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sábado, 22 de dezembro de 2012

Os Estados Unidos e a Nova Ordem Mundial


O século XXI trouxe uma Nova Ordem Mundial caracterizada por um sistema internacional unipolar mas não hegemónico. As novas modificações no mundo trazem o que designo Sistema Unipolar Transitório já que mais ano mesmos ano vamos ter duas ou mais potências a dominar a arena internacional pondo em cheque a predominância hegemónica dos Estados Unidos da América (EUA). Este sistema transitório é mais “agressivo” que o Sistema Unipolar Flexível que nos foi apresentado por Morton Kaplan para certas etapas da vida mundial na medida em que o poder da hiperpotência não é nem de perto nem de longe total.

Viemos de um século XX caracterizado por um sistema bipolar flexível caracterizado por uma ordem mundial polarizada pelo confronto de dois blocos ideológicos, políticos e militares, liderados por duas superpotências. Em plena era nuclear, o sobre-armamento buscava legitimidade na ideia da dissuasão. Uma contradição tão forte que absorvia em si quase toda a conflitualidade então verificada.

Apenas nalgumas franjas do sistema se permitia certa flexibilidade, dando ténue margem a um não-alinhamento face aos blocos em presença. Com a chegada do século XXI, vieram também novos desafios e a crise económica e financeira de 2007 abalou as fundações do mundo unipolar saído da queda do Muro de Berlim que afundou a URSS e elevou os EUA e os seus ideais capitalistas.

A crise foi particularmente severa para os EUA porque num primeiro não foi planetária mas sim uma crise do mundo ocidental e sobretudo uma crise do domínio ocidental sobre o mundo. Testou o modelo liberal, o crescimento através do endividamento e o extraordinário empolamento da finança que lhe está associado em particular em Nova Iorque e em Londres.

O suporte do poder norte-americano era a sua infalibilidade económica. A prosperidade dos EUA constituía a prova material da sua supremacia geopolítica e da preeminência do modelo liberal. Da mesma forma, a sua superioridade tecnológica contribuía em simultâneo para a preservação do seu avanço em matéria militar e para a#000ntar o crescimento. A mesma crise que agora “rebenta” com a Europa, permitiu o surgimento deste Sistema Unipolar Transitório com a afirmação de várias potências outrora emergentes.

O novo sistema traz também o fim de uma certa subserviência que muitos países tinham para com os EUA no único aparelho regulador da paz mundial a Organização das Nações Unidas.

No final da semana passada o mundo viveu um momento único quando com 138 votos a favor, nove contra e 41 abstenções a Assembleia-Geral da ONU aprovou a resolução para tornar a Palestina Estado Observador das Nações Unidas, numa votação que contou com a abstenção histórica da Alemanha, transformando-se numa pesada derrota para os EUA e o seu aliado histórico Israel. Esta aprovação permite à Palestina recorrer aos Tribunais Internacionais para condenar as acções israelitas no seu território medida que pressiona Israel para a formação de um Estado palestiniano alterando assim a geopolítica do Médio Oriente.

Esta afronta aos EUA e ao seu aliado só foi possível devido à crise que abalou a potência até então hegemónica e a sua nova Política Externa radicalmente virada para o continente asiático, mudando o paradigma da sua ligação histórica com a Europa agora falida pela crise criada no seu parceiro de sempre.

A ascensão da China deve sim preocupar os EUA. Actualmente a China é a segunda potência comercial do mundo, atrás dos EUA e à frente do Japão. As suas reservas internacionais de moedas estrangeiras atingiram 2,4 triliões de dólares sendo as maiores do mundo. A China possui 1,6 triliões de dólares em títulos financeiros dos EUA. O gigante asiático detém também 801,5 mil milhões de dólares em títulos do Tesouro dos EUA, tornando-se o maior credor estrangeiro da dívida pública dos EUA.

O investimento da China no mercado internacional está a crescer a um ritmo fulminante e em 2011 era o sexto maior investidor no mercado internacional sedimentando bases em África, continente que tem os países que mais crescem no mundo: Angola, Africa do Sul, Nigéria e Quénia.

Fonte: Jornal de angola

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