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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Las Vegas Instala em vias públicas, as "Intellistreets" luminárias capazes de gravar vídeos e audio conversas


O Departamento de Obras Públicas de Las Vegas, no estado de Nevada, EUA, promoveu um projeto de instalação de iluminação pública nas ruas equipados com tecnologia de rastreamento sofisticados, com recursos de gravação de vídeo e som.

Segundo a empresa Intellistreets com sede em Michigan, que fabrica e promove estas lâmpadas, as principais vantagens do sistema são a "gestão de energia, segurança e entretenimento."

Os modelos instalados na cidade de Las Vegas têm características como notificação especial luzes de emergência e sistema de som de alerta, e todos controlados a partir de um iPad, informa o site dos EUA Infowars .

Além disso, o sistema é equipado com wi-fi e wireless, e é capaz de gravar, pois é equipado com câmaras.

Embora o Departamento de Obras Públicas diz Las Vegas atualmente não pretende usar as câmaras de monitorização do sistema, há pessoas que temem que em breve será amplamente utilizado.

Os defensores dos direitos humanos locais se opõem ao possível fato, argumentando que viola a sua privacidade. "Esta tecnologia detecta seus movimentos.

E observa a partir do momento que você sair de casa até voltar para casa", disse Daphne ativista Lee.

Os opositores temem que as autoridades da cidade possam usar este sofisticado sistema em segredo.

Fonte: RT
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

NSA grampeou Vaticano e pode ter espionado papa, diz revista italiana


Reportagem com base em dados de Snowden afirma que EUA monitoraram comunicações da Igreja em busca de segredos diplomáticos e financeiros

Genebra - Há indícios de que a Agência de Segurança Nacional (NSA) americana espionou o então cardeal Jorge Bergoglio, antes de sua eleição para comandar a Igreja Católica, além do próprio papa Bento XVI e de cardeais brasileiros, segundo a revista italiana Panorama.

Com os grampos no Vaticano, até mesmo durante o conclave deste ano, Washington buscaria vantagens diplomáticas e segredos financeiros. A Casa Branca disse ontem que a informação é falsa.

A reportagem, que será publicada na quinta-feira, 31, usa dados fornecidos pelo ex-agente americano Edward Snowden e afirma também que 46 milhões de ligações telefônicas teriam sido monitoradas na Itália. O primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, convocou uma reunião de emergência para hoje sobre o caso.

As notícias de espionagem americana na Itália e no Vaticano põem ainda mais pressão sobre o governo dos EUA. Usando documentos de Snowden, a imprensa europeia tem noticiado como a NSA roubou informações de milhões de alemães, franceses e espanhóis, além de autoridades como a chanceler alemã, Angela Merkel.

Um alvo das escutas seria o Vaticano, enclave soberano dentro da cidade de Roma. Segundo a revista, os americanos passaram a operar um sofisticado mecanismo para monitorar as conversas de Bento XVI, antes de ele renunciar. Telefonemas do cardeal argentino Bergoglio, hoje papa Francisco, também teriam sido alvo de escutas dos EUA antes e durante o conclave.

A Igreja Católica não quis comentar as revelações da revista italiana. "De qualquer forma, não nos preocupamos com isso", declarou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

Segundo a Panorama, um dos alvos prioritários da espionagem americana foi a residência Domus Internationales Paulo VI, justamente onde Bergoglio estava hospedado nos dias que antecederam ao conclave. A Casa Santa Marta, que abrigou os cardeais ao longo do ritual para escolha do pontífice, supostamente foi outro alvo dos grampos da NSA.

Pelo menos três cardeais brasileiros estavam nessa residência do Vaticano à época, incluindo dom Odilo Scherer, que era um dos mais cotados para suceder a Bento XVI.

A publicação italiana afirma que a espionagem eletrônica dos EUA ocorreu durante o processo de seleção do novo papa, realizado em março. A revista ainda cita o grupo WikiLeaks, que havia afirmado que Bergoglio estava na mira da inteligência americana desde 2005.

Banco. Ele não seria o único no Vaticano a ser espionado. O chefe do Conselho Supervisor do Banco do Vaticano, Ernst von Freyberg, teria sido alvo das escutas. Ele foi chamado justamente para promover uma reforma da instituição, acusada de ser um instrumento de lavagem de dinheiro para o crime organizado.

Outros cardeais ligados ao banco também foram colocados na mira das escutas eletrônicas. O brasileiro Scherer é um dos membros do comitê do banco, mas seu nome não aparece na reportagem.

Interceptadas pelos americanos, as ligações do Vaticano foram classificadas, segundo a revista, em quatro categorias: "intenção de liderança", "ameaça ao sistema financeiro", "objetivos de política externa" e "direitos humanos".

O trabalho teria sido realizado em um anexo da Embaixada dos EUA em Roma, dedicado à espionagem. No local, trabalhariam apenas agentes da CIA e da NSA. A revista ainda aponta que os documentos de Snowden indicam que Roma seria um dos locais escolhidos por Washington para posicionar a elite do grupo de espiões americanos. 

Fonte: Estadão
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Russos encontram "chips espiões" até em ferro de passar roupas

Ferros de passar se tornaram ainda mais perigosos. (Fonte da imagem: Reprodução/BBC)

O mundo da espionagem parece não se limitar a práticas de interceptação de dados, como faz a NSA, mas também leva em consideração a prática do “grampo” em todo tipo de aparelho que você pode imaginar, nos transportando aos tempos de Guerra Fria.

Recentemente, uma emissora de TV russa mostrou uma carga de ferros de passar roupas sendo analisada por conta de suspeitas de espionagem. Sim, ferros de passar! Dentro dos aparelhos foram encontrados dispositivos identificados como “pequenos microfones” capazes de se conectar a redes WiFi com alcance de até 200 metros.

Esses aparelhos seriam usados para se infiltrar em redes desprotegidas e, de acordo com a reportagem da TV russa, teriam como alvos grandes empresas. Depois de conseguir acesso às redes locais de algumas corporações, os chips serviam como meio de espalhar spam através dessas companhias sem que eles sequer pudessem imaginar. Câmeras para carro e smartphones também já sofreram com o mesmo tipo de grampo na Rússia.

Mesmo com a apreensão desse carregamento de ferros de passar grampeados, pelo menos 30 unidades desse modelo foram parar nas lojas de São Petersburgo. Depois da apreensão, nenhum criminoso ou espião foi identificado, mas é possível imaginar que o responsável por implantar esses chips em ferros de passar realmente não tinha outra saída para realizar suas atividades ilegais. Isso ou ele era apenas muito criativo mesmo.

Fonte: Rosbalt, BBC
Via: Tecmundo, Revellati online
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Governo brasileiro também espionou estrangeiros, diz relatório


Agência teria acompanhado de perto representantes de países como Irã e Rússia.

O Brasil foi um dos países que reagiram de forma mais crítica aos escândalos de espionagem do Departamento de Defesa dos EUA e de agências de inteligência, citando até uma regulação contra vasculhamentos digitais.

O problema é que, segundo o jornal Folha de São Paulo, uma atitude semelhante foi tomada por aqui.

De acordo com um relatório obtido pelo jornal, a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) espionou diplomatas de países cujas relações eram avaliadas pelo Brasil, como Rússia, Irã e Iraque. Entre 2003 e 2004, essas pessoas teriam sido seguidas a pé ou de carro e fotografadas diariamente, seja em ambientes de trabalho ou perto de suas residências.

Agentes envolvidos confirmaram a veracidade dos documentos, enquanto o governo afirma que se tratam de "operações de contra-inteligência", ou seja, para proteger segredos federais, já que alguns dos alvos eram suspeitos de praticar espionagem, além de estarem envolvidos com equipamentos militares.

Isto é, apesar de não usar tecnologias avançadas como o governo norte-americano, o Brasil também não deixa de ficar de olho no movimento de quem está no país.

Referência: TecMundo

Fonte: Folha de São Paulo
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Espionagem traça destinos políticos desde a Antiguidade


Por: Anthony Zurcher
BBC Brasil

A interceptação de informações pessoais dos cidadãos não é novidade nos EUA

As revelações de que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA) estaria bisbilhotando políticos e pessoas mundo afora atraiu a ira de muitos governos. Espionar e ser espionado, no entanto, não se configura uma novidade.

O general chinês Sun Tzu, famoso por seu livro "A Arte da Guerra", escreveu: "Os líderes brilhantes e os bons generais que consigam ter bons espiões vão ter muitos êxitos".

Roubar cartas, interceptar comunicações, fazer escutas: estes são alguns exemplos de espionagem ao longo da história.

Na Roma antiga, os líderes políticos tinham a sua própria rede de vigilância, que lhes fornecia informações sobre as intrigas nas diferentes escalas de poder do império.

O famoso orador Cícero frequentemente se queixava de que suas cartas eram interceptadas.

“Não consigo encontrar um mensageiro fiel" , escreveu a seu amigo Atticus . "São muito poucos os que conseguem levar uma carta e não ficam tentados a lê-la" .

Júlio César também construiu uma rede de espionagem para saber das conspirações contra ele. É possível, inclusive, que ele sabia de antemão da conspiração no Senado que pôs fim à sua vida .
Inquisição

Na Idade Média, a Igreja Católica tinha mais poder do que muitos governos. E, obviamente, tinha uma rede de vigilância poderosa.

Um dos comandantes do sistema foi o bispo francês Bernard Gui, considerado um excelente escritor e um dos arquitetos da Inquisição.

É possível que Júlio César tenha sido informado da rebelião que resultou na sua morte.

Por quinze anos, atuou como inquisidor-chefe em Toulouse, onde julgou pelo menos 900 pessoas por heresia .

No livro "A conduta da Inquisição na Depravação da Heresia", de 1324, Gui explicou como identificava, interrogava e punia os hereges.
Elizabeth 1ª

A corte de Elizabeth 1ª, na Inglaterra, foi um campo fértil de intrigas. A função do fidalgo Francis Walsingham era fazer com que a monarca estivesse sempre um passo à frente de seus adversários.

Em maio de 1582, Walsingham conseguiu interceptar a correspondência do embaixador espanhol Bernardino de Mendoza. A carta falava sobre uma conspiração para invadir as ilha britânicas e instalar no trono a soberana dos escoceses, a rainha Mary.

Enquanto Mary estava confinada em uma prisão, Walsingham conseguiu uma maneira de provar o que já se falava na corte.

Ele se fez passar por um aliado de Mary e começou a trocar correspondências com ela por meio de cartas que chegavam escondidas em um barril de cerveja.

Nas cartas, Mary falou sobre o plano e Walsingham conseguiu as provas de que ela planejava assassinar Elizabeth 1ª e causar uma rebelião. A rainha dos escoceses foi julgada e condenada à morte.
Robespierre

Durante a Revolução Francesa, Robespierre e seus colegas vigiavam atentamente os revolucionários e reprimiam violentamente qualquer dissidência.

Em 1793, o governo revolucionário estabeleceu doze "comitês de vigilância" em todo o país . Os comitês eram autorizados a identificar, monitorar e prender qualquer suspeito.

Historiadores estimam que pelo menos meio milhão de pessoas foram alvos dos comitês de vigilância, famosos pela crueldade em muitas cidades francesas.

Nos séculos 18 e 19, governos europeus começaram a criar as "câmaras escuras", onde se interceptava e lia as cartas de indivíduos suspeitos .

Os EUA conseguiram a liderança naval após espionar os japoneses em uma cúpula em Washington

Os escritórios, localizados nos prédios do serviço postal, empregavam diversas técnicas para abrir, copiar e novamente fechar as cartas, sem deixar rastros.

A prática foi o pivô de um escândalo no governo britânico em 1844, quando foi revelado que a “câmara negra” havia interceptado a correspondência do escritor italiano Giuseppe Mazzini, que vivia exilado em Londres.

O governo foi acusado de passar informações às autoridades de Nápoles, que usaram os dados para caçar e executar revolucionários companheiros de Mazzini.
Negociação e espionagem

Em 1922, os Estados Unidos organizaram uma conferência de desarmamento naval em Washington, com a presença de representantes do Reino Unido, França, Itália e Japão .

Em meio às negociações, os americanos espionaram as comunicações entre Tóquio e os diplomatas japoneses, além de delegados de outros países.

Com as informações levantadas pelo Instituto de Criptografia do governo, fundado em 1919, os Estados Unidos conseguiram fechar acordos que lhes proporcionaram a liderança na corrida armamentista naval.

Em 1929, o escritório foi fechado pelo Secretário de Estado, Henry Stimson, que disse: "Cavalheiros não leem a correspondência de outras pessoas".

Após a Segunda Guerra Mundial, os americanos decidiram que os cavalheiros precisavam, no entanto, de uma rede de monitoramento permanente.
Vizinho espião

Durante a Guerra Fria, a espionagem fez parte do cotidiano de quem vivia nos países atrás da chamada “cortina de ferro”.

Os Estados Unidos espionaram cidadãos considerados suspeitos após o fim da Segunda Guerra

Em nenhum lugar foi mais sentida do que na Alemanha Oriental. Durante 40 anos, o serviço de inteligência do Ministério da Previdência (conhecida como a Stasi) monitorou e registrou as atividades dos cidadãos, usando as informações para acabar com tumultos e possíveis dissidências .

Até a queda do Muro de Berlim em 1989, a Stasi tinha 91 mil colaboradores, com uma rede de 200 mil informantes.

A Alemanha Oriental usou a tecnologia, com uma quantidade imensa de funcionários, expandindo a espionagem em uma escala nunca antes vista.

Os Estados Unidos também adotaram práticas parecidas após a Segunda Guerra Mundial, como parte do projeto Shamrock. Foi criada uma rede de vigilância de cidadãos americanos suspeitos de atividades subversivas.

O sistema de vigilância foi extinto pelo Congresso em 1975. Quase quatro décadas depois, a NSA acabou reconstruindo o projeto Shamrock, desta vez bisbilhotando os cidadãos em uma nova esfera - a rede mundial de computadores. 

Fonte: BBC Brasil
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Anúncios inteligentes vão monitorar pessoas na Inglaterra


A gigante do comércio Tesco vai usar tecnologias de reconhecimento de rostos nas ruas para gerar anúncios personalizados na Inglaterra.

Câmeras chamadas OptimEyes localizadas sobre as propagandas vão identificar sexo e idade média dos transeuntes, bem como o tempo que passam olhando para as telas.

Inicialmente, a Tesco vai usar os paineis inteligentes de publicidade em 450 postos de gasolina. A ideia é capturar as informações e repassá-las para os anunciantes, a partir delas, programar as melhores propagandas baseando-se em horário e localização.

A Tesco fez uma aliança com a Amscreen, do grupo Lord Sugar, para trazer a tecnologia às ruas. Entretanto, isso atraiu críticas de instituições que defendem privacidade.

"Sim, é algo como acontece no filme Minority Report, mas isso pode mudar a cara do varejo britânico e nossos planos são de expandir essas telas em quantos supermercados for possível", afirma Simon Sugar, CEO da Amscreen à revista The Grocer.

Sugar disse repetidas vezes que a tecnologia não armazena imagens ou reconhece indivíduos. Ela apenas identifica gênero e idade das pessoas.

"A possibilidade de gerar conteúdos baseados em tempo e localização pode ser extremamente útil e oportuno para interagir com nossos consumidores", declara Peter Catell, diretor da divisão de postos de gasolina da Tesco.

Até o momento, a empresa não divulgou quais postos contarão com a nova tecnologia nem quando esse monitoramento deve começar.
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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Jornal italiano diz que Rússia espionou líderes do G20; Kremlin nega


A Rússia negou os relatos de que seus serviços de inteligência espionaram centenas de delegados estrangeiros que compareceram à cúpula do G20 realizada em São Petersburgo, em setembro, por meio de brindes como ursos de pelúcia, diários e conectores USB.

Em relatório destinado aos serviços de segurança italianos, o gabinete de segurança do Conselho Europeu alertou que pelo menos 300 itens entregues na cúpula entre 5 e 6 de setembro foram descobertos como sendo dispositivos de espionagem, segundo reportagem publicada esta semana pelo jornal italiano Corriere della Sera.

O porta-voz do Kremlin Dmitri Peskov alegou desconhecer a fonte das recentes acusações.

"Sem dúvida, isso não é nada mais do que uma tentativa de desviar o foco de questões já existentes de fato nas relações entre capitais europeias e Washington para questões não existentes e sem substância", disse ele, de acordo com a agência de notícias RIA.

Segundo o Corriere dela Sera, interrogatórios de rotina com o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e outros delegados da União Europeia revelaram que eles receberam chaves USB e cabos para conectar smartphones a computadores pessoais como brindes.

A matéria diz que autoridade da UE alertaram os serviços de inteligência da Alemanha, que conduziram testes detalhados nos itens.

"São dispositivos adaptados para interceptação clandestina de dados dos computadores e telefones móveis", dizia o relatório inicial, de acordo com o jornal.

O jornal La Stampa disse que dispositivos mostraram "anomalias" e sinais de "manipulação", mas não ficou comprovado o quanto de informação foi coletado pela espionagem russa.

A reportagem parece mostrar um padrão mais tradicional de coleta de informações do que os relatos sobre a espionagem norte-americana.

O jornal britânico The Guardian noticiou em julho que os serviço de inteligência da Grã-Bretanha espionaram alguns delegados que foram à cúpula do G20 em 2009 ao oferecer conexões grampeadas de Internet gratuita.

Fonte: Reuters
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Big Brother: Face book em breve poderá rastrear todos os movimentos do seu mouse


O Facebook pode estar de olho no que você está clicando na rede social - mais do que nunca! De acordo com o The Verge, o site estaria testando novos métodos para rastrear todos os movimentos do seu "cursor".

Já sabemos que a plataforma coleta dados como likes, comentários em páginas e cliques feitos dentro do site para ajudar a direcionar publicidade, de acordo com os interesses dos usuários.

Em entrevista ao jornalista Steve Rosenbush, do The Wall Street Journal, o chefe de análises do Facebook, Ken Rudin, explicou que a empresa está testando diversas novas medidas que supostamente ajudariam a melhorar os anúncios direcionados - como quanto tempo você gasta com o cursor em cima e se, de fato, clicar no anúncio, ou mesmo se os elementos apresentados estão no seu ângulo de visão ou fora da página.

Ou seja, a ideia da iniciativa é que os publicações apareçam da melhor forma para "fisgar o usuário" cada vez mais.

Vale lembrar que esse tipo de abordagem não é tão incomum na Internet. O site Shutterstock, por exemplo, registra quanto tempo os usuários gastam com o cursor em cima de uma imagem antes de comprá-la.

Fonte: Idgnow
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Inteligência dos EUA invadiu data centers de Google e Yahoo, diz jornal


'Washington Post' cita documentos vazados por Edward Snowden. Companhias negaram ter conhecimento desse tipo de atividade.

A americana Agência Nacional de Segurança (NSA) invadiu em segredo links de comunicação que conectam data centers do Yahoo e do Google ao redor do mundo, e teve acesso assim a dados de centenas de milhares de contas de usuários, segundo o "Washington Post".

O "Post" cita como fontes documentos vazados pelo ex-consultor da NSA Edward Snowden, atualmente asilado na Rússia, além de entrevistas em off com funcionários com conhecimento do caso.

De acordo com um registro secreto de 9 de janeiro de 2013, a NSA envia todos os dias milhões de registros das redes internas do Yahoo e do Google a sua sede em Fort Meade, próximo à capital Washington.

A NSA, segundo os documentos, mantém uma boa parte dos dados recolhidos.

Nos 30 dias anteriores ao relatório, foram processados e recolhidos mais de 181 milhões de registros, entre "metadados" e conteúdos como texto, áudio e vídeo.

A ferramenta principal da NSA para realizar essa coleta de dados é um projeto denominado "Muscular", operado conjuntamente com o centro de escutas britânico GCHQ, de acordo com o "Post".

De pontos não revelados, a NSA e o GCHQ copiam os fluxos de dados que transitam pelos cabos de fibra óptica que trasmitem as informações entre os centros globais de dados do Google e do Yahoo.

Amparadas pela lei, a NSA e o FBI já recebiam dados diretamente dos servidores de empresas como Microsoft, Yahoo, Google e Facebook através do programa PRISM para espionar contatos no exterior de suspeitos de atividade terrorista.

Funcionários da Casa Branca e do escritório do Diretor Nacional de Inteligência, James Clapper, se negaram a confirmar a suposta infiltração nas redes do Google e Yahoo! pela da NSA.

Em comunicado ao jornal, o Google disse estar "preocupado" com as denúncias de que seu tráfego de dados foi interceptado entre seus centros de dados e afirmou não estar "consciente" dessa atividade.

"Durante muito tempo estivemos preocupados pela possibilidade deste tipo de espionagem", diz o texto.

Já um porta-voz do Yahoo afirmou ao "Post" que a empresa realiza um "estrito controle" para proteger seus centros de dados e que não deu acesso a eles "nem à NSA, nem a nenhuma outra agência" do governo americano.

Fonte: G1
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sábado, 26 de outubro de 2013

Quer saber quem está espionando você online? Há um aplicativo para isso


Nick Heath | ZDNet

Gostaria de saber quem está assistindo os sites que você visita? Bem, há um aplicativo para isso.

É uma prática padrão para os anunciantes mantém o controle sobre os sites que você frequente o uso de cookies de rastreamento. Tracking cookies são pequenos arquivos de texto que são baixados para o computador que registrar os sites que você navega e, em alguns casos, como você interage com esses sites.

Os anunciantes e outras empresas usam esses logs para construir um perfil de seus interesses, permitindo que os anunciantes para vender produtos e serviços que estão mais propensos a comprar.

Em uma tentativa de destacar quantas empresas diferentes estão seguindo nossos hábitos de navegação on-line, a Mozilla produziu Lightbeam , um add-on que pode ser baixado para o navegador Firefox que captura que está te observando.

Toda vez que você visitar um site a ferramenta registra cada endereço da web que está se conectando a sua máquina, revelando como visitar um único site pode resultar em seu computador para se conectar a vários servidores web diferentes.

Cada um desses servidores pode ser controlada por empresas diferentes, e enviar e coletar informações diferentes - por exemplo, servindo-se de imagens e anúncios no site ou colocar cookies de rastreamento em seu computador.

Fonte: Infowars 
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Snowden pretende ficar na Rússia e já procura emprego


O ex-analista de inteligência da CIA Edward Snowden, que recebeu asilo temporário na Rússia em agosto passado, parece pretender ficar na Rússia por um longo tempo. Segundo seu advogado, Anatóli Kutcherena, ele está estudando russo e também procura um emprego.

De acordo com Kutcherena, Snowden recebeu algumas propostas interessantes. A primeira delas foi de Pável Durov, fundador da rede social russa Vkontakte, que conta com cerca de 43 milhões de usuários por dia.

“Acho que Snowden pode ter interesse em se dedicar à proteção dos dados pessoais de milhões de nossos clientes”, disse Durov.

A segunda proposta foi feita pelo senador Ruslan Gattarov, chefe de um grupo de trabalho para a proteção de dados pessoais do Conselho da Federação (senado russo). Como a proposta previa a prestação de serviços de consultoria, o senador propôs abrir uma conta especial para doações em favor de Snowden.

“Snowden é um homem de posses modestas e o dinheiro que tem não vai durar muito tempo. Quero agradecer aos blogueiros por não serem indiferentes a seu destino. Eu também estou ajudando Snowden no que puder”, disse o senador.

Muitos especialistas russos duvidam que o trabalho de Snowden esteja ligado aos segredos de Estado da Rússia, não descartando, contudo, que algumas empresas possam usá-lo para fins promocionais. Como potenciais empregadores são citados o Mail.ru Group e Kaspersky Lab. O advogado do denunciante da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) não comenta as preferências de seu cliente: “Sem comentários, mas assim que ele tomar uma decisão, iremos informá-los”, disse Kutcherena a repórteres.

Mesmo assim, Kutcherena não descartou que o futuro trabalho de Snowden na Rússia possa estar ligado à tecnologia de informação ou à defesa dos direitos humanos. Seu pai, Lon Snowden, disse, após regressar aos EUA de uma visita à Rússia entre os dias 10 e 16 deste mês, que havia aconselhado seu filho a ficar na Rússia.

“Estive na Rússia como turista, como convidado, e sou muito grato a esse país por ter concedido asilo a meu filho”, disse o pai de Edward Snowden.

Lon Snowden obteve um visto de múltiplas entradas e tem a intenção de trazer à Rússia outros membros da família. Segundo ele, asilado na Rússia, Snowden continuará enviando suas revelações a jornalistas. Uma das mais recentes, publicada em 15 de outubro no “Washington Post”, mostra que a NSA coletou milhões de listas de contatos de contas pessoais de e-mail e serviços de mensagens instantâneas do Gmail, Hotmail, Yahoo e Facebook.

Segundo Snowden, o programa de coleta intercepta agendas de endereços de e-mail e contatos de serviços de mensagens instantâneas no momento em que o usuário acessa o sistema ou configura seu dispositivo para a sincronização com o mesmo.

Enquanto isso, não se sabe onde Snowden mora nem o que está fazendo. Kutcherena se limita a declarações ocasionais. Sabe-se apenas que Snowden pode se locomover livremente pelo país e viaja sem ser reconhecido.

Kutcherena ofereceu a Snowden livros de literatura clássica russa, inclusive obras de Fiódor Dostoévski. “Eu trouxe alguns livros para ele. Pelo que estou vendo, ele quer lê-los e estudar a língua russa. Se ele tivesse a possibilidade, viajaria mais”, disse Kutcherena.

Asilo

Os russos envolvidos em ações de espionagem ou outras atividades secretas obtêm, não raro, cargos altos ou lucrativos na Rússia, o que gera polêmica na sociedade.

Andrêi Lugovói, por exemplo, foi admitido, em 2007, como militante do Partido Liberal Democrático da Rússia (LDPR, na sigla em russo), liderado por Vladímir Jirinóvski e obteve o mandato de deputado federal. Lugovói é suspeito de implicação na morte do agente desertor do serviço secreto russo Aleksandr Litvinenko, em 2006, em Londres, por envenenamento por polônio.

A ex-espiã russa Anna Chapman, expulsa dos EUA em 2010, obteve o cargo de apresentadora da rede de televisão REN-TV, foi admitida no Conselho Público do movimento juvenil governista Jovem Guarda e pousou para a revista Maxim.

Em 4 de julho de 2013, Chapman propôs casamento a Edward Snowden em sua conta do Twitter. Snowden respondeu, escrevendo: “Me casaria com Chapman, apesar de tudo. Meu Deus, olhem para ela!”

Em outro caso, a assistente russa do deputado do parlamento britânico Mike Hancock, Katia Zatuliveter, foi acusada, em dezembro de 2010, pelo serviço secreto britânico Mi5 de ter espionado para a Rússia, mas acabou absolvida pelo tribunal em novembro de 2011.

Ela não é menos famosa do que Lugovói ou Chapman e também chama a atenção da imprensa. Depois de voltar à Rússia, trabalhou no canal de TV Russia Today e participou da campanha eleitoral de um dos líderes da oposição russa, Aleksêi Naválni, para prefeito de Moscou.

Fonte: Gazeta Russa
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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Anonymous acusa Apple de enviar impressões digitais do iPhone 5S para a NSA


Em um "comunicado especial" depois de algum tempo inativo, o grupo de ativistas Anonymous acusa o sensor biométrico do iPhone 5S de armazenar impressões digitais e enviá-las diretamente para a CIA e a NSA, a agência de segurança nacional dos Estados Unidos recentemente envolvida em uma série de escândalos de espionagem.

No vídeo, o grupo acusa a empresa de montar uma parceria com as agências governamentais ao fornecer uma série de possibilidades de identificação de consumidores, incluindo reconhecimento facial, vocal e agora biométrico.

Esse banco de dados seria armazenado para uso doméstico (comparar esses dados com informações de cartões de crédito, por exemplo) ou militar e compartilhado com aliados dos Estados Unidos.

Segundo documentos obtidos e liberados pelo Anonymous, a AuthenTec, responsável pelo sistema de identificação por impressões digitais do iPhone 5S, teria "fortes ligações com as mais corruptas e poderosas figuras de departamentos de defesa e comunidades de inteligência". O vídeo ainda acusa a Apple de ter recebido benefícios para ser a única empresa capaz de comprar a companhia. Esses arquivos podem ser acessados por este link.

Veja o Vídeo:


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México pede explicação a Washington sobre espionagem


O governo do México condenou uma suposta espionagem do governo dos Estados Unidos e exigiu uma explicação depois que a revista alemã Der Spiegel informou que o serviço de inteligência americano investigou o e-mail do ex-presidente Felipe Calderón (2006-2012).

"O governo do México reitera a categórica condenação à violação da privacidade das comunicações das instituições e cidadãos mexicanos", afirma um comunicado da chancelaria mexicana.

De acordo com a revista alemã, a Agência Nacional de Segurança (NSA) americana "espionou sistematicamente e durante anos o governo mexicano".

"Esta prática é inaceitável, ilegítima e contrária ao direito mexicano e ao direito internacional", destaca a nota do ministério das Relações Exteriores.

O comunicado destaca um pedido de investigação às autoridades americanas, que deverá ser "concluída rapidamente".

O site da Der Spiegel cita um documento secreto revelado por Edward Snowden, ex-funcionário terceirizado da NSA acusado de espionagem por Washington e asilado na Rússia.

Em maio de 2010, a NSA "explorou com êxito uma chave de servidor de correio eletrônico na rede da presidência mexicana (…) para obter, pela primeira vez, aceso à conta pública de correio eletrônico do (então) presidente Felipe Calderón", afirma o jornal, que atribui a missão a um departamento chamado Operações de Acesso à Medida (TAO, em inglês).

"Em uma relação entre vizinhos e sócios não há cabimento para as práticas que se alega que ocorreram", destacou a chancelaria mexicana.

Em setembro, a rede de televisão brasileira Globo revelou que em 2012 o governo dos Estados Unidos espionou as comunicações do então candidato e agora presidente do México Enrique Peña Nieto, assim como da presidente Dilma Rousseff.

Os dois países convocaram os embaixadores americanos para pedir explicações e Dilma Rousseff adiou uma visita oficial aos Estados Unidos prevista para outubro.

No caso do México, o próprio presidente Barack Obama se comprometeu em setembro com Peña Nieto a realizar uma investigação exaustiva.

De acordo com a Der Spiegel, a missão contra Calderón recebeu o nome "Flatliquid" e o caso pode provocar ainda mais tensão nas relações entre México e Estados Unidos", especialmente por Calderón ter trabalhado em parceria com Washington, muito além de seus antecessores.

Fonte: Naval Brasil
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Espionagem: Skype pode ter relações secretas com NSA


O Skype está a ser investigado pelo Comissariado de Protecção de Dados do Luxemburgo. De acordo com o The Guardian, há desconfianças de que a empresa poderá ter transmitido dados de utilizadores à Agência de Segurança Nacional americana (NSA).

Uma notícia publicada hoje pelo jornal The Guardian dá conta de que o Skype está a ser alvo de investigação por parte do Comissariado de Protecção de Dados do Luxemburgo.

Em causa está a suspeita de que o programa de conversação e vídeo possa manter relações secretas com a Agência de Segurança Nacional americana (NSA), revelando informações de utilizadores.

Caso a suspeita se confirme, o Skype está perante uma violação da lei de protecção de dados do Luxemburgo, país onde a empresa está sediada, e pode ser sujeito a pesadas coimas.

De acordo com alguns documentos divulgados por Edward Snowden, a que o The Guardian teve acesso, a transmissão de dados por parte do Skype para a NSA terá sofrido um aumento desde que este foi comprado pela Microsoft. 

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Wikileaks revela encontro secreto de Edward Snowden com agentes norte-americanos


Advogado afirmou que reunião terá grande repercussão

O ex-agente da inteligência norte-americana Edward Snowden e a funcionária do Wikileaks Sarah Harrison tiveram um encontro secreto na quarta-feira, 9, em Moscou, com representantes da CIA, da NSA, do FBI e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

A informação foi publicada nesta quinta-feira, 10, no Twitter oficial do site. A nota não chegou a citar detalhes ou nomes dos participantes, mas prometeu divulgar fotos do encontro em breve.

A publicação disse ainda que no momento os agentes dos serviços norte-americanos estão retornando aos Estados Unidos para dentro dos próximos dias dar entrevistas sobre o acontecido.

Já o advogado de Edward Snowden na Rússia, Anatoly Kucherena, declarou estar totalmente certo de que as informações passadas pelo seu cliente durante o encontro ainda não foram totalmente processadas, e terão uma grande repercussão.

Kucherena disse estar certo de que os Estados Unidos ainda terão de enfrentar muitos “Edward Snowdens” pela frente, e que isso não tardará a acontecer.

Fonte: Diário da Rússia
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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

"Facebook é uma terrível máquina de espionagem", diz criador do Wikileaks

 
Obs: Amigos leitores, por algumas vezes vocês vão se deparar com algumas postagens antigas aqui no Blog, o motivo é que são informações importantes que ainda não estão arquivadas no Blog, como por exemplo de esta de 2011 que segue a leitura.

Segundo Julian Assange, a popular rede social colabora com o governo dos Estados Unidos na captura de dados sigilosos.

Julian Assange, o criador do polêmico site Wikileaks, especializado em vazar dados sigilosos de vários governos, afirma que o Facebook colabora com o governo dos Estados Unidos para espionar os cidadãos. Segundo, ele a popular rede social é simplesmente “a mais terrível máquina de espionagem já criada”.

O comentário foi feito durante uma entrevista ao Russia Today, publicada ontem (2/5). No momento, o polêmico fundador do Wikileaks está na Inglaterra, onde aguarda extradição, por conta de acusações de crime sexual.

Segundo ele, o Facebook e outros sites colaboram com o governo dos Estados Unidos em investigações ilegais, fornecendo dados como nomes, endereços, redes de relacionamentos e mensagens trocadas entre as pessoas

“Eles criaram uma interface para o uso do departamento de inteligência dos Estados Unidos”, acusa. "Todos precisam entender que, quando adicionam um amigo no Facebook, estão fazendo um trabalho gratuito para agências de inteligência norte-americanas”, completa.

A ideia de que o Facebook pode ser usado para espionar os usuários não é nova. Tanto que o próprio Departamento de Justiça dos EUA já treina seus funcionários para utilizar a rede social como uma ferramenta para conseguir evidências contra suspeitos.

De acordo com um porta-voz da companhia, Andrew Noyes, o Facebook não responde a pressões do governo. “Apenas respondemos a solicitações de processos na Justiça”, disse ele, em e-mail enviado à PC World norte-americana

Fonte: IDG now
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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Brasil deixa de ter internet livre, diz relatório sobre liberdade na rede


O Brasil foi o segundo país em que a liberdade na internet e em mídias digitais mais caiu, o que levou o país a ser classificado como “parcialmente livre” e não mais como “livre”, segundo informações do relatório "Freedom of the Net 2013" divulgado pela Freedom House nesta quinta-feira (3).

A organização o grau de liberdade de expressão de ideias de usuários na internet quanto a livre utilização de mídias sociais e outras ferramentas digitais. Para mensurar a liberdade na rede, a Freedom House possui 21 questões, divididas em três grandes grupos.

Os grandes grupos tratam de obstáculos de acesso, limitação de conteúdo e violações de direitos humanos. Os países com pior desempenho recebem menor pontuação e são classificados como mais livres.

As perguntas giram em torno dos seguintes tópicos: mídias sociais ou aplicativos de comunicação bloqueados; conteúdo político, social ou religioso bloqueado; paralização localizada ou nacional do ICT; manipulação pró-governo de comentários em uma discussão on-line; novas leis ou diretivas que aumentam o monitoramento ou restringem a anonimidade; blogueiro ou usuários de serviços na rede preso por postagens políticas ou sociais; blogueiro ou usuários de serviços na rede atacados ou mortos por postagens políticas ou sociais; ataques técnicos contra críticos do governo ou a organizações de direitos humanos.

Brasil

O Brasil registrou casos nestes dois últimos tópicos. Com isso, o índice brasileiro caiu de 27, em 2012, para 32, neste ano. “No Brasil, o declínio resulta do aumento das limitações ao conteúdo on-line, particularmente no contexto das rigorosas leis eleitorais, casos de responsabilização de intermediários e o aumento contra jornalistas on-line”, detalha o documento.

O Brasil é citado como um dos 22 países em que piorou o tratamento de serviços que fazem o intermédio da comunicação pela Justiça. O documento cita a prisão decretada pela Justiça Eleitoral de executivos do Google Brasil depois de a companhia não remover conteúdos.

Nesta quarta, a Justiça de São Paulo pediu a exclusão das mensagens referentes a uma briga de vizinhos entre a modelo Luize Altenhofen e o dentista Eudes Gondim Jr postadas no Facebook.

A queda de cinco pontos do índice brasileiro foi a segunda maior, ao lado da China (de 39 para 47), Estados Unidos (de 12 para 17), da Venezuela (de 48 para 53). A Índia foi o país cuja pontuação mais caiu, de 39 para 47.

Como os países que registram entre 31 e 60 pontos são classificados como “parcialmente livres”, o Brasil passou a integrar este grupo, que em 2013 reúne 29 países, ao lado da Rússia, Líbia, Venezuela e Egito.

Os países classificados como “livres” recebem até 30 pontos, caso de 17 países neste ano, como da Alemanha, França, Itália, da Argentina (única latina do grupo) e dos Estados Unidos. Nações com pontuação de 61 a 100 são classificadas como “não livres” –nessa condição, estão 17, como Cuba, Síria, Emirados Árabes e China.

Snowden

O estudo mensura a situação no país entre maio de 2012 e abril de 2013, por isso os documentos vazados pelo ex-agente da CIA Edward Snowden desde junho deste ano sobre os programas de ciberespionagem dos EUA não afeta o resultado do país, o que só deve ser captado no relatório de 2014.

No entanto, o documento não esquece o assunto. O texto inicial da diretora do relatório “Liberdade na Internet”, Sanja Kelly, após descrever o escândalo, sentencia: “De fato, a liberdade global na internet está em declínio pelo terceiro ano consecutivo, analisado por esse projeto, e as ameaças estão se tornando mais generalizadas”. Dos 60 países analisados, 34 apresentaram piora de um ano para o outro.

Fonte: Olhar direito 
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