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terça-feira, 22 de abril de 2014

Estudiosos comentam como o futebol é usado pelo governo para manipular a população

Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Futebol e ditadura andaram muito próximos na América Latina. São muitos os casos em que governos se utilizaram do esporte para se promover. Mas a utilização do esporte para fins políticos não parou na década de 1970 e pode ser percebido também na democracia. Sob o tema Futebol e Ditaduras na América Latina, o assunto foi discutido na 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura.

"A gente constata que futebol e ditadura andaram muito próximos. As ditaduras se valeram muito do futebol, em vários momentos, como propaganda. Mas isso ocorre no regime democrático. Nas ditaduras, é claro, é um processo mais objetivo e danoso, mas também acontece na democracia", disse o historiador e jornalista Lúcio de Castro.

A Copa do Mundo, que começa em dois meses, é um exemplo disso. "Em alguns campos, a gente está vivendo um estado muito preocupante, próximo ao estado de exceção. Quando a gente fala em remoções de favelas, a gente vive casos muito preocupantes", disse.

Castro comentou também as manifestações que ocorreram em meados de 2013, durante a Copa das Confederações. Ele criticou a forma como o governo está lidando com o assunto. "Me preocupo muito: a partir dos protestos, se discutiu uma série de leis que inclusive lembram o estado de exceção, nas quais você pode ser preso só por estar se manifestando. Espero que a gente possa viver nas ruas o que é um pais democrático".

Também presente no debate, o escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano não quis comentar especificamente as manifestações ou a Copa, mas defendeu o futebol como esporte. "O futebol não tem a culpa dos pecados cometidos em seu nome". Galeano é autor do livro Futebol ao Sol e à Sombra, no qual mostra que o futebol tornou-se um negócio lucrativo. Galeano descreve que, para além das paixões, mitos, heróis, glórias e tragédias, o jogo tem um lado sombrio, que envolve poderosos interesses políticos e financeiros.

Por outro lado, os debatedores ressaltaram que não apenas as ditaduras utilizaram os jogos, mas também a população. Galeano citou o Uruguai como exemplo. Foi em um estádio, a primeira manifestação contra o golpe no seu país. "O povo estava mudo pela agressão. Mas foi num estádio lotado, não tinha nenhum lugarzinho, nem microscópico, que começaram a gritar pela primeira vez: Se vá a acabar, se vá a acabar la dictadura militar".

Comumente, também o estado de letargia e conformidade com a própria situação econômica e social costuma ser associado ao fanatismo pelo futebol, expondo uma forma de alienação de problemas relevantes, além de um escape à realidade.

Mariana Tokarnia
Edição: Davi Oliveira
Agência Brasil Editado e acrescentado por Folha Política
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Nanopartículas em produtos comuns podem estar danificando seu DNA

Fonte da imagem: Reprodução/MIT News Office
 
Por: Felipe Gugelmin 
 
Pesquisa conduzida pelo MIT e por Harvard indica que elementos presentes em roupas, cosméticos e outros itens comuns têm o potencial de prejudicar nossa saúde

Presentes em cosméticos, roupas e em uma grande variedade de produtos com objetivos variados, nanopartículas destinadas a prolongar datas de validade ou matar micro-organismos podem estar danificando nosso DNA. Segundo uma pesquisa conduzida pelo MIT e pela Universidade de Harvard, o maior perigo nesse sentido é representado por elementos comuns, como o óxido de zinco e a prata.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores utilizaram tecnologias de triagem de alta velocidade para analisar o dano progressivo que essas nanopartículas provocam no DNA. Segundo o estudo, partículas de óxido de zinco, prata, óxido de ferro e dióxido de silício são responsáveis por gerar grandes danos quando presentes em concentrações iguais ou superiores a 10 microgramas por milímetro.

Apesar do alerta, são necessários mais estudos antes que possam ser determinados os danos que a exposição constante a essas nanopartículas podem trazer ao organismo humano. “O principal desafio que temos é detectar quando algo é perigoso ou seguro tomando como base uma dose determinada.

Em baixos níveis, provavelmente tudo isso é seguro. A questão é: em qual nível isso se torna problemático e quanto tempo é necessário para determinar esses efeitos”, afirma Bevin Engelward, professor de engenharia tecnológica do MIT.

Fonte: MIT News Office - Tecmundo
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Filme Noé: A Fantasia Antibíblica


Por: Roger Patterson

Um exame das escolhas de entretenimento do cristão e o filme Noé

Ver ou não ver

[Alerta de spoilers: Esta breve análise revela certos elementos do filme Noé, mas apenas até o ponto de comunicar as preocupações com o filme. Esta crítica pré-lançamento se baseia em informações de uma variedade de fontes, inclusive afirmações de várias pessoas que foram à pré-estreia do filme e publicaram artigos em vários sites, assim como informações de um membro da equipe do Answers in Genesis que viu todo o filme na versão sem cortes em novembro de 2013. Fiz o melhor que pude para representar o filme de forma precisa com base nessas informações. Se houver algum equívoco revelado quando o filme for lançado, eu alegremente os corrigirei como um adendo a este artigo. A AiG publicará uma análise breve inicial em 28 de março e uma crítica completa assim que puder.]

Ultimamente, há muita discussão sobre se cristãos deveriam investir em certos filmes. Esses filmes vêm em vários formatos e têm níveis diferentes de precisão bíblica. Alguns são relatos fictícios retratando a vida de cristãos, enquanto outros presumem retratar relatos bíblicos na telona.

Minha esperança com este artigo é usar o filme Noé como um arcabouço para discutir a questão de assistir a filmes com temas cristãos e enredos bíblicos. Espero que você consiga entender os princípios discutidos aqui e aplicá-los a outras situações. Por exemplo, há um filme retratando o Êxodo que será lançado, assim como outros que certamente virão. Não tenho a menor intenção de dizer a você o que fazer ou pensar, ou que você perderá a salvação se assistir a este ou aquele filme. Antes, peço que você procure pensar com o filtro das Escrituras e tomar todo pensamento cativo à obediência de Cristo segundo a sua consciência quanto a essas questões.

Que fique claro, eu pretendo assistir o filme Noé com alguns colegas quando este sair, mas não por entretenimento. Pessoalmente, creio que seja errado buscar entretenimento em meios que promovem blasfêmia (más representações de Deus e Sua Palavra ou Seus representantes[1]) ou que celebram os pecados pelos quais meu Salvador morreu (e.g., linguagem vulgar, fornicação, indecência, humor impróprio e por aí vai). Porém, há aqueles no corpo de Cristo que trabalham para ajudar outros a entender certas questões e a exercitar discernimento.

Compreendo esse como um dos meus papéis como presbítero na minha igreja local e parte do meu trabalho no Answers in Genesis. Eu também dependo de outros para me ajudar a fazer escolhas sábias e que glorificam a Cristo no que se trata de livros, filmes, e coisas tais. Isso dito, não creio que seja sábio que todos os cristãos saiam correndo para assistir a esse filme ou outros que aparecerão. Não estou sendo hipócrita; estou clamando que nós, como corpo, tenhamos sabedoria. Peço que considerem meu argumento quanto a isso abaixo.

Noé: Um Estudo

Num artigo publicado online recentemente no Christian Post, John Snowden, o consultor bíblico da produção, conta às pessoas da fé que elas podem aceitar o novo filme Noé. Gostaria de examinar algumas das afirmações dele e chamar os cristãos a considerar cuidadosamente se vale a pena investir nesse filme. Outros acrescentaram suas vozes à discussão, e eu incluirei links para alguns deles dentro do artigo.

Erros na abertura

Snowden começa seu artigo afirmando: “Infelizmente, aqueles que se sentiram compelidos a criticar o filme nessas histórias, na verdade, não o viram – então é difícil entender exatamente o que eles estão criticando. Eu assisti a Noé – na verdade, estive trabalhando nele durante os últimos dois anos como o consultor bíblico dos produtores”[2]. Bem, essa censura não é verdadeira no caso da crítica vinda do Answers in Genesis. Em novembro de 2013, um membro da equipe e outros assistiram o filme na forma bruta (rough cut)[3] e, em fevereiro de 2014, outro membros da equipe participaram de uma discussão na Convenção Nacional de Broadcasters onde Snowden discutiu essas questões.

As críticas publicadas neste site se basearam nessa sessão e na discussão, em vez de em especulação cega. Mesmo os cristãos postando em nossas páginas do Facebook a respeito do filme – supostamente nossos apoiadores – têm batido na mesma tecla dizendo que não devemos condenar um filme ao qual não assistimos. Isso não é verdade e apenas mostra que, ironicamente, as pessoas que nos criticam por criticar o filme, na verdade, não leram o que escrevemos sobre ele.

Snowden também afirma que “as Escrituras são abertamente citadas por várias personagens em Noé. As palavras de Deus na Bíblia são indiscutivelmente uma parte deste filme. O filme é pró-Deus”. Então, quero tratar essa questão neste artigo para ver se esse realmente é o caso. Intencionalmente distorcer a Palavra de Deus e representar mal o que a Bíblia claramente ensina é blasfêmia. Fazer um filme cheio de distorções blasfemas não é pró-Deus.

Para validar ainda mais esse ponto, Darren Aronofsky, o produtor do filme, contou a um amigo que Noé é “o filme bíblico menos bíblico já feito”[4], e outra fonte diz que “o filme é completamente honroso ao texto”[5]. Parece que a “história” é o que importa, em vez de ser fiel ao que Deus revelou.

As Declarações

Depois de afirmar que o filme é mais próximo do texto bíblico do que já foi sugerido, o Snowden sustenta a declaração, dizendo, entre outras coisas, “Ninguém mais sobrevive o dilúvio que não devia. Há uma pomba, um arco-íris, dois de cada animal…” Mas quem sobrevive no filme? Noé, sua esposa, seus três filhos e uma nora. Isso não é fiel ao texto; é um erro que leva aqueles que estão assistindo o filme a crer que a Bíblia ensina que um casal repopulou o planeta, em vez de confiar no que as Escrituras ensinam em Gênesis 9–11. Isso também rejeita o ensinamento claro do Novo Testamento de que oito pessoas foram salvas (2Pedro 2.5). 

Além disso, fica claro a partir do trailer e do filme bruto (rought cut)[6] que mais do que dois de cada tipo de animal foram salvos na arca. Vários que assistiram o filme se referem aos animais sendo “apertados” para dentro da arca. Isso é uma distorção do texto e provavelmente servirá para reforçar a ideia promovida por escarnecedores de que não havia espaço suficiente na arca para todos os animais.

Snowden aponta para Noé buscando sabedoria com um ancião como um ponto positivo: “Num mundo pós-moderno que diz para nunca confiarmos em quem tem mais de 30 anos, essa história mostra Noé buscando seu avô amoroso, sábio (e bíblico), Matusalém, para ajudá-lo a interpretar a visão que está recebendo de Deus e a agir com base nisso. Matusalém também dá a explicação bíblica chave de por que Deus está causando o dilúvio.

Fique atento a isso.” O único problema é que o personagem de Matusalém “é um tipo de pajé, cuja saúde mental é questionável”, de acordo com quem viu o filme bruto. Um pajé dando explicações bíblicas é blasfemo e só promoverá a má compreensão do caráter de Deus na mente do espectador que não é cônscio do verdadeiro caráter de Deus revelado nas Escrituras.

Sob o título “Noé toma uma posição firme pela justiça”, Snowden afirma, “Um Noé ‘hollywoodiano’ bonzinho seria tentado a deixar uma penca de humanos ‘bonzinhos’ ou ‘legais’ entrar no barco, ou três ou quatro girafas muito fofas das quais ele tivesse pena. Mas Noé é firme. Sua missão é clara: Ninguém além de sua família sobrevive.”

Então o personagem de Noé no filme só se importa com sua família e os “inocentes” – os animais. Essa é uma forma incrível de interpretar a Bíblia, especialmente quando sabemos a partir de 2Pedro 2.5 que o Noé bíblico era um pregador de justiça. Qual era o assunto da pregação? Chamar as pessoas ao arrependimento. Por que Noé pregaria sobre a justiça encontrada na graça de Deus (Gênesis 6.8) se ele só se importava com sua família e os animais? Retratar mal um dos servos fiéis de Deus (Hebreus 11.7) assim é total zombaria da Palavra perfeita de Deus. Isso desconecta o Novo do Antigo Testamento, uma violação da boa interpretação bíblica. Pregadores não apontam para longe da salvação.

Ademais, o filme retrata Noé como um homem ríspido e perverso. Não há dúvida de que o Noé verdadeiro era um pecador (ele era um descendente de Adão), mas Deus descreve Noé com estas palavras: “Esta é a história da família de Noé: Noé era um homem justo, íntegro entre o povo da sua época; ele andava com Deus” (Gênesis 6.9). No filme bruto, apresenta-se um retrato diferente do personagem de Noé:

“Noé a princípio é retratado como um homem humilde, contudo forte e bom — um pai e um marido que protegia a sua família do mal que sobreviera a terra. Porém, ao ajudar a construir a arca, ele era retratado mais como um maluco que estava convencido de que a sua família era a última geração. Ele repetia vez após vez que Deus não permitiria que eles repopulassem, visto que Deus replantaria o Éden sem o homem e a perfeição se reestabeleceria com os ‘animais inocentes’ que Deus trouxera à arca. Mesmo quando o filho de Noé trouxe à família na arca a notícia de que sua esposa estava grávida, o Noé do filme disse, essencialmente, ‘Se for macho, ele viverá. Se for menina, eu a matarei porque não é a vontade de Deus que o homem repopule’.”

Outra distorção apresentada no filme é a de que Noé não entende claramente a mensagem de Deus a ele. Isso está em clara contradição do texto de Gênesis 6–7, onde Deus clara e diretamente Se comunica com Noé. Não foi uma série de sonhos enigmáticos que Noé tinha que decifrar. Snowden apresenta essa luta interna no personagem de Noé. “É saudável que Noé lute para compreender exatamente o que Deus está dizendo, porém, a despeito disso, Noé confia e age com fidelidade.

A luta nem sempre é fácil de ver, especialmente em partes posteriores do filme, mas os valores que saem dessa narrativa são especiais.” Como um humano, Noé provavelmente teve momentos de dúvida, mas Deus falou claramente a Noé. Sugerir o contrário, é representar mal a Palavra de Deus e afirmar que Deus manteve Noé no escuro, sem Se comunicar claramente com ele. Isso é uma má representação do caráter de Deus conforme nos é revelado na Bíblia.

Ademais, os animais na terra não eram inocentes:

“Ora, a terra estava corrompida aos olhos de Deus e cheia de violência. Ao ver como a terra se corrompera, pois toda a humanidade havia corrompido a sua conduta, Deus disse a Noé: ‘Darei fim a todos os seres humanos, porque a terra encheu-se de violência por causa deles. Eu os destruirei juntamente com a terra’.” (Gn 6.11-13)

Toda carne enfrentava o juízo de Deus como extensão da maldição que sobreviera aos animais assim como à humanidade.

A intenção de Deus em trazer os animais à arca era salvá-los e repopular a terra (Gn 8.17). O filme bruto retrata um homem frustrando os planos de Deus: “Um Tubal-Caim entra às machadadas na arca em mais ou menos dez minutos e se esconde lá dentro… Tubal-Caim sobrevive alimentando-se de lagartos que hibernavam”.

Como animais impuros, os lagartos teriam sido representados por um par. Ao comer os lagartos, ele teria frustrado o plano de Deus de manter aqueles lagartos vivos para repopular a terra. Isso apresenta Deus como um desastrado que não consegue realizar os Seus planos. Isso pode parecer picuinha, mas é exatamente esse tipo de coisa que zombadores usam para tirar sarro da Bíblia e de Deus, sugerindo que Noé ou os tigres podem ter sentido vontade de comer uma carninha e feito uma refeição de alguma outra criatura a bordo. Mas a Bíblia revela que homens e animais ainda estavam comendo uma dieta vegetariana, e só após o dilúvio Deus permitiu que se comesse carne (Gn 1.29-31; 9.3-4).

Snowden também indica em seu apelo que o filme retrata a intervenção sobrenatural de Deus. “Um Deus ativo com um plano frequentemente se moverá em poder para fazer milagres acontecerem. Nosso Deus torna conhecido o fim desde o começo; Seus propósitos permanecerão e Ele fará tudo que Lhe agrada, inclusive curar os fisicamente afligidos para realizar o Seu plano.” Isso aparentemente faz referência a essa descrição (a partir da apresentação do filme bruto) de uma menina sendo curada de um ferimento, mas não de forma sobrenatural que dê glória a Deus:

“Por exemplo, as principais personagens no filme são Noé, sua esposa e três filhos – e uma garotinha que eles salvaram depois que toda a família dela foi assassinada por uma tribo perversa. Ela estava gravemente ferida quando a encontraram, mas a esposa de Noé passou um néctar curativo na barriga dela, e ela cresceu para se tornar depois a esposa do filho mais velho. Por bastante tempo ela foi estéril até que a esposa de Noé convenceu Matusalém de abençoar o ventre dela – contra a vontade de Noé.”

Há outros elementos do filme que são apresentados como mágicos ou fantasiosos. Isso também mina a autoridade das Escrituras, fazendo o relato depender de um Noé com uma pulseira de superpoderes e criaturas de pedra gigantes que não estão em nenhum lugar do texto. Em cima disso, a criação dos animais é descrita por Noé como um processo evolutivo, não uma criação especial de Deus, e os tons ambientalistas são altos, para não dizer retumbantes.[7]

Uma plataforma para o evangelho

Snowden sugere que em “uma época em que conversas sobre a cultura pop tende a focalizar entretenimento que apresenta super-heróis, vampiros e zumbis, todo o país está alvoroçado por uma história que abraça temas das Escrituras”. Mas ela ainda distorce a Palavra de Deus. Ela pode abordar um tema bíblico, mas ela adota a verdade sobre o Deus que inspirou a Bíblia?

Snowden encerra com:

“Se você está preocupado com um descrente que vai aprender a história com detalhes errados, eu o encorajo a reler a lista acima e começar a ter conversas lindas sobre fé para acompanhar um pouco de pipoca e refrigerante de forma não ameaçadora com pessoas com as quais você nunca teria essa oportunidade de outra forma. O Evangelho por si só é boa nova com ou sem um filme, mas quando perguntas teológicas começam a emergir de dentro de qualquer pessoa, preferiria muito que nós ouvíssemos em vez de criticar. Lembre-se: é a responsabilidade da igreja anunciar o evangelho – não de Hollywood. Que Noé dê início a uma conversa sobre Deus e Seu plano de salvação para nós é uma bênção ponderável.”

Concordo que esse filme abrirá oportunidades para as pessoas se engajarem em conversas, mas isso não significa que todo cristão precisa assistir o filme para ter uma conversa. Duvido que Snowden encorajaria as pessoas a assistirem a um filme que maldissesse sua mãe da forma como esse filme faz para com a verdade da Bíblia e o caráter de Deus – mesmo que viesse com um aviso de isenção na introdução. Podemos engajar as pessoas numa conversa perguntando o que elas aprenderam sobre Noé ou Deus ou sobre outros aspectos do filme e as ouvi-las. Porém, por causa da natureza muito antibíblica da história, haverá alguma crítica – erros precisarão ser apontados ou a verdade não será revelada. A verdade sempre critica a mentira.

Ao fazer boas perguntas, podemos extrair as ideias apresentadas no filme e então convidar as pessoas a se sentarem conosco com uma Bíblia aberta. Podemos ler para elas as palavras inspiradas das Escrituras que entesouramos e guiá-las até a magnífica graça de Deus revelada em todas as Escrituras, mas finalmente à vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo em favor dos pecadores.

Muitos cristãos sugerem que se eles não assistirem o filme, não serão capazes de falar com credibilidade com um descrente. Isso é um falso argumento – você não diria a mesma coisa sobre ver pornografia, ficar bêbado ou outros atos impiedosos a fim de falar deles com mais credibilidade. Em cada um desses casos, tudo que você precisa fazer é comparar essas coisas com a verdade da Palavra de Deus. Você não precisa experimentar a embriaguez para poder falar com um beberrão sobre a verdade.

O mesmo é verdadeiro sobre qualquer filme – seja ele baseado na Bíblia ou não. Não engula essa falsa linha de raciocínio se você está convencido que não vale a pena assistir a esse filme. Você pode tomar essa decisão inicial lendo uma resenha do filme escrita por alguém em quem você confia e que escolheu assistir o filme, e então usar esses elementos para discutir com outros. Além disso, não julgue seus irmãos e irmãs que optam por assistir a filmes que você acha impróprio com base em questões da consciência que não são questões claras de pecado (Rm 14.5-13).

Na verdade, responder a alguém que lhe pergunta se você assistiu o filme com, “Eu decidi não assistir porque soube de uma fonte fidedigna que ele retrata mal as Escrituras e o Deus a quem amo tanto”, pode ser um testemunho forte para eles. Diga-lhes, com graça e verdade, que você escolheu tomar uma posição quanto a suas convicções e evitar algo que você considera blasfemo. Fale que você ama seu Deus mais do que o entretenimento. Esse é um testemunho radical em nossa cultura.

Pergunte a eles qual é o propósito da arca no filme. Pergunte como era Noé. Peça que lhe contem e depois abra a fonte de verdade e esperança com eles e mostre o que Deus realmente disse e como Ele realmente é. Diga-lhes que Ele abriu um caminho para eles serem perdoados dos seus pecados, assim como Noé foi, ao confiar no Salvador para receber perdão.

Temas ou Verdade

Um padrão fica claro no artigo – Snowden está mais interessado nos “temas” das Escrituras a serem retratados do que na sua veracidade. Certamente há temas na Bíblia, mas eles são alicerçados na verdade. Essa verdade se alicerça no caráter de Deus. Esse filme apresenta um Deus que não cumpre aquilo que a Bíblia claramente diz que Ele Se propôs a fazer nem Se comunica claramente com Seus filhos. Apresenta Noé não como um homem reto, justo e fiel que é perfeito em meio a sua geração, mas como um homem iracundo e perturbado que pretende assassinar sua neta pra exterminar o futuro da humanidade.

“Pessoas de fé” talvez possam aceitar esse filme, mas, sinceramente, peço que você considere se um cristão que confia na Palavra inspirada, infalível, inerrante e suficiente de Deus pode aceitá-lo. Muitos ditos cristãos não creem que Noé foi uma pessoa real da qual todos descendemos. Muitos creem que o dilúvio foi apenas um evento regional. Outros creem que o dilúvio é apenas uma alegoria que comunica certo tema que todos aceitamos. Eu oro para que todos nos posicionemos ao lado da autoridade da Palavra de Deus e busquemos defender Sua honra a todo custo, mesmo à custa do nosso próprio entretenimento.

A Paramount Pictures quer o seu dinheiro, e quer que você creia, como um aviso acrescentado ao material promocional diz, que Noé “é inspirado pela história de Noé. Por mais que a licença artística tenha sido tomada, cremos que o filme seja fiel à essência, aos valores e à integridade de uma história que é a pedra angular de fé para milhões de pessoas por todo o mundo. A história bíblica de Noé se encontra no livro de Gênesis.”[8] Deixarei a seu encargo decidir se eles estão contando a verdade ou uma estória. Antes de você comprar um ingresso, leia Efésios 4.17–5.21 e peça por sabedoria do Espírito Santo, para que você caminhe em obediência a seu Senhor, Jesus Cristo.

Notas

[1] O dicionário bíblico Tyndale inclui esta explicação sob o verbete “Blasfêmia”: “A forma mais comum de blasfêmia no Novo Testamento é a blasfêmia contra Deus. Pode-se insultar Deus diretamente ( Ap 13.6; 16.9), zombar da sua palavra (Tt 2.5), ou rejeitar sua revelação e seu portador (At 6.11)” (Tyndale Bible Dictionary, Logos Version 2001, s.v. “Blasphemy”).

[2] John Snowden, Why People of Faith Can Embrace the ‘Noah’ Movie, Christian Post, February 26, 2014, http://www.christianpost.com/news/why-people-of-faith-can-embrace-the-noah-movie-115276/.

[3] Para ler uma resenha da pré-estreia, veja Ken Ham, Don’t Be Taken in by the Noah Movie’s Promotion, Around the World with Ken Ham, http://blogs.answersingenesis.org/blogs/ken-ham/2013/11/19/dont-be-taken-in-by-the-noah-movies-promotion/. Embora seja possível que algumas pequenas mudanças tenham sido feitas desde que o filme bruto foi apresentado em novembro, é impossível que todos esses elementos antibíblicos tenham sido removidos, visto que são centrais para o enredo do filme.

[4] Darren Aronofsky Gets Biblical, The New Yorker, March 10, 2014, http://www.newyorker.com/services/presscenter/2014/03/17/140317pr.

[5] Darren Aronofsky: Noah is the perfect film to bring believers and non-believers together, Christianity Today, March 11, 2014, http://www.christiantoday.com/article/darren.aronofsky

[6] A partir do filme bruto, “parece que todas as espécies foram apertadas para dentro da arca em vez de só os tipos de animais, assim zombando do relato da arca da mesma forma que os secularistas fazem hoje”.

[7] Ed Stetzer, Noah: Five Negative Features about the Film, Christianity Today, March 3, 2014, http://www.christianitytoday.com/edstetzer/2014/february/noah-five-negative-features-about-this-film.html.

[8] Kim Masters, Aaron Couch, ‘Noah’ Marketing Tweaked at Urging of Religious Group (Exclusive), The Hollywood Reporter, http://www.hollywoodreporter.com/news/noah-marketing-tweaked-at-urging-684305.

Traduzido por Tirzah Fernandes Pinto. Revisado por Priscila Slobodticov. Tuporém.

Confira o original, clicando aqui.
Fontes: Answers in genesis - Tu porém
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Cocktails de pesticidas estão a destruir solos nacionais


Uma equipe de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) concluiu que as misturas de pesticidas utilizados na agricultura para combater pragas estão a provocar efeitos colaterais nos organismos que regeneram o ecossistema terrestre, colocando em causa a saúde dos solos.

"Já testámos vários tipos de pesticidas aplicados amplamente em todo o país e na Europa e verificámos que eles produzem efeitos muito mais nefastos do que seria à partida previsível", disse Susana Loureiro, investigadora no Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da UA.

A coordenadora da equipe dá como exemplo o chamado "remédio dos caracóis" que, além do alvo principal, também acaba por matar outros organismos como bichos-de-conta, minhocas e outros invertebrados benéficos para o solo.

Sem estes organismos e sem o papel crucial que desempenham na decomposição da matéria orgânica e na redistribuição dos nutrientes, os solos agrícolas não conseguem manter-se saudáveis, refere a bióloga.

A equipa, que estuda há vários anos o efeito dos químicos usados na agricultura, tem igualmente verificado que há vários compostos químicos que induzem efeitos que se prolongam ao longo de várias gerações desses organismos, podendo dar origem ao colapso de populações.

Os investigadores apontam o dedo a uma legislação que apenas regula a utilização individual de cada químico ignorando a mistura de pesticidas, uma prática que dizem ser normal no setor agrícola e que potencia o efeito tóxico dos compostos utilizados.

Fonte: Dn Ciência 
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Pastor testemunha que maná ainda cai em regiões da África; Universidade fez análise do material e atestou ser próprio para o consumo; Assista


Durante o êxodo judeu do Egito em direção à Terra Prometida, Deus providenciava alimento para o povo em forma de maná, um alimento descrito como flocoso e com sabor adocicado, que caía do céu todas as manhãs.

O pastor Gérson Pires de Araújo, adventista, revelou em vídeo publicado recentemente que durante um ano em que trabalhou como voluntário na África ensinando teologia a seminaristas de Angola, soube de uma região do país onde haviam relatos de que o maná descrito pela Bíblia ainda caía no campo.

Curioso para ao menos ir ao local onde o alimento teria caído, ele e sua esposa foram ao local, acompanhados por outros irmãos angolanos, e descobriram que, apesar de em poucas quantidades, o maná ainda cai.

No vídeo, o pastor Araújo explica que na região, há uma missão cristã e que seus voluntários passaram por muitas privações, desde 1939, quando houveram os primeiros relatos da queda do maná naquela área. Mais recentemente, uma criança descobriu o maná enquanto os adultos se reuniam para definir o que fazer para obter alimentos já que era época de seca.

Segundo o testemunho, a criança teria voltado com as mãos cheias de flocos brancos e dizendo que homens vestidos de branco teriam dito que eles poderiam se alimentar daquilo.

“Não existe explicação natural para aquilo, porque é um lugar específico, e não é em grande quantidade porque não há necessidade

Missionários colhem o maná em Angola

disso. Então, fiquei pensando: porque será que isso cai ali, desde a época em que caiu grande quantidade? Para mim, ao analisar um pouco a maneira como Deus trata seus filhos, é que Deus ainda quer dizer o seguinte: ‘Meu filho, se você um dia passar necessidade, não temas, não tenha preocupação, porque eu vou te sustentar’. Isso me fez lembrar daquela passagem da Bíblia que diz que seu pão e suas águas serão certas. Não importa o que venha, desde que nós somos filhos de Deus, confiamos n’Ele inteiramente, nós não vamos morrer de fome”, comentou o pastor.

Araújo afirmou que trouxe para o Brasil, envolto em papel, uma pequena quantidade do maná que ele conseguiu colher no dia que foi à região, e o levou para análise em um laboratório dedicado ao estudo de massas da Universidade de Campinas (Unicamp), e o resultado dos testes indica que a composição do maná contém frutose, glicose, sais minerais e aminoácidos, o que o torna apropriado para o consumo humano.

Assista o vídeo: 

 
 Fonte: Gospel +
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Principais fontes retiradas de documentos históricos as quais provam que Jesus existiu


O testemunho de Tácito

Tácito era o governador da Ásia em 112 D.C e em seus escritos “Anais da Roma Imperial” mencionou a existência ao culto a Cristo e os cristãos que Dele se originaram.

É importante lembrar que Tácito não era amigo da fé, portanto podemos perceber que ele menciona a existência de alguém em quem não possuía nenhum interesse. Registrando principalmente a atitude de Nero em relação aos seguidores de Jesus.

Mesmo assim ele acaba afirmando que existiu um Jesus chamado Cristo e que morreu exatamente da forma que a Bíblia descreve isso não é negado por ele.

Tácito (56-120 d.C.) “Para destruir o boato (que o acusava do incêndio de Roma), Nero supôs culpados e infringiu tormentos requintadíssimos àqueles cujas abominações os faziam detestar, e a quem a multidão chamava cristãos. Este nome lhes vem de Cristo, que, sob o principado de Tibério, o procurador Pôncio Pilatos entregara ao suplício. Reprimida incontinenti, essa detestável superstição repontava de novo, não mais somente na Judéia, onde nascera o mal, mas anda em Roma, pra onde tudo quanto há de horroroso e de vergonhoso no mundo aflui e acha numerosa clientela” (Tácito, Anais , XV, 44 trad.) (1 pg. 311; 3)

O testemunho de luciano de samosata

Foi um escritor satírico do século segundo, tendo zombado de Cristo e dos cristãos. Luciano relacionou os cristãos com as sinagogas da Palestina e referiu-se a Cristo como: "...o homem que foi crucificado na Palestina porque introduziu uma nova seita no mundo... Além disso, o primeiro legislador dos cristãos os persuadiu de que todos eles seriam irmãos uns dos outros, após terem finalmente cometido o pecado de negar os deuses gregos, adorar o sofista crucificado e viver de acordo com as leis que ele deixou" (O Peregrino Passageiro).

Luciano também menciona várias vezes os cristãos em Alexandre, o Falso Profeta, seções 25 e 29.

O testemunho de Suetônio

Suetônio era o historiador romano oficial da corte de Adriano escritordos anais da Casa Imperial (69-122 d.C.). Ele também faz referencia a Cristo e aos seus seguidores.

Suetônio, na Vida dos Doze Césares, publicada nos anos 119-122, diz que o imperador Cláudio “expulsou os judeus de Roma, tornados sob o impulso de Chrestos, uma causa de desordem”; e, na vida de Nero, que sucedeu a Cláudio, acrescenta: “Os cristãos, espécie de gente dada a uma superstição nova e perigosa, foram destinados ao suplício” (Suetônio, Vida dos doze Césares, n. 25, apud Suma Católica contra os sem Deus, p. 256-257). (1 pg. 311; 3)

O testemunho de Plínio o Jovem

Plínio foi o governador da Bitínia, na Ásia Menor (112 A.D.), Ele escreveu uma carta ao imperador Trajano, solicitando orientação sobre como tratar os cristãos.

Na sua carta ele relatava que já a muito vinha matando homens e mulheres, meninos e meninas.

Devido ao grande numero de pessoas que estavam sendo mortas, tinha dúvidas se deveria continuar matando.

Estas pessoas estavam sendo mortas por se dizerem cristãs. Seu único erro era terem o costume de se reunirem antes do amanhecer num certo dia determinado, quando então cantavam responsivamente os versos de um hino a Cristo, tratando-o como Deus, e prometiam solenemente uns aos outros a não cometerem maldade alguma, não defraudarem, não roubarem, não adulterarem, nunca mentirem, e a não negar a fé quando fossem instados a fazê-lo"

Plínio explicou que fizera os cristãos se curvarem perante as estátuas de Trajano. Prossegue dizendo que ele também "os fez amaldiçoarem a Cristo, o que não se consegue obrigar um cristão verdadeiro a fazer". (Epístolas X.96).

O testemunho de Tertuliano

Tertuliano foi Jurista e teólogo de Cartago, Seus escritos constituem importantes documentos para a compreensão dos primeiros séculos do cristianismo. Ao fazer em 197 A.D. uma defesa do cristianismo perante as autoridades romanas na África, Tertuliano menciona a correspondência trocada entre Tibérío e Pôncio Pilatos: "Portanto, naqueles dias em que o nome cristão começou a se tornar conhecido no mundo, Tibério, tendo ele mesmo recebido informações sobre a verdade da divindade de Cristo, trouxe a questão perante o Senado, tendo já se decidido a favor de Cristo.

O Senado, por não haver dado ele próprio a aprovação, rejeitou a proposta. César manteve sua opinião, fazendo ameaças contra todos os acusadores dos cristãos" (Apologia, V.2).

O testemunho de Talo historiador samaritano

Talo, que escreveu em 52 A.D. é um dos primeiros escritores gentios a mencionar Cristo. No entanto, seus escritos se perderam, e deles temos conhecimento só através de pequenas citações feitas por outros escritores. Um destes é Júlio Africano, um escritor cristão que viveu por volta de 220 A.D.

Um trecho bem interessante diz respeito a um comentário feito por Talo. Júlio Africano escreve: "Talo, no terceiro dos livros que escreveu sobre a história, explica essa escuridão como um eclipse do sol — o que me parece ilógico' (é claro que é ilógico, pois um eclipse solar não poderia acontecer em época de lua cheia, e foi na época da lua cheia da Páscoa que Cristo morreu)."

Assim, a partir dessa citação percebemos que o relato dos Evangelhos acerca das trevas que se abateram sobre a terra por ocasião da crucificação de Cristo era bem conhecido, e exigia uma explicação naturalista por parte daqueles não-crentes que haviam testemunhado o acontecimento. Esta citação a um eclipse solar também é encontrada em narrativas feitas por outros escritores.

O testemunho de Phlegon de Lydia

No manuscrito deste outro escritor pagão chamado Phlegon de Lydia está registrado que em aproximadamente 138 D.C ele observou durante a época de Tibério César um eclipse do sol que ocorreu durante a lua cheia. Este fato também é mencionado pelo apologista cristão Orígenes do terceiro século e o escritor Philopon do século VI. Se tal fato menciona o momento da crucificação não se sabe bem ao certo, porem é bastante estranho um fato que não pode ser explicado por estes historiadores encaixando-se perfeitamente com as narrativas bíblicas.

A carta de Mara Bar-Serapião

No Museu Britânico é encontrado um interessante manuscrito de um filosofo estóico sírio chamado Mara Bar-Serapião. Nesta carta ele escreve da prisão para seu filho por volta de 70 D.C embora não se possa datar com precisão este manuscrito.

Na carta ele compara Jesus Cristo aos filósofos Sócrates e Pitágoras. Ele escreveu para incentivar o filho na busca da sabedoria, tendo ressaltado que os que perseguiram homens sábios foram alcançados pela desgraça.

Suas palavras são:'Que vantagem os atenienses obtiveram em condenar Sócrates à morte? Fome e peste lhes sobrevieram como castigo pelo crime que cometeram. Que vantagem os habitantes de Samos obtiveram ao pôr fogo em Pitágoras? Logo depois sua terra ficou coberta de areia. Que vantagem os judeus obtiveram com a execução de seu sábio Rei? Foi logo após esse acontecimento que o reino dos judeus foi aniquilado.

Com justiça Deus vingou a morte desses três sábios: os atenienses morreram de fome; os habitantes de Samos foram surpreendidos pelo mar; os judeus, arruinados e expulsos de sua terra, vivem completamente dispersos. Mas Sócrates não está morto; ele sobrevive nos ensinos de Platão. Pitágoras não está morto; ele sobrevive na estátua de Hera. “Nem o sábio Rei está morto; Ele sobrevive nos ensinos que deixou’”.

Sua carta também faz referência de que o Evangelho do Rei foi colocado sobre a cruz de Jesus.

O testemunho de Justino mártir

Por volta de 150 A.D., Justino Mártir, ao escrever a Defesa do Cristianismo, enviada ao imperador Antônio Pio, sugere ao imperador que consulte o relato de Pilatos, o qual Justino supunha que devia estar guardado nos arquivos imperiais.

Ele diz que as palavras "'transpassaram meus pés e mãos" são uma descrição dos cravos que prenderam suas mãos e pés na cruz; e depois de o crucificarem, aqueles que o crucificaram sortearam suas roupas e dividiram-nas entre si. E se tais coisas assim aconteceram, poderás verificar nos 'Atos' que foram escritos no governo de Pôncio Pilatos". Posteriormente ele diz: "Poderás facilmente conferir nos 'Atos' de Pôncio Pilatos que Ele realizou esses milagres" (Apologia 1.48).

Elgin Moyer, em Who Was Who in Church History (Quem foi Quem na História da Igreja), descreve Justino Mártir como um: "... filósofo, mártir, apologeta, nascido em Flávia Neápolis. Com boa formação, parece ter tido recursos suficientes para levar uma vida de estudos e viagens. Sendo um ávido inquiridor da verdade, bateu sucessivamente às portas do estoicismo, aristotelismo, pitagorismo e platonismo, mas detestou o epicurismo. No inicio teve algum contato com os judeus, mas não se interessou pela religião seguida por eles.

O platonismo foi o que mais exerceu atração sobre ele, e ele imaginava que estava em vias de atingir o alvo de sua filosofia - a visão de Deus - quando, num certo dia, numa caminhada solitária à beira-mar, o jovem filósofo encontrou um idoso e venerável cristão, pessoa de semblante agradável e de uma serena dignidade.

Esse humilde cristão abalou a confiança de Justino na sabedoria humana e mostrou-lhe os profetas hebreus, 'homens que viveram antes do que todos aqueles filósofos de renome, homens cujos escritos e ensinos predisseram a vinda de Cristo...' Seguindo o conselho daquele senhor idoso, esse zeloso platonista tornou-se um cristão de verdade. Ele afirmou: 'Descobri que só esta filosofia é segura e proveitosa'. Depois da conversão, ocorrida no início da idade adulta, ele se consagrou de coração à defesa e à divulgação da religião cristã"

O testemunho de Flávio Josefo

Flávio Josefo (37-100 AD) Excetuando o Novo Testamento, o mais antigo depoimento sobre Jesus que sobreviveu até hoje é o do escritor judeu Flávio Josefo.

Disse ele: "Havia por esses dias um homem sábio, Jesus, se é que é licito chamá-lo de homem, pois operava maravilhas - mestre de homens que acolhiam a verdade com prazer. Atraiu a si muitos judeus como também muitos gentios.

"Ele era Cristo; e havendo Pilatos, por sugestão dos principais do nosso meio, o sentenciado à cruz, aqueles que antes o amavam não o abandonaram, pois apareceu-lhes vivo novamente ao terceiro dia. Isto os profetas Divinos haviam predito, bem como dez mil outros fatos maravilhosos a seu respeito; e a tribo dos cristãos, de quem tomam emprestado o nome sobrevive até hoje (Antiquites, VIII, III).

"Questiona-se a exatidão desta passagem, porque Jesus é mencionado como o Messias (o Cristo). Inteiramente autêntica ou não, ela é testemunho de que Jesus existiu.

Outras passagens igualmente interessantes são encontradas nos escritos de Josefo. Ele ainda relata: “Céstio [Galo], sem saber do desespero dos sitiados e dos sentimentos do povo, subitamente retirou seus homens, perdeu a esperança, embora não tivesse sofrido nenhum revés, e, indo contra toda a lógica, retirou-se da Cidade.” (The Jewish War [A Guerra Judaica] II, 540 [xix, 7]) Por que se retirou Galo? Qualquer que tenha sido seu motivo, a retirada permitiu que os cristãos obedecessem à ordem de Jesus e fugissem para os montes, e para a segurança. Tais citações feitas por Josefo demonstram que ele conhecia as profecias mencionadas por Cristo sobre a destruição de Jerusalém e quais atitudes deveriam ser tomadas pelos Judeus que criam Nele. (Lucas 21:20)

O testemunho dos talmudes judaicos

ToVdoth Yeshu. Há referência a Jesus como "Ben Pandera".
Talmude Babilônico. Diz: "... e penduraram-no na véspera da Páscoa".

O título que o Talmude dá a Jesus: "Ben Pandera (ou 'Ben Pantere')" e "Jeshu ben Pandera". Muitos estudiosos afirmam que "pandera" é um jogo de palavras, um trocadilho com a palavra grega panthenos, que significa "virgem" chamando-o de "filho de uma virgem". Joseph Klausner. um judeu, afirma que "o nascimento ilegítimo de Jesus era uma idéia corrente entre os judeus..."

Os comentários na Baraila são de grande valor histórico: "Na véspera da Páscoa eles penduraram Yeshu (de Nazaré) e antes disso, durante quarenta dias o arauto proclamou que (Yeshu de Nazaré) ia ser apedrejado 'por prática de magia e por enganar Israel e fazê-lo se desviar. Quem quer que saiba algo em sua defesa venha e interceda por ele'. Mas ninguém veio em sua defesa e eles o penduraram na véspera da Páscoa" (Talmude Babilônico, Sanhedrim 43a)".

O Amoa 'W/a'("Ulla" foi um discípulo do rabino Youchanan e viveu na Palestina no final do século terceiro) acrescenta: "E acreditas que em favor de Yeshu de Nazaré houvesse qualquer direito de apelação? Ele era um enganador, e o Misericordioso disse: 'Não o pouparás nem o esconderás'. Não foi assim, pois que Jesus tinha o apoio da autoridade civil".

As autoridades judaicas não negavam que Jesus operasse sinais e milagres (Mateus 9:34; 12:24; Marcos 3:22), mas atribuíam-nos a atos de magia. 5/23

O pesquisador judeu Joseph Klausner escreve que "o Talmude fala de enforcamento em vez de crucificação, pois essa terrível forma de execução utilizada pelos romanos só era conhecida dos estudiosos judeus através de julgamentos efetuados pelos romanos, sendo desconhecida no sistema legal judeu. Até mesmo Paulo, o apóstolo, (Gálatas 3.13) explica que a passagem bíblica 'maldito todo aquele que for pendurado', isto é, enforcado (Deuteronômio 21:23), é aplicável a Jesus". 5/28

Sanhedrim 43a também menciona os discípulos de Jesus.

Yeb. IV 3;49a: "O rabino Shimeon ben Azzai disse (acerca de Jesus): 'Encontrei um rolo genealógico, em Jerusalém, no qual estava registrado: Fulano é bastardo de uma adúltera."
A isso Klausner acrescenta: "As edições atuais da Misná trazem o acréscimo: 'Em apoio às palavras do rabino Yehoshua' (o qual, na mesma Misná, diz: 'O que é um bastardo? Todo aquele cujos pais podem ser condenados à morte pelo Beth Din'). Parece não haver dúvida de que essa é uma referência a Jesus..." 5/35

Uma antiga Baraita, em que o rabino Eliezer é a personagem central, menciona Jesus pelo nome. As palavras entre colchetes pertencem à citação. E Eliezer quem fala: "Ele respondeu: Akiba, você me lembrou! Certa vez eu estava caminhando pelo mercado de cima (a Tosefta traz 'rua') de Sefôris e encontrei um (dos discípulos de Jesus de Nazaré); seu nome era Jacó, proveniente de Kefar Sekanya (a Tosefta traz 'Sakkanin').

Ele me disse: Está escrito na tua Lei - 'Não trarás a paga de uma prostituta, etc' O que se devia fazer com essa paga - uma latrina para o Sumo Sacerdote? Mas nada respondi. Ele me disse: Assim (Jesus de Nazaré) me ensinou (a Tosefta traz 'Yeshu ben Pantere'): 'Pela paga de uma prostituta ela os chama a si, e pela paga de uma prostituta eles voltarão'; do lugar de imundície eles vêm. e para o lugar de imundície eles irão. E essa frase me agradou, e, por causa disso, fui preso, acusado de Minuth. E eu transgredi o que está escrito na Lei; 'mantém o teu caminho longe daqui' - isto é de Minuth - "e não te aproximes da porta da residência dela' - isto é, do governo civil". 5/38

Esses parênteses encontram-se em Dikduke Sofrim para Abada Zara (manuscrito de munique, edição de Rabinovitz).

Sobre o texto acima, Klausner comenta: "Não resta dúvida de que as palavras 'um dos discípulos de Jesus de Nazaré' e 'assim Jesus de Nazaré me ensinou' são, nesta passagem, de uma data bem antiga e também são fundamentais no contexto da história relatada; e não se pode questionar a antigüidade dessas palavras por causa de ligeiras variações nas passagens paralelas; as variantes ('Yeshu ben Pantere' ou 'Yeshu ben Pandera', em vez de 'Yeshu de Nazaré') se devem simplesmente ao fato de que, desde uma data bem antiga, o nome 'Pantere' ou 'Pandera' se tornou largamente conhecido entre os judeus como sendo o nome do suposto pai de Jesus." 5/38

Afirmações da enciclopédia britânica

A mais recente edição da Enciclopédia Britânica emprega 20.000 palavras para descrever a pessoa de Jesus. Tal descrição ocupa mais espaço do que o que foi dado a Aristóteles, Cícero, Alexandre, Júlio César, Buda, Confúcio, Maomé ou Napoleão Bonaparte.

Acerca do testemunho de muitos relatos seculares independentes sobre Jesus de Nazaré, essa enciclopédia registra que: "Esses relatos independentes comprovam que nos tempos antigos até mesmo os adversários do cristianismo jamais duvidaram da historicidade de Jesus, a qual, pela primeira vez e em bases inadequadas, veio a ser questionada por vários autores do fim do século dezoito, do século dezenove e do início do século vinte". 3/145.

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Novos rumores apontam para aterragem do avião desaparecido

Equipe de Investigação Internacional considera cenário aparentemente impossível.

As buscas infrutíferas pelo avião da Malaysia Airlines, desaparecido desde o dia 8 de março com 239 pessoas a bordo, poderão ter de recomeçar do zero, caso não sejam encontradas pistas sobre o seu paradeiro nos próximos dias, segundo o site 'Mail Online'. A Equipa de Investigação Internacional está agora a considerar o cenário, aparentemente impossível, de o avião ter "aterrado" em algum lado em detrimento da tese de o aparelho ter caído no sul do Oceano Índico.

"Podemos ter de olhar para esta possibilidade se não houver resultados positivos nos próximos dias", disse fonte da Equipa de Investigação Internacional, citada pelo 'New Straits Times' desta terça-feira.

Fonte: Correio da Manhã
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