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sábado, 12 de julho de 2014

Cientistas relacionam alta no número de terremotos à extração de petróleo

Austin Holland, pesquisador do Serviço Geológico em Oklahoma, expõe um gráfico com registros de atividades sísmicas.

Associated Press

Cientistas dizem que o recente aumento nas ocorrências de terremotos de pequena magnitude no Estado americano de Oklahoma provavelmente é resultado da alocação subterrânea de grande quantidade de águas residuais geradas pela extração de petróleo e gás.

Tremores costumavam ser raros em Oklahoma. Antes de 2008, o Estado registrou apenas um terremoto por ano de magnitude 3 ou maior. Neste ano, já ocorreram 230 terremotos dessa magnitude, mais que o número registrado na Califórnia.

"É um crescimento muito significativo", diz Katie Keranen, sismóloga da Universidade Cornell e principal autora de um estudo sobre os tremores de Oklahoma, publicado na quinta-feira passada na revista "Science".

As descobertas se somam a um crescente volume de evidências de que vários tipos de atividades humanas de grande escala — da mineração de carvão à construção de barragens — podem ajudar a provocar terremotos. Na maioria dos casos, os processos geológicos são complexos e pouco compreendidos.

No centro e no leste dos Estados Unidos, o número de terremotos saltou nos últimos anos, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos. A agência afirma que mais de 300 tremores acima da magnitude 3.0 ocorreram em três anos, entre 2010 e 2012, ante uma média anual de 21 para o período entre 1967 e 2000. Esses terremotos foram grandes o suficiente para serem sentidos, mas raramente causaram danos.

Ao analisar dados de terremotos a partir de 1970, a agência verificou que a alta dos abalos sísmicos coincide com a injeção de águas residuais em vários lugares, incluindo os Estados do Texas, Colorado, Arkansas, Ohio e Oklahoma. Ela planeja divulgar um mapa de risco de terremotos provocados pelo homem, conhecidos como terremotos induzidos.

Keranen e seus colegas analisaram mais de perto a atividade sísmica em Oklahoma. Na extração de petróleo e gás, uma grande quantidade de água não potável, que fica abaixo da superfície, precisa ser eliminada de alguma forma. Ela é normalmente colocada em poços de cerca de dois quilômetros no subsolo.

À medida que essa água se acumula, a pressão aumenta e começa a se expandir para fora dos poços. As descobertas de Keranen foram baseadas em um modelo dessas pressões. "Descobrimos que o aumento da pressão no local dos tremores era similar à magnitude da transferência de estresse que pode levar a um tremor secundário" em um terremoto natural, diz.

Os pesquisadores também descobriram que quatro dos poços com maior volume em Oklahoma são capazes de provocar cerca de 20% dos recentes terremotos no centro dos EUA. Eles também descobriram que tais "terremotos induzidos" podem potencialmente ocorrer a mais de 30 quilômetros do poço.

Os riscos dos terremotos induzidos podem variar de acordo com a geologia. Durante a produção de petróleo na Califórnia, muito da água é reinjetada na área onde é extraída. Na Califórnia, diz Tupper Hull, porta-voz da Associação de Petróleo dos Estados do Oeste, "isso não está alterando as pressões geológicas e é altamente improvável que se crie as condições que as pessoas em outros Estados estão vivenciando".

Em 2009, cientistas nos EUA e na China publicaram relatórios examinando a possibilidade de a construção de uma gigantesca barragem ter provocado a atividade sísmica que ajudou a desencadear o terremoto na província chinesa de Sichuan que, em 2008, causou a morte de quase 90.000 pessoas. A barragem foi construída a 500 metros da linha de falha do terremoto. Entretanto, cientistas não relacionaram de forma conclusiva a barragem ao terremoto.

Um estudo publicado em maio na revista "Nature" sugeriu que a extração de água por um longo tempo provocou o afundamento do Vale de San Joaquin, na Califórnia, ao mesmo tempo em que levantou a crosta terrestre nas áreas ao redor. Esses movimentos, segundo o estudo, foram suficientes para alterar o estresse da falha de San Andreas, próxima ao local, e pode explicar o aumento de pequenos terremotos na região.

Processo semelhante aconteceu no município de Irecê, na Bahia. A região reúne cerca de 39.000 famílias de agricultores, de acordo com a Cooperativa da Agricultura Familiar do Território de Irecê Ltda, a Coafti. A agricultura depende da irrigação e mais de 10 mil poços foram abertos para extração de água.

A situação se agravou quando empresas de fertilizantes começaram a arrendar esses poços para retirar água para uso industrial. Segundo estudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, o IPT, a extração excessiva da água acabou provocando sua escassez. O IPT afirma que isso está ligado ao rebaixamento das terras próximas, o que provocou rachaduras nas ruas, casas e propriedades rurais do município, principalmente na localidade vizinha de Lapão.

(Colaborou Eduardo Magossi.) 

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sábado, 5 de julho de 2014

Deputados agem para nos empurrar transgênicos


Por Juliana Dias e José Carlos de Oliveira

Câmara Federal debate, de costas para sociedade, projetos que podem tornar ainda mais difícil identificar transgenia nos alimentos que consumimos

A questão de que as novas tecnologias poderão resolver os problemas humanos com que nos defrontamos é controversa. As tecnologias fundadas em aplicação de estudos científicos apresentam incertezas para o bem-estar humano. Apontam para aspectos negativos de difícil solução, pois têm por objetivo questões distintas do que é alardeado como grande vantagem — por exemplo, eficiência e lucro. O detentores dessas novas tecnologias tentam provar a eficácia, defendendo benefícios não inteiramente comprovados para lançar na sociedade seus produtos inovadores. O caso da transgenia serve como exemplo para indicar as implicações e compromissos entre ciência e democracia, no que diz respeito aos direitos civis e sociais dos cidadãos, bem como sua participação deliberativa.

A produção de alimentos geneticamente modificados (GM) em larga escala teve início em 1996, nos Estados Unidos (EUA), com a introdução da soja resistente a herbicidas. Entretanto, o debate a respeito desse modelo produtivo na agricultura industrial é pautado por controvérsias. A área mundial ocupada com cultivos GM atingiu 102 milhões de hectares em apenas 10 anos (SILVEIRA e BUAINAIN, 2007, p.58). Já o diálogo, na sociedade, sobre a positividade ou negatividade de seu uso, avança com dificuldades. Não há consenso entre cientistas, governos, indústrias e associações civis, os protagonistas desse enredo. Na perspectiva de Latour (2007, apud ABRAMOVAY p. 135), descrever controvérsias trata-se da capacidade de acompanhar e expor “um debate que tem por objeto, ao menos em parte, conhecimentos científicos ou técnicos ainda não assegurados”.

A decisão sobre o que colocar na lavoura, ou no prato, sofre pressões em favor da economia e da eficiência do agronegócio. Os defensores da engenharia genética em plantas comestíveis argumentam que, só por esta via, será possível alimentar os 9 bilhões de habitantes previstos para 2050 no planeta. No entanto, quando a indústria assume o compromisso de promover a segurança alimentar, a lógica que se sobrepõe é a do alimento como mercadoria, e não como direito.

As informações disseminadas não parecem conduzir à construção de um diálogo que assegure autonomia e engajamento no processo democrático. O cenário ainda é de incerteza, para prosseguir com um sistema agrícola centrado na biotecnologia. De um lado, as multinacionais prometem a melhoria na qualidade dos alimentos e a garantia da Segurança Alimentar. De outro, os agricultores apontam a perda de autonomia no exercício de plantar; a população sofre com problemas de saúde em relação ao uso de agrotóxicos, produzindo, inclusive, mortes; e o meio ambiente sofre com a deterioração do solo, entre outras ameaças (ROBIN, 2008).

As discordâncias

Um principal protagonista do enredo da indústria da biotecnologia é a multinacional Monsanto, fundada há 112 anos em St. Louis, nos EUA. Sua atuação junto aos governos, universidades e organismos internacionais é vigorosamente contestada, igualmente por cientistas, agrônomos, políticos, técnicos e, principalmente, por camponeses. A imagem da empresa representa, metaforicamente, o quão controverso é o diálogo com a sociedade. Já existem vários estudos publicados, questionando sua postura corporativa em mais de um século de existência. Desde o suprimento do herbicida conhecido como Agente Laranja para a Guerra do Vietnã à introdução de agrotóxicos para a Revolução Verde (ROBIN, 2008).

Para pontuar aspectos dessa controvérsia, fizemos um recorte cronológico com alguns fatos da trajetória da companhia em 2013, quando completou 50 anos no Brasil. No mesmo ano em que o vice-presidente de Tecnologia e cientista-chefe da Monsanto, Robert Fraley, recebe o World Food Prize (Prêmio Mundial de Alimentação, concedido por iniciativa de um empresário norte-americano) devido ao pioneirismo na área de biotecnologia, a empresa desistiu do desenvolver novas sementes GMs na União Europeia, pois há demora na aprovação de novas variedades modificadas – ela é detentora do maior número de pendências de aprovação no bloco europeu.

A demora na aprovação espelha suspeitas ainda bastante difundidas sobre a segurança, já que grupos da sociedade civil europeia temem seus impactos no ambiente e na saúde1. Pelo menos dez países europeus – Polônia, Alemanha, Áustria, Hungria, Luxemburgo, Romênia, França, Grécia, Suíça, Itália e Bulgária – já proibiram o cultivo do milho transgênico da Monsanto, o MON 8102. A decisão tem base em estudos, segundo os quais a toxina presente no organismo modificado provoca danos à minhocas, borboletas e aranhas. Provas de sua segurança para a saúde são inconclusivas3. Os efeitos colaterais para o homem e o meio ambiente ainda carecem de estudos conclusivos independentes (ROBIN, 2008; ZANONI e FERMENT, 2011; VEIGA, 2007; ANDRIOLI E FUCHS, 2012).

A empresa completou cinco décadas no Brasil com o lançamento comercial das sementes da soja Intacta RR2 Pro, primeira tecnologia desenvolvida em solo e para solo brasileiro. No mesmo 2013, mais de 50 países aderiram à “Marcha contra Monsanto” em protesto contra a manipulação genética e o monopólio da multinacional na agricultura e biotecnologia. A campanha teve como estopim o suicídio de agricultores indianos. Essa prática tem se tornado frequente devido ao endividamento para competir na agricultura industrial4.

O direito às sementes do agricultor e o direito à informação do cidadão passam por um modelo controverso, dúbio e confuso de controle e regulação, de algum modo referenciados nas leis federais em diversos países da América do Sul, da África e nos Estados Unidos. A indústria da biotecnologia vem avançando por meio da formação de um oligopólio no mercado das sementes, baseado também em um direito, o de propriedade intelectual, que torna privado o que é o público, com a natureza e a produção de conhecimento. Tudo feito em parceria com as agências governamentais. Com isso, quem planta troca a diversidade e a capacidade de selecionar seus grãos por plantas que recebem alteração genética (VEIGA, 2011, ZANONI E FERMENT, 2011).

A transnacional Monsanto está em mais de 80 países, com domínio de aproximadamente 80% do mercado mundial de sementes transgênicas e de agrotóxicos. A empresa acumula acusações em diferentes continentes, por violações de direitos, por omissão de informações sobre o processo de produção de venenos, cobrança indevida de royalties e imposição de um modelo de agricultura baseado na monocultura, na degradação ambiental e na utilização de agrotóxicos5.

A quem interessa saber?

O diálogo sobre o presente e o futuro da alimentação diz respeito aos 7 bilhões de habitantes do planeta hoje existentes. De acordo com Paulo Freire (1971b, p. 43, apud Lima 2011, p.90), “dialogar não significa invadir, manipular, ou fazer ‘slogans’. Trata-se de um devotamento permanente à causa da transformação da realidade (…). O diálogo não pode se deixar aprisionar por qualquer relação de antagonismo (…)”. A Monsanto se apresenta como uma empresa comprometida com o diálogo, o qual estabelece como base nos princípios de seu compromisso corporativo: “ouvir atentamente diversos públicos e pontos de vista, demonstrando interesse em ampliar a nossa compreensão das questões referentes à tecnologia agrícola, e a fim de melhor atender as necessidades e preocupações da sociedade e uns dos outros”.6

Ao afirmarmos que o diálogo sobre a produção de transgênicos é desencontrado, referimo-nos às ambivalências entre o discurso e a prática das empresas, dos governos, das universidades e da mídia. O processo dialógico é permeado por ruídos, omissões e abordagens unilaterais.

Um ponto flagrante na divulgação das informações para a população é que a pesquisa com transgênicos é realizada quase exclusivamente por aqueles que comercializam os produtos biotecnológicos. A preocupação é elaborar variedades com mais performance, sem se envolver na investigação de seus riscos indiretos ou diretos. A introdução dos GMs em diversas partes do mundo mostra a relação conflituosa entre ciência e democracia (APOTEKER, 2011, p. 89). As implicações vão além da dimensão cientifico-tecnológica. Estão ligadas às decisões políticas dos governos e à ética. Existe uma tensão permanente entre a demanda da sociedade e os interesses envolvidos com o fazer científico.

O direito à informação sempre esteve presente nos debates relacionados com a introdução dos transgênicos no país. Essa reinvindicação foi impulsionada pelas organizações não governamentais (ONGs) e movimentos sociais, em especial os ligados aos direitos do consumidor. “O aumento da produção amplia a importância da informação como meio de garantir aos cidadãos o poder legítimo de escolha”. (SALAZAE, 2011, p. 302).

A rotulagem de alimentos é um meio de assegurar esse direito, mas em contrapartida torna-se uma arena de conflitos entre as indústrias e os consumidores. Nos EUA, utiliza-se o critério de “equivalência substancial”, em que a semente não transgênica é posta em igualdade com a geneticamente modificada. Partindo dessa norma, não há necessidade de informar ao consumidor o tipo de grão que contém um produto alimentício. Assim, a legislação norte-americana não permite estampar o “T” (de transgênico) nos rótulos (ROBIN, 2008).

Entretanto, as associações de consumidores norte-americanas conseguiram o direito de rotular o leite com a informação “ausência de uso”, referindo-se ao hormônio rBGH, responsável por aumentar em até 30% a produção de leite. Este foi o primeiro produto nascido da engenharia genética. Após 15 anos de uso massivo na pecuária leiteira – com índices elevados de mastites nas vacas que recebiam o hormônio, aumento da quantidade de germes no leite, além do crescimento do fator IGF (responsáveis por várias enfermidades) – a população passou a ter acesso a essa informação. (APOTEKER, 2011, p. 90; COHEN, 2005).

No Brasil, o decreto federal 4.680/2003 regulamentou o direito à informação, conforme artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor (CDC), sobre alimentos que contenham acima de 1% de ingredientes transgênicos. A lei vale, inclusive, para alimentos e ingredientes produzidos a partir de animais alimentados com ração contendo GM. Em agosto de 2012, o Tribunal Regional Federal da Primeira Região, acolhendo o pedido da Ação Civil Pública proposta pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e pelo Ministério Público Federal (MPF), tornou uma exigência a rotulagem dos transgênicos independentemente do percentual e de qualquer outra condicionante. É possível identificar em diversos produtos um símbolo com a letra T (exige atenção para identificar, pois normalmente aparece com discrição nas embalagens).

Entretanto, o momento atual parece um retrocesso no que diz respeito à informação sobre a fabricação. O Projeto de Lei (PL) 4.148 (2008), de autoria do Deputado Luis Carlos Heinze, pretende retirar essa informação dos rótulos. O PL apresenta as seguintes propostas: (1) não torna obrigatória a informação sobre a presença de transgênico no rótulo se não for possível sua detecção pelos métodos laboratoriais, o que exclui a maioria dos alimentos (como papinhas de bebês, óleos, bolachas, margarinas); (2) não obriga a rotulagem dos alimentos de origem animal alimentados com ração transgênica; (3) exclui o símbolo T que hoje permite a identificação da origem transgênica do alimento (como se tem observado nos óleos de soja); (4) não obriga a informação quanto à espécie doadora do gene.

Em 2013, o PL poderia ir em votação em caráter de urgência, mas a ameaça não se confirmou. Em 29 de abril de 2014, novamente entrou eu pauta por conta de outro projeto que prevê a separação de produtos transgênicos em prateleiras de estabelecimentos comerciais (similar a uma lei estadual de São Paulo). Mas com a mobilização da sociedade civil a votação foi suspensa. Esses são alguns dos desencontros do diálogo sobre a transgenia no Brasil. O Idec está em campanha para impedir o fim da rotulagem dos transgênicos. Para participar, basta enviar uma mensagem para os deputados. É fácil e eficaz.

A soberania do discurso científico pode calar e distanciar os cidadãos de assuntos que dizem respeito ao desenvolvimento econômico, social e cultural. É necessário construir um debate público com informação e conscientização. O diálogo aprofundado, e interessado em ouvir o que a sociedade realmente tem a dizer, é de responsabilidade do governo, por meio das leis de regulamentação; das universidades públicas, com educação e formação de cidadãos críticos e participativos; dos cientistas, ao respeitar o interesse público; das ONGs, ao trazer informações para a esfera pública; e da mídia e empresas do agronegócio, que devem comunicar com mais clareza e ética7.

Como podemos observar, as novas tecnologias envolvem questões que devem ser debatidas pelos mais diversos atores sociais. A produção de alimentos GMs trouxe questões complexas, que urgem por interdisciplinaridade para construir a reflexão e propor soluções. É o caso alarmante da transição da posse das sementes, das mãos dos camponeses às das multinacionais. Outra análise imperativa é em relação aos riscos indeterminados, em longo prazo, na saúde humana e no meio ambiente.

A dificuldade para se fazer pesquisas independentes sobre a produção de transgênicos é um entrave para fundamentar as discussões no campo do direito e da cidadania. O diálogo entre os sujeitos, permeado de múltiplos valores, necessita encontrar caminhos concretos e seguros para transformar a realidade. Nesse sentido, um processo de comunicação dialógico, como nos sugere Paulo Freire, pode nutrir a sociedade com informações consistentes e o mais abrangentes possíveis. Assim, o cidadão poderá conquistar autonomia e engajamento para participar democraticamente, de forma deliberativa, de questões centrais para o presente e o futuro.
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José Carlos de Oliveira é Professor do Programa de Pós graduação do HCTE/UFRJ em “História das Técnicas” e “Ciencia, Tecnologia e Segurança Alimentar” e professor do Departamento de Engenharia Elétrica /Poli/UFRJ.

Juliana Dias é editora do site “Malagueta – palavras boas de se comer” (www.malaguetanews.com.br), mestre em Educação em Ciências e Saúde pelo NUTES/UFRJ, e doutoranda em História das Ciências, das Técnicas e Epistemologia, na UFRJ. Pesquisa sobre alimentação, cultura e sociedade, tendo como eixo as áreas da educação e comunicação. É co-líder da associação Slow Food, no Rio de Janeiro, e membro do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea-Rio).

Referências Bíbliográficas

ABRAMOVAY, R. Bem-vindo ao mundo da controvérsia. In: Transgênico: sementes da discórdia, pp 135-165. Editora SENAC SP. São Paulo, 2007.

ANDIROLI, I, A; FUCHS, R (Org.). Transgênicos: as sementes do mal – A silenciosa contaminação dos solos e dos alimentos. 2 ed. Expressão popular, São Paulo, 2012.

APOTEKER, A. Ciência e democracia: o exemplo dos OGMs. In: Transgênico para quem? Agricultura, Ciência e Sociedade, pp. 84-94. Brasília; MDA, 2011.

COHEN, R. Leite, alimento ou veneno?. Trad.: Dinah Abreu Azevedo. Editora Ground, São Paulo, 2005.

LIMA, A, V. Comunicação e cultura: as ideias de Paulo Freire. 2. Ed. Ver. Editora UNB. Brasília, 2011.

MAUSS, M. Ensaio sobre a dádiva. Forma e razão das trocas nas sociedades arcaicas. In: Sociologia e Antropologia. São Paulo: EPU, p. 37-184, 1974.

FERNANDES, G. Campanha por um Brasil ecológico livre de transgênicos e agrotóxicos: o balanço de 10 anos. In: Transgênico para quem? Agricultura, Ciência e Sociedade, pp 440-445. Brasília; MDA, 2011

ROBIN, M. O mundo segundo a Monsanto. Trad.: Cecília Lopes e Georges Kormikiaris. Radical Livros, São Paulo, 2008.

SALAZAR, L, A. A informação sobre os transgênicos no Brasil. In: Transgênico para quem? Agricultura, Ciência e Sociedade, pp 302-316. Brasília; MDA, 2011.

SILVEIRA, J, F, M, J; BUAINAIN, M, A. Resultados de avaliação de impactos: reducionismos e economiscismos à larga.In: Transgênico: sementes da discórdia, pp 57-74. . Editora SENAC SP. São Paulo, 2007.

TRIGUEIRO, A. Uma análise introdutória à noção de fato social total em Marcel Mauss. Rev. Augustus, Vol. 08, N 17, p. 9-16, Jul-Dez, Rio de Janeiro, RJ. VEIGA, E, J. Transgênico (Org.): sementes da discórdia. Editora SENAC SP. São Paulo, 2007.

ZANONI, M; FERMENT G (Org.). Transgênico para quem? Agricultura, Ciência e Sociedade. Brasília; MDA, 2011.

1 Matéria “Monsanto ‘desiste’ da União Europeia”, publicada no jornal Valor Econômico, publicada em 19 de julho de 2013.

2 Matéria Monsanto confirma que não pedirá aprovação de novas sementes na Europa, publicada em 03 de junho de 2013.

3 Revista Radis – Comunicação e Saúde, nº 69, súmula “Romênia proíbe milho da Monsanto”, disponível em http://www6.ensp.fiocruz.br/radis/revista-radis/69/sumula/romenia-proibe-milho-da-monsanto .

4 Matéria “Monsanto perde processo criminal contra movimentos sociais, publicada no site Terra de Direitos, em 25 de maio de 2013, disponível em

http://terradedireitos.org.br/biblioteca/casos-emblematicos/monsanto-perde-processo-criminal-contra-movimentos-sociais/

5 Matéria “Monsanto perde processo criminal contra movimentos sociais, publicada no site Terra de Direitos, em 25 de maio de 2013, disponível em

http://terradedireitos.org.br/biblioteca/casos-emblematicos/monsanto-perde-processo-criminal-contra-movimentos-sociais/

6 Disponível em http://www.monsanto.com.br/institucional/monsanto-no-mundo/compromisso-monsanto/compromisso-monsanto.asp

7 Palestra “Questões Éticas: Compreender as atitudes do público e da necessidade de diálogo” proferida por Phil Macnaghten, professor da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e Durham University (Inglaterra), durante o evento Mesa de Controvérsias – Transgênico, organizado pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), em julho de 2013, Brasília.

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Monsanto, a semente do diabo


A história da Monsanto “é a história da sacarina e o aspartame, do PBC, do agente laranja, dos transgênicos. Todos fabricados, ao longo dos anos, por esta empresa. Uma história de terror”, escreve a jornalista e ativista política e social Esther Vivas, em artigo publicado pelo jornal espanhol Público, 29-05-2014. A tradução é do Cepat.

Eis o artigo.

“A semente do diabo”. Foi assim que o popular apresentador do canal estadunidense HBO, Bill Maher, em um de seus programas e em referência ao debate sobre os Organismos Geneticamente Modificados, batizou a multinacional Monsanto. Por quê? Trata-se de uma afirmação exagerada? O que esconde esta grande empresa da indústria das sementes? No último domingo, justamente, foi o dia mundial de luta contra a Monsanto. Milhares de pessoas em todo o planeta se manifestaram contra as políticas da companhia.

A Monsanto é uma das maiores empresas do mundo e a número um em sementes transgênicas. No mundo, 90% dos cultivos modificados geneticamente contam com seus traços biotecnológicos. Um poder total e absoluto. A Monsanto está na liderança da comercialização de sementes e controla 26% do mercado. Mais longe, vem a DuPont Pioneer, com 18%, e Syngenta, com 9%. Somente estas três empresas dominam mais da metade do mercado, com 53% das sementes que são compradas e vendidas em escala mundial. As dez maiores controlam 75% do mercado, segundo dados do Grupo ETC. O que lhes proporciona um poder enorme na hora de impor o que se cultiva e, consequentemente, o que se come. Uma concentração empresarial que aumentou nos últimos anos e que corrói a segurança alimentar.

A ganância destas empresas não tem limites e seu objetivo é acabar com variedades de sementes locais e antigas, ainda hoje com um peso muito significativo, especialmente nas comunidades rurais dos países do Sul. Algumas sementes nativas representam uma ameaça para as híbridas e transgênicas das multinacionais, que privatizam a vida e impedem ao campesinato de obter suas próprias sementes, convertendo-os em “escravos” das companhias privadas, sem contar o seu negativo impacto ambiental, com a contaminação de outras plantações, e na saúde das pessoas.

A Monsanto não poupou recursos para acabar com as sementes camponesas: ações legais contra agricultores que tentam conservá-las, patentes de monopólio, desenvolvimento de tecnologia de esterilização genética de sementes, etc. Trata-se de controlar a essência dos alimentos e, assim, aumentar sua cota de mercado.

A introdução nos países do Sul, em especial naqueles com vastas comunidades camponesas ainda capazes de contar com suas próprias sementes, é uma prioridade para estas companhias. Deste modo, as multinacionais da semente intensificaram as aquisições e alianças com empresas do setor, principalmente na África e na Índia. Apostaram em cultivos destinados aos mercados do Sul Global e promoveram políticas para desestimular a reserva de sementes. A Monsanto, como reconhece sua principal rival DuPont Pioneer, é a “guardiã única” do mercado de sementes, controlando, por exemplo, 98% da comercialização de soja transgênica tolerante a herbicidas e 79% do milho, como retrata o relatório “Quem controla os insumos agrícolas?”. Isso lhe dá suficiente poder para determinar o preço das sementes, independente de seus competidores.

Das sementes aos agrotóxicos

No entanto, como a Monsanto não tem condições suficientes para controlar as sementes, para fechar o círculo, também procura dominar o que se aplica em seu cultivo: os agrotóxicos. A Monsanto é a quinta empresa agroquímica mundial e controla 7% do mercado de inseticidas, herbicidas, fungicidas, etc., atrás de outras empresas, por sua vez, líderes no mercado das sementes, como Syngenta, que domina 23% do negócio dos agrotóxicos, Bayer, 17%, BASF, 12%, e Dow Agrosciences, quase 10%. Assim, cinco empresas controlam 69% dos pesticidas químicos sintéticos que são aplicados nas plantações em escala mundial. Os mesmos que vendem ao campesinato as sementes híbridas e transgênicas, também fornecem os pesticidas para aplicar. Negócio redondo.

O impacto ambiental e na saúde das pessoas é dramático. Apesar das empresas destacarem o caráter “amigável” destes produtos com a natureza, a realidade é totalmente o contrário. No momento atual, após anos de fornecimento do herbicida da Monsanto, Roundup Ready, a base de glifosato, que já em 1976 foi o herbicida mais vendido do mundo, segundo dados da própria companhia, e que se aplica às sementes da Monsanto modificadas geneticamente para tolerar dito herbicida, sabe-se que ao mesmo tempo em que este acaba com a erva daninha, várias outras tem desenvolvido resistências. Estima-se que somente nos Estados Unidos já surgiram cerca de 130 ervas daninhas resistentes a herbicidas, em 4,45 milhões de hectares de plantações, de acordo com dados do Grupo ETC. Isso levou a um aumento do uso de agrotóxicos, com aplicações mais frequentes e doses mais elevadas para combatê-las, com a conseguinte contaminação ambiental do entorno.

As denúncias de camponeses e comunidades afetadas pelo uso sistemático de pesticidas químicos sintéticos é uma constante. Na França, inclusive, o Parkinson é considerado uma enfermidade do trabalho agrícola, causado pelo uso de agrotóxicos, depois que o camponês Paul François venceu a batalha judicial contra a Monsanto, no Tribunal de última instância de Lyon, em 2012, e conseguiu demonstrar que seu herbicida Lasso era o responsável por intoxicá-lo e deixá-lo inválido. Uma sentença histórica, que permitiu um avanço na jurisprudência.

O caso das Mães de Ituzaingó, um bairro das redondezas da cidade argentina de Córdoba, rodeada de campos de soja, em luta contra as fumigações é outro exemplo. Após dez anos de denúncia, e depois de observar como o número de enfermos de câncer e crianças com malformações no bairro não parava, mas, sim, aumentava - de cinco mil habitantes, duas centenas tinham câncer -, conseguiram demonstrar a ligação entre estas enfermidades e os agroquímicos aplicados nas plantações de soja em seus arredores (endosulfan de DuPont e glifosato de Roundup Ready da Monsanto). A Justiça proibiu, graças à mobilização, a fumigação com agrotóxicos perto de áreas urbanas. Estes são apenas dois casos dos muitos que podemos encontrar em todo o planeta.

Agora, os países do Sul são o novo objetivo das empresas de agroquímicos. Enquanto as vendas globais de pesticidas caíram nos anos 2009 e 2010, seu uso nos países da periferia aumentou. Em Bangladesh, por exemplo, a aplicação de pesticidas cresceu 328% nos anos 2000, com o consecutivo impacto na saúde dos camponeses. Entre 2004 e 2009, a África e o Oriente Médio tiveram o maior consumo de pesticidas. E na América Central e do Sul se espera um aumento do consumo nos próximos anos. Na China, a produção de agroquímicos alcançou, em 2009, dois milhões de toneladas, mais do que o dobro de 2005, segundo informa o relatório “Quem controlará a economia verde?”. Business as usual.

Uma história de terror

Porém, de onde surge esta empresa? A Monsanto foi fundada em 1901 pelo químico John Francis Queeny, proveniente da indústria farmacêutica. Sua história é a história da sacarina e o aspartame, do PBC, do agente laranja, dos transgênicos. Todos fabricados, ao longo dos anos, por esta empresa. Uma história de terror.

A Monsanto se constituiu como uma empresa química e, em suas origens, seu produto estrela era a sacarina, que distribuía para a indústria alimentar, em especial, para a Coca-Cola, que foi uma de seus principais provedores. Com os anos, expandiu seu negócio à química industrial, tornando-se, nos anos 1920, um dos maiores fabricantes de ácido sulfúrico. Em 1935, absorveu a empresa que comercializava policloreto de bifenila (PCB), utilizado nos transformadores da indústria elétrica. Nos anos 1940, a Monsanto centrou sua produção nos plásticos e nas fibras sintéticas e, em 1944, começou a produzir químicos agrícolas como o pesticida DDT.

Nos anos 1960, junto com outras empresas do setor, como Dow Chemical, foi contratada pelo governo dos Estados Unidos para produzir o herbicida agente laranja, que foi utilizado na guerra do Vietnã. Neste período, juntou-se, também, com a empresa Searla, que descobriu o adoçante não calórico aspartame. A Monsanto também foi produtora do hormônio sintético de crescimento bovino somatotropina bovina. Nos anos 1980 e 1990, a Monsanto apostou na indústria agroquímica e transgênica, até chegar a se tornar a número um indiscutível das sementes modificadas geneticamente.

Atualmente, muitos dos produtos made by Monsanto foram proibidos, como o PBC, o agente laranja ou o DDT, acusados de provocar graves danos à saúde humana e ao meio ambiente. O agente laranja, na guerra do Vietnã, foi responsável por dezenas de milhares de mortos e mutilados, assim como pelo nascimento de crianças com malformações. A somatotropina bovina também está vetada no Canadá, União Europeia, Japão, Austrália e Nova Zelândia, apesar de ser permitida nos Estados Unidos. O mesmo ocorre com o cultivo de transgênicos, onipresente na América do Norte, mas proibido na maioria dos países europeus, exceto, por exemplo, pelo Estado espanhol.

A Monsanto se movimenta como peixe na água no cenário de poder. Isso ficou claro por Wikileaks, quando filtrou mais de 900 mensagens que mostravam como a administração dos Estados Unidos gastou grandiosos recursos públicos para promover a Monsanto e os transgênicos em muitíssimos países, por meio de suas embaixadas, seu Departamento de Agricultura e sua agência de desenvolvimento USAID. A estratégia consistia em conferências “técnicas”, desinformando jornalistas, funcionários e formadores de opinião, bem como pressões bilaterais para adotar legislações favoráveis e abrir mercado às empresas do setor, etc. Na Europa, o governo espanhol é o principal aliado dos Estados Unidos nesta matéria.

Enfrentamento

Diante de todo este despropósito, muitos não calam e enfrentam. Milhares são as resistências contra a Monsanto em todo o mundo. A data de 25 de maio foi declarada o dia mundial contra esta companhia e centenas de manifestações e ações de protesto foram realizados, neste dia, ao redor do globo. Em 2013, realizou-se a primeira convocação, milhares de pessoas saíram às ruas em várias cidades de 52 diferentes países, desde Hungria até Chile, passando por Holanda, pelo Estado espanhol, Bélgica, França, África do Sul, Estados Unidos, entre outros, para mostrar a profunda rejeição às políticas da multinacional. No domingo passado, dia 25, a segunda convocação, menos concorrida, contou com ações em 49 países.

A América Latina é, neste momento, uma dos principais frentes de luta contra a companhia. No Chile, a mobilização conseguiu, em março de 2014, a retirada da conhecida Lei Monsanto, que pretendia facilitar a privatização das sementes locais e deixá-las nas mãos da indústria. Outra grande vitória foi na Colômbia, um ano antes, quando a massiva paralisação agrária, em agosto de 2013, conseguiu a suspensão da Resolução 970, que obrigava os camponeses a usar exclusivamente sementes privadas, compradas de empresas do agronegócio, e impedia que guardassem suas próprias sementes. Na Argentina, os movimentos sociais também estão em pé contra outra Lei Monsanto, que se pretende aprovar no país e subordinar a política nacional de sementes às exigências das empresas transnacionais. Mais de 100.000 argentinos já assinaram contra esta lei, no marco da campanha “Não à Privatização das Sementes”.

Na Europa, a Monsanto agora quer aproveitar a fenda que se abre nas negociações do Tratado de Livre Comércio União Europeia - Estados Unidos (TTIP), para pressionar em função de seus interesses particulares e poder legislar acima da vontade dos países membros, a maioria contrária à indústria transgênica. Esperamos que não demorem as resistências na Europa contra o TTIP.

A Monsanto é a semente do diabo, sem sombra de dúvidas.

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Cientista cria novo vírus da gripe H1N1 que poderia matar toda a humanidade. Uma nova pandemia está por vir?


E lá vamos nós de novo!

Assim como a pandemia da gripe suína surgiu 'coincidentemente' após os cientistas terem recriado a gripe espanhola, denominado por eles mesmos como H1N1, ou seja, é a mesma gripe.

Agora cientista cria vírus H1N1 mais forte, que escapa de proteção imunológica humana.

Estariam os eugenistas planejando uma nova pandemia de gripe para matar mais pessoas e para multiplicar o lucros das corporações farmacêuticas?

O professor Yoshihiro Kawaoka, da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA), criou um tipo de gripe que o sistema imunológico humano não conseguiria detectar. O novo vírus geneticamente modificado é baseado no H1N1, que matou cerca de 284.000 pessoas há cinco anos.

Hoje, a maioria das pessoas tem certa imunidade à gripe H1N1, que agora é considerada uma ameaça de risco relativamente baixo. Mas Kawaoka manipulou geneticamente o H1N1 para que ele possa “escapar” dos nossos anticorpos neutralizantes. Assim, o sistema imunológico humano seria incapaz de resistir a um surto dessa gripe.

Kawaoka queria converter o H1N1 ao seu estado pré-pandemia, para analisar as mudanças genéticas envolvidas no processo. Ele diz ao jornal The Independent que já terminou seu estudo, e apresentará suas conclusões em uma revista científica. Ele também diz que seu experimento tem por objetivo monitorar mudanças no vírus H1N1 que iriam melhorar as vacinas.

Funciona assim: os vírus evoluem na natureza. É por isso que a vacina da gripe precisa ser reajustada a cada ano, e, em parte, por que você terá gripe várias vezes em sua vida. Ocasionalmente, uma mutação criará um vírus muito mais letal do que antes. Não é melhor antecipar essas mudanças, em vez de ser pego desprevenido por elas?
Riscos

Mas o óbvio poderia acontecer: este vírus poderia escapar, ou ser intencionalmente lançado por terroristas. Esse receio não é totalmente hipotético: em 1977, uma cepa de H1N1 que havia desaparecido por décadas de repente reapareceu – e provavelmente veio de um laboratório. E há vários acidentes menores: varíola em 1978, febre aftosa em 2007, e SARS em 2004.

Mas Kawaoka garante que está levando em conta os riscos:

Existem riscos em todas as pesquisas. No entanto, existem formas de mitigá-los. Assim como em toda pesquisa sobre os vírus influenza em meu laboratório, este trabalho é realizado por pesquisadores experientes, sob contenção adequada e com revisão completa e aprovação prévia do [comitê de biossegurança].

O local escolhido para a pesquisa, o Instituto de Pesquisa de Vírus Influenza em Madison (EUA), tem nível três de biossegurança – um nível abaixo de institutos que realizam pesquisas sobre o ebola. No entanto, o trabalho de Kawaoka foi realizado em um laboratório de nível dois. A Universidade alega que não há riscos.
Polêmicas

Esta não é a primeira polêmica envolvendo o trabalho de Kawaoka. Seu nome é bastante citado em notícias envolvendo vírus mutantes: seu laboratório se especializa em estudar os vírus por trás da gripe e ebola, tornando-os mais letais que na natureza.

Em junho, o laboratório de Kawaoka publicou um estudo que recriou um vírus semelhante ao da gripe espanhola de 1918, que matou milhões de pessoas em todo o mundo. O estudo foi julgado como “absolutamente louco” e “extremamente perigoso” por razões óbvias.

E em 2012, o laboratório de Kawaoka esteve envolvido em outra controvérsia: um estudo deles mostrava como algumas mutações poderiam tornar a gripe aviária mais transmissível.

Agora, resta esperar até que o estudo de Kawaoka seja publicado, para ver quais detalhes o estudo trará. O estudo sobre a gripe aviária, por exemplo, causou pânico em um painel de biossegurança nos EUA, mas revelou-se um pouco menos perigoso do que o esperado. Que nossas futuras epidemias não sejam criadas pela própria humanidade.

Fontes: GizModo - Libertar.in
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Gays nas Forças Armadas e as declarações da Ministra do Superior Tribunal Militar


Por Rubens Teixeira

Li com muita atenção a matéria “Primeira mulher à frente do Superior Tribunal Militar defende gays nas Forças Armadas”, publicada na Revista Veja e faço aqui algumas reflexões a respeito do tema. Respeitando as opiniões da Ministra Maria Elisabeth Rocha, primeira mulher a presidir a Corte em 206 anos de existência, não posso deixar de trazer à discussão aspectos práticos relacionados ao assunto, decorrentes de minha experiência quando estive no serviço ativo do Exército. Na Instituição, ingressam pessoas de ambos os sexos e nunca percebi qualquer exame que impedisse o acesso por conta da sexualidade.

A atividade militar é singular e, por conta disso, exigem-se características específicas. Os militares de carreira são voluntários e assumem o compromisso de defender a Pátria com a sua vida, se preciso for. Para alcançar este objetivo, os militares se submetem a treinamentos muito rigorosos e desgastantes sob os aspectos físico, psicológico e emocional. A guerra não admite devaneios, ativismos e nem debates descontextualizados com o foco a que se destina.

De militares, do sexo masculino ou feminino, exigem-se marcialidade, vigor físico, lealdade, enquadramento, firmeza e equilíbrio. Faz parte da ética militar a virilidade, que independe da sexualidade. As mulheres usam maquiagens, uniformes e cuidados condizentes com a sua condição militar. O soldado não aprecia gingas ou exteriorizações inadequadas. Mas isto nada tem a ver com a sexualidade, e sim com o fato de ser militar.

Quando era Cadete, vi um colega ser desligado não por ser homossexual, mas por desrespeitar um companheiro enquanto dormia. De porte físico inferior aos dois, de madrugada, arrisquei-me para conter a revolta do colega que acordou e queria agredir o outro.

Como Oficial, soube que um soldado praticou atos libidinosos com colegas. Os oficiais e sargentos trataram a questão com o necessário rigor, mas ninguém foi desrespeitado ou execrado. Nunca vi “caça às bruxas” no Exército com relação a qualquer questão de sexualidade. O regulamento é seguido e quem não quiser ser punido, basta que cumpra as regras.

A digna Ministra comentou que: “A minha visão é toda civil. Mesmo sendo mulher de um general, tenho uma visão mais branda do cometimento de determinados atos do que os homens, sobretudo os militares, que são muito rigorosos na cobrança de disciplina e hierarquia.” É importante a respeitável magistrada ter mente civil, mas julgará questões militares. A justiça militar é especializada exatamente para cumprir o propósito a que se destina, à semelhança de suas congêneres existentes no País. Os militares são e devem ser rigorosos no cumprimento da hierarquia e da disciplina. Aliás, é salutar que os cidadãos civis assimilem, com as devidas adaptações, este exemplo de “ordem e progresso” .

A magistrada ressaltou que: “Além de ampliar a participação feminina, promover o direito das minorias ainda segregadas, como os homossexuais – uma bandeira que sempre levantei.” As minorias são, infelizmente, segregadas na sociedade e o Exército não é pior do que a sociedade neste aspecto. Posso dizer que o Exército e as demais Forças Singulares são modelos em relação à meritocracia e à igualdade de oportunidades, parâmetros valiosos em uma democracia forte.

Meu irmão mais velho, Paulo César Teixeira da Silva, hoje Primeiro Tenente do Quadro Auxiliar de Oficiais, passou no concurso para sargento do Exército oriundo da pobreza extrema. Aprovado, depois que concluiu o curso, pagou meus estudos e ingressei na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). No Exército, fiz ainda dois cursos no Instituto Militar de Engenharia (IME): graduação e mestrado. Jamais me discriminaram.

O mais marcante, é que fiz o mestrado depois de não mais estar no serviço ativo. O fato de ter encerrado minha carreira intempestivamente por conta de problemas de saúde da minha esposa e filho recém nascido, quando servia na Amazônia, não foi motivo para ser vetado pelo Exército.

As Forças Armadas são Instituições do Estado que contribuem de forma significativa para fortalecer o sentimento de civismo e cidadania, especialmente com os ensinamentos que passam para os cidadãos brasileiros que prestam o serviço militar em rincões do País. Paralelamente, os jovens aprendem atividades que abrem portas no mercado de trabalho nos mais diferentes setores.

As Forças Armadas não são mais e nem menos rigorosas na observância das leis e nem têm comportamentos mais conservadores do que a sociedade a que pertencem. O culto aos valores morais, à ética e aos atributos relevantes e inerentes à atividade militar não podem ser alterados por devaneios e modismos.

Estou certo de que a ilustre Ministra, sendo esposa de General e com a vivência adquirida no meio militar, no exercício de suas honrosas funções, tem pleno conhecimento das virtudes castrenses e do nobre papel desempenhado pelas Forças Armadas no cumprimento de suas missões.

Mas… convém repetir que há necessidade de rigor na cobrança da disciplina e da hierarquia, haja vista que “faltar à verdade” é, apenas, a primeira das inúmeras e graves transgressões disciplinares constantes do regulamento militar. E, na guerra, tudo é muito mais complexo!

Fonte: Gospel Prime
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Documentário - Guerra Climática - Haarp e Chemtrails


Série Isso é Impossível o canal The History Channel (THC) aborda o assunto Haarp e Chemtrails (Rastros Químicos). Saiba a verdade acessando os links logo abaixo...

HAARP (High Frequency Active Auroral Research Program)
seuhistory

O poder para utilizar tornados, furacões, e os climas mais extremos como arma pode ser uma realidade. Investigaremos relatos de que armas climáticas estão em desenvolvimento, e revelaremos a tecnolog ia que no futuro pode fazer com que furacões, terremotos e tsunamis sejam as armas mais mortíferas do mundo.


Documentário do History Channel sobre as ações climáticas provocadas pelo homem. Aborda o HAARP causando terremotos, tsunami e furações; Chemtrails e outras artimanhas da elite.

Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância.[Sócrates]
Sócrates é meu amigo, mas sou mais amigo da verdade.[Aristóteles]

"A liberdade jamais será dada voluntariamente pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"
[Martin Luther King]


Fonte: Forum Anti Nwo
Via: Revellati Online
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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Transgênicos Podem Estar Relacionados à Doença de Morgellons!


Um problema de saúde que parece coincidir com a revolução dos transgênicos é a doença de Morgellons. E se o advento da doença de Morgellons tiver algo a ver com a ingestão de alimentos geneticamente modificados? Veja neste artigo como isto pode ser real!

Desde que a administração Clinton fez da biotecnologia "uma prioridade estratégica para o governo dos EUA" (1),os interesses das gigantes multinacionais do agronegócio tem assumido agressivamente a cadeia alimentar global, inundando-a com Organismos Geneticamente Modificados (transgênicos ou OGM) sem levar em conta as consequências para a Terra ou a seus habitantes. Esta aquisição não só tem o potencial de devastação econômica global, mas ameaça a população da Terra com amplas preocupações com a saúde também.

Doença de Morgellons - O que é isso?

Muito pouco pode ser encontrado em relação a esta doença. Originalmente, os pacientes foram informados de que seu problema era imaginário. O que foi de pouco conforto para as pessoas que estavam sofrendo.

Os que sofrem da doença de Morgellons reportam um estranho material parecido com fibra saindo de feridas ou chagas que surgem na pele. Isto é acompanhado por dor e coceira intensa, que tem sido descritos como "uma sensação constante como se algo estivesse se rastejando sob a pele." (2). Veja também nosso outro post "[ESTUDO] Prova da Existência da Doença de Morgellons?".

Em 18 de maio de 2006, a KGW, um canal de notícias local da área de Oregon, publicou a seguinte história:

Doença estranha: História de horror da misteriosa doença (trecho)

[Dr. Drottar] A desabilitada médica familiar sentiu como se insetos estivessem rastejando sob sua pele.

"Se eu dissesse às pessoas completamente o que tem acontecido comigo medicamente, eles pensariam que estão no twilight zone", disse Drottar.

Ela acordou com a sensação de que o fluido estava correndo logo abaixo de sua pele. Muitas vezes, algo como fibras pretas ou azuis se projetavam de sua pele, disse ela.

"Eu pensei que tinha sido exposta ao amianto. Eu pensei que eu tinha fibras de amianto saindo da minha pele. Eu estava puxando longas, finas e pequenas fibras semelhantes a pelos longos que eram extremamente afiados que poderiam literalmente furar totalmente as minhas unhas", disse Drottar.

Além da sensação de insetos e as fibras, Drottar também sofria de depressão severa, fadiga crônica e um sistema imunológico enfraquecido. Como resultado, ela teve que desistir de sua prática familiar, disse Drottar. (3)

Aqui estão algumas fotos de lesões de Morgellons incluídas no artigo da KGW:


Fibras embutidas na pele, removidas da lesão facial do menino de três anos de idade, aumentada em 60 vezes.


Morgellons e Transgênicos - a Conexão

Pouca informação foi revelada sobre os efeitos a longo prazo das culturas dos transgênicos em seres humanos ou animais, e ainda menos informação pode ser obtida em relação à pesquisas correlacionando Morgellons com alimentos transgênicos.

Isto é suspeito logo de cara, porque parece que haveria uma curiosidade natural sobre uma ligação entre organismos geneticamente modificados que as pessoas ingerem regularmente com as fibras inorgânicas que se projetam a partir da pele de uma pessoa.

Isso seria até de interesse para os geneticistas, e digno de intensa investigação.

Então, por que não há uma tonelada de estudos publicados?

Por que é tão difícil encontrar qualquer coisa relacionada a isso?

Será que empresas como a Monsanto tem influência suficiente para ocultar efetivamente essas histórias?

Se eles têm cacife suficiente para arruinar países enganando pobres agricultores para comprar sementes transgênicas patenteadas, e em seguida, dão um passo adiante e forçam essas pobres pessoas a comprarem sementes, ano após ano, em vez de colher a sua própria, então eles têm influência suficiente para pedir ao nosso mais do que disposto governo corporativo para manipular a imprensa... de novo.

De acordo com o PhD, Mike Stagman:

"A engenharia genética é um pesadelo tecnológico que já causou muitas epidemias - documentada, mas não divulgada" (4)

O artigo a seguir de Whitley Strieber publicado em 12 de outubro de 2007, intitulado "A doença da pele pode estar ligada a alimentos geneticamente modificados" conclui que as fibras retiradas de uma vítima de Morgellons contem a mesma substância que é "usada comercialmente para a produção de plantas geneticamente modificadas."

Doenças de pele podem estar ligadas a alimentos geneticamente modificados
12 de outubro de 2007

Muitas pessoas - a maioria médicos - tem descartado a doença de Morgellons como sendo hoax ou hipocondria. Mas agora há provas de que esta misteriosa doença pode ser real e relacionada a alimentos geneticamente modificados!

Da pele das vítimas de Morgellons, saem misteriosos fios que tem sido identificados como celulose (os quais não podem ser produzidos pelo corpo humano), e as pessoas têm a sensação de que coisas rastejam sob a pele. O primeiro caso conhecido de Morgellons ocorreu em 2001, quando Mary Leitao criou um site que descreve a doença que infectou seu filho. Ela chamou de Morgellons depois de um estudo médico do século 17 na França, que descreveu os mesmos sintomas.

Publicado entre 15 e 21 de setembro pela revista New Scientist, Daniel Elkan descreve um paciente que ele chama de "Steve Jackson", que "há anos" tem "encontrado minúsculas fibras azuis, vermelhas e pretas que crescem em lesões intensamente pruriginosas na pele". Ele cita Jackson dizendo: "As fibras são como plásticos flexíveis e podem ser de vários milímetros de comprimento. Sob a pele, algumas estão entrelaçadas em ziguezague. Estas podem ser tão finas como teia de aranha, mas fortes o suficiente para dilatar a pele quando você os retira, como se estivesse puxando um fio de cabelo."

Os médicos dizem que esse tipo de doença só pode ser causada por um parasita, mas os medicamentos anti-parasitários não ajudam. Os psicólogos insistem que esta é uma nova versão da síndrome conhecida conhecida como "delírio parasitário". Embora esta seja uma doença "real", não é uma doença causada fisicamente.

Mas agora há evidência física que a doença de Morgellons não seja apenas psicológica. Quando o farmacologista Randy Wymore se propôs para estudar algumas dessas fibras se as pessoas as enviassem a ele, ele descobriu que "as fibras de diferentes pessoas pareciam notavelmente semelhantes entre si e também parecem não corresponder à fibras ambientais comuns."

Quando eles levaram estas fibras para uma equipe forense da polícia, eles disseram que não eram de roupas, tapetes ou roupa de cama. Eles não têm ideia o que são.

O pesquisador Ahmed Kilani disse que ele foi capaz de separar duas amostras de fibras e extrair seu DNA. Ele descobriu que elas pertenciam a um fungo.

Um achado ainda mais provocante é que o bioquímico Vitaly Citovsky descobriu que as fibras contêm uma substância chamada "Agrobacterium", que de acordo com a New Scientist, é "usada comercialmente para a produção de plantas geneticamente modificadas." Poderiam plantas transgênicas serem "a causa de uma nova doença humana? "(5)

Transgênicos- Não sob o meu olhar!

As gigantescas corporações multinacionais por trás da revolução dos transgênicos estão nos atacando em nosso ponto mais vulnerável - as nossas barrigas. A maioria das pessoas foi criada com uma confiança inata que o que compram nas lojas é seguro para comer.

Isto já não é verdade, pois a maioria dos alimentos processados ​​contêm ingredientes geneticamente modificados, que podem ter efeitos desastrosos sobre a saúde animal e humana.

O que você compra na loja da esquina poderia mudar o seu DNA e criar tais sintomas assustadores que o público em geral simplesmente não acredita nele. O pior é que quando você vai ao médico para obter ajuda, ele lhe diz que o que você está enfrentando é tudo da sua cabeça. Que bobagem! Cabe a pessoas que se importam fazerem as correlações entre o que nós comemos e o que acontece com nossos corpos. Lembre-se do velho ditado - "você é o que você come?" Bem, este autor acredita que seja verdade.

Referências:

1) Engdahl, F.W. (2007). Seeds of Destruction.

2) Stagman, M. Phd. (2006). GMO Disease Epidemics: Bt-cotton Fiber Disease.

3) Porter, L. (2006). Strange sickness: Mystery disease horror story.

4) Stagman, M. Phd. (2006). GMO Disease Epidemics: Bt-cotton Fiber Disease. Retrieved from

5) Strieber, W. (2007). Skin Disease Might be Linked to GM Food.

Participe também da discussão no Fórum Anti-NOM!

Fontes: Global Research: GMO and Morgellons Disease - KGW: Nightmare under the microscope - KGW: Sharing the Nightmare - A Nova Ordem Mundial
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