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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Estudo arqueológico comprova veracidade de 50 personagens bíblicos


Por: Jarbas Aragão

Pesquisa acaba com dúvidas sobre relatos bíblicos

O arqueólogo Lawrence Mykytiuk liderou um estudo da Universidade Purdue comprovando a existência de pelo menos 50 pessoas mencionadas no Velho Testamento. O relatório apresenta uma lista de pessoas de destaque em Israel e governantes da região da Antiga Mesopotâmia.

O material da pesquisa foi publicado pela revista especializada Biblical Archeology Review em sua edição de março/abril. “Ao menos 50 pessoas mencionadas pela Bíblia foram identificadas no registro arqueológico. Seus nomes aparecem em inscrições condizentes com o período descrito pela Bíblia, na grande maioria dos casos”, escreveu o pesquisador Lawrence Mykytiuk

A revista Biblical Archeology afirma que a extensa documentação arqueológica é acompanhada de uma detalhada compilação das referências bíblicas referentes a cada uma dessa 50 pessoas. A maioria dos casos não era objeto de disputa, mas algumas, como o rei Davi, durante séculos tiveram sua autenticidade questionada. A revista dedicou um amplo espaço para mostrar como não há dúvidas da veracidade dos relatos, questão sempre disputada por estudiosos.

Veja abaixo um resumo do material apresentado (Clique na imagem para ampliar):

http://noticias.gospelprime.com.br/files/2014/03/tabela-prime-arqueologia.png

Fonte: Gospel Prime
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terça-feira, 22 de abril de 2014

Principais fontes retiradas de documentos históricos as quais provam que Jesus existiu


O testemunho de Tácito

Tácito era o governador da Ásia em 112 D.C e em seus escritos “Anais da Roma Imperial” mencionou a existência ao culto a Cristo e os cristãos que Dele se originaram.

É importante lembrar que Tácito não era amigo da fé, portanto podemos perceber que ele menciona a existência de alguém em quem não possuía nenhum interesse. Registrando principalmente a atitude de Nero em relação aos seguidores de Jesus.

Mesmo assim ele acaba afirmando que existiu um Jesus chamado Cristo e que morreu exatamente da forma que a Bíblia descreve isso não é negado por ele.

Tácito (56-120 d.C.) “Para destruir o boato (que o acusava do incêndio de Roma), Nero supôs culpados e infringiu tormentos requintadíssimos àqueles cujas abominações os faziam detestar, e a quem a multidão chamava cristãos. Este nome lhes vem de Cristo, que, sob o principado de Tibério, o procurador Pôncio Pilatos entregara ao suplício. Reprimida incontinenti, essa detestável superstição repontava de novo, não mais somente na Judéia, onde nascera o mal, mas anda em Roma, pra onde tudo quanto há de horroroso e de vergonhoso no mundo aflui e acha numerosa clientela” (Tácito, Anais , XV, 44 trad.) (1 pg. 311; 3)

O testemunho de luciano de samosata

Foi um escritor satírico do século segundo, tendo zombado de Cristo e dos cristãos. Luciano relacionou os cristãos com as sinagogas da Palestina e referiu-se a Cristo como: "...o homem que foi crucificado na Palestina porque introduziu uma nova seita no mundo... Além disso, o primeiro legislador dos cristãos os persuadiu de que todos eles seriam irmãos uns dos outros, após terem finalmente cometido o pecado de negar os deuses gregos, adorar o sofista crucificado e viver de acordo com as leis que ele deixou" (O Peregrino Passageiro).

Luciano também menciona várias vezes os cristãos em Alexandre, o Falso Profeta, seções 25 e 29.

O testemunho de Suetônio

Suetônio era o historiador romano oficial da corte de Adriano escritordos anais da Casa Imperial (69-122 d.C.). Ele também faz referencia a Cristo e aos seus seguidores.

Suetônio, na Vida dos Doze Césares, publicada nos anos 119-122, diz que o imperador Cláudio “expulsou os judeus de Roma, tornados sob o impulso de Chrestos, uma causa de desordem”; e, na vida de Nero, que sucedeu a Cláudio, acrescenta: “Os cristãos, espécie de gente dada a uma superstição nova e perigosa, foram destinados ao suplício” (Suetônio, Vida dos doze Césares, n. 25, apud Suma Católica contra os sem Deus, p. 256-257). (1 pg. 311; 3)

O testemunho de Plínio o Jovem

Plínio foi o governador da Bitínia, na Ásia Menor (112 A.D.), Ele escreveu uma carta ao imperador Trajano, solicitando orientação sobre como tratar os cristãos.

Na sua carta ele relatava que já a muito vinha matando homens e mulheres, meninos e meninas.

Devido ao grande numero de pessoas que estavam sendo mortas, tinha dúvidas se deveria continuar matando.

Estas pessoas estavam sendo mortas por se dizerem cristãs. Seu único erro era terem o costume de se reunirem antes do amanhecer num certo dia determinado, quando então cantavam responsivamente os versos de um hino a Cristo, tratando-o como Deus, e prometiam solenemente uns aos outros a não cometerem maldade alguma, não defraudarem, não roubarem, não adulterarem, nunca mentirem, e a não negar a fé quando fossem instados a fazê-lo"

Plínio explicou que fizera os cristãos se curvarem perante as estátuas de Trajano. Prossegue dizendo que ele também "os fez amaldiçoarem a Cristo, o que não se consegue obrigar um cristão verdadeiro a fazer". (Epístolas X.96).

O testemunho de Tertuliano

Tertuliano foi Jurista e teólogo de Cartago, Seus escritos constituem importantes documentos para a compreensão dos primeiros séculos do cristianismo. Ao fazer em 197 A.D. uma defesa do cristianismo perante as autoridades romanas na África, Tertuliano menciona a correspondência trocada entre Tibérío e Pôncio Pilatos: "Portanto, naqueles dias em que o nome cristão começou a se tornar conhecido no mundo, Tibério, tendo ele mesmo recebido informações sobre a verdade da divindade de Cristo, trouxe a questão perante o Senado, tendo já se decidido a favor de Cristo.

O Senado, por não haver dado ele próprio a aprovação, rejeitou a proposta. César manteve sua opinião, fazendo ameaças contra todos os acusadores dos cristãos" (Apologia, V.2).

O testemunho de Talo historiador samaritano

Talo, que escreveu em 52 A.D. é um dos primeiros escritores gentios a mencionar Cristo. No entanto, seus escritos se perderam, e deles temos conhecimento só através de pequenas citações feitas por outros escritores. Um destes é Júlio Africano, um escritor cristão que viveu por volta de 220 A.D.

Um trecho bem interessante diz respeito a um comentário feito por Talo. Júlio Africano escreve: "Talo, no terceiro dos livros que escreveu sobre a história, explica essa escuridão como um eclipse do sol — o que me parece ilógico' (é claro que é ilógico, pois um eclipse solar não poderia acontecer em época de lua cheia, e foi na época da lua cheia da Páscoa que Cristo morreu)."

Assim, a partir dessa citação percebemos que o relato dos Evangelhos acerca das trevas que se abateram sobre a terra por ocasião da crucificação de Cristo era bem conhecido, e exigia uma explicação naturalista por parte daqueles não-crentes que haviam testemunhado o acontecimento. Esta citação a um eclipse solar também é encontrada em narrativas feitas por outros escritores.

O testemunho de Phlegon de Lydia

No manuscrito deste outro escritor pagão chamado Phlegon de Lydia está registrado que em aproximadamente 138 D.C ele observou durante a época de Tibério César um eclipse do sol que ocorreu durante a lua cheia. Este fato também é mencionado pelo apologista cristão Orígenes do terceiro século e o escritor Philopon do século VI. Se tal fato menciona o momento da crucificação não se sabe bem ao certo, porem é bastante estranho um fato que não pode ser explicado por estes historiadores encaixando-se perfeitamente com as narrativas bíblicas.

A carta de Mara Bar-Serapião

No Museu Britânico é encontrado um interessante manuscrito de um filosofo estóico sírio chamado Mara Bar-Serapião. Nesta carta ele escreve da prisão para seu filho por volta de 70 D.C embora não se possa datar com precisão este manuscrito.

Na carta ele compara Jesus Cristo aos filósofos Sócrates e Pitágoras. Ele escreveu para incentivar o filho na busca da sabedoria, tendo ressaltado que os que perseguiram homens sábios foram alcançados pela desgraça.

Suas palavras são:'Que vantagem os atenienses obtiveram em condenar Sócrates à morte? Fome e peste lhes sobrevieram como castigo pelo crime que cometeram. Que vantagem os habitantes de Samos obtiveram ao pôr fogo em Pitágoras? Logo depois sua terra ficou coberta de areia. Que vantagem os judeus obtiveram com a execução de seu sábio Rei? Foi logo após esse acontecimento que o reino dos judeus foi aniquilado.

Com justiça Deus vingou a morte desses três sábios: os atenienses morreram de fome; os habitantes de Samos foram surpreendidos pelo mar; os judeus, arruinados e expulsos de sua terra, vivem completamente dispersos. Mas Sócrates não está morto; ele sobrevive nos ensinos de Platão. Pitágoras não está morto; ele sobrevive na estátua de Hera. “Nem o sábio Rei está morto; Ele sobrevive nos ensinos que deixou’”.

Sua carta também faz referência de que o Evangelho do Rei foi colocado sobre a cruz de Jesus.

O testemunho de Justino mártir

Por volta de 150 A.D., Justino Mártir, ao escrever a Defesa do Cristianismo, enviada ao imperador Antônio Pio, sugere ao imperador que consulte o relato de Pilatos, o qual Justino supunha que devia estar guardado nos arquivos imperiais.

Ele diz que as palavras "'transpassaram meus pés e mãos" são uma descrição dos cravos que prenderam suas mãos e pés na cruz; e depois de o crucificarem, aqueles que o crucificaram sortearam suas roupas e dividiram-nas entre si. E se tais coisas assim aconteceram, poderás verificar nos 'Atos' que foram escritos no governo de Pôncio Pilatos". Posteriormente ele diz: "Poderás facilmente conferir nos 'Atos' de Pôncio Pilatos que Ele realizou esses milagres" (Apologia 1.48).

Elgin Moyer, em Who Was Who in Church History (Quem foi Quem na História da Igreja), descreve Justino Mártir como um: "... filósofo, mártir, apologeta, nascido em Flávia Neápolis. Com boa formação, parece ter tido recursos suficientes para levar uma vida de estudos e viagens. Sendo um ávido inquiridor da verdade, bateu sucessivamente às portas do estoicismo, aristotelismo, pitagorismo e platonismo, mas detestou o epicurismo. No inicio teve algum contato com os judeus, mas não se interessou pela religião seguida por eles.

O platonismo foi o que mais exerceu atração sobre ele, e ele imaginava que estava em vias de atingir o alvo de sua filosofia - a visão de Deus - quando, num certo dia, numa caminhada solitária à beira-mar, o jovem filósofo encontrou um idoso e venerável cristão, pessoa de semblante agradável e de uma serena dignidade.

Esse humilde cristão abalou a confiança de Justino na sabedoria humana e mostrou-lhe os profetas hebreus, 'homens que viveram antes do que todos aqueles filósofos de renome, homens cujos escritos e ensinos predisseram a vinda de Cristo...' Seguindo o conselho daquele senhor idoso, esse zeloso platonista tornou-se um cristão de verdade. Ele afirmou: 'Descobri que só esta filosofia é segura e proveitosa'. Depois da conversão, ocorrida no início da idade adulta, ele se consagrou de coração à defesa e à divulgação da religião cristã"

O testemunho de Flávio Josefo

Flávio Josefo (37-100 AD) Excetuando o Novo Testamento, o mais antigo depoimento sobre Jesus que sobreviveu até hoje é o do escritor judeu Flávio Josefo.

Disse ele: "Havia por esses dias um homem sábio, Jesus, se é que é licito chamá-lo de homem, pois operava maravilhas - mestre de homens que acolhiam a verdade com prazer. Atraiu a si muitos judeus como também muitos gentios.

"Ele era Cristo; e havendo Pilatos, por sugestão dos principais do nosso meio, o sentenciado à cruz, aqueles que antes o amavam não o abandonaram, pois apareceu-lhes vivo novamente ao terceiro dia. Isto os profetas Divinos haviam predito, bem como dez mil outros fatos maravilhosos a seu respeito; e a tribo dos cristãos, de quem tomam emprestado o nome sobrevive até hoje (Antiquites, VIII, III).

"Questiona-se a exatidão desta passagem, porque Jesus é mencionado como o Messias (o Cristo). Inteiramente autêntica ou não, ela é testemunho de que Jesus existiu.

Outras passagens igualmente interessantes são encontradas nos escritos de Josefo. Ele ainda relata: “Céstio [Galo], sem saber do desespero dos sitiados e dos sentimentos do povo, subitamente retirou seus homens, perdeu a esperança, embora não tivesse sofrido nenhum revés, e, indo contra toda a lógica, retirou-se da Cidade.” (The Jewish War [A Guerra Judaica] II, 540 [xix, 7]) Por que se retirou Galo? Qualquer que tenha sido seu motivo, a retirada permitiu que os cristãos obedecessem à ordem de Jesus e fugissem para os montes, e para a segurança. Tais citações feitas por Josefo demonstram que ele conhecia as profecias mencionadas por Cristo sobre a destruição de Jerusalém e quais atitudes deveriam ser tomadas pelos Judeus que criam Nele. (Lucas 21:20)

O testemunho dos talmudes judaicos

ToVdoth Yeshu. Há referência a Jesus como "Ben Pandera".
Talmude Babilônico. Diz: "... e penduraram-no na véspera da Páscoa".

O título que o Talmude dá a Jesus: "Ben Pandera (ou 'Ben Pantere')" e "Jeshu ben Pandera". Muitos estudiosos afirmam que "pandera" é um jogo de palavras, um trocadilho com a palavra grega panthenos, que significa "virgem" chamando-o de "filho de uma virgem". Joseph Klausner. um judeu, afirma que "o nascimento ilegítimo de Jesus era uma idéia corrente entre os judeus..."

Os comentários na Baraila são de grande valor histórico: "Na véspera da Páscoa eles penduraram Yeshu (de Nazaré) e antes disso, durante quarenta dias o arauto proclamou que (Yeshu de Nazaré) ia ser apedrejado 'por prática de magia e por enganar Israel e fazê-lo se desviar. Quem quer que saiba algo em sua defesa venha e interceda por ele'. Mas ninguém veio em sua defesa e eles o penduraram na véspera da Páscoa" (Talmude Babilônico, Sanhedrim 43a)".

O Amoa 'W/a'("Ulla" foi um discípulo do rabino Youchanan e viveu na Palestina no final do século terceiro) acrescenta: "E acreditas que em favor de Yeshu de Nazaré houvesse qualquer direito de apelação? Ele era um enganador, e o Misericordioso disse: 'Não o pouparás nem o esconderás'. Não foi assim, pois que Jesus tinha o apoio da autoridade civil".

As autoridades judaicas não negavam que Jesus operasse sinais e milagres (Mateus 9:34; 12:24; Marcos 3:22), mas atribuíam-nos a atos de magia. 5/23

O pesquisador judeu Joseph Klausner escreve que "o Talmude fala de enforcamento em vez de crucificação, pois essa terrível forma de execução utilizada pelos romanos só era conhecida dos estudiosos judeus através de julgamentos efetuados pelos romanos, sendo desconhecida no sistema legal judeu. Até mesmo Paulo, o apóstolo, (Gálatas 3.13) explica que a passagem bíblica 'maldito todo aquele que for pendurado', isto é, enforcado (Deuteronômio 21:23), é aplicável a Jesus". 5/28

Sanhedrim 43a também menciona os discípulos de Jesus.

Yeb. IV 3;49a: "O rabino Shimeon ben Azzai disse (acerca de Jesus): 'Encontrei um rolo genealógico, em Jerusalém, no qual estava registrado: Fulano é bastardo de uma adúltera."
A isso Klausner acrescenta: "As edições atuais da Misná trazem o acréscimo: 'Em apoio às palavras do rabino Yehoshua' (o qual, na mesma Misná, diz: 'O que é um bastardo? Todo aquele cujos pais podem ser condenados à morte pelo Beth Din'). Parece não haver dúvida de que essa é uma referência a Jesus..." 5/35

Uma antiga Baraita, em que o rabino Eliezer é a personagem central, menciona Jesus pelo nome. As palavras entre colchetes pertencem à citação. E Eliezer quem fala: "Ele respondeu: Akiba, você me lembrou! Certa vez eu estava caminhando pelo mercado de cima (a Tosefta traz 'rua') de Sefôris e encontrei um (dos discípulos de Jesus de Nazaré); seu nome era Jacó, proveniente de Kefar Sekanya (a Tosefta traz 'Sakkanin').

Ele me disse: Está escrito na tua Lei - 'Não trarás a paga de uma prostituta, etc' O que se devia fazer com essa paga - uma latrina para o Sumo Sacerdote? Mas nada respondi. Ele me disse: Assim (Jesus de Nazaré) me ensinou (a Tosefta traz 'Yeshu ben Pantere'): 'Pela paga de uma prostituta ela os chama a si, e pela paga de uma prostituta eles voltarão'; do lugar de imundície eles vêm. e para o lugar de imundície eles irão. E essa frase me agradou, e, por causa disso, fui preso, acusado de Minuth. E eu transgredi o que está escrito na Lei; 'mantém o teu caminho longe daqui' - isto é de Minuth - "e não te aproximes da porta da residência dela' - isto é, do governo civil". 5/38

Esses parênteses encontram-se em Dikduke Sofrim para Abada Zara (manuscrito de munique, edição de Rabinovitz).

Sobre o texto acima, Klausner comenta: "Não resta dúvida de que as palavras 'um dos discípulos de Jesus de Nazaré' e 'assim Jesus de Nazaré me ensinou' são, nesta passagem, de uma data bem antiga e também são fundamentais no contexto da história relatada; e não se pode questionar a antigüidade dessas palavras por causa de ligeiras variações nas passagens paralelas; as variantes ('Yeshu ben Pantere' ou 'Yeshu ben Pandera', em vez de 'Yeshu de Nazaré') se devem simplesmente ao fato de que, desde uma data bem antiga, o nome 'Pantere' ou 'Pandera' se tornou largamente conhecido entre os judeus como sendo o nome do suposto pai de Jesus." 5/38

Afirmações da enciclopédia britânica

A mais recente edição da Enciclopédia Britânica emprega 20.000 palavras para descrever a pessoa de Jesus. Tal descrição ocupa mais espaço do que o que foi dado a Aristóteles, Cícero, Alexandre, Júlio César, Buda, Confúcio, Maomé ou Napoleão Bonaparte.

Acerca do testemunho de muitos relatos seculares independentes sobre Jesus de Nazaré, essa enciclopédia registra que: "Esses relatos independentes comprovam que nos tempos antigos até mesmo os adversários do cristianismo jamais duvidaram da historicidade de Jesus, a qual, pela primeira vez e em bases inadequadas, veio a ser questionada por vários autores do fim do século dezoito, do século dezenove e do início do século vinte". 3/145.

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Jardim do Éden: Arqueólogo acredita tê-lo encontrado


A descoberta do Göbekli Tepe pode ser responsável por mudanças na teoria sobre a formação das civilizações.

Em 1963 cientistas encontraram um novo sítio arqueológico localizado na Turquia, mas não lhe deram importância de imediato. Só em 1994 as pesquisas foram retomadas pelos arqueólogos do Instituto Arqueológico Alemão. E os resultados obtidos foram surpreendentes.

Na região os cientistas encontraram colinas artificiais, produzidas pelo homem, com aproximados 300 metros de diâmetro. No interior dessas formações existiam grandes estruturas circulares sustentadas por pilares de calcário com 16 metros de altura, típicos de templos ritualísticos. Os monólitos possuem a forma de T e estão ligados por um muro de pedra. Nas rochas estão esculpidas imagens de leões, javalis, raposas, patos e outros animais não identificados.

Estudos preliminares mostram que o Göbekli Tepe tem aproximadamente 12.000 anos; 10.000 anos antes de Cristo. Esta é apenas uma estimativa, pois, as escavações ainda não terminaram e os cientistas não descobriram tudo que se encontra sob a terra. Há indícios da existência de aproximadamente 240 rochas intactas. 


O que mais intrigou os pesquisadores foi o fato de não terem sido encontrados sinais de habitação próximos ao santuário. A partir daí chegou-se a conclusão de que o templo seria responsável pela mudança nas relações sociais que o homem sofreu no Paleolítico Médio quando deixou de ser caçador-coletor e passou a praticar a agricultura e domesticar animais.

Para Karl Schimidt, um dos arqueólogos responsáveis pelo estudo, primeiro o homem construiu o templo e posteriormente se organizou nas proximidades da estrutura, alterando suas práticas culturais, sociais e econômicas.

Göbekli Tepe é cercado de mistérios. Os pesquisadores não fazem ideia de como o homem conseguiu construir as enormes estruturas com ferramentas tão rudimentares e nem encontraram os motivos que levaram a comunidade a soterrar o templo.

Além disso, alguns estudiosos acreditam que Göbekli Tepe é o Jardim do Éden, metáfora bíblica sobre a pureza da humanidade no inicio dos tempos. Entretanto as descrições bíblicas e a localização do templo possuem coincidências difíceis de não serem notadas.

De acordo com o antigo testamento, o Jardim do Éden estava localizado entre 4 rios, dentre eles os rios Tigre e Eufrates; o santuário encontrado pelos arqueólogos está localizado na região do crescente fértil (entre os rios Tigre e Eufrates). Ainda segundo o texto bíblico as crianças do Éden estavam em Thelasar, cidade síria próxima ao Göbekli Tepe. 

Fonte: Jornal Ciência 
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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Torre de Babel realmente existiu, afirmam pesquisadores


Por: David de Gregório Neto

A recente pesquisa aponta para a possibilidade de que a edificação teria sido utilizada para prever catástrofes naturais.

Um artigo publicado pela dupla de pesquisadores Roy Liran e Ran Barkai, da Universidade de Tel Aviv, no mês passado (02/2011), abre uma discussão sobre a veracidade da passagem bíblica de Gênesis 11 que fala sobre a Torre de Babel. Ela teria existido ou não?

A descoberta em 1952, em Jericó, na Palestina, de uma torre de 8,5 metros seria a prova de que de fato a passagem bíblica estava certa, esse edifício seria um dos primeiros arranha-céus da história da humanidade e poderia ter sido construído para servir ao povo de proteção contra invasões ou como espaço para observação de astros e estrelas.

A recente pesquisa (2011) aponta para a possibilidade de que a edificação teria sido utilizada para prever catástrofes naturais – inundações, no caso – e abrigar os sacerdotes, na época os reis, contra elas.

Vere Gordon Childe, filólogo australiano especializado em arqueologia e autor da teoria da revolução neolítica (a Idade da Pedra também é conhecida como Período Neolítico) afirma que a mudança da população saiu da Mesopotâmia, hoje Iraque, (onde a civilização teve inicio e também onde foram inventadas a roda, a escrita e a agricultura) para Jericó devido as mudanças climáticas.

Ali, fundaram um dos assentamentos urbanos mais antigos da Terra. Elas teriam chegado lá trazendo na memória um trauma de seus ascendentes, a catástrofe diluviana.

Atualmente, já foram encontradas 31 ruínas de torres na Mesopotâmia. A de Jericó é a única naquela cidade. E o muro em torno dela está estruturado como uma espécie de dique.

O livro de Gênesis relata que um grupo de pessoas vindo do Oriente habitou um vale em Sinar, hoje Iraque, e ergueu uma torre. Para punir a ousadia desses humanos que queriam tocar os céus, Deus fez com que eles falassem idiomas diferentes, tornando impossível a comunicação entre eles e os obrigando a migrar para outros lugares da Terra. Babel, em hebraico, significa confundir.

Um tablete de argila com escrita cuneiforme – um dos primeiros textos da humanidade, datado de 2500 a. C., encontrado no Iraque e traduzido em 1872 – traz um relato controvertido que parece ser um paralelo à história bíblica da Torre de Babel: “…seu coração se tornou mal… Babilônia submeteu os pequenos e os grandes. Ele (uma divindade) confundiu seus idiomas… o seu lugar forte, que por muitos dias eles edificaram, numa só noite ele trouxe abaixo.”

Outro texto cuneiforme, produzido em cerca de 2200 a. C. e publicado em 1968, faz menção de uma época em que havia “harmonia de idiomas em toda Suméria” e os cidadãos “adoravam ao deus Enlil numa só língua… o deus Enki, senhor da abundância… e o líder dos deuses… mudou a linguagem na sua boca e trouxe confusão a eles. Até então, a linguagem dos homens era apenas uma.”

A “Bíblia”, portanto, seria um elo entre a história da Torre de Jericó e as construções anteriores na Mesopotâmia. “Há elementos históricos para supor que algum tipo de dilúvio de proporções catastróficas ocorreu de fato, assim como uma Torre Babel”, diz o arqueólogo Rodrigo Pereira da Silva, que leciona no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). “A história da “Bíblia” tem plausividade arqueológica e histórica.”

Professor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), André Chevitarese argumenta que a veracidade bíblica não se sustenta pela ciência, mas pela fé. Para ele, um especialista em história das religiões, o autor de Gênesis, diante da multiplicidade de línguas e com os olhos repletos de religiosidade, lançou mão de uma narrativa que passa pela realidade para entender o mundo que o cercava.

“Não estou invalidando o discurso bíblico, mas prefiro seguir a linha de pensamento dos teólogos alemães da primeira metade do século XIX. Influenciados pelo racionalismo, eles acreditam que o dilúvio, a Torre de Babel, Caim e Abel, Adão e Eva são formas de exprimir um Deus agindo do ponto de vista literário.”

O novo propósito atribuído à construção da Torre de Jericó pela dupla Liran e Barkai, da Universidade de Tel-Aviv, publicado na conceituada revista inglesa de arqueologia “Antiquity”, aproxima o contexto cultural com a Torre de Babel bíblica e abre espaço, se não para a certeza, para a possibilidade histórica de uma passagem das Sagradas Escrituras.

Fonte: Gospel Prime
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Encontrada casa de sumo sacerdote dos tempos de Jesus


Por Jarbas Aragão

Arqueólogo sugere que mansão pode ter sido de Anás ou Caifás.

Em alguns locais de Israel, descobertas arqueológicas não são novidade. O Monte Sião, local mencionado na Bíblia cerca de 150 vezes sempre gerou discussões sobre sua localização exata, pois tornou-se sinônimo de “local sagrado”.

Uma nova descoberta foi divulgada esta semana por Shimon Gibson, arqueólogo britânico que lidera uma equipe da Universidade da Carolina do Norte (UCN). O estudioso descobriu em 2000 uma caverna em Ein Karim, que ficou conhecida por “A gruta de São João Batista”, que embora questionada, trouxe um novo entendimento sobre certas questões culturais do tempo de Jesus.

Agora, ele e o doutor James Tabor, especialista da UCN em história cristã primitiva, acreditam que a descoberta de uma habitação pode oferecer importantes informações históricas. Na época de Jesus, no alto do Monte Sião ficava o palácio de Herodes. Logo abaixo, estava a área onde moravam as pessoas das classes mais privilegiadas, representantes escolhidos pelos dominantes romanos.

A equipe de arqueólogos acredita que a descoberta de uma mansão da época do segundo templo, possivelmente pertenceu a um membro da casta sacerdotal judaica dominante. Para eles, é possível aprender muito sobre como viviam os sacerdotes do Templo de Jerusalém na época de Jesus.

O local possuía uma câmara separada que se acredita ser um tipo de banheiro, com uma larga banheira ao lado de uma piscina ritual de purificação (micvê). Para Gibson, esse banheiro “extra” é um sinal claro da riqueza e importância de seu morador.

“O banheiro é muito importante porque, até agora, os poucos que encontramos ficavam dentro de edifícios palacianos, portanto, associados com os governantes”, esclarece.

A semelhança dessa estrutura com outras semelhantes fazem o arqueólogo asseverar: “Nossa teoria de trabalho é que estamos lidando com uma família sacerdotal”. Todos os indícios apontam para a residência do sumo-sacerdote, embora ainda não seja possível estabelecer com precisão. Embora o Antigo Testamento falasse sobre apenas um, os relatos dos Evangelhos mostra que existiam dois na primeira metade do século 1.

O aspecto incomum da descoberta reside no fato de estar fora da estrutura do palácio, o que fortaleceria a hipótese que pertenceu a sacerdotes sujeitos ao Império romano, mas que não se afastavam da sua condição de judeu. “Quem viveu nesta casa era um vizinho e teria acesso ao governante que morava no palácio”, especula.

Embora ainda cauteloso, por ser uma descoberta muito recente, James Tabor acredita que “Se esta realmente for a residência sacerdotal de uma rica família judia do primeiro século, imediatamente nos conectará não apenas com a elite de Jerusalém, mas com o próprio Jesus… Estas são famílias que viram Jesus ser preso e crucificado, então é importante conhecermos mais sobre eles e sua vida doméstica, além do nível de sua riqueza”.

Embora os artefatos encontrados ainda estejam passando por uma avaliação, um conjunto de itens, em particular, intriga os pesquisadores. Ali está o maior número de conchas de murex já encontrado nas ruínas de Jerusalém datadas do primeiro século. O murex é um molusco encontrado no mar Mediterrâneo, altamente valorizado no tempo dos romanos por causa da tintura roxa que era extraído da criatura ainda viva.

Em hebraico, a tinta roxo-avermelhada era denominada argaman e a roxo-azulada, tekhelet. Ambas vinham de espécies semelhantes do molusco, sendo usada em vestes de reis ou de funções rituais. O nome em latim era púrpura, pigmento mencionado na Bíblia. Esta tinta tinha grande valor por não desbotar e por serem necessários milhares de caramujos para se extrair algumas gramas da substância.

“A fabricação de corante parece ser algo supervisionado pela classe sacerdotal, em especial para os paramentos sacerdotais”, esclarece Gibson. “Se essas atividades domésticas eram realizadas pelos sacerdotes, iremos conhecer muito mais sobre eles do que sabíamos antes… os textos rabínicos concentravam-se em suas atividades na área do templo judeu, mas não há muito conhecimento sobre suas atividades fora do recinto sagrado”. Curiosamente, a descoberta surge poucas semanas após ser anunciado que Israel já tem novos sacerdotes preparados para fazer os sacrifícios no Terceiro Templo, incluindo as vestes, os instrumentos e as peças rituais.

Concha de murex.

Os detalhes sobre a vida dessa classe importante no judaísmo do primeiro século podem ajudar os estudiosos do Novo Testamento, ressalta Tabor. “Jesus, de fato, criticava a riqueza dessa classe. Fala criticamente sobre suas roupas e suas longas vestes… Portanto, nos ajuda a compreender melhor como eles eram”.

Gibson complementa, lembrando que as tradição bizantinas do quarto século apontam para essa área a localização da mansão do sumo-sacerdote Caifás, ou talvez Anás, mencionados nos Evangelhos”, disse Gibson.

“Naqueles dias, as famílias podiam se reunir em grandes complexo, que poderiam ter até 20 quartos e vários andares diferentes”. Segundo o NT, Jesus foi preso e julgado num cômodo da casa do sumo-sacerdote que era capaz de hospedar todo o sinédrio, cerca de 70 pessoas.

Um dos mais importantes aspectos da boa conservação do local é que o Monte Sião ficava longe da área onde o imperador romano Adriano reconstruiu Jerusalém, em 135 d.C. A capital de Israel nos tempos de Jesus foi destruída pelo exército romanos no ano 70 e ficou desocupada por quase 65 anos.

Embora Gibson seja reticente em determinar quem morava ali, ela acredita que após a investigação terminar, dentro de alguns meses, será aberto aos visitantes que desejam ver as ruínas. No momento, as estruturas frágeis que foram estabilizadas através de procedimentos de conservação, mas a área continua perigosa para pessoas sem treinamento entrarem. Com informações Science Codex e James Tabor.

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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Série: Conheça seu inimigo Parte 11 | As 10 pragas do Egito


As dez pragas do Egito são as dez pragas que, segundo a tradição judaico-cristã, Deus enviou pelas mãos de Moisés sobre o Faraó do Egito e seu povo, narradas no livro de Êxodo, capítulos 7—12. As pragas foram enviadas para que Israel fosse libertado da terra do Egito e se reconhecesse a unicidade de Deus.

As pragas pareceriam dirigidas às divindades egípcias específicas, como o deus Nilo, os deuses animais, culminando com a morte do primogênito de Faraó já que este era considerado uma divindade.

As dez pragas descritas no texto foram, em ordem cronológica:

Águas em sangue
Rãs
Piolhos
Moscas
Doenças nos animais
Sarna que rebentava em úlceras
Saraiva com fogo
Gafanhotos
Trevas
Morte dos primogênitos 

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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Série: Conheça seu inimigo Parte 10 | O Êxodo das Escrituras e o Faraó do Egito


O título

Este livro tira o seu nome daquele fato que constitui o fio condutor de toda a sua narrativa: a saída dos israelitas do Egito e os anos em que viveram no deserto antes de chegar a Canaã, a Terra Prometida. De fato, a mesma palavra grega (êxodos), utilizada pela Septuaginta como a palavra portuguesa equivalente se definem propriamente como “saída”. Por sua vez, a Bíblia Hebraica intitula o livro com uma das suas primeiras palavras: Shemoth, que significa “nomes”.

A história

O livro de Êxodo (Êx) oferece alguns dados que, dentro de uma certa margem de probabilidade, permite delimitar a época em que aconteceram os fatos referidos. Tais dados, ainda que insuficientes para estabelecer datas precisas, têm um inegável valor histórico. Por exemplo, 1.11 revela que os israelitas, residentes no Egito durante 430 anos (12.40-41), foram obrigados a trabalhar na construção de duas cidades: Pitom e Ramessés (chamada, em egípcio, de Casa de Ramessés). Esse fato sucedeu entre fins do séc. XIV e início do séc. XIII a.C.

Conteúdo do livro

A primeira parte do livro de Êxodo (1.1—15.21) relata a mudança de situação que, para os descendentes de Jacó, supôs que um “novo rei... que não conhecera a José” (1.8) havia começado a reinar sobre o Egito. A narrativa não se ajusta a uma cronologia estrita; e à primeira vista, parece que os fatos se sucedem sem solução de continuidade. No entanto, uma leitura atenta leva à evidência de que, entre o assentamento de Jacó em Gósen (Gn 46.1—47.6) e o reinado do novo faraó, transcorreram os 430 anos da permanência dos israelitas no Egito (cf. 1.7). Foi somente no final deste período que a hospitalidade egípcia (Gn 47.5-10) se transformou em opressão, sendo os israelitas reduzidos à escravidão (1.13).

Naquela penosa condição, as suas súplicas chegaram aos ouvidos do Senhor (2.24-25; 3.7), que chamou a Moisés e se revelou a ele em Horebe, o “monte de Deus” (3.1), para lhe confiar a missão de libertar o povo (3.15—4.17). Com uma extraordinária demonstração de sinais portentosos, Deus, por meio de Moisés, obriga o faraó a conceder liberdade à multidão israelita (12.37-38). Esta, depois de celebrar a primeira Páscoa como sinal de salvação, empreendeu a marcha a caminho do mar e o atravessa a pé enxuto pelo mesmo ponto em que depois as águas cobriram o exército egípcio. O povo, então, junto com Moisés e Miriã, expressa a sua gratidão a Deus entoando um cântico, que é um dos testemunhos mais antigos da milagrosa libertação de Israel (15.1-18,21).

Nesta parte 10 da série "Conheça seu inimigo" será abordado um pouco sobre o Êxodo das escrituras e sobre o Faraó do Egito da época.

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Como nos dias de Noé, o retorno dos Nefilins: Filhos de Anjos caídos ou descendêntes de Seth? Parte 2

Filhos de Anjos caídos ou descendêntes de Seth

O Gigante Gilgamesh(Ninrode), perceba os seis dedos na mão direita

Por que Deus enviou o julgamento do dilúvio nos dias de Noé? Muito mais do que simplesmente uma questão histórica, os eventos únicos que levaram à inundação global são um pré-requisito para compreender-mos as implicações das previsões proféticas de nosso Senhor sobre a Sua Segunda Vinda. 
Os estranhos eventos narrados em Gênesis 6 foram entendidos pelas antigas fontes rabínicas, assim como pelos tradutores da Septuaginta, como se referindo a anjos caídos que procriaram com as mulheres humanas dando origem a uma bizarra prole híbrida conhecida como " Nefilim ". E foi compreendido desta mesma forma pelos pais da igreja primitiva. Estes acontecimentos bizarros  também ecoaram nas lendas e nos mitos das culturas antigas sobre a terra, desde os gregos antigos, aos egípcios,  hindus, nos Mares do Sul , nos índios americanos, e praticamente todos as outros.
No entanto, tem sido ensinado a muitos  estudantes da Bíblia  que essa passagem em Gênesis 6, na verdade se refere a uma incapacidade de manter os "fiéis" da linhagem  de Seth separados   da linhagem "mundana" de Caim. A idéia foi desenvolvida  após Caim matar Abel, a linhagem  de Seth permaneceu separada e fiel, mas a linhagem de Caim virou ímpia e rebelde. Portanto os "Filhos de Deus" são considerados referências à  linhagem de Seth, e as o "filhas dos homens" é considerado restrita à linhagem de Caim. Os casamentos resultaram ostensivamente nesta mancha e na  separação inferida entre eles. (Por que a prole resultante é chamada de " Nefilim "permanece sem nenhuma explicação clara.)
Uma vez que Jesus profetizou:

"Como nos dias de Noé, assim será a vinda do Filho do Homem''
Esta profecia torna-se essencial para compreender-mos estes como ''Os dias de Noé'' acontecerão nos dias atuais...

Origem da versão setita
 
Foi no século 5 que a interpretação "anjo" de Gênesis 6 foi  vista cada vez mais como um embaraço, quando foi atacada pelos críticos. (Além disso, a adoração dos anjos tinha começado dentro da igreja. E além do mais, o celibato também havia se tornado uma instituição dentro igreja. A visão  "anjo" de Gênesis 6 foi temida como impactando esses pontos de vista.)
Celso e Juliano,  o Apóstata usaram a tradicional crença em "anjos" para atacarem o cristianismo. Julius Africanus recorreu à interpretação dos setitas como um terreno mais confortável. Cirilo de Alexandria também repudiou os ortodoxos "anjos" em oposição com a interpretação da "linhagem de Seth" . Agostinho também abraçou a teoria dos setitas e, assim, prevaleceu na Idade Média. Ainda é amplamente ensinado hoje entre muitas igrejas pelos que acham que a versão literal de "anjos" um pouco perturbadora. Há muitos excelentes professores Bíblia que ainda defendem esse ponto de vista.

Problemas com a versão dos setitas
 
Além de obscurecer a compreensão completa dos eventos nos primeiros capítulos do Gênesis, essa visão também cobre  qualquer chance de aprender-mos as implicações proféticas  das alusões bíblicas aos "Dias de Noé". Alguns dos muitos problemas com a "versão  setita" são  :

1. O próprio texto

A proposta  da versão "setita" força a interpretação literal da passagem bíblica (Em análises de dados, muitas vezes é dito que "se você forçar os dados o suficiente ele vai interpretar qualquer coisa.")
O termo traduzido como "os Filhos de Deus" é, significa no hebraico, B'nai HaElohim , "Filhos de Elohim", que é um termo constantemente usado no Antigo Testamento para anjos , e é nunca usada para ''crentes'' no Antigo Testamento. Foi assim entendidos pelas antigas fontes rabínicas, pelos tradutores da Septuaginta no século 3 antes de Cristo, e pelos pais da igreja primitiva. Tentativas de aplicar este termo a "linhagem piedosa" de seth não tem fundamento bíblico. 
Os "Filhos de Seth e as filhas de Caim"   difere e obscurece a antítese  gramatical entre os ''Filhos de Deus e os filhas de Adão'' . Tentativa de imputar qualquer outra visão para o texto vai contra os séculos de entendimento do texto hebraico rabínico e da igreja primitiva. A antítese lexicografica claramente pretende estabelecer um contraste entre os "anjos" e as ''mulheres da Terra''.
Se o texto se contrastar nos "filhos de Seth e as filhas de Caim", por que não dizê-lo? Seth não era Deus, e Caim não foi Adão. (Por que não os "filhos de Caim" e as "filhas de Seth?" Não há base para restringir o texto para qualquer subconjunto dos descendentes de Adão. Além disso, não existe nenhuma menção de filhas de Elohim. )
E como a interpretação  "setita" contribui para a causa aparente para o dilúvio, que é a força principal do texto? Toda a visão é artificial em uma série de suposições sem apoio bíblico.
A expressão bíblica "Filhos de Elohim" (isto é, do próprio Criador), se limita à criação direta pela mão divina e não para aqueles que nasceram posteriormente por geração humana.  Na genealogia de Jesus em  Lucas , só Adão é chamado de "filho de Deus."  Toda drama bíblico trata da tragédia de que a humanidade é uma raça caída, e da imortalidade inicial que  Adão perdeu. Cristo dá unicamente a todos que o receberam o poder de se tornarem filhos de Deus. Ser nascido de novo do Espírito de Deus, como uma criação inteiramente nova, em sua ressurreição,  só eles serão vestidos com um edifício de Deus  e  igual aos anjos. O próprio termo oiketerion , alude ao corpo celeste com o qual o crente deseja ser vestido, é o termo exato utilizado para os corpos celestes a partir do qual os anjos caídos foram  despidos de seus corpos físicos. 
A tentativa de aplicar o termo "Filhos de Elohim" num sentido mais amplo não tem nenhuma base textual e obscurece a precisão de seu uso denotativo. Isso prova a ser uma suposição , que é antagônica ao uso uniforme bíblico do termo.

2. As Filhas de Caim
 
"Filhas de Adão", também não denota uma restrição para os descendentes de Caim, mas sim a toda  raça humana,  é claramente interpretado  . Estas filhas eram as filhas que nasceram dos os homens com os quais esta frase deixa muito claro:
''E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas,
Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.''

Gênesis 6:1,2

É claro no texto que essas filhas não se limitaram uma determinada família ou subconjunto, mas foram, de fato, a partir de (todas) os Benote Adam, "as filhas de Adão". Não há aparente exclusão das filhas de Seth. Ou será que eram tão sem encantos, em contraste com as filhas de Caim? Todas as descendentes de Adão femininas parecem estar envolvidas. (E sobre os "filhos de Adão?" Onde é que eles, usando esta dicotomia artificial, se encaixam?)
Além disso, a linhagem de Caim não era necessariamente conhecida por sua impiedade. A partir de um estudo dos  nomes das crianças Cainitas, muitas das quais levavam o nome de Deus,não está claro que todos eles eram necessariamente infiéis.

3. Separação em linhagens
 
O conceito de separar "linhagens" em si é suspeita e contrária às Escrituras. Distinções nacionais e raciais eram claramente o resultado da intervenção posterior de Deus em Gênesis 11, nos cinco capítulos posteriores. Não há nenhuma insinuação de que as  linhagens de Sete e Caim se mantiveram separadas e nem mesmo foram instruídos a se separarem. A Ordem para permanecerem separadas foi dada muito mais tarde. Gênesis 6:12 confirma que toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.

4. A Piedade inferida a Seth
 
Não há evidências, explícita ou implícita, que a linhagem de Seth foi piedosa. Apenas uma pessoa foi livre do juízo vindouro (Enoque) e apenas oito tiveram a proteção da arca. Ninguém além da família imediata de Noé foi considerado digno de ser salvo. Na verdade, o texto implica que estes eram distintos de todos os outros. (Não há nenhuma evidência de que as esposas dos filhos de Noé eram da linhagem de Seth).
Mesmo assim,  observamos:
Filhos de Deus- ''É uma  designação que não é aplicada no Antigo Testamento para os crentes", cuja filiação é "claramente uma revelação do Novo Testamento. " 
Os "Filhos de Elohim" viram as filhas dos homens eram formosas e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Parece que as mulheres tinham pouco a dizer sobre o assunto. A implicação dominadora dificilmente sugere uma abordagem piedosa ao grupo de mulheres. Ou seja ,os anjos as escolheram  na ''marra''. Menciona que eles viram as que eram formosas pareceria  fora de lugar se apenas biologia normal estivisse envolvida. (E eram filhas de Seth tão feias como o cão chupando manga ?)
Também deve ser salientado sobre o filho de Seth ,  Enos, que não há evidência textual de que ele fosse piedoso, ele parece ter iniciado a profanação do nome de Deus.  
''Gen 4:26 é amplamente considerada como uma má tradução: "Então os homens começaram a profanar o nome do Senhor." Assim, concorda o venerado Targum de Onkelos, o Targum de Jonathan Ben Uziel, também as fontes rabínicas estimadas como Kimchi, Rashi, etc e tal. Além disso, Jerome. Além disso, o famoso Maimonides, o comentário da Mishná, 1168 ad''
Se as linhagens de Sete foram tão fiéis, por que pereceram no dilúvio? 

5. OS DESCENDENTES NÃO NATURAIS
 
A falha mais fatal na visão ilusória  dos "setitas"  é o aparecimento do Nefilim, como resultado destas uniões. (A mudança da tradução de ''nefilim''para "gigantes" não resolveu este problema) . É a peculiar prole de tais uniões em Gênesis 6:04 que parece ser citada como a principal causa para o Dilúvio.
A Procriação por pais com  diferentes pontos de vista religioso não produz descendência não natural. Crentes se casando com os incrédulos podem produzir pessoas deformadas , mas dificilmente sobre-humanos, ou  crianças gigantes! Foi esta a procriação natural destas criaturas  anormais que foi  um dos principais motivos para o julgamento do Dilúvio.
A própria ausência de qualquer adulteração da genealogia humana no caso de Noé também está documentado em Gênesis 6:09: árvore genealógica da família de Noé era distintamente sem mácula. O termo usado, tamiym , é usado para manchas físicas( Êxodo 12:5, 29; Levítico 1:3, 10; 3:1, 6; 4:03, 23; 5:15, 18, 25; 22:19, 21; 23:12; 06:14 Números; etc . Mais de 60 referências, geralmente se referindo à limpeza as manchas física nas ofertas).
Por que somente os filhos descendentes foram exclusivamente designados "poderosos" e "homens de renome?" e não suas mães.  A caracterização da  descrição  destas crianças não seria contabilizada, se os pais fossem  apenas os homens, mesmo que de Deus.
Uma dificuldade adicional parece ser que os filhos eles eram só homens(Gênero masculino) ,  "mulheres de renome" não são mencionadas. (Houve uma deficiência cromossômica entre os setitas? Houve apenas cromossomos  "Y"  disponíveis nesta linhagem?), entenda o processo;
''Cada gameta humano tem 23 pares de cromossomos: É o espermatozóide o qual fecunda o óvulo que determinará o sexo do bebê. Sabe por quê?
o macho tem dois "Y" (mais curta) e "X" (mais) cromossomos; a fêmea, apenas "X" cromossomos. O sexo de um óvulo fertilizado é determinado pelo espermatozóide fao ertilizar o óvulo: "X + Y" para uma criança do sexo masculino; "X + X" para uma mulher. Ou seja, se os pais programarem um menino e nascer uma menina, por exemplo, a "culpa" é toda do papai, que mandou um X em vez de Y.''

6. Confirmações do Novo Testamento 
 
"Na boca de duas ou três testemunhas toda palavra será estabelecida"(Deut. 19:15, Mateus 18:16; 26:60, 2 Coríntios 13:1). Em matéria bíblica, é essencial sempre comparar Escritura com Escritura. As confirmações do Novo Testamento em Judas e Pedro 2 são impossíveis de ignorar. (Judas 6, 7, 2 Pedro 2:4-5.)

Porque, se Deus não poupou os anjos que pecaram, mas lançou-os no inferno [Tártaro], e os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo; E não poupou o mundo antigo, mas guardou a Noé a oitava pessoa, um pregador de justiça, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios; 2 Pedro 2:4-5

Comentários de Pedro ainda estabelecem a ÉPOCA da queda dos anjos que aconteceu nos  dias do dilúvio de Noé.
O Mesmo vocabulário de Pedro é provocativo. Pedro usa o termo Tártaro, traduzido aqui como "inferno". Este é o único lugar que este termo grego aparece na Bíblia. Tártaro é um termo grego para "morada escura de aflição", "local das trevas no mundo invisível." Como usado em Ilíada de Homero, é "... o Hades é  muito abaixo , como a terra está abaixo` céu "  . Na mitologia grega, alguns dos semideuses, Chronos e os Titãs rebeldes, teriam se rebelado contra seu pai, Urano, e depois de uma disputa prolongada foram derrotados por Zeus e foram condenados ao Tártaro. Muito espantoso e ate semelhante ao acontecimento dos Nefilins e com a frase de Pedro!
A Epístola de Judas  também faz alusão aos episódios estranhos quando essas criaturas "aliens"(Demônios) intrometeram-se no processo reprodutivo humano:
''E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia;
Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno.''
Jude 6,7

As alusões à " ido após outra carne'' ,''não guardaram o seu principado" terem "deixaram a sua própria habitação", e "havendo-se entregue à fornicação" parece que claramente se encaixam as invasões alienígenas de Gênesis 6. (O termo para habitação, oivkhth, rion, refere-se aos seus corpos celestes de onde foram  despidos.)
Essas alusões do Novo Testamento parece ser fatal para o conceito alternativo  dos "setitas"  na interpretação Gênesis 6. Se a relação entre os "filhos de Deus" e as "filhas dos homens" eram apenas o casamento entre setitas e Cainitas, parece impossível explicar estas passagens, e também para explicar o motivo  por que alguns anjos caídos estão presos e outros estão livres para vaguear nos céus...

7. Implicações Pós-diluvianas
 
A estranha prole  também continuou a existir após o dilúvio: 
"Havia Nefilim na terra naqueles dias, e também depois ..." (Gen.6:4)

  A visão dos"setitas"  não tem ligação significativa com as condições prevalecentes no  " E também depois ." Ela não oferece uma base sólida sobre a presença subsequente dos "gigantes" na terra de Canaã, após o Dilúvio.
Um dos aspectos mais perturbadores registrados no  Antigo Testamento foram as instruções de Deus para Josué , que ao entrar na terra de Canaã, deveria acabar com cada homem, mulher e criança de certas tribos que habitam a terra. Isto é difícil de justificar, sem a visão de um "problema genético" dos Nefilins restantes, Refaim, zanzumins, etc e tal, que parece dar uma luz nesta questão.

8. Implicações proféticas
 
Outra razão que a compreensão de Gênesis 6 é tão essencial é que ele também é um pré-requisito para a compreensão (e antecipação) dos dispositivos de Satanás  e, em particular, as ilusões específicas que virão sobre toda a terra como uma das principais características do fim dos tempos proféticos .  (Nós vamos pegar estes temas na Parte 3, do "Retorno dos Nephilins". )
Resumindo
Se alguém toma uma visão integrada da Escritura, então tudo o que há nela deve "unir". Na opinião do Apocalink o conceito de ''anjos  decaídos '' procriando com mulheres humanas é a apresentação mais clara e direta do texto bíblico que posso imaginar , corroborada por várias referências no Novo Testamento e foi assim entendida pelos estudos iniciais judaicos e cristãos, mas é preocupante saber que isto  acontecerá novamente  ''Como nos dias de Noé'', Ja á "versão setita" é um artifício de conveniência de uma rede de suposições injustificadas e antagônicas ao restante do registro bíblico.
Também deve ser salientado que a maioria dos estudiosos bíblicos conservadores aceitam a versão "anjo" . Entre aqueles que apóiam os "anjos" estão: GH Pember, MR DeHaan, CH McIntosh, F. Delitzsch, AC Gaebelein, AW Pink, Donald Grey Barnhouse, Henry Morris, Merril F. Unger, Arnold Fruchtenbaum, Hal Lindsey, e Chuck Smith, estão entre os mais conhecidos.
Para aqueles que levam a Bíblia   a sério , os argumentos que defendem a versão ''Anjos" parece ser a mais convincente. Para aqueles que se entregam a  tomar liberdades com a apresentação direta do texto, nada podem provar em sua defesa final. (Esses podem esperar perigos maiores e frequentes  implicados nessa questão!)
Para maior exploração crítica deste tópico , estudem o seguinte:

Confira aparte 1 deste estudo: 

 COMO NOS DIAS DE NOÉ -PARTE 1 


Fonte: Apocalink
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