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sábado, 5 de julho de 2014

As bases ultra secretas da Rússia

A imagem de satélite examinada do Monte Yamantau, com altitude de 1640 m é o ponto mais alto do Sul dos Urais, Russia.

Mais de 400 modernos mísseis balísticos intercontinentais ICBMs marítimos e terrestres, 8 submarinos de mísseis balísticos, aproximadamente 20 submarinos de ataque de propósito geral, mais de 50 navios de superfície e perto de 100 naves espaciais de objetivo militar, mais de 600 aviões modernos, inclusive caças da quinta geração, mais de mil helicópteros, 28 conjuntos regimentais de sistemas de míssil terra-ar S-400, 38 conjuntos de divisão de sistemas de defesa aérea Vityaz, 10 conjuntos de brigada de sistemas de mísseis táticos Iskander-m, mais de 2.300 tanques modernos, aproximadamente 2.000 sistemas autopropulsionados de artilharia e armas, e mais de 17.000 veículos militares. Estes são os números do maciço programa de rearmamento anunciado pelo primeiro-ministro russo Vladimir Putin em um artigo publicado em 20 de fevereiro pelo jornal estatal Rossiyskaya Gazeta.

O artigo, intitulado “Ser Forte é uma Garantia da Segurança Nacional da Rússia,” mostra a determinação de Putin de conservar o poder de intimidação da Rússia que enfrenta os planos dos Estados Unidos apontadas à realização da primazia nuclear. Desde o colapso da União Soviética, a disparidade entre o arsenal da Rússia declinando e os EUA constantemente melhorando seus sistemas, está aumentando de fato ao ponto de fazer a idade da aproximação MAD chegar ao fim. No entanto, a dissuasão nuclear dos russos é ainda formidável, como Moscou pode contar em mais de 2.000 ogivas estratégicas operacionais implantadas ao longo do território inteiro da federação e os mares lavrados pelos submarinos da Marinha Russa. Mas o que é mais, em caso de crise nuclear, a Rússia ainda pode contar com várias bases ultra secretas herdadas pela União Soviética, e não só.


O sistema de controle e comando nacional da Rússia é disperso em diferentes posições subterrâneas fortificadas. Segundo as fontes dos Estados Unidos, duas das bases secretas principais são localizadas nas Montanhas de Ural, onde termina a Rússia convencionalmente européia e começa a enorme Sibéria. O primeiro é o complexo da Montanha Yamantau. Localizado perto da cidade fechada de Mezhgorye, na República de Bashkortostan, este sítio não está longe da instalação do principal laboratório de armas nucleares da Rússia, Chelyabinsk-70. Os analistas militares suspeitam que 400 quilômetros quadrados no subsolo de Yamantau abrigam sítios de armazenamento de mísseis, complexos de ogivas nucleares, lançamento, controle e várias fábricas para um golpe completo de armas nucleares projetadas para continuar a produção depois de iniciada uma hipotética guerra nuclear.


A base segunda base secreta nos Urais é um centro de controle e comando subterrâneo situado na Montanha Kosvinsky, cerca de 850 quilômetros a leste de Moscou. O local abriga as Forças Estratégicas de Foguetes da Rússia como posto de comando alternativo, um posto de comando subterrâneo profundo para o pessoal em geral construído para compensar a vulnerabilidade dos postos mais antigos de comando na região de Moscou. A instalação foi concluída no início de 1996, foi projetado para resistir às ogivas ‘terra-penetrante’ americanas, e é a versão russa do Complexo americano na Montanha Cheyenne.


Além da montanha Yamantau e o complexo subterrâneo na Montanha Kosvinsky, a Rússia ainda pode contar com o bunker Sherapovo, ao sul de Moscou. Inicialmente construído em 1950, era o centro de comando primário para a liderança soviética. O Kremlin está ligado ao bunker Sherapovo e outros bunkers por uma linha de metrô secreta. Segundo um relatório de Pentágono de 1988, uma vez em Sherapovo, os líderes soviéticos podem conduzir uma guerra nuclear enviando ordens e recebendo relatórios por um sistema de comunicações altamente redundante. O pessoal geral de Rússia tem uma instalação semelhante a aproximadamente 20 quilômetros de distância de Sherapovo, conhecido como Chekhov. Ambos os sítios podem acomodar aproximadamente 30,000 pessoas cada um.


Embora a Rússia tenha tentado manter sigilo sobre suas bases subterrâneas, as informações sobre esses locais têm circulado de qualquer maneira. De acordo com um relatório da CIA, “o posto de comando em Kosvinsky parece fornecer os russos com os meios de retaliação contra um ataque nuclear.” A construção das instalações tem realmente ajudado Moscou a contrabalançear o declínio de suas forças nucleares após o final do Guerra Fria e o colapso da União Soviética. Neste sentido, a própria existência das principais bases secretas no território da Federação Russa é o melhor meio de dissuasão contra qualquer intenção de primeiro ataque, e, assim, uma garantia para a paz mundial.
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terça-feira, 10 de junho de 2014

A farsa desmentida: Famoso cientista sueco abandona crença no aquecimento global


Só para lembrar: O termo Aquecimento Global é uma farsa criada para estabelecer uma ditadura verde (Nova Ordem Mundial), onde o ser humano é tratado como um parasita, sendo necessária sua 'quase' extinção.

O meteorologista sueco Lennart Bengtsson foi sempre um ‘cabeça fria’ no debate quente sobre o ‘aquecimento global’, observou Axel Bojanowski, colunista da revista ‘Der Spiegel’especializado em questões ambientais.

Por isso causou arrepio nos ambientes científicos quando ele aderiu ao ‘tanque de pensamento’ britânico Global Warming Policy Foundation (GWPF), do líder conservador Lord Nigel Lawson, empenhado em refutar os exageros aquecimentistas.

Lennart Bengtsson foi diretor do Max Planck Institute for Meteorology de Hamburgo, um dos centros de pesquisa climática mais respeitados no mundo e mais engajado na suposição do ‘aquecimento global gerado pelo homem’.

Agora professor na Universidade de Reading, na Grã-Bretanha, Bengtsson já ganhou muitos prêmios prestigiosos, como o Prêmio Alemão Ambientalista, outorgado pela German Federal Environmental Foundation (DBU).

Uma mudança de 180º numa inteligência tão ponderada como a de Bengtsson faz pensar duas vezes.

Entrevistado pelo ‘Der Spiegel online internacional’, ele explicou por que abandonou seu antigo posicionamento e passou direto para um dos institutos de cientistas objetivos mais ‘demonizados’.

Eis alguns trechos de sua entrevista:

Spiegel online: Por que o Sr. escolheu a Global Warming Policy Foundation, conhecida como cética face às mudanças climáticas?

Bengtsson: Nós temos que explorar vias realistas para resolver os desafios dos problemas energéticos do mundo e as questões ambientais correlatas.

Spiegel online: O Sr. virou um cético do clima?

Bengtsson: Eu sempre fui cético e acredito que no fundo a maioria dos cientistas também é.

Spiegel online: Mas o Sr. não era alarmista há 20 anos? O Sr. estava errado?

Bengtsson: Eu não mudei no essencial. Eu nunca me considerei um alarmista, mas um cientista crítico. Eu consagrei a maioria de minha carreira ao desenvolvimento de modelos de predição do clima.

Mas é essencial validar os resultados do modelo, especialmente quando a gente trata com sistemas complexos como o clima. É essencial que isso seja bem feito para que as predições sejam críveis.

Spiegel online: O Sr. acha que algo deve ser feito nesse sentido?

 
Não intimidado pelo clima. Para Bengtsson acreditar que nós podemos resolver os problemas futuros do clima não faz sentido

Bengtsson: É frustrante que a ciência do clima não tenha sido capaz de validar corretamente suas simulações. Desde o fim do século XX, o aquecimento da Terra foi muito mais fraco do que os modelos apontavam.

Spiegel online: Mas o relatório do IPCC discute esses problemas com pormenor.

Bengtsson: Sim, o relatório faz isso, mas não de um modo suficientemente crítico, segundo meu ponto de vista. Ele não considera a larga defasagem entre os resultados da observação e das simulações dos modelos.

Eu não aprecio a necessidade do consenso. É importante, e eu diria essencial, que a sociedade e a comunidade política percebam que há áreas onde o consenso não existe.

Visar um modo simplista de ação numa área complexa e incompletamente compreendida como o é o sistema do clima, não faz sentido algum, na minha opinião.

Spiegel online: No passado, o Sr. queixou-se da forte politização na pesquisa do clima. Por que agora o Sr. aderiu a uma organização de natureza política?

Bengtsson: Ao longo de minha vida, eu sempre fiquei fascinado com a predictibilidade e frustrado com nossa incapacidade de predizer.

Eu não acredito que faça sentido nossa geração acreditar ou pretender que nós podemos resolver os problemas do futuro, uma vez que não entendemos o que serão esses problemas.

Imagine que o Sr. está num dia do mês de maio de 1914 e tenta produzir um plano de ação para os próximos 100 anos! Dificilmente fará qualquer coisa que tenha sentido.

Spiegel online: O Sr. acha que temos de continuar como estamos porque as previsões são complicadas?

Bengtsson: Não. Eu acho que a melhor e talvez a única política apropriada para o futuro é preparar a sociedade. Temos que adotar a nova ciência e as novas tecnologias de um modo mais positivodo que está sendo feito agora na Europa.

Isso inclui, por exemplo, a energia nuclear e a obtenção de alimentos geneticamente modificados para produzir o que o mundo precisa com urgência.

Fontes: Ecologia Clima - Libertar.inAnunciando a Verdade
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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Snowden: "CIA Vigia Tudo e Todos"


"Não só os chefes de estado e políticos, mas também todas as pessoas estão agora sob o olhar atento da inteligência norte-americana", afirmou o ex-agente da CIA, Edward Snowden, em um vídeo desde a Rússia.

"Ele alertou que não apenas os grandes nomes são vigiados, mas também toda a população está sob constante vigilância da inteligência dos EUA", escreve o jornal britânico The Guardian.

"Não se trata da vigilância tradicional de alguém que está sob suspeita de violar as leis, mas da vigilância total, que inclui telefonemas, e-mails, textos que vocês criam, o seu histórico de busca, de compras - eles sabem tudo de todos: quem são os seus amigos, aonde vocês querem ir, o que e quem vocês amam", disse Snowden.

Ele fez a referida declaração em um curto vídeo, gravado especialmente para os debates sobre a vigilância total, realizados em Toronto, no Canadá, especifica o jornal.
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Bomba!: EUA admitem seu apoio aos terroristas na Síria


Os Estados Unidos, principal país a patrocinar o terrorismo no mundo, disse nesta última quinta-feira que seu governo tem prestado apoio financeiro e fornecido armas para grupos terroristas na Síria.

Assim disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki durante seu briefing diário à imprensa, e ressaltou que os EUA compromete-se a cumprir as suas promessas com os terroristas na Síria, aqueles que buscam a derrubada do presidente sírio, Bashar Al Assad.

“Nenhum país tem auxiliado os grupos armados sírios como o governo dos EUA”, confessou ele em suas declarações à imprensa .

Além disso, Psaki disse que o líder da autodenominada Coalizão Nacional Síria ( CNS ) , Ahmad Jarba , chegou quarta-feira a Washington, onde se reunirá com o presidente dos EUA, Barack Obama.

Ahmad Jarba , viajou para os EUA na quarta-feira , a fim de pedir armas e mísseis antiaéreos ao governo dos EUA para recuperar terras perdidas na Síria e Homs.

“Precisamos ter armas eficazes contra os ataques das Forças de Bashar Al Assad , para que possamos mudar o equilíbrio de poder no chão “, disse ele ontem, durante a sua visita as autoridades dos EUA no Comitê das Forças Armadas

A evacuação realizada depois de meses de vitórias consecutivas do Exército sírio em várias partes do país , especialmente na cidade estratégica de Homs, induziu os represantes dos terroristas na Síria a buscar de mais apoio em armas de doadores estrangeiros.

Tradução: Oriente Mídia 

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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Foi revelada a lista de mortos pelos Illuminati (Vídeo)


"Iluminati" conta a seita mais secreta criada e em ação até hoje. Infiltrados em todo tipo de organização, algumas muito conhecidas, os Iluminati influenciam os principais acontecimentos mundiais, sem mostrar o rosto. Agem por uma sociedade única, um governo mundial.

Desde o assassinato de John Kennedy até o 11 de setembro, todos os eventos que definiram épocas e caminhos têm a participação deles. Os Iluminati, ou Iluminados da Baviera, nasceram como sociedade secreta em fins do século XVIII em Ingolstadt, no sul da Alemanha. Os planos deles eram, ou são, a destruição do mundo, como hoje o entendemos, aniquilando a cultura ocidental e o cristianismo, assim como as nações clássicas.

Apoiavam a fundação de um governo planetário que instauraria um culto mundial a Lúcifer e reinaria sobre uma massa homogênea de seres humanos desprovidos de qualquer diferença de raça, cultura, nacionalidade ou religião, e cuja única função seria trabalhar escravizados a serviço de seus amos. O crescimento da seita foi rápido.

Dois anos depois de sua criação, já atraía nobres, políticos e profissionais liberais como médicos, advogados e juízes. Entre seus membros, o príncipe Ferdinando de Brunswick, o duque de Saxe-Gotha, o barão de Dalberg e o príncipe Karl de Hesse. Até o escritor Wolfgang Goethe se deixou seduzir pelos postulados da ordem.

Veja o video com a lista e os detalhes: 

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Cientistas descobrem como os egípcios moveram pedras gigantes para formar as pirâmides


Por: Andrew Tarantola

Uma civilização antiga, sem a ajuda de tecnologia moderna, conseguiu mover pedras de 2,5 toneladas para compor suas famosas pirâmides. Mas como? A pergunta aflige egiptólogos e engenheiros mecânicos há séculos. Mas agora, uma equipe da Universidade de Amsterdã acredita ter descoberto o segredo – e a solução estava na nossa cara o tempo todo.

Tudo se resume ao atrito. Os antigos egípcios transportavam sua carga rochosa através das areias do deserto: dezenas de escravos colocavam as pedras em grandes “trenós”, e as transportavam até o local de construção. Na verdade, os trenós eram basicamente grandes superfícies planas com bordas viradas para cima.

Quando você tenta puxar um trenó desses com uma carga de 2,5 toneladas, ele tende a afundar na areia à frente dele, criando uma elevação que precisa ser removida regularmente antes que possa se ​​tornar um obstáculo ainda maior.

A areia molhada, no entanto, não faz isso. Em areia com a quantidade certa de umidade, formam-se pontes capilares – microgotas de água que fazem os grãos de areia se ligarem uns aos outros -, o que dobra a rigidez relativa do material. Isso impede que a areia forme elevações na frente do trenó, e reduz pela metade a força necessária para arrastar o trenó. Pela metade.

http://gizmodo.uol.com.br/wp-content/blogs.dir/8/files/2014/05/thesetupinth.png
Clique na imagem para ampliar

Ou seja, o truque é molhar a areia à frente do trenó. Como explica o comunicado à imprensa da Universidade de Amsterdã:

Os físicos colocaram, em uma bandeja de areia, uma versão de laboratório do trenó egípcio. Eles determinaram tanto a força de tração necessária e a rigidez da areia como uma função da quantidade de água na areia. Para determinar a rigidez, eles usaram um reômetro, que mostra quanta força é necessária para deformar um certo volume de areia.

Os experimentos revelaram que a força de tração exigida diminui proporcionalmente com a rigidez da areia… Um trenó desliza muito mais facilmente sobre a areia firme [e úmida] do deserto, simplesmente porque a areia não se acumula na frente do trenó, como faz no caso da areia seca.


Estas experiências servem para confirmar o que os egípcios claramente já sabiam, e o que nós provavelmente já deveríamos saber. Imagens dentro do túmulo de Djehutihotep, descoberto na Era Vitoriana, descrevem uma cena de escravos transportando uma estátua colossal do governante do Império Médio; e nela, há um homem na frente do trenó derramando líquido na areia. Você pode vê-lo na imagem acima, à direita do pé da estátua.

Agora podemos finalmente declarar o fim desta caçada científica. O estudo foi publicado na Physical Review Letters. [Universidade de Amsterdã via Phys.org via Gizmodo en Español]

Imagens por wmedien/Shutterstock; Al-Ahram Weekly, 5-11 de agosto de 2004, edição 702; Universidade de Amsterdã

Fonte: Gizmodo
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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Face oculta dos EUA: esterilização para reduzir a população


Pandemias fictícias e leis sobre a vacinação forçada são a preparação para a esterilização completa da população “excessiva” da Terra.

Em 1989 o “Memorando 200”, elaborado em 1974 por Henry Kissinger, conselheiro para a segurança nacional dos EUA, deixou de ser secreto. O seu tema era o crescimento da população no mundo e as suas consequências para a segurança dos EUA e dos seus interesses no estrangeiro. Ao propor medidas para a redução significativa de população, Kissinger escreveu:

“O mundo depende cada vez mais dos fornecimentos de minérios dos países em desenvolvimento, e se o crescimento rápido da população violar as suas perspetivas do desenvolvimento econômico e do progresso social, a instabilidade que surge poderá minar as condições para a produção alargada e para o apoio da corrente constante desses recursos”.

Para aumentar ao máximo o movimento para a estabilidade populacional, propunha-se prestar atenção a treze países em desenvolvimento das regiões do planeta mais ricas em recursos: Índia, Bangladesh, Paquistão, Nigéria, México, Indonésia, Brasil, Filipinas, Tailândia, Egito, Turquia, Etiópia e Colômbia. O “Memorando 200” propunha uma redução radical da população desses países, o que permite aos EUA explorar os seus minérios.

O plano secreto de Kissinger começou a ser realizado imediatamente. A esterilização tornou-se o meio contracetivo mais popular na América Latina nos anos de 1980-1990. No início dos 1990, o Ministério da Saúde do Brasil começou a investigar a esterilização em massa de mulheres brasileiras. Constatou-se que cerca de 44% de todas as mulheres brasileiras em idades entre 14 e 55 anos foram regularmente esterilizadas. A esterilização era realizada por várias organizações e agências, sendo muito poucas delas brasileiras. A Federação Internacional de Planeamento Familiar, a Fundação Pathfinder norte-americana, a Associação pela Contraceção Cirúrgica Voluntária, a Saúde Familitar Internacional agiam todas sob a égide da Agência de Desenvolvimento Internacional do Departamento de Estado dos EUA (USAID). Em 1989, o governo brasileiro, que inicialmente era um adepto convicto desse programa, motivado pela luta contra a pobreza, informou a USAID de que os programas de esterilização se tornaram “excessivos e inúteis”. Segundo algumas notícias, nesse quadro foram esterilizadas quase 90% de todas as brasileiras com raízes africanas.

Segundo dados da comissão governamental para os direitos humanos do Peru, entre 1995 e 2000, realizou-se esterilização em massa nas regiões mais pobres do Peru, sendo o motivo o mesmo: superar a pobreza. Em poucos anos foram esterilizadas mais de 300 mil pessoas e cerca de 24 mil homens. As vantagens da esterilização eram publicitadas com a ajuda de panfletos, cartazes, anúncios de rádio, onde às peruanas se prometia “felicidade e bem-estar”. A política de esterilização em massa levou a que algumas regiões do Peru entrassem em crise demográfica e, como consequência, em queda econômica. Segundo dados dos defensores dos direitos humanos, nos anos 90 do século passado, centenas de mulheres e homens das camadas pobres foram esterilizadas contra a sua vontade. Inicialmente, a campanha de esterilização em massa era abundantemente financiada pelos americanos (USAID), mas, depois da publicação, em 1998, nos maiores jornais americanos artigos sobre esterilização forçada no Peru, foi suspenso o seu financiamento dos fundos estatais dos EUA.

E 2011, no Ruanda começou a esterilização em grande escala, que abrange 700 mil homens. O programa está previsto para 3 anos e é totalmente financiado pela USAID. Claro que a campanha é voluntária, mas “sempre que a campanha de esterilização é feita em grande escala, isso conduz à coerção”, assinalou Steve Mosher, presidente do Instituto de Investigação da População (EUA). Ele considera que “as consequências para a vida da família e para o desenvolvimento da economia do Ruanda serão bastante sensíveis” e é “a melhor forma” de travar a SIDA. Mas ele esqueceu-se que as leis dos EUA proíbem o financiamento de abortos ou esterilização forçados.

Estes são apenas alguns exemplos do que acontece com a população de vários países do mundo. Não é segredo para ninguém que, em qualquer altura, na guerra pelos recursos se podiam reconhecer como permitidos todos os meios, principalmente no caso do crescimento rápido da população, como considera o sr. Kissinger, dificultar as perspetivas do desenvolvimento económico dos países desenvolvidos. Porém, deve-se lembrar que a esterilização forçada é considerada um crime contra a humanidade se for empregue em grande escala e sistematicamente. E fica sob a jurisdição do Tribunal Penal Internacional.
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Re-Post: Humanos Transgênicos


Já vimos mosquitos geneticamente modificados, plantas geneticamente modificadas, e vacas geneticamente modificadas, mas poderíamos em breve ter que lidar com nossas próprias modificações genéticas, seres humanos geneticamente modificados.

É justamente sobre os Humanos Transgênicos que Alex Jones aborda nos vídeos abaixo.
Veja os videos reveladores acerca desse projeto que já é uma realidade em nossos dias. Fique alerta e compartilhe essa informação com o máximo de pessoas que você puder.


Fonte: You tube
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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Reunião Bilderberg 2014: Elite Secreta se Reunirá na Dinamarca


A reunião de 2014 do Grupo Bilderberg – uma organização secreta de agentes do poder mundial – terá lugar na Dinamarca, no final de maio. O anúncio foi feito hoje no site oficial “Bilderberg Meetings“, que afirma simplesmente: “A reunião de 62 Bilderberg terá lugar no final de maio 2014, na Dinamarca“.

Nenhuma cidade ou hotel ainda foi identificado como o local da reunião, embora o grupo sempre realize suas conferências em resorts de luxo próximos a grandes cidades ou em estâncias turísticas remotas exclusivas.

A reunião de 2014 marca o primeiro retorno do grupo Bilderberg para a Escandinávia, já que o grupo reuniu-se na Suécia, em 2001. É a primeira vez que a conferência será realizada na Dinamarca desde 1969.

A organização elitista, que se reúne anualmente na Europa, nos Estados Unidos ou no Canadá, é composta por alguns dos pesos pesados ​​mais poderosos da indústria, bancos, política, realeza, academia e tecnologia.

No ano passado, figurões como Jeff Bezos, Timothy Geithner, Christine Lagarde, Henry Kissinger, a Rainha Beatriz dos Países Baixos, e primeiro-ministro britânico, David Cameron, estavam todos os presentes. Em reuniões anteriores tivemos a participação de figurões da tecnologia como Bill Gates da Microsoft e Eric Schmidt do Google.

Enquanto a grande mídia habitualmente deixa de dar à reunião do grupo Bilderberg a cobertura que merece – caracterizando o grupo como um mero “workshop” – têm sido documentados nos últimos anos inúmeros exemplos de como a organização tem um impacto direto sobre a política global, levando a acusações de que a grupo é fundamentalmente antidemocrático por natureza.

Isto levou a cada vez maiores manifestações anti-Bilderberg nos últimos anos, incluindo o ano passado, em Watford no Reino Unido, onde milhares de pessoas participaram de um evento que foi realizado nos terrenos do Grove Hotel, onde os Bilderbergs estavam tendo sua reunião.

Logo antes da reunião do ano passado, repórteres da Infowars que tinham reservado estadia no Hotel Grove dias antes da chegada dos membros do Bilderberg tiveram suas reservas canceladas devido a preocupações de “segurança” não especificadas.

Em 2010, o ex-Secretário-Geral da OTAN e membro Bilderberg Willy Claes admitiu que os participantes Bilderberg são obrigados a implementar as decisões políticas que são formuladas durante a reunião.

Há inúmeros outros exemplos de como o grupo Bilderberg tem influenciado grandes eventos globais antes destes acontecerem, escolhendo regularmente presidentes e primeiros-ministros com desprezo total para o processo democrático.

No ano passado, o advogado italiano Alfonso Luigi Marra solicitou que o Ministério Público de Roma investigasse atividades criminais da organização clandestina, questionando se a reunião de 2011 do grupo na Suíça levou à seleção de Mario Monti como primeiro-ministro da Itália.

Veja a matéria original em italiano.

Em 2009 o presidente do grupo Bilderberg Étienne Davignon até mesmo se gabava de como a moeda única da europa, o Euro, foi uma criação do Grupo de Bilderberg.


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A Indústria Farmacêutica paga para obter os resultados que pretende


Em relação às Farmacêuticas, temos de fundamentar uma ideia, excluindo qualquer dúvida: os ensaios financiados pela indústria apresentam maiores probabilidades de produzir um resultado positivo, lisonjeiro, do que os ensaios financiados de uma maneira independente.

Esta é a nossa premissa central, e o leitor irá aperceber-se disso em poucos artigos, porque se trata de um dos fenómenos mais bem documentados no campo cada vez maior da «investigação sobre investigação». Também se tornou muito mais fácil de estudar nos últimos anos porque as regras sobre declaração do financiamento industrial se tomaram um pouco mais claras.

Podemos começar por algum trabalho recente: em 2010, três investigadores de Harvard e de Toronto descobriram todos os ensaios sobre cinco grandes classes de fármacos (antidepressivos, medicamentos contra úlceras, etc.) e mediram duas características fundamentais: foram positivos, e foram financiados pela indústria? [1]

Num total de mais de quinhentos ensaios, 85% dos financiados pela indústria foram positivos, em comparação com apenas 50% dos financiados por governos. Trata-se de uma diferença muito significativa.

Em 2007, houve investigadores que observaram todos os ensaios publicados destinados a explorar os benefícios de uma estatina. [2]

As estatinas são fármacos que reduzem o colesterol, diminuem o risco de ataque cardíaco e são receitadas em enormes quantidades.

Este estudo descobriu um total de 192 ensaios, uns comparando uma estatina com outra e outros comparando uma estatina com um tipo diferente de terapêutica. Depois de os investigadores controlarem outros factores, descobriram que os ensaios financiados pela indústria apresentavam uma probabilidade vinte vezes superior de produzir resultados que favoreciam o fármaco testado. Trata-se, mais uma vez, de uma enorme diferença.

Apresentaremos mais uma. Em 2006, houve investigadores que analisaram todos os ensaios de fármacos psiquiátricos publicados em quatro revistas académicas ao longo de dez anos, tendo apurado um total de 542 resultados de ensaios. 

Os patrocinadores da indústria obtiveram resultados favoráveis para os seus fármacos 78% das vezes, ao passo que os ensaios com financiamento independente só tiveram resultados positivos em 48% dos casos. Se o leitor fosse um fármaco a competir num ensaio com o fármaco do patrocinador, estaria em muito maus lençóis: só conseguiria ganhar nuns míseros 28% dos casos. [3]

São resultados sombrios e assustadores, mas provêm de estudos individuais. Quando se dispõe de muitas investigações num campo, é sempre possível alguém — como nós, por exemplo — seleccionar o que há de melhor e fornecer uma visão parcial. Poderiamos, no essencial, estar a fazer exactamente aquilo de que acusamos a Indústria Farmacêutica e a informá-lo apenas dos estudos que apoiam a nossa pretensão, ocultando dos seus olhos os tranquilizadores.

Para prevenir este risco, os investigadores inventaram a revisão sistemática.

Exploraremos este conceito mais pormenorizadamente noutro artigo, uma vez que ocupa o lugar central na medicina moderna, mas, no essencial, uma revisão sistemática é simples: em vez de um investigador deambular pela literatura de investigação, escolhendo consciente ou inconscientemente, aqui e ali, artigos que apoiam as suas crenças preexistentes, adopta uma abordagem científica, sistemática, ao próprio processo de procura de evidência científica, assegurando-se de que a sua evidência é tão completa e representativa quanto possível de todas as investigações alguma vez efectuadas.

As revisões sistemáticas são muitíssimo onerosas. Por coincidência, foram publicadas em 2003 duas que analisam especificamente a questão que nos interessa. Pegam em todos os estudos alguma vez publicados sobre a existência ou não de associação entre o financiamento da indústria e os resultados que a favorecem.

Cada uma adoptou uma abordagem ligeiramente diferente no que toca ã identificação de artigos de investigação, e ambas descobriram que os ensaios financiados pela indústria apresentavam, em geral, uma probabilidade quatro vezes superior de relatar resultados positivos. [4]

Uma revisão posterior, realizada em 2007, incidiu sobre os novos estudos publicados nos quatro anos que se seguiram a essas duas revisões anteriores: identificou mais vinte artigos, dos quais todos, à excepção de dois, revelavam que os ensaios financiados pela indústria apresentavam maiores probabilidades de relatar resultados lisonjeiros. [5]

Alongamo-nos no estabelecimento desta evidência porque queremos ser absolutamente claros, sem margem para dúvidas, nesta matéria. Os ensaios financiados pela indústria fornecem resultados positivos — não se trata de uma opinião da nossa lavra nem de uma intuição que emergiu de uma análise ocasional, de passagem. É um problema muito bem documentado e que tem sido extensivamente investigado sem que ninguém tenha avançado com uma acção eficaz, como veremos mais adiante.

Há um último estudo sobre o qual queremos falar. Verifica-se que este padrão de os ensaios financiados pela indústria apresentarem probabilidades muito maiores de obterem resultados positivos persiste mesmo quando nos afastamos dos artigos académicos publicados, e examinamos, ao invés, relatórios de ensaios apresentados em conferências académicas, onde os dados aparecem muitas vezes pela primeira vez (de facto, como veremos, por vezes os resultados de ensaios só aparecem numa conferência académica, com muito poucas informações sobre como o estudo foi realizado).


Fries e Krishnan estudaram todos os sumários de investigação, apresentados nas reuniões realizadas em 2011 pelo American College of Rheumatology, que apresentavam qualquer tipo de ensaio e reconheciam patrocínio da indústria, para apurar a proporção dos que apresentavam resultados favoráveis ao fármaco do patrocinador.

Vem aí uma frasezinha, como que o remate de uma piada, e, para a percebermos, temos de falar um pouco sobre o aspecto de um artigo académico. Em geral, a parte referente aos resultados é extensa: fornecem-se números brutos para cada resultado e para cada possível factor causal, mas não sob a forma de algarismos brutos.

Fomecem-se «séries» (ou intervalos), talvez se explorem subgrupos, realizam-se testes estatísticos, e cada pormenor do resultado é descrito sob a forma de tabela e apresentado resumidamente no texto, onde se explicam os resultados mais importantes. Este processo demorado costuma ocupar várias páginas.

Em Fries e Krishnan (2004), este nível de pormenor foi desnecessário. A secção dos resultados é uma frasezinha singela, simples e, gostaria eu de imaginar, bastante passivo-agressiva:

Os resultados de cada ensaio controlado aleatório (45 em 45) favoreceram o fármaco do patrocinador.

Este achado extremo tem um efeito secundário interessantíssimo para as pessoas interessadas em atalhos que poupam tempo. Como todos os ensaios financiados pela indústria tinham um resultado positivo, não precisamos de saber mais nada sobre um ensaio para prever o seu resultado: se foi financiado pela indústria, é certo e sabido que o ensaio descobriu que o fármaco era óptimo.

Como acontece isto? Como conseguem os ensaios financiados pela indústria obter quase sempre um resultado positivo? Tratar-se-á de uma combinação de factores, tanto quanto alguém pode estar certo. Por vezes, a falha dos ensaios reside no delineamento. Podemos comparar o nosso novo fármaco com algo que sabemos que não presta — talvez um fármaco existente numa dose inadequada ou um placebo com uma acção praticamente nula.

Podemos escolher os nossos doentes com todo o cuidado, de modo a aumentar a probabilidade de melhorarem com o nosso tratamento. Podemos espreitar os resultados no meio do ensaio e terminá-lo mais cedo se forem bons (um veneno estatístico, por razões interessantes que iremos discutir). E assim por diante.

Contudo, antes de se chegar a estas fascinantes voltas e reviravoltas metodológicas, a estas cabeçadas e cotoveladas que impedem um ensaio de ser um teste imparcial à eficácia ou não de um medicamento, existe um recurso muito mais simples à disposição.

Por vezes, as empresas da Indústria Farmacêutica realizam muitos ensaios e, quando verificam que os resultados não são lisonjeiros, limitam-se a não os publicar. Não é um problema novo nem se restringe à medicina. Com efeito, esta questão dos resultados negativos que se perdem pelo caminho é transversal a quase todos os domínios da Ciência.

Distorce achados em domínios tão diversos como a imagiologia cerebral e a Economia, troça de todos os nossos esforços para excluir o enviesamento dos nossos estudos e, não obstante tudo o que lhe dirão os reguladores, as empresas da Indústria Farmacêutica e até alguns académicos, é um problema que tem estado por resolver há décadas.

Com efeito, está tão enraizado que mesmo que o resolvêssemos hoje — neste preciso momento, de uma vez por todas, para sempre, sem vícios de forma nem lacunas na nossa legislação —, não seria útil, porque continuaríamos a exercer medicina, a tomar jovialmente decisões sobre qual é a melhor terapêutica, com base em décadas de evidência médica fundamentalmente distorcida, como o leitor acabou de verificar.

No entanto, há uma maneira de progredir.

Notas:

[1] Bourgeois FT, Murthy S, Mandl KD. «Outcome Reporting Among Drug Trials Registered in ClinicalTrials.gov». Annals of Internal Medicine. 2010; 153(3): 158-66.

[2] Bero L, Oostvogel F, Bacchetti P, Lee K. «Factors Associated with Findings of Published Trials of Drug-Drug Comparisons: Why Some Statins Appear More Efficacious than Others». PLoSMed. 5 de Junho de 2007; 4(6): el84.

[3] Kelly RE Jr, Cohen LJ, Semple RJ, Bialer P, Lau A, Bodenheimer A, et al. «Relationship between drug company funding and outcomes of clinical psychiatric research». Psychol Med. Novembro de 2006; 36(11)1647-56.

[4] Bekelman JE, Li Y, Gross CP. «Scope and impact of financial conflicts of interest in biomedical research: a systematic review». JAMA 2003; 289: 454-65.

Lexchin J, Bero LA, Djulbegovic B, Clark O. «Pharmaceutical industry sponsorship and research outcome and quality: systematic review». BMJ2003; 326: 1167-70.

[5] Sergio S. «Pharmaceutical company funding and its consequences: A qualitative systematic review». Contemporary Clinical Trials. Março de 2008; 29(2): 109-13.

Fonte: Livro: «Farmacêuticas da Treta» de Ben Goldacre - Paradigma da Matrix
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Porque é que artigos que revelam dados negativos sobre fármacos não são apresentados?


Nota: as afirmações deste artigo, são da autoria de Ben Goldacre, o médico que escreveu o livro «Farmacêuticas da Treta».

A reboxetina é um fármaco que eu próprio receitei. Como os outros medicamentos não tinham resultado nesse doente em particular, quisemos experimentar qualquer coisa nova. Tinha lido os dados do ensaio antes de escrever a receita e só descobrira testes bem concebidos, imparciais, com resultados esmagadoramente positivos.

A reboxetina era melhor do que o placebo e tão boa como qualquer outro antidepressivo em comparações directas um a um. O seu uso foi aprovado pela MHRA (Medicines and Healthcare products Regulatory Agency), a agência que regula todos os fármacos no Reino Unido.

Todos os anos são receitadas milhões de doses desse fármaco em todo o mundo. A reboxetina era claramente um tratamento seguro e eficaz. O doente e eu discutimos brevemente a evidência e concordámos em que era o tratamento adequado a tentar a seguir. Assinei um pedaço de papel, uma receita, que afirmava que queria que o meu doente tomasse esse fármaco.

No entanto, fomos ambos induzidos em erro. Em Outubro de 2010, um grupo de investigadores conseguiu finalmente juntar todos os ensaios alguma vez realizados sobre a reboxetina. [1]

Num longo processo de investigação — procurando em revistas académicas, mas também solicitando arduamente dados aos fabricantes e recolhendo Documentos provenientes de reguladores —, conseguiram juntar todos os dados, tanto dos ensaios que foram publicados como dos que nunca apareceram em artigos académicos.

O tratamento em conjunto de todos estes dados de ensaios produziu uma imagem chocante. Tinham-se realizado sete ensaios que comparavam a reboxetina com um placebo. Só um, abrangendo 254 doentes, tinha um resultado positivo claro, e foi esse que foi publicado numa revista académica, para ser lido por médicos e investigadores.

Os restantes seis ensaios, abrangendo dez vezes mais doentes, demonstravam todos que a reboxetina não era melhor que um comprimido inerte. Nenhum deles foi publicado. Eu não fazia ideia de que existiam.

Mas as coisas pioraram. Os ensaios que comparavam a reboxetina com outros fármacos produziam uma imagem exactamente idêntica: três pequenos estudos, abrangendo um total de 507 doentes, mostravam que a reboxetina era tão boa como qualquer outro fármaco. Foram todos publicados.

No entanto, dados abrangendo 1657 doentes ficaram por publicar, dados esses que mostravam que os doentes a tomar reboxetina passavam pior do que os que tomavam outra medicação. Como se tudo isto não bastasse, ainda havia os efeitos secundários.

O medicamento fazia boa figura nos ensaios publicados na literatura académica; mas, quando se analisavam os estudos não publicados, verificava-se que os doentes que estavam a tomar reboxetina apresentavam, em comparação com os que tomavam outros medicamentos, maiores probabilidades de sofrer de efeitos secundários, de deixar de tomar o medicamento e de abandonar o ensaio devido a esses efeitos.

Se alguma vez duvidar dos motivos que me levam a ficar furioso com as histórias que conto no livro «Farmacêuticas da Treta» — e juro que, aconteça o que acontecer, me restringirei aos dados e me esforçarei por dar uma imagem imparcial de tudo o que sabemos —, basta-lhe reflectir nesta história.

Fiz tudo o que se esperava que um médico fizesse. Li todos os artigos, apreciei-os criticamente, compreendi-os, discuti-os com o doente e tomámos uma decisão juntos, baseados na evidência. Nos dados publicados, a reboxetina era um medicamento seguro e eficaz. Na realidade, não era melhor do que um placebo, e pior do que isso, fazia mais mal do que bem.

Como médico, após ter pesado toda a evidência, fiz algo que causou dano ao meu doente, simplesmente porque houve dados que não eram lisonjeiros que ficaram por publicar.

Se achar esta situação surpreendente ou escandalosa, estamos apenas no princípio da jornada. Porque ninguém infringiu qualquer lei, a reboxetina ainda é comercializada e o sistema que permitiu que tudo isto acontecesse ainda vigora, para todos os fármacos, em todos os países do mundo.

Os dados negativos estão em falta, para todos os tratamentos, em todos os domínios da Ciência. Os reguladores e os organismos profissionais que deveriam erradicar este tipo de práticas faltaram aos seus compromissos para connosco.

Em poucas páginas, percorreremos a literatura que demonstra tudo isto sem margem para dúvidas, mostrando que o «enviesamento de publicação» — o processo pelo qual os resultados negativos ficam por publicar — é endémico em toda a medicina e em todo o mundo académico, e que os reguladores não fizeram nada contra isto, apesar de décadas de dados que expõem a dimensão do problema.

Mas antes de chegarmos a essa investigação, como preciso que o leitor se dê conta das suas implicações, temos de reflectir sobre a importância dos dados em falta.

A evidência é a única possibilidade que temos de saber se alguma coisa resulta, ou não, em medicina. Progredimos testando coisas, o mais cautelosamente possível, em ensaios comparativos, e reunindo toda a evidência.

Este último passo é crucial: se escondo do leitor metade dos dados, é muito fácil para mim convencê-lo de algo que não é verdade. Se lanço uma moeda cem vezes, por exemplo, mas só o informo das vezes em que saiu caras, posso convencê-lo de que a moeda tem caras nas duas faces.

Mas isso não quer dizer que tenho realmente uma moeda com duas caras: quer dizer que estou a induzi–lo em erro e que o leitor é um tolo por me deixar fazê-lo. É exactamente a situação que toleramos, e sempre tolerámos, em medicina. Os investigadores são livres de realizar todos os ensaios que quiserem e, depois, escolhem os que publicam.

As repercussões desta situação vão muito além dos erros em que os médicos são induzidos sobre os benefícios e danos das intervenções nos doentes, e muito além dos ensaios. A investigação médica não é uma ocupação académica abstracta: é sobre pessoas pelo que, sempre que não publicamos uma peça de investigação, expomos gente real, viva, a sofrimentos desnecessários e evitáveis.

TGN1412

Em Março de 2006, seis voluntários chegaram a um hospital de Londres para participar num ensaio. Era a primeira vez que se ministrava a humanos um novo fármaco chamado TGN1412, e cada um dos voluntários recebia 2000 libras. [2] 

No espaço de uma hora, os seis homens ficaram com dores de cabeça, dores musculares e mal-estar geral. Depois as coisas pioraram: temperaturas altas, agitação, períodos em que se esqueciam de quem eram e de onde estavam. Não tardaram a ter calafrios, rubores, pulsação acelerada, quebra da tensão arterial.

A seguir tudo se precipitou: um entrou em insuficiência respiratória, com os níveis de oxigénio no sangue a diminuírem rapidamente à medida que os pulmões se enchiam de líquido.

Ninguém soube porquê. Outro teve uma brusca quebra de tensão, para apenas 65/40, deixou de respirar em condições e foi levado apressadamente para uma unidade de cuidados intensivos, anestesiado, entubado e ligado a uma máquina de ventilação.

No espaço de um dia, os seis estavam muito mal: líquido nos pulmões, dificuldades respiratórias extremas, rins a funcionarem mal, o sangue a coagular descontroladamente e os glóbulos brancos a desaparecerem.

Os médicos atulharam-nos de tudo o que podiam: esteróides, anti-histamínicos, bloqueadores dos receptores do sistema imunitário. Todos os doentes estavam a ser ventilados nos cuidados intensivos.

Deixaram de produzir urina; foram postos em diálise; o sangue foi substituído, primeiro devagar e depois rapidamente; necessitavam de plasma, de glóbulos vermelhos, de plaquetas. As febres persistiam.

Um contraiu pneumonia. E, depois, o sangue deixou de chegar à periferia. Os dedos das mãos e dos pés ficaram vermelhos, castanhos e depois pretos, começaram a apodrecer e a morrer. Num esforço heróico, escaparam todos, conservando, pelo menos, a vida.

O Departamento de Saúde britânico convocou um grupo de especialistas para tentar compreender o que se passara, tendo surgido duas preocupações. [3]

Em primeiro lugar: podemos impedir a repetição de situações destas? É pura idiotice ministrar, num ensaio pioneiro em humanos, um novo tratamento experimental a todos os participantes ao mesmo tempo se esse tratamento é uma quantidade completamente desconhecida.

Os novos medicamentos devem ser ministrados aos participantes num processo faseado, lentamente, ao longo de um dia. Esta ideia foi acolhida com bastante atenção pelos reguladores e os média.


Não se passou o mesmo no que toca à segunda preocupação: teríamos podido prever este desastre? A TGN1412 é uma molécula que se liga a um receptor chamado CD28 nos glóbulos brancos do sistema imunitário. 

Era um tratamento novo e experimental, o modo como interferia com o sistema imunitário estava mal estudado, e a aplicação de modelos animais era difícil (ao contrário da tensão arterial, por exemplo, porque os sistemas imunitários variam muito consoante as espécies).

Mas, como se descobriu no relatório final, já tinha havido uma experiência com uma intervenção semelhante: só que nunca fora publicada. Um investigador testara a hipótese sem publicar os dados, num estudo que realizou num único sujeito humano dez anos antes, utilizando um anticorpo que se ligava aos receptores CD3, CD2 e CD28.

Os efeitos desse anticorpo assemelhavam-se aos da TGN1412, e o indivíduo sujeito ao teste tinha passado mal.

Mas ninguém teria podido sabê-lo porque esses resultados nunca tinham sido partilhados com a comunidade científica. Permaneceram por publicar, desconhecidos, quando teriam podido ajudar a salvar seis homens de uma provação terrível, destruidora e evitável.

Esse investigador não podia prever os danos específicos para os quais contribuiu, e é difícil responsabilizá-lo individualmente porque funcionava integrado numa cultura académica onde não publicar dados era considerado absolutamente normal. Essa mesma cultura mantém-se nos nossos dias.

O relatório final sobre a TGN1412 concluía que era essencial partilhar os resultados de todos os ensaios pioneiros em humanos: deveriam ser publicados, sem excepção, como rotina. Mas os resultados dos ensaios da fase 1 não eram publicados nessa altura e continuam a não ser publicados hoje.

Em 2009, pela primeira vez, foi publicado um estudo que analisava especificamente quantos desses ensaios pioneiros em humanos são publicados e quantos permanecem escondidos. [4]

Pegaram em todos os ensaios desse tipo aprovados por uma comissão de ética ao longo de um ano. Ao cabo de quatro anos, nove em cada dez permaneciam por publicar; ao cabo de oito anos, quatro em cada cinco ainda não tinham sido publicados.

Em medicina, como veremos vezes sem conta, a investigação não é abstracta: relaciona-se directamente com a vida, a morte, o sofrimento e a dor. Devido a cada um desses estudos não publicados, estamos potencialmente expostos, desnecessariamente, a outra TGN1412.

Nem uma notícia enorme, divulgada internacionalmente, com imagens horríveis de jovens exibindo pés e mãos enegrecidos em camas de hospital, foi suficiente para desencadear qualquer acção, pois a questão dos dados em falta é demasiado complicada para caber numa frase.

Quando não partilhamos resultados de investigações básicas, como o pequeno estudo pioneiro em humanos, expomos pessoas a riscos desnecessários no futuro. Terá este sido um caso extremo? O problema limitar-se-á a novos medicamentos experimentais em pequenos grupos de participantes em fases iniciais de ensaio? Não.

Na década de 1980, os médicos começaram a receitar antiarrítmicos a todos os doentes que tinham tido um ataque cardíaco.

Esta prática fazia imenso sentido no papel: sabíamos que os antiarrítmicos ajudavam a prevenir ritmos cardíacos anormais; também sabíamos que as pessoas que tinham tido um ataque cardíaco apresentavam maiores probabilidades de ter ritmos cardíacos anormais; também sabíamos que era frequente estes ritmos não serem detectados, diagnosticados e tratados.

Receitar antiarrítmicos a toda a gente que tivesse tido um ataque cardíaco era uma medida simples, sensata e preventiva.

Infelizmente, revelou-se que estávamos errados. Esta prática prescritiva, com a melhor das intenções, baseada nos melhores princípios, matou realmente pessoas.

E, como os ataques cardíacos são muito comuns, matou um grande número de pessoas: bem mais de 100.000 morreram desnecessariamente antes de percebermos que o equilíbrio fino entre benefício e risco era completamente diferente para os doentes que não tinham um ritmo cardíaco comprovadamente anormal.

Teria alguém podido prever isto? Infelizmente, sim. Um ensaio realizado em 1980 testou um novo antiarrítmico, a lorcainida, num pequeno número de homens, menos de uma centena, que tinham tido um ataque cardíaco, para ver se era de alguma utilidade.

Nove em quarenta e oito homens que tomaram lorcainida morreram em comparação com um dos quarenta e sete que tomaram placebo. O medicamento estava nas primeiras fases do seu ciclo de desenvolvimento e, pouco depois deste estudo, foi abandonado por razões comerciais.

Como não estava no mercado, ninguém pensou sequer em publicar o ensaio. Os investigadores partiram do princípio de que se tratava de uma idiossincrasia da sua molécula e não pensaram mais nisso.

Se tivessem publicado o estudo, teríamos sido muito mais cuidadosos no que toca a experimentar outro antiarrítmico em pessoas com ataques cardíacos, e o fenomenal número de óbitos (mais de 100.000 pessoas que morreram prematuramente) teria podido ser travado mais cedo.

Mais de uma década depois, os investigadores publicaram finalmente os resultados, com um mea culpa, reconhecendo os danos que tinham causado por não os terem partilhado mais cedo:

“Quando realizámos o nosso estudo em 1980, pensámos que o aumento da taxa de mortalidade verificada no grupo que estava a tomar lorcainida se devia ao acaso.

O desenvolvimento da lorcainida foi abandonado por razões comerciais, pelo que este estudo nunca foi publicado; esta situação constitui presentemente um bom exemplo de «enviesamento de publicação». Os resultados aqui descritos teriam podido fornecer um aviso prévio de problemas futuros.” [5]

Como veremos noutros artigos, este problema dos dados não publicados está generalizado na medicina e, na verdade, em todo o mundo académico, embora a escala do problema, e os danos que causa, tenham sido documentados sem deixar margem para dúvidas.

Veremos histórias sobre investigação básica do cancro, Tamiflu, medicamentos contra o colesterol, contra a obesidade, antidepressivos e muitos mais, com provas que vão desde os primórdios da medicina até aos dias de hoje, e dados que continuam a ser ocultados, neste preciso momento, sobre fármacos amplamente utilizados que muitos dos leitores terão tomado esta manhã.

Veremos também como os reguladores e os organismos académicos se esquivaram repetidas vezes a abordar o problema.

Como os investigadores usufruem da liberdade de enterrar os resultados que quiserem, os doentes estão expostos a danos a uma escala aterradora, em toda a medicina, desde a investigação à prática clínica. Os médicos podem não ter nenhuma ideia dos verdadeiros efeitos dos tratamentos que prescrevem.

Será que este medicamento resulta melhor ou será que estou apenas privado de metade dos dados? Ninguém sabe. Será que este medicamento dispendioso vale o dinheiro que custa ou terão os dados sido manipulados? Ninguém sabe. Este medicamento matará o doente? Há provas de que é perigoso? Ninguém sabe.

É estranho que esta situação surja na medicina, uma disciplina onde se parte do princípio de que tudo se baseia na evidência e onde a prática clínica do dia-a-dia se entrelaça com a ansiedade médico-legal.

Num dos domínios mais regulados da conduta humana, tirámos os olhos da bola e permitimos que a evidência que orienta a prática fosse poluída e distorcida. Parece inimaginável. Veremos até que ponto este problema é profundo.

Notas:

[1] Eyding D, Leigemann M, Grouven U, Harter M, Kromp M, Kaiser T, et al. «Reboxetine for acute treatment of major depression: systematic review and meta-analysis of published and unpublished placebo and selective serotonin reuptake inhibitor controlled trials». BMJ. 12 de Outubro de 2010; 341: c4737-c4737.

[2] Suntharalingam G, Perry MR, Ward S, Brett SJ, Castello-Cortes A, Bruner MD, et al. «Cytokine storm in a phase 1 trial of the anti-CD28 monoclonal antibody TGN1412». N. Engl. J. Med. 7 de Setembro de 2006; 355(10): 1018-28.

[3] Expert Group on Phase One Clinical Trials: Final report [Internet], 2006 [citado em 5 de Abril de 2012]. Disponível em:

http://www.dh.gov.uk /en/Publicationsandstatistics/Publications/PublicationsPolicyandGuidance/D H_063117

[4] Decullier E, Chan A-W, Chapuis F. «Inadequate Dissemination of Phase I Trials: A Retrospective Cohort Study». PLoSMed. 17 de Fevereiro de 2009; 6(2): el000034.

[5] Cowley AJ, Skene A, Stainer K, Hampton JR. «The effect of lorcai-nide on arrhytmias and survival in patients with acute myocardial infarction: an example of publication bias». International Journal of Cardiology. 1993; 40(2): 161-6. Iain Chalmers foi o primeiro a apresentar a TGN1412 e os antiarrítmicos como exemplos dos danos causados quando os primeiros ensaios individuais não são publicados. São os melhores exemplos deste problema, mas não devemos pensar que são invulgares: os dados quantitativos mostram que são apenas dois entre muitíssimos outros casos do mesmo tipo.

Fontes: Livro: «Farmacêuticas da Treta» de Ben Goldacre - Paradigma da Matrix
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