com precisão milimétrica. O trabalho às cegas em um ambiente altamente radioativo faz com que haja um risco de o guindaste danificar um dos bastões – um acidente que deixaria ainda mais miserável a região de Tohoku.”

Como explicou Harvey Wasserman, ativista contra atividade nuclear de longa data:

“Os bastões gastos de combustível precisar ser mantidos resfriados o tempo todo. Se eles forem expostos ao ar, seu revestimento de liga de Zircônio vai pegar fogo, os bastões vão se queimar e grandes quantidades de radiação serão liberadas. Se os bastões encostarem um no outro, ou se eles se desfizerem numa pilha grande o suficiente, pode haver uma explosão.”

RT ainda acrescenta que, na pior das hipóteses: “a piscina pode desabar no chão, derrubando os bastões uns sobre os outros, o que poderia provocar uma explosão muitas vezes pior do que a que aconteceu em março de 2011.”

Wasserman diz que o plano é tão arriscado que merecia uma intervenção global, um pedido do qual Gunter compartilha, afirmando que “a perigosa tarefa não deveria ficar nas mãos da TEPCO, deveria envolver a supervisão e o gerenciamento de especialistas internacionais independentes”.

Wasserman disse ao Commom Dreams que:

“A retirada dos bastões de energia da unidade 4 de Fukushima pode bem ser a missão mais perigosa da engenharia até hoje. Tudo indica que a TEPCO é incapaz de fazer isso sozinha, ou de informar de maneira confiável à comunidade internacional o que está acontecendo. Não há razões para se acreditar que o governo japonês também faria isso. Esse é um trabalho para ser feito pelos melhores engenheiros e cientistas do mundo, com acesso a todos os recursos que poderiam ser necessários

A potencial liberação de radiação em um caso desses pode ser descrita como apocalíptica. Só o Césio equivale a 14 mil bombas como as que foram jogadas sobre Hiroshima. Se algo der errado, a radiação poderia forçar que todos os seres humanos no local sejam evacuados, e poderia provocar a falha dos equipamentos eletrônicos. A humanidade seria forçada a assistir sem poder fazer nada enquanto bilhões de curies de radiação mortal são jogadas no ar e no mar.”

Por mais ousado que possa parecer o alerta de Wasserman, ele encontra ressonância na pesquisadora de fallout de radiação Christina Consolo, que disse ao RT que na pior das hipóteses o cenário é de apocalipse. O alerta de Gunter também foi ousado.

“O tempo é curto enquanto nos preocupamos que outro terremoto pode danificar ainda mais o complexo do reator e o depósito do resíduos nucleares”, continuou ele. “Isso poderia literalmente reinflamar o acidente nuclear a céu aberto e incendiar até alcançar proporções hemisféricas”, disse Gunter.

Wasserman diz que, dada a gravidade da situação, os olhos do mundo deveriam estar voltados para Fukushima.

“Essa é uma questão que transcende ser antinuclear. O destino da Terra está em jogo aqui, e o mundo todo deve acompanhar cada movimento daquele local a partir de agora. Com 11 mil bastões de energia espalhados pelo local, e com um fluxo constante de água contaminada envenenando o oceano, é a nossa sobrevivência que está em jogo.”

Fonte: Marcha verde
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Bombas Eletromagnéticas: E-Bombs, PEM e EMP


Sem barulho, sem fumaça, sem cheiro. A bomba é invisível: não levanta poeira, não abre nenhuma cratera. Sem mortes, sem macas tampouco… Entretanto, esta arma, improvável, existe. Seu nome: e-bomb, a bomba eletromagnética.

O efeito dos impulsos microondas sobre os sistemas eletrônicos foi descoberto um pouco por acaso, quando os exércitos constataram que, próximos de seus radares mais poderosos, os aparelhos eletrônicos entravam em pane. O campo eletromagnético criado depois de uma explosão atômica em alta atmosfera tinha as mesmas conseqüências.

Faltava estudar diversas soluções tecnológicas para a criação de uma gama variada de e-bombas a serem integradas em obuses, mísseis, aviões, caminhões, satélites, valises etc. Seus alvos? Os cabos e as redes de eletricidade, servidores, comunicações eletrônicas, computadores, e o coração dos bunkers – estes, difíceis de serem atingidos por outros meios.

Conseqüências diretas? A interrupção momentânea ou definitiva das comunicações, das trocas de dados, dos sistemas de comando, dos aparelhos de detecção, de medida e de controle. Sua utilização visaria, no quadro de uma ofensiva aérea ou terrestre, a isolar o inimigo, a colocá-lo na incapacidade de controlar seus meios e suas forças ou de se informar sobre a situação da batalha em curso.

“Impacto nulo” sobre seres vivos

As bombas eletromagnéticas pertencem à categoria das chamadas armas de energia direta – mais exatamente, à família das “microondas de forte potência” (MPF ou, em inglês, HPM, high power microwaves weapon). Não pertencem mais ao domínio da ficção científica. “Tais armas se inserem na evolução lógica das tecnologias de ataque e defesa”, comenta François Debout, subdiretor das estratégias técnicas da Diretoria Geral para Armamentos (STTC-DGA) francesa.

Neste caso específico, trata-se de aparelhos de diferentes tamanhos (da valise ao caminhão), compostos de uma fonte de alimentação, de um gerador de impulso, de um tubo hiperfreqüência e de uma antena capazes de produzir impulsos eletromagnéticos muito breves e muito poderosos, com freqüência, alcance e direcionamento variáveis.

Seu impacto direto sobre os seres humanos é considerado nulo, na falta de prova em contrário. “Devido à brevidade dos impulsos microondas”, explica Debout, “não se produz agitação das moléculas de água suscetível de gerar uma elevação da temperatura corporal.”

Em outros termos, essas microondas, teoricamente, não têm tempo de “cozinhar” os seres vivos que se encontram em seu raio de ação – salvo em casos de alguma falha que provoque uma exposição prolongada. Em contrapartida, todos os equipamentos elétricos e eletrônicos são vulneráveis a esses impulsos. Tanto mais que a miniaturização dos componentes aumenta sua sensibilidade ao meio eletromagnético.

Cresce “clube da bomba eletrônica”

Muito provavelmente, os Estados Unidos possuem armas MPF montadas em mísseis e prevêem a instalação de outras em aviões com ou sem pilotos. Em compensação, estão nitidamente menos avançados nos programas de defesa contra esse tipo de aparelhos.

A França, por sua vez, realiza pesquisas sobre diferentes aspectos com a ajuda de laboratórios universitários (Limoges, Lille) e de escolas de Engenharia (Supélec e Polytechnique, no planalto de Saclay), “mas nenhum programa de desenvolvimento foi decidido”, afirma Debout, em nome da DGA. Como incluir armas MPF em equipamentos diversos? Como garantir a adequação alvo/meios, como evitar criar danos fratricidas ou colocar essa tecnologia em mãos inimigas na seqüência, por exemplo, da perda de um míssil equipado? Estas são algumas das questões que se colocam.

Além dos Estados Unidos, que parecem ter resolvido parcialmente ou esvaziado esses problemas, os mais avançados seriam – desde que se dê crédito aos relatórios do Departamento de Defesa norte-americano – os britânicos, os chineses, os alemães e principalmente os russos.

“Uma arma de produzir acidentes”

Em 1998, segundo o jornal sueco Svenska Dagbladet, a Austrália e a Suécia haviam comprado da Rússia, para a realização de testes, uma pequena arma MPF por uns 150 mil dólares. E, desde outubro de 2001, a empresa russa Rosoboronexport oferece equipamentos que entram nessa categoria – entre eles, o Ranets-e, um sistema móvel de defesa que age num raio de 10 quilômetros com impulsos de 10 a 20 nanossegundos e uma potência de 500 megawatts.

Em agosto de 2002, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, deu a entender que tais armas – consideradas em seu país como “não-letais” 5 – poderiam igualmente fazer parte do arsenal norte-americano em caso de guerra contra o Iraque: “You never know...” (“Sabe-se lá…”), contentou-se em responder. Para Debout, com ou sem e-bomb, a “guerra limpa” continua sendo um conceito insano: “De qualquer forma, eu me recuso a chamar essa arma de não-letal. Imaginem um avião ou trem de alta velocidade sendo atingido por um sistema desses…”

“Uma arma de produzir acidentes”, conclui, filosoficamente, Paul Virilio.

(Trad.: Iraci D. Poleti)

Fonte: Diplo.org

Como funcionam as bombas eletromagnéticas (E-Bombs)

Qualquer um que já tenha enfrentado um apagão sabe que a experiência é extremamente desagradável. Depois da primeira hora sem energia, você passa a reconhecer o valor de todos os aparelhos elétricos que usa no seu dia-a-dia.

Mas isso não é nada comparado ao cenário geral. Se o apagão atingir uma cidade ou nação inteira e não houver recursos de emergência suficientes, as pessoas podem morrer expostas ao tempo, as empresas sofrerão perda de produtividade e toneladas de alimentos poderão se estragar. Em maior escala, a falta de energia poderia interromper as redes de computadores que mantêm o governo e corporações em funcionamento. Somos totalmente dependentes de energia; quando ela acaba, as coisas ficam complicadas rapidamente.

Uma bomba eletromagnética ou e-bomb, é uma arma projetada justamente para tirar vantagem dessa dependência. Esse tipo de bomba na verdade iria destruir a maior parte das máquinas que funcionam à eletricidade, ao invés de simplesmente cortar a energia de uma região.

Geradores se tornariam inúteis, carros deixariam de dar partida, trens deixariam de funcionar e não haveria a menor possibilidade de se fazer uma ligação telefônica. Em questão de segundos uma bomba eletromagnética com potência suficiente poderia jogar toda uma cidade 200 anos de volta no passado ou deixar uma unidade militar totalmente inoperante.

Há décadas as Forças Armadas dos EUA, UE, Rússia, China investem na idéia de uma bomba eletromagnética e muitos acreditam que agora elas possuem esta arma no seu arsenal. Por outro lado, grupos terroristas podem estar construindo bombas eletromagnéticas com tecnologia menos avançada, movidos pela intenção de causar sérios estragos aos Estados Unidos e outros.

A idéia básica

A idéia básica de uma bomba eletromagnética ou de uma arma de pulso eletromagnético (PEM) é bastante simples. Esse tipo de arma é projetada para aniquilar circuitos elétricos com um intenso campo eletromagnético.

Se você já andou lendo como funciona o rádio ou como funcionam os eletroimãs, então você sabe que um campo eletromagnético mesmo não tem nada de especial. Os sinais de rádio que transportam AM, FM, a televisão e as chamadas de telefones celulares, todos são energia eletromagnética, assim como a luz comum, o microondas e os raios X.

Uma transmissão de rádio de baixa intensidade induz uma corrente elétrica suficiente apenas para transportar um sinal até um receptor. No entanto, se a intensidade do sinal (o campo magnético) aumentasse consideravelmente, isso induziria uma corrente elétrica muito maior. Uma corrente grande o bastante seria capaz de fritar os componentes semicondutores de um rádio, desintegrando-os completamente.

Fica claro que comprar um rádio ou aparelhos elétricos novos seria a menor de suas preocupações. A intensa oscilação do campo magnético poderia induzir uma enorme corrente em praticamente qualquer outro objeto condutor de eletricidade, por exemplo, em cabos telefônicos, de eletricidade e até em canos de metal.

Essas antenas involuntárias transmitiriam o pico de corrente a qualquer outro componente elétrico que estivesse no fim do trajeto, digamos, para uma rede de computadores conectada aos cabos telefônicos. Um surto de corrente grande o bastante poderia queimar dispositivos semicondutores, derreter a fiação, fritar baterias e até explodir transformadores.

Há várias maneiras possíveis de se criar um campo magnético dessa intensidade.

A ameaça do PEM nuclear

As bombas eletromagnéticas começaram a estourar nas manchetes há pouco tempo, mas o conceito de armamento baseado em PEM já existe há muito tempo.

A idéia remonta às pesquisas com armas nucleares na década de 50. Em 1958, testes norte-americanos com bombas de hidrogênio produziram alguns resultados surpreendentes. Uma explosão de teste sobre o Oceano Pacífico acabou estourando lâmpadas de postes no Havaí, a centenas de quilômetros de distância do local da detonação. A explosão chegou a interferir em equipamentos de rádio em pontos tão remotos quanto a Austrália.

Os pesquisadores concluíram que a perturbação elétrica deveu-se ao efeito Compton, cuja teoria fora desenvolvida pelo físico Artur Compton, em 1925. Segundo Compton, fótons carregados de energia eletromagnética poderiam golpear elétrons e expulsá-los de átomos com números atômicos baixos.

Os pesquisadores concluíram que, no teste de 1958, os fótons de intensa radiação gama produzida pela explosão arrancaram uma grande quantidade de elétrons dos átomos de oxigênio e nitrogênio existentes na atmosfera. Este fluxo de elétrons interagiu com o campo magnético da Terra, criando uma corrente elétrica alternada, que por sua vez induziu um potente campo magnético. Finalmente, o pulso eletromagnético resultante induziu intensas correntes elétricas em materiais condutores espalhados por uma extensa área.

Durante a Guerra Fria, o Serviço Secreto dos EUA temia que a União Soviética lançasse um míssil nuclear e o detonasse a cerca de 50 km de altitude sob Estados Unidos, com o objetivo de alcançar o mesmo efeito em maior escala. O temor era de que o surto eletromagnético resultante neutralizasse equipamentos elétricos por todo os Estados Unidos.

Este tipo de ataque ainda é uma possibilidade muito real, mas já deixou de ser a maior preocupação americana. Hoje o serviço secreto dos EUA presta muito mais atenção nos dispositivos PEM não nucleares, como as bombas eletromagnéticas. Essas armas não são capazes de afetar uma área tão extensa, pois não detonariam fótons a uma altura tão elevada sobre a Terra, mas poderiam ser usadas para causar apagões em um nível mais regional.

Armas PEM não-nucleares

Possivelmente os Estados Unidos tenham armas PEM no seu arsenal, embora não se saiba de que tipo elas são. Boa parte das pesquisas sobre PEM nos EUA vêm sendo feitas no campo das microondas de alta potência (MAP). Há muita especulação entre os jornalistas sobre se elas existem de verdade e se tais armas poderiam ter sido usadas em guerra do Iraque.

É bastante provável que as bombas eletromagnéticas de MAP dos EUA não sejam bombas propriamente ditas. Provavelmente elas se pareçam mais com fornos microondas superpotentes, capazes de gerar feixes concentrados de energia de microondas. Uma possível aplicação consistiria num dispositivo MAP instalado em um míssil de cruzeiro, o qual teria, assim, poder para danificar alvos terrestres do alto.

Essa é uma tecnologia cara e avançada, portanto, fora do alcance de forças terroristas que não dispõem de uma quantidade considerável de recursos. Mas este não é o fim da história das bombas eletromagnéticas. Utilizando suprimentos baratos e conhecimentos rudimentares de engenharia, organizações terroristas poderiam facilmente construir um perigoso dispositivo de bomba eletromagnética.

No final de setembro de 2001, a revista Popular Mechanics publicou um artigo descrevendo esta possibilidade. O artigo tratava especificamente das bombas de gerador de compressão de fluxo (FCGs), as quais datam da década de 50. A concepção deste tipo de bomba eletromagnética, ilustrada abaixo, é razoavelmente simples e potencialmente barata; o desenho conceitual dessa bomba provém de relatório escrito por Carlo Kopp, um analista militar e, já faz algum tempo que está amplamente disponível ao público, mas ninguém seria capaz de construir uma bomba eletromagnética valendo-se apenas desta descrição.

Efeitos da bomba eletromagnética

Uma ofensiva com uma dessas bombas deixaria prédios em pé e pouparia vidas, mas ainda poderia destruir um exército de bom tamanho.

Há uma variedade de situações de ataque possíveis. Pulsos eletromagnéticos de baixa intensidade poderiam causar interferências temporárias em sistemas eletrônicos, pulsos mais intensos poderiam corromper importantes dados digitais e ondas de grande potência iriam fritar equipamentos elétricos e eletrônicos completamente.

Na guerra moderna, as várias modalidades de ataque poderiam completar uma série de importantes missões de combate. Por exemplo, uma bomba eletromagnética poderia efetivamente neutralizar:

·sistemas de veículos e transportes;

·sistemas, em terra, de mísseis e bombas;

·sistemas de comunicação;

·sistemas de navegação;

·sistemas de rastreamento de curto e longo alcances.

As armas PEM seriam particularmente úteis numa invasão, visto que os pulsos poderiam efetivamente neutralizar os abrigos subterrâneos. A maior parte dos abrigos subterrâneos são difíceis de atingir com bombas e mísseis convencionais. Uma explosão nuclear poderia efetivamente arrasar muitos destes abrigos, contudo o número de vítimas nas áreas vizinhas seria devastador. Um pulso eletromagnético poderia atravessar o solo e atingir o abrigo desligando luzes, sistemas de ventilação e de comunicações, até mesmo as portas elétricas. O abrigo ficaria completamente inabitável.

Por outro lado, os EUA também são altamente vulneráveis a ataques com armas PEM. Um ataque em larga escala com arma PEM em qualquer país poderia comprometer a capacidade de organização de suas forças armadas. As tropas em terra poderiam perfeitamente operar armamento não elétrico (como metralhadoras), mas não teriam como utilizar equipamentos para planejar um ataque ou localizar o inimigo. Um ataque com uma arma PEM poderia efetivamente rebaixar qualquer unidade militar ao nível de um exército guerrilheiro.

Embora sejam geralmente consideradas não-letais, as armas PEM poderiam facilmente matar pessoas se fossem direcionadas contra alvos específicos. Se um PEM desligasse a eletricidade de um hospital, por exemplo, qualquer paciente ligado a aparelhos de suporte vital morreria imediatamente. Uma arma PEM poderia ainda neutralizar veículos e trens, inclusive aeronaves em pleno voo, causando acidentes catastróficos.

Em última análise, o efeito de maior alcance de uma bomba eletromagnética poderia ser psicológico. Um ataque maciço com armas PEM desferido contra um país faria com que a vida moderna sofresse uma parada brusca, imediata. Haveria muitos sobreviventes, mas eles teriam que viver num mundo totalmente desolado, diferente do mundo em que vivemos.

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Mensagem subliminar de Explosão Nuclear na nova nota de 100 dólares

Clink na imagem para ver num tamanho maior

Explosão nuclear em nota de 100 dólares?

O autor do vídeo abaixo alega ter decifrado uma mensagem secreta da cabala Illuminati, uma suposta explosão nuclear. Seria mais uma mensagem subliminar das criminosas famílias ashkenazis como os Rothschild ou a imagem surgiu por um acaso ao dobrar a nota?

Não devemos esquecer que o FED é controlado pelos Rothschild, Goldman, Morgan e outras famílias de banqueiros.

Não duvidaria da intenção de deixar uma mensagem subliminar em nota emitida pelo FED, ainda mais quando vemos as tentivas de iniciar uma 3ª Guerra Mundial, reduzir a população em todo o planeta e estabelecer um Governo Mundial.


Vale lembrar que já demonstraram antes a destruição do WTC em 11 de setembro numa nota de 20 dólares. Coincidência ou conspiração?

Torres gêmeas destruídas em nota de 20 dólares.

Fontes: Caminho Alternativo, Notícia Final
Via: Nos dias de noè, Revellati online
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