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sábado, 26 de janeiro de 2013

Aviões que atiram lasers serão testados nos Estados Unidos em 2014

Acredite: a foto é um conceito de verdade da DARPA. (Fonte da imagem: Reprodução/DARPA)

Parece o início de um filme de ficção científica, mas é o fruto de uma nova parceria entre a DARPA, fabricantes especializadas e o governo dos Estados Unidos: em um futuro próximo, com testes previstos para começarem em 2014, a Marinha e as Forças Armadas do país vão adicionar raios laser ao arsenal de seus veículos.

O primeiro protótipo é o Hellads, da General Atomics, um laser instalado em aeronaves táticas capaz de disparar um feixe de 150 kW capaz de abater foguetes inimigos e danificar aviões que estejam invadindo o território norte-americano. Ele já foi fabricado e pode começar a ser testado no próximo ano.

A alternativa é criação da Lockheed Martin: o Aero-Adaptive/Aero-Optic Beam Control. Essa arma de lasers ainda precisa passar por alguns testes, já que o motor da aeronave causava muita turbulência. Quando as empresas forem capazes de eliminar os efeitos colaterais dos tiros, jatos de alta velocidade devem receber o tal equipamento para dar os primeiros disparos também em 2014.

Indicação: Apocalink
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Quem Financia o Tráfico de Drogas?



Por Carlos Martins

O tráfico internacional de drogas é o segundo ramo comercial mais lucrativo do mundo, perdendo apenas para o tráfico de armamentos. "O trafico de drogas e brancas, a prostituição de larga escala, devidamente industrializado, é obra reconhecidamente JUDAICA. Há uma sociedade internacional denominada " ZWIG MIGDAL ", que explora esse rendoso negócio e contra a qual tem sido impotentes as POLÍCIAS DO ESTADO: MODERNOS, CORROMPIDOS OU JUDAIZADOS".

A direita brasileira e a imprensa capitalista fazem uma campanha sistemática pelo combate ao tráfico, que consiste em armar a polícia até os dentes e manter as favelas das grandes cidades do País, onde se estabeleceu uma base para o tráfico, em estado de sítio.

Em escala internacional, o imperialismo utiliza descaradamente o tráfico como pretexto para intervir em países inteiros (Colômbia, Bolívia etc.) e para violar a soberania de outros. "E Hoje sabemos por meio de investigações que existem 14 ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS LIGADAS AS MÁFIAS, que estariam atuando no Brasil AGINDO DE MANEIRAS COORDENADAS E CONTARIAM COM A PARTICIPAÇÃO DE BRASILEIROS E COLOMBIANOS".

(Não levemos em consideração, neste momento, que a maior vítima dessas operações policiais é a população trabalhadora moradora das favelas.)

O terror nas favelas seria necessário porque o tráfico, na concepção apresentada, seria uma rede de crimes que nasceria com os traficantes no morro e acabaria nos consumidores individuais da burguesia, pequena burguesia e da classe operária.

Ambos deveriam, portanto, ser reprimidos. Isso garantiria a diminuição do tráfico e, quem sabe, até mesmo o seu fim.

Para que isso fosse verdade, no entanto, seria necessário acreditar que o segundo negócio mais lucrativo do mundo é controlado por grupos de criminosos oriundos dos bairros mais pobres das capitais brasileiras. Um verdadeiro conto-de-fadas moderno, uma estória de Cinderela de metralhadora ao invés de carruagem de abóbora, no qual estaria permitido que qualquer garoto pobre do Rio de Janeiro e de São Paulo estivesse no controle de um comércio que movimenta 500 bilhões de dólares!

Enquanto a direita brasileira, o Estado e a imprensa capitalista fazem apologia dos massacres policiais nos morros cariocas, da criação da Força Nacional de Segurança, do Exército na rua e da repressão aberta, com execuções sumárias e tortura legalizada, quem está verdadeiramente lucrando com o tráfico de drogas? " Vivemos um fenômeno Global do crime organizado, e para controlar o Tráfico e o Crime Organizado deve-se controlar o fluxo econômico, social, vivendo uma nova realidade, pois o Tráfico de drogas é diferente da Criminalidade Organizada, pois envolve um "SISTEMA" de redes secretas que Governam e Controlam e Monitoram a Humanidade".

Todos os que pensam e questionam o "SISTEMA" totalitário, ou seja, essa Ditadura informal que vivemos, são mortos, engessados ou calados pela Polícia do Pensamento, pois não importa quem está no SISTEMA, o importante é manter a Estrutura e sabemos que a Estrutura nunca muda.

Para responder a tal pergunta, basta responder quem tem capital para investir e poder financiar, sustentar e organizar um negócio que rende quase meio trilhão por ano. E a resposta seria: os mesmos que mandam nos governos em todos os países do mundo, que controlam suas economias e são os principais causadores da miséria da população: os bancos. Quem mais controla negócios de trilhões de dólares no mundo em que vivemos?

Dizer que o traficante do morro é o responsável por um comércio que movimenta essa quantidade de dinheiro é tão absurdo quanto dizer que o dono da venda da esquina é o responsável pelo imenso lucro da Coca-Cola.

Como nesse caso, se a intenção fosse destruir a Coca-Cola deveríamos perseguir os donos de vendas, padarias e bares de bairro ou ir diretamente na sua matriz nos Estados Unidos?

resposta é óbvia e por ela fica evidente que a intenção dos governos e dos seus funcionários da polícia não é acabar com o tráfico, mas ter uma participação neste negócio imensamente lucrativo.

Esta participação não impede a cínica utilização da ponta distribuidora em pequena escala e varejista do tráfico de drogas para intensificar o controle do Estado capitalista sobre estas populações, da mesma maneira que o imperialismo o utiliza para controlar governos inteiros.

É por este motivo que a discussão sobre a legalização das drogas não tem o menor progresso no mundo, embora fique claro que seria o método mais fácil de controlar este problema social e de saúde que é a mais legítima expressão da decadência da sociedade capitalista.

Concluindo de forma INDIGNADA perante ao Caos no Estado do Rio de Janeiro, que o maior culpado não é o Estado do Rio de Janeiro, pois aqui no Rio de Janeiro não se fabrica FUZIS, GRANADAS, DROGAS E O PRÓPIO DINHEIRO QUE É CONTROLADO PELO GOVERNO FEDERAL. Tudo isso é de responsabilidade Federal a nível EXECUTIVO, LEGISLATIVO E JUDICIARIO, que não cumpre a sua função Constitucional deixando Armas e Drogas entrarem pelas Fronteiras Terrestres, secas, aereas e marítima e pela própia Policia Rodoviaria Federal por incompetência de Governos INÉPTOS E INCAPAZES de combater e impedir o Tráfico de Drogas, de Armas, e a Lavagem de Dinheiro e a Criminalidade Organizada, que está em Conluio com as Farc's, Máfias e o Foro de São Paulo, que como inumeras vezes o grande Filósofo OLAVO DE CARVALHO denunciava em suas colunas de Jornais.

Fonte: Nos dias de noé
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Empresa cria arma que atira líquido com DNA para marcar suspeitos

Arma criada por empresa britânica que atira cápsulas com líquido de DNA (Foto: Divulgação/Selectamark)

Cápsula semelhante à de paintball serve para marcar pele e roupa.
Marca dura semanas e pode identificar vândalo em protesto, por exemplo.

Do G1, em São Paulo

Uma empresa de segurança britânica criou armamentos que utilizam um sistema inovador para identificar vândalos e criminosos: eles atiram cápsulas com um líquido contendo um marcador único de DNA, que se fixa na pele e na roupa do indivíduo ao atingi-lo.

Chamado de "Sistema de Marcação de DNA de Alta Velocidade" ("High Velocity DNA Tagging System", em inglês) ou simplesmente "SelectaDNA High Velocity System", o armamento está disponível nas versões pistola e rifle, segundo a empresa Selectamark.

Cada cápsula pesa cerca de um grama e age de forma parecida com a munição de paintball, explodindo o invólucro ao atingir o alvo e liberando um líquido transparente, que possui um DNA único. A arma permite um alcance de até 40 metros, afirma a nota da Selectamark, e não fere o alvo.

A arma permite, por exemplo, atingir um vândalo em um protesto a uma distância segura e identificá-lo mais tarde, segundo a empresa. Cada kit do "SelectaDNA" traz 14 cápsulas da cor verde-clara, com o líquido contendo o código de DNA, que deixa a pele marcada por semanas.

O kit traz ainda instrumentos para identificar os criminosos com o DNA no corpo ou na roupa. O material é líquido o suficiente para penetrar pelo tecido e marcar a pele do suspeito, afirma uma nota da empresa.

Arma e cápsulas com líquido transparente que contém DNA; criminosos podem ficar marcados por semanas (Foto: Divulgação/Selectamark)

"Ao ter contato com o alvo, a solução contendo o código genético deixa uma marcação sintética de DNA que permite às autoridades confirmar se houve ou não participação daquela pessoa em uma situação particular, como um crime", disse o diretor da Selectamark, Andrew Knights, em nota divulgada pela empresa.

"Isso pode contribuir para ações judiciais e prisões subsequentes", afirmou Knights.

A arma pode ser usada também quando um policial está perseguindo um suspeito e corre o risco de perdê-lo de vista, segundo a empresa.

A identificação do DNA é feita através de luz ultravioleta. A arma inclui mira a laser, e permite gravar sons e imagens que podem servir como prova posteriormente. O armamento deve ser disponibilizado para mais de 20 países, de acordo com a Selectamark.

Para ler mais notícias do G1 Ciência e Saúde, clique em g1.globo.com/ciencia-e-saude.

Fonte: g1.blobo
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

FEMA é uma ameaça para o público americano?


George Spelvin: O centro oriental de jornalismo

Um surto de gripe em todo o país poderia ser uma desculpa suficiente para chamar a Guarda Nacional de Resposta Rápida módulo de suporte paralelo para assumir o controle de uma " emergência nacional "com eventual declaração de protocolos de lei marcial.

De acordo com um tenente da polícia da Carolina do Norte, em algumas declarações de três a seis meses de lei marcial pode ser feita em todo o país. Em uma transmissão de rádio foi ao ar em duas partes por um pastor Virginia, tenente McCoy tem atraído a atenção de mais de 20.000 ouvintes.

"Estamos com problemas enormes", diz ele, como ele chama de memórias de branco, lápides de granito em toda a Europa; lápides que marcam o lugar de descanso final de veteranos que morreu "por nós" durante a Segunda Guerra Mundial.

Tragicamente, muitos de nossos veteranos são agora referidos como potenciais " terroristas domésticos "do Presidente Obama Departamento de Segurança Interna .

Homens que lutaram no Iraque e no Afeganistão foram declarados "riscos" que devem escolher para comprar uma arma de fogo para uso privado. Um cristão devoto, o xerife de 31 anos diz aos ouvintes ", eu choro. . . Quando as armas se foram, você não será capaz de adorar o Criador. . . Foi. . . Liberdades foi. "

Quando Katrina fez o seu caminho através de New Orleans deixando partes da cidade em ruínas, George Bush elogiou FEMA diretor Michael Brown, dizendo: "Brownie, você está fazendo um belo trabalho."

Foi uma incrível declaração dada a exibição de incompetência, não só pela FEMA, mas por órgãos federais ao longo da burocracia.

Moradores de Nova York pode atestar o fato de que as coisas não melhoraram, uma vez que o fornecimento de água para as vítimas de Sandy foi muito complicado uma tarefa para as agências federais DIAS alívio após o furacão tinha passado pela área.

Talvez seja a hora de perguntar o verdadeiro propósito da FEMA e outras agências federais. Quando surge a necessidade, Unidades da Guarda Nacional sob paradigmas lei marcial será lançado para "controle de distúrbios doméstica generalizada."

Um relatório de 2009 discute uma coisa chamada Polícia de Estabilidade semelhante a uma entidade de aplicação híbrida militar / lei criado "sob o pretexto de controlar tumultos internos".

Uso de unidades da Guarda Nacional tornou-se familiar para os moradores de Nova Orleans durante o episódio do Katrina, para que os cidadãos não podem inicialmente consideram incomum ver membros da guarda servindo junto com FEMA nessas 10 regiões.

Ordens Executivas, "... foram nos livros de meio século, agora, que autoriza a Agência Federal de Gerenciamento de Emergência para assumir o controle de tudo, de comunicações públicas e privadas, energia e transporte para habitação e mais. "(5) E desde 9/11 , o presidente tem sido dado o poder quase ilimitado, permitindo oficiais do Poder Executivo a ignorar completamente os direitos constitucionais do povo norte-americano.

Em março de 2012, Barack Obama criou a Ordem Executiva 13603 número, intitulado Defesa Nacional de Preparação de Recursos .

"Nesta ordem executiva, Obama se deu, essencialmente, a autoridade de declarar lei marcial em tempos de guerra ou de paz." Guerra ou a paz! Não será mais o governo federal precisa a desculpa de um desastre para impor sua vontade e autoridade sobre o público americano!

Tenente McCoy estava certo quando observou que "estamos em apuros enorme!" A questão é, será que as pessoas têm a coragem de reivindicar os nossos direitos constitucionais? 

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Vacina deixa 800 jovens com doença incurável


Estocolmo - O Estado de S.Paulo

Pelo menos 800 crianças na Europa desenvolveram narcolepsia, desordem incurável do sono, após receberem em 2009 a vacina Pandemrix, da britânica GlaxoSmithKline (GSK), contra a gripe suína. A doença causa sonolência profunda. Aumentos expressivos nos casos de narcolepsia foram observados em países como Suécia, Finlândia, Noruega, Irlanda, França e Grã-Bretanha. A agência de vigilância da Europa decidiu que a Pandemrix não deverá mais ser usada em pessoas com menos de 20 anos.

O chefe de vacinas da GSK disse que a farmacêutica "está comprometida a investigar as causas", mas acrescenta que não há dados para comprovar uma ligação de causalidade entre a vacina e os surtos de narcolepsia.
Mas outros, entre eles Emmanuel Mignot, especialistas em narcolepsia que está sendo pago pela GSK para investigar o caso, afirmam que, apesar da necessidade de mais pesquisas, as evidências apontam para essa conclusão. "Não tenho dúvidas de que a Pandemrix aumentou a ocorrência de narcolepsia em crianças", disse Mignot, da Universidade de Stanford.
A Pandemrix foi dada a 30 milhões de pessoas em 47 países durante a pandemia mundial de gripe suína de 2009-2010. Os primeiros casos de narcolepsia em pessoas que receberam o imunizante começaram a ser detectados em agosto de 2010.
Uma dessas pessoas é a sueca Emelie Olsson, hoje com 14 anos, que vem sofrendo com pesadelos e alucinações e tem grande dificuldade de ficar acordada, chegando a perder aulas e atividades sociais.
Os cientistas não sabem como a vacina e os surtos estão ligados nem se há suscetibilidade genética em algumas pessoas que facilite o desenvolvimento da enfermidade. O Ministério da Saúde afirma que essa vacina não foi utilizada no Brasil. / REUTERS

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A Maçonaria Paulista e a Revolução de 1932


O Golpe de Getúlio

A Maçonaria Paulista na Revolução de 1932: A Participação de Destaque da Loja América

Nas eleições de 1930, o candidato da oposição, Getúlio Vargas, é derrotado nas urnas. Alguns meses mais tarde, Vargas lidera um golpe que o conduz à presidência da República. Nas primeiras décadas do século vinte, a política brasileira é comandada pelos grandes proprietários de terra. O presidente da República é apoiado pelos governadores dos estados que representam as oligarquias regionais dos coronéis. Mas os grandes beneficiados são os cafeicultores de Minas Gerais e São Paulo. A cada queda nos preços internacionais do café, o governo compra os estoques dos fazendeiros, dividindo os prejuízos com o resto do país. Na década de 1920, a industrialização e o crescimento das cidades promovem a ascensão de novos grupos sociais. O operariado se organiza e, em 1922, funda o Partido Comunista do Brasil.

Setores da classe média, proprietários de terra sem representação no governo, além de jovens oficiais do Exército, não aceitam mais um governo a serviço dos fazendeiros do café. Diversas revoltas militares explodem ao longo dos anos 20.

Com a grande depressão, em 1929, os preços do café despencam. A saca, que custava duzentos mil réis em agosto de 29, passa a 21 mil réis em janeiro do ano seguinte. A crise atinge toda a economia brasileira. Mais de 500 fábricas fecham as portas em São Paulo e Rio de Janeiro. O país tem quase dois milhões de desempregados no final de 1929. A miséria e a fome atingem a maioria da população.

Em janeiro de 1930, o presidente da República, Washington Luis, de São Paulo, lança o também paulista Júlio Prestes para a sua sucessão. Mas um paulista sucedendo outro na presidência romperia a tradicional alternância de poder entre São Paulo e Minas Gerais. Os políticos mineiros vão engrossar as fileiras da oposição.

A Aliança Liberal, uma frente de oposição, apresenta o gaúcho Getúlio Vargas candidato a presidência, tendo o paraibano João Pessoa como vice. As eleições dão a vitória ao candidato do governo. Em julho, João Pessoa é assassinado no Recife, por questões pessoais. A Aliança Liberal se une aos militares e inicia uma revolução. A revolta explode no Rio Grande do Sul, Paraíba e Minas Gerais. Mas logo se alastra pelo país. O Presidente Washington Luis é deposto. O candidato eleito Júlio Prestes se refugia na Embaixada Inglesa. Em 3 de novembro de 1930, Getúlio Vargas assume a chefia do Governo Provisório. Naquela tarde, os soldados gaúchos dirigiram-se para a avenida Rio Branco e amarra-ram seus cavalos no obelisco que ali existia. Era o fim da República Velha.

Após o golpe, Getúlio via-se com a formidável tarefa de organizar um governo que superasse os antagonismos regionais e empreendesse a modernização do país. Pode-se imaginar que os primeiros inimigos eram sua própria inexperiência e a pouca profundidade de seus apoios. Ao contrário do que se costuma afirmar, Getúlio Vargas não era nesse período uma liderança carismática. A estrutura social do país e a debilidade dos meios de comunicação dificultassem o aparecimento desse tipo de liderança e, além do mais, o estilo cultivado por Getúlio nos anos anteriores era o do negociador, silencioso e discreto, e não o do condutor de massas. Se algum dos líderes de 1930 era carismático, esse homem era Osvaldo Aranha.

O outro obstáculo grave à constituição de um poder mais forte era a inexistência de partidos políticos ou de correntes ideológicas com um mínimo de coesão, que sustentassem as decisões do novo governo e lhe servissem como ponto de referência. Entre a retórica da centralização e a realidade havia um enorme abismo. As alianças eram voláteis, desintegravam-se com muita facilidade ao primeiro entrechoque. Getúlio apoiava-se, na realidade. em dois blocos que se haviam aliado ocasionalmente: de um lado, as lideranças políticas dos Estados revoltosos, sobretudo as do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais; do outro, o movimento tenentista. Havia reunido velhos amigos e feito alguns novos durante os últimos anos; mas não a#000ntava grandes ilusões quanto à estabilidade desses apoios, pois percebia o conflito latente entre os tenentes e as oligarquias (e também entre aqueles e a hierarquia do Exército regular). Não demorou a perceber que o seu poder pessoal só se afirmaria enquanto permanecesse corno a ponte entre essas duas correntes, ou enquanto pudes-se equilibrar-se acima delas como quem se equilibra de pé sobre dois cavalos a galope.

O Ministério formado por Getúlio em 1930 era inteiramente heterogêneo, reflexo da Variedade das forças políticas que compunham a Aliança Liberal. O Ministério da Fazenda coube a um banqueiro paulista vinculado ao Partido Democrático, José Maria Whitaker; o de Viação e Obras Públicas, a Juarez Távora, principal nome tenentista da Revolução; o da Agricultura, a Assis Brasil, "libertador" gaúcho, que havia muito tempo se empenhava na elaboração de um Código Eleitoral moderno e democrático; o da Educação foi dado a Francisco Campos, de Minas Gerais, identificado com as correntes tenentistas mais radicais, de pensamento centralizante, notório simpatizante do fascismo italiano.

Nos primeiros rounds, a vantagem era nitidamente tenentista. Contando com o repúdio da opinião pública urbana às oligarquias tradicionais e com sua própria mobilização, o grupo conseguiu avançar sua idéia básica o prolongamento da situação revolucionária de modo a implantar as reformas que julgava necessárias. Seu programa pretendia ir além da simples moralização dos processos eleitorais, introduzindo a representação Por classes profissionais, panacéia então em voga em Virtude da ascensão do fascismo.

Pregava também uma maior intervenção do Estado na economia e a nacionalização de alguns setores básicos, como as minas e as quedas d'água. Getúlio já havia criado o Ministério do Trabalho (então vinculado ao da Indústria e Comércio), mas os tenentistas pressionavam por um programa mais abrangente na área trabalhista, dentro da concepção de um Estado que promovesse. a harmonia (ou o controle) das relações capital-trabalho. Propostas desse tipo eram bem recebidas por Getúlio, também inclinado a deixar para trás o conservadorismo repressivo da República Velha por meio do paternalismo "atualizado" das doutrinas corporativistas.

Mas a questão básica, iniludível, era a consolidação do poder central diante dos Estados. Getúlio manteve Olegário Maciel à frente do governo de Minas e nomeou Flores da Cunha e Carlos Lima Cavalcanti, revolucionários locais, para os governos do Rio Grande e de Pernambuco, respectivamente, mas entregou os outros Estados a interventores egressos dos quadros tenentistas.

A Maçonaria Paulista na Revolução de 1932 : A Participação de Destaque da Loja América

Extrato de Artigo de José Castellani

Em 1932, vivia, o Brasil, sob o regime implantado pelo golpe de 1930. Neste ano, o país já enfrentara uma conturbada situação político-social, quando a oposição ao governo da República já vinha se movimentando desde as eleiçes de março --- vencida pelo candidato oficial, Júlio Prestes de Albuquerque --- conspirando, para promover o levante armado contra o governo. O estopim da revolta fora o assassinato de João Pessoa, governador da Paraíba, o qual fora candidato a vice-presidente na chapa de oposição, encabeçada por Getúlio Vargas. Pessoa foi morto a tiros, por João Duarte Dantas, por simples quest&oilde;es familiares da Paraíba --- muito comuns, na região Nordeste, na época --- e sem qualquer motivo político, mas o fato foi, matreiramente , aproveitado pela oposição. A revolta ocorreria a 3 de outubro, partindo dos três Estados ligados pela Aliança Liberal : do Rio Grande do Sul, partiam as tropas do Exército e da Polícia, comandadas pelo tenente-coronel Góis Monteiro ; partindo da Paraíba, o capitão Juarez Távora conseguia dominar todos os Estados do Norte e do Nordeste; e, em Minas Gerais, eram dominados os focos fiéis ao governo federal e as tropas ameaçavam os governos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.
(...)

A Revolução Constitucionalista

Em 1932, já voltara a ser tensa a situação político-social do país, pela demora do Governo Provisório, do caudilho Getúlio Vargas, em providenciar uma nova Constituição ao Brasil. À euforia dos primeiros momentos após o golpe, sucedia o desencanto, seguido da inquietação, que acabaria envolvendo os meios maçônicos. E essa inquietação, com a conseqüente agitação dos meios sociais, era mais forte em São Paulo, levando à extrema irritação os que, anteriormente, eram os mais fervorosos adeptos do levante, ou seja, os membros do Partido Democrático, os quais se sentiam esbulhados do poder, por interventores militares e estranhos ao Estado de São Paulo. Já a partir do início de 1931, da pena do advogado, jornalista e tribuno Ibrahim Nobre, maçom originário da Loja Fraternidade de Santos, saiam críticas mordazes contra o golpe e a situação social, publicadas no jornal paulista "A Gazeta".

No início de 1932, então, o pensamento da população de São Paulo seria cristalizado na expressão "Civil e Paulista", repetida pelos meios de comunicação, externando o desejo de ter um interventor federal que não fosse militar e que fosse de São Paulo. A 3 de março, ouvindo o clamor dos paulistas, o ditador nomeava, para o cargo, o embaixador Pedro de Toledo, ex Grão Mestre do Grande Oriente Estadual (1908-1914), o qual assumiria no dia 7. Essa indicação, todavia, não serviu para aliviar o mal estar e a tensão reinantes em diversos pontos do país, começando, dessa maneira, a fermentar a revolta.

As reuniões preparatárias do movimento foram levadas a efeito na sede do jornal "O Estado de S. Paulo", fundado, em 1875, com idéias republicanas, pelos maçons Américo de Campos (Loja América), Francisco Rangel Pestana (Loja América), Manoel Ferraz de Campos Salles (Loja Sete de Setembro) e José Maria Lisboa (Loja Amizade). Nessa época, o jornal já era dirigido por Júlio de Mesquita Filho (Loja União Paulista II), que era um dos principais líderes do movimento.

O estopim da revolta já havia sido aceso a 23 de maio de 1932, quando, durante uma manifestação , na praça da República, alguns jovens --- Mário MARTINS de Almeida, Amadeu MARTINS, Euclides MIRAGAIA, DRÁUSIO Marcondes de Sousa e Antônio Américo de CAMARGO, cujos nomes deram origem ao M.M.D.C. (1) --- foram mortos pela polícia política da ditadura, entrincheirada nos altos de um prédio da rua Barão de Itapetininga. No mesmo dia, era reorganizado o secretariado do governo paulista.

Estranhamente, em sessão de 25 de maio, da Loja Piratininga, para a eleição da administração, no período 1931-1932, nada se comentou sobre esse fato marcante, preferindo, os obreiros, deter-se sobre uma crise no Grande Oriente do Brasil, onde rebeldes contestavam a autoridade do Grão-Mestre, Octévio Kelly, ao qual a Piratininga apoiava, totalmente, na Assembléia Geral.

Júlio de Mesquita Filho, depois de ter conseguido organizar uma frente única dos partidos de S. Paulo, entrou em entendimento com líderes da Frente Única Sul-riograndense, nas pessoas de João Neves da Fontoura e Glicério Alves. Pelo Rio Grande do Sul, com concordância do interventor, Flores da Cunha, foi firmado um pacto entre paulistas e riograndenses, o qual os obrigava a recorrer às armas, caso o interventor de um dos dois Estados fosse destituído, ou se houvesse a substituição do gal. Andrade Neves do comando da região militar do Rio Grande do Sul, ou do gal. Bertholdo Klinger, da guarnição de Mato Grosso. O governo ditatorial reagia ao movimento, tentando asfixiar o Estado de S. Paulo e, enquanto o governo paulista prevenia-se, para não sofrer um golpe de surpresa, na Capital Federal, vários fatos políticos e militares levavam à exoneração do ministro da Guerra, a 28 de junho, com a nomeação do general Espírito Santo Cardoso, há muito tempo reformado e afastado da tropa. Isso suscitou a revolta de Klinger, externada num agressivo ofício, datado de 1o. de junho, dando conhecimento do que resolvera, a Pedro de Toledo. Exonerado, por isso, estava criado o motivo suficiente, que fora exigido por Flores da Cunha, para que o Rio Grande entrasse na luta. Ele, todavia, além de não cumprir o acordo, ainda enviaria tropas contra São Paulo.

Em reunião realizada no dia 7 de julho, com a presença de Francisco Morato, Ataliba Leonel, Sílvio de Campos, coronel Júlio Marcondes Salgado e general Isidoro Dias Lopes, ficou decidido que o levante aconteceria no dia 20, sob o comando de Isidoro e do coronel Euclides Figueiredo. Pedro de Toledo ainda tentou evitar a revolta, mandando seu genro ao Rio de Janeiro, no dia 8, para conferenciar com Vargas. Todavia, em nova reunião, nesse dia, resolveu-se deflagrar o movimento no dia 10, antes que chegasse a S. Paulo o gal. Pereira de Vasconcellos, para assumir o comando da Região Militar.

(...)

A 9 de julho, um sábado, a revolta constitucionalista estava nas ruas. Embora algumas obras didáticas situem o início do movimento às 24 horas desse dia, ele eclodiu às 11,40 hs., sob o comando de Euclydes Figueiredo, com a tomada do Q.G. da 2a. Região Militar. No mesmo dia, às 23,15 hs., as sociedades de rádio eram tomadas por civis e, a partir das 24 horas --- daí a confusão de alguns autores --- começava a ser repetida a seguinte mensagem:

De accordo com a Frente Única Paulista e com a unànime aspiração do povo de São Paulo e por determinação do general Izidoro Dias Lopes, o coronel Euclydes Figueiredo acaba de assumir o comando da 2a. Região Militar tendo como Chefe do Estado Maior o coronel Pa#000rcio de Rezende. A oficialidade da Região assistiu incorporada no QG à posse do coronel, nada havendo occorrido de anormal. Reina em toda a cidade intenso júbilo popular e o povo se dirige em massa aos quartéis, pedindo armas para a defesa de São Paulo.

No dia 10, o interventor Pedro de Toledo era aclamado, pelo povo, pelo Exército e pela Força Pública, governador de S. Paulo. No dia 12, o general Bertholdo Klinger desembarcava na Estação da Luz e, no QG da 2a. R.M., na rua Conselheiro Crispiniano, diante do microfone da Rádio Educadora Paulista, recebia o comando da região de S. Paulo, transmitido por Euclydes, que, na tarde do mesmo dia, iria para Cruzeiro, onde assumiria o comando da vanguarda das tropas constitucionalistas.

(...)

Deixado sozinho, na luta pela Constituição e pelo Brasil, os combatentes de S. Paulo, sem recursos, iriam resistir durante três meses. Sem o esperado apoio de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, as tropas paulistas, que ocuparam o vale do Paraíba, ao longo da Estrada de Ferro Central do Brasil, não conseguiram avançar além da divisa com o Estado do Rio. O bloqueio do porto de Santos e a grande concentração de forças federais, vindas de todos os Estados, venceram a resistência dos soldados paulistas, graças ao esgotamento de seus recursos.

A 28 de setembro, a luta chegava ao fim. Sem que o governo civil fosse consultado, Klinger enviou emissários aos adversários, com propostas de paz e um telegrama a Vargas propondo suspensão do conflito. Fracassados os entendimentos, porque os termos do armistício eram humilhantes para São Paulo, elementos do comando geral da Força Pública --- seu comandante, Júlio Marcondes Salgado, extraordinário defensor da causa paulista, havia falecido num estúpido acidente com uma granada --- sob o comando do coronel Herculano Silva, assinaram a vexatória rendição, na noite de 1o para 2o de outubro, submetendo-se ao governo ditatorial, em troca de vantagens para os seus oficiais. Herculano foi indicado --- prêmio? --- para assumir o governo e, no dia 2, às 15,30 hs, mandava três oficiais seus, ao palácio dos Campos Elíseos, para depor Pedro de Toledo (2).

A voltar, a Piratininga, à atividade, a 3 de novembro, o Venerável Mestre comunicava que, embora tivesse, a Loja, deixado de funcionar por determinação superior --- do Grande Oriente de S. Paulo, dirigida a todas as suas Lojas --- mas que a sua diretoria havia continuado a se reunir, semanalmente, para tomar conhecimento do expediente e para resolver os assuntos mais urgentes. E Vaz de Oliveira, interpretando o pensamento da Piratininga e de todo o povo paulista, dizia que "não pode deixar de saudar ao povo paulista pela dedicação, patriotismo e heroísmo, que tão fortemente demonstrou na guerra em que se empenhou, heroísmo que igual, quanto mais maior, em nenhuma guerra aponta a história, mesmo na mundial, bem como não pode ser apontada maior traição do que a sofrida pelos paulistas, para cujos traidores deve todo maçom cônscio dos seus deveres, evitar convívio, votando-lhes desprezo".

A Constituinte de 1934

Em novembro de 1933, diante da instalação da Assembléia Nacional Constituinte, que era a aspiração dos paulistas, no movimento de 1932, a notícia era saudada pelos obreiros da Loja. E o Orador, Ramon Roca Dordal, propunha a inserção, em ata, de um voto de louvor e aplauso, por aquela instalação. Aprovada, unanimemente, a proposta, Alexandre de Albuquerque dizia que havia votado como paulista de coração e na qualidade de ex-combatente, mas propunha um adendo àquela resolução: que o voto de louvor e aplauso fosse extensivo ao fato da volta, a São Paulo, do Irmão Pedro de Toledo, que havia sido exilado.

Em 1934, no dia 23 de maio, emblemático para a alma paulista, depois de cumprimentos ao Irmão do quadro, Alexandre de Albuquerque, pela homenagem que recebera do Instituto de Engenharia, como um importante engenheiro civil de S. Paulo e pela sua atuação na Revolução Constitucionalista, Guilherme de Carvalho, dizendo que aquela era a "data anniversaria da libertação paulista", pedia que a sessão fosse encerrada, em homenagem a ela e aos jovens mortos em 32. E Roca Dordal, inflamado, referia-se "à posição injusta em que, por todos os meios, procurava a dictadura collocar S. Paulo, que, muito embora vencido nos seus altos desideratuns pela eventualidade de circunstàncias ligadas à força, assim não se considerava; devido a nobreza da causa que defendera, e graças a sua força moral, ao progresso a que soube elevar-se, conseguiu o fim que almejava, e mantém-se firme e admirável na conquista do justo e do direito, não só para o seu bem, mas para o do Brasil – não discrepou do lugar de destaque em que o colocaram os seus antepassados; antes mesmo continuou o seu traçado de luta e de glória, impondo-se à admiração mundial". Poderia, até, ter terminado sua fala, com a citação de um pequeno trecho do vibrante "Minha Terra", oração de bandeirantismo do Irmão Ibrahim Nobre, o tribuno de São Paulo (3). Fazendo juz ao seu título distintivo, na São Paulo de Piratininga, a Loja firmava-se como a Piratininga de São Paulo.

Em julho, promulgada a nova Constituição brasileira, pela qual lutara S. Paulo, em 32, Roca Dordal tecia comentários sobre a instituição maçônica e a luta de São Paulo:

"A reunião de quatro confrarias, em Londres, em 1717, dá origem à Maçonaria – que um grupo de homens destemidos, fortes, cançados da tyrania e da escravidão, que envolvia a nação e, podemos dizer, a Europa, resolveram traçar novos principios regeneradores dos costumes da Humanidade sofredora. É a Maçonaria --- que em breve seria forte bastante para pôr um dique ao despotismo universal. Mas essa seita, essa reunião de homens de ideaes e de vontades inquebrantaveis, teve de preparar sua lucta sem treguas ao obscurantismo e á oppressão. Agrupados esses homens de costumes puros, de energia e coragem para os mais duros sacrificios, entraram a pregar no meio da sociedade com o mais absoluto sigilo, escolhendo os homens, que dedicados até ao sacrificio, desejavam uma Humanidade melhor. E o sacrificio é necessario! Não ha na historia da Humanidade uma conquista que não custasse rios de sangue e sacrificios sem conta, áquelles que primeiro se opuzerão ao arbitrio e á tyrania. São Paulo recolhe os beneficios de uma Constituição, pelo sacrificio dos que não se submetteram ao capricho de uma dictadura, de um poder discricionario e tyranico. É o fim que almejavam os sinceros maçons, cujos sacrificios serão pequenos, em face da vitoria alcançada".

Infelizmente, a frágil Constituição de 1934, não garantiria a continuidade de um regime realmente democrático, como viria a comprovar o golpe de 10 de novembro de 1937.

Fonte: Extrato de Artigo de José Castellani

A carta de getúlio vargas

A versão datilografada é atribuída ao jornalista José Soares Maciel Filho. De fato, Maciel Filho confirmou à família do presidente que datilografou a versão lida para a imprensa, mas nada disse sobre tê-la modificado.

Versão manuscrita:

“Deixo à sanha dos meus inimigos, o legado da minha morte. Levo o pesar de não ter podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia. A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa.
Acrescente-se a fraqueza de amigos que não defenderam nas posições que ocupavam à felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês, à insensibilidade moral de sicários que entreguei à Justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país contra a minha pessoa.
Se a simples renúncia ao posto a que fui levado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranqüilo no chão da pátria, de bom grado renunciaria.
Mas tal renúncia daria apenas ensejo para, com mais fúria, perseguirem-me e humilharem-me.
Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas.
Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.
Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos.
Que o sangue dum inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus.
Agradeço aos que de perto ou de longe me trouxeram o conforto de sua amizade.
A resposta do povo virá mais tarde…”

Carta datilografada:

“Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fi z-me chefe de uma revolução e venci.
Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.
A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios.
Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o povo seja independente.
Assumi o governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.
Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos.
Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação.
Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotam respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém.
Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate.
Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.”

As duas cartas (manuscritas e datilografada) estão no CPDOC da Fundação Getílio Vargas.

Fonte: Cpdoc.fgv
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Nióbio Brasileiro é vital para os E.U.A (Documentos Secretos)


Por que Araxá é vital para os EUA?

Cidade está na lista secreta de locais estratégicos para americanos, revela site, por deter maior reserva mundial de nióbio, minério raro usado na indústria espacial
Depois de pôr a política externa americana de cabeça para baixo, o WikiLeaks acaba de entrar em um território sensível não apenas aos EUA, mas a todo o mundo. O site revelou nada menos do que a relação de pontos situados mundo afora considerados estratégicos para o governo americano, o que poderia transformá-los em alvos de ataques terroristas. No Brasil, além das jazidas de Araxá, em Minas, estão cabos submarinos e reservas de minério de ferro e manganês.

Link: Tv hoje.com
 
Nióbio, o metal que só o Brasil fornece ao mundo. Uma riqueza que o povo brasileiro desconhece, e tudo fazem para que isso continue assim.

A cada vez mais no dia-a-dia, o tema é abordado em reportagens nas mídias escrita e televisiva, chegando a já ser alarmante. Como é possível que metade da produção brasileira de nióbio seja subfaturada “oficialmente” e enviada ao exterior, configurando assim o crime de descaminho, com todas as investigações apontando de longa data, para o gabinete presidencial?

Como é possível o fato do Brasil ser o único fornecedor mundial de nióbio (98% das jazidas desse metal estão aqui), sem o qual não se fabricam turbinas, naves espaciais, aviões, mísseis, centrais elétricas e super aços; e seu preço para a venda, além de muito baixo, seja fixado pela Inglaterra, que não tem nióbio algum?

Fontes dignas de atenção indicam que o minério de nióbio bruto era comprado no garimpo a 400 reais/quilo, cerca de U$ 255,00/quilo (à taxa de câmbio atual e atualizada a inflação do dólar).
O nióbio não é comercializado nem cotado através das bolsas de mercadorias, como a London Metal Exchange, mas, sim, por transações intra-companhias.
Estima-se que seu preço real seja negociado a $90 dólares/quilo. UM VERDADEIRO ROUBO AO BRASIL E SEU POVO.

 
Em 1997, FHC, então presidente da república, tentou vender a jazida de nióbio de São Gabriel da Cachoeira – AM por $600 mil reais, sendo que a jazida (ela sozinha suficiente para abastecer todo o consumo mundial de nióbio por 1.400 anos) havia sido avaliada pela CPRM em $1 Trilhão de dólares!
Tal ação lesa-pátria foi impedida por um grupo de militares nacionalistas, especialmente o almirante Roberto Gama e Silva.
EUA, Europa e Japão são 100% dependentes do nióbio brasileiro. Como é possível em não havendo outro fornecedor, que nos sejam atribuídos apenas 55% dessa produção, e os 45% restantes saíndo extra-oficialmente, não sendo assim computados.
O Brasil possui 98% das jazidas de nióbio disponível no mundo, sendo o único fornecedor de 45 países dos quais os maiores importadores de ferro-nióbio são os Estados Unidos, o Canadá, a Alemanha, a Rússia, os Países Baixos, o Japão, a França, Taiwan, Venezuela, Suécia, México, Colômbia, Coréia do Sul, Arábia Saudita, África do Sul e Luxemburgo. A indústria ótica japonesa compra muito óxido de nióbio como matéria-prima usada na confecção de óculos.
Estamos perdendo cerca de 14 bilhões de dólares anuais, e vendendo o nosso nióbio na mesma proporção como se a Opep vendesse a 1 dólar o barril de petróleo. Mas petróleo existe em outras fontes, e o nióbio só no Brasil; podendo lastrear nossa moeda (Real) em nióbio e não em dólar. Não é uma descalabro alarmante?
O niobio é tão indispensável quanto o petróleo para as economias avançadas e provavelmente ainda mais do que ele. Além disso, do lado da oferta, é como se o Brasil pesasse mais do que todos os países da OPEP juntos, pois alguns importantes produtores não fazem parte dela.
Eduardo Galeano, escritor e jornalista uruguaio, como fruto de um exaustivo trabalho de pesquisa, faz uma série de denúncias em sua célebre obra “As Veias Abertas da América Latina”. Ao relatar o depoimento de um general brasileiro no Congresso Nacional, durante uma investigação a respeito de atividades clandestinas e legais perpetradas por norte-americanos, em território brasileiro: “...o general Riograndino Kruel afirmou, diante da comissão de inquérito do Congresso, que “o volume de contrabando de materiais que contém tório e urânio alcança a cifra astronômica de um milhão de toneladas”. Algum tempo antes, em setembro de 1966, Kruel, chefe da Polícia Federal, denunciara a “impertinente e sistemática interferência “de um cônsul dos Estados Unidos no processo aberto contra quatro cidadãos norte-americanos acusados de contrabando de minerais atômicos brasileiros. A seu juízo, se houvesse sido encontrado com eles quarenta toneladas de material radiativo era suficiente para condená-los Pouco depois, três dos contrabandistas fugiram misteriosamente do Brasil. O contrabando não era um fenômeno novo, embora tivesse intensificado muito.

O Brasil perde a cada ano mais de cem milhões de dólares, segundo certas estimativas, somente pela evasão clandestina de diamantes em bruto. Mas na realidade o contrabando só se faz necessário (aqui, Galeano assume, ironicamente a visão dos beneficiados com a espoliação das riquezas brasileiras) em medida relativa. As concessões legais arrancam do Brasil, comodamente, suas mais fabulosas riquezas naturais. Para citar mais um exemplo, a maior jazida de nióbio do mundo, que está em Araxá , pertence à filial da Niobium Corporation, de Nova Iorque. Do Nióbio provêm vários metais que se utilizam... em reatores nucleares, foguetes e naves espaciais, satélites ou simples jatos. A empresa também extrai, de passagem, junto com o nióbio, boas quantidades de tântalo, tório, urânio, pirocloro e terras raras de alto teor mineral.”


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